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Planejamento financeiro empresarial: 8 dicas para não errar!
escrito em 1 de outubro de 2018

Um bom planejamento financeiro empresarial é essencial para projetar e administrar bem um negócio. É por meio dele que conseguimos visualizar:

  • Custos;
  • Receitas;
  • Despesas;
  • Margens de Lucro;
  • E metas (é muito importante que sejam bem estabelecidos os objetivos a serem alcançados ao longo do ano).

Portanto, organizar os rendimentos só traz benefícios, que vão desde sustentar a empresa à viabilização do reinvestimento em setores que se fazem necessários. Além disso, essa projeção também abre portas para a expansão e evita o encerramento precoce da companhia – causado principalmente porque muitos empreendedores não priorizam a gestão financeira.

Para que isso não aconteça com você, eu elaborei algumas dicas para se ter em mente na hora de montar ou reestruturar o seu negócio:

 

1. Elabore metas

Como dito antes, traçar objetivos é fundamental. É a partir deles e da análise de vários cenários possíveis que você vai desenvolver planos de ação precisos para o futuro da sua empresa, como aumentar 20% as vendas em um ano, diminuir os custos de produção em 10% ou melhorar a imagem da marca.

É empolgante, não? Mas para isso acontecer, é preciso investir. Então, com essas metas bem definidas no papel, o planejamento financeiro empresarial se faz imprescindível para que você alcance o que idealizou, evitando erros no caminho e assegurando que o dinheiro vai estar lá quando chegar a hora de usá-lo.

E mais um adendo: nos casos de dívidas, a organização é ainda mais necessária. Verifique quais despesas são possíveis de pagar, defina as prioridades e busque soluções para quitar as contas pendentes.

 

2. Abuse das planilhas

O Sebrae disponibiliza gratuitamente uma série de planilhas em Excel para que você inicie o controle da sua empresa.

Com elas, você será capaz de desenhar todas as despesas, ganhos e demais custos do seu dia a dia. Assim, estará sempre de olho na situação da companhia e saberá o momento certo de investir ou recuar.

 

3. Se agarre ao planejado

Uma vez delineado o seu plano financeiro, mantenha-se nele. Trabalhe conforme o elaborado, tendo em mente sempre as metas que você almeja para o seu negócio. Assim, sempre que precisar usar o dinheiro da empresa, você vai avaliar melhor a situação e investir apenas no que é realmente necessário em prol dos objetivos traçados.

Se você analisar que a compra é importante, não deixe de levantar diversos orçamentos com vários fornecedores e comparar os preços e os custos-benefícios. Fique de olho em gastos com produtos ou serviços irrelevantes para a sua necessidade.

Outro fator muito importante é evitar desperdícios, tanto em materiais desnecessários quanto em despesas fixas da empresa, como energia, água e outras contas básicas.

 

4. Analise os resultados

Você já sabe que precisa fazer relatórios regulares sobre as finanças da empresa, mas também é essencial que esses dados sejam analisados para entender, de fato, se os resultados estão ou não dentro do planejamento financeiro.

Manter essa rotina de avaliação possibilita diagnosticar problemas, erros e, principalmente, a saúde do seu empreendimento.

 

5. Trabalhe com fundo de reserva

Toda empresa precisa trabalhar com uma reserva financeira pré-estabelecida, para que se mantenha funcionando caso exista uma oscilação de mercado ou se as metas de faturamento não forem atingidas em um determinado período.

É claro que cada companhia e ramo tem sua particularidade, mas sempre pense em ter como fundo um valor que pague, pelo menos, o custo total do próximo mês.

 

6. Não misture as finanças

O planejamento financeiro pessoal, principalmente para quem é empresário, também se faz muito necessário. Isso porque não misturar as finanças da empresa com as próprias contas é uma das premissas mais básicas para que o negócio prospere.

Portanto, é muito importante que seja determinada a remuneração dos sócios – o chamado pró-labore. Dessa forma, as retiradas sem controle do caixa da empresa são evitadas, além de que, somente assim, é possível entender a lucratividade e possibilidades de cada um.

 

7. Se necessário, terceirize

Existem muitos softwares de gestão financeira no mercado que podem ajudar nesse planejamento. Uma boa opção também é a contratação de especialistas ou empresas de consultoria que auxiliam nessa organização.

A terceirização desse serviço também é uma ótima opção, pois além de aliviar alguns departamentos da sua empresa ao transferir procedimentos burocráticos para profissionais especializados, também permite que a sua equipe foque no objetivo original do negócio.

O interessante, nesses casos, é que a escolha do prestador desses serviços seja feita com base no quanto isso vai te ajudar a gerir a sua empresa. Não basta contratar manuseadores de papéis. É preciso ter ao lado parceiros capazes de te instruir e auxiliar nas tomadas de decisões para a saúde do seu empreendimento.

 

8. Mantenha-se atualizado(a)

Saber os termos técnicos e os significados de cada operação financeira é fundamental para entender as diferenças entre cada um e elaborar um planejamento financeiro empresarial. Veja alguns deles:

  • Faturamento: total bruto arrecadado em determinado período;
  • Lucro: diferença do faturamento menos os gastos;
  • Gastos: despesas totais e custos;
  • Investimentos: valores utilizados para melhorar ou expandir a empresa;
  • Capital de Giro: recursos financeiros para o negócio continuar em operação;
  • Ponto de Equilíbrio: ponto onde a companhia consegue pagar as próprias contas, mas ainda não oferece lucro;
  • Fluxo de Caixa: diferente do Capital de Giro, essa ferramenta é determinada pela avaliação de tudo o que entrou e saiu das finanças da empresa em um determinado período, podendo ser positivo ou negativo.

Mas não se apegue só a isso. Um bom empreendedor está sempre atento a o que acontece no mundo e às transformações econômicas, políticas e sociais. Leia e se informe sobre tudo!

 

ESCRITO POR:  Fernando Pigatti 

Líder no Marketing da Pigatti Contabilidade. Ajudando os donos de negócios no Brasil!


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\n[[Ficheiro:Blank map.svg|400px|left|Localidades na vizinhan\u00e7a]]\n{{Image label|x=0.5|y=0.5|scale=400|text=[[Ficheiro:Map pointer black.svg|20px|Fountain]]'''Fountain'''}}\n{{Image label|x=0.494|y=0.248|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|20px|Localidade com 15194 habitantes (2000).]] [[Cimarron Hills]] (18 km) }}\n{{Image label|x=0.386|y=0.235|scale=400|text=[[Ficheiro:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 360890 habitantes (2000).]] [[Colorado Springs (Colorado)|Colorado Springs]] (21 km) }}\n{{Image label|x=0.394|y=0.419|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|18px|Localidade com 10566 habitantes (2000).]] [[Fort Carson]] (9 km) }}\n{{Image label|x=0.241|y=0.246|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|14px|Localidade com 4980 habitantes (2000).]] [[Manitou Springs]] (26 km) }}\n{{Image label|x=0.469|y=0.420|scale=400|text=[[Ficheiro:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 29845 habitantes (2000).]] [[Security-Widefield]] (6 km) }}\n{{Image label|x=0.398|y=0.372|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|16px|Localidade com 6650 habitantes (2000).]] [[Stratmoor]] (12 km) }}\n
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Ele \u00e9 casado com Susan Weeks, tamb\u00e9m uma [[arqueologia|arque\u00f3loga]] e talentosa artista.\n\nWeeks nasceu na cidade de [[Everett]], [[Washington]], onde ele decidiu ser egipt\u00f3logo desde que era crian\u00e7a. {{citar web|url=http://www.thebanmappingproject.com/about/staff_1.html|t\u00edtulo=(em ingl\u00eas)|acessodata=2008-09-24}} Weeks estudou na [[R. A. Long High School]] em [[Longview (Washington)]] e se graduou em 1959. Ele estudou [[antropologia]] na [[University of Washington]] onde ele obteve o seu mestrado. Ele visitou o [[Egito]] pela primeira vez em 1963 e em 1970 ele recebeu o doutorado em [[egiptologia]] pela [[Yale University]].\n\nA carreira profissional de Dr. Weeks iniciou-se com a nomea\u00e7\u00e3o para curador assistente de arte eg\u00edpcia no [[Metropolitan Museum of Art]], e em 1988 tornou-se um professor de Egiptologia na [[The American University in Cairo]].\n\nEm 1978, weeks concebeu e lan\u00e7ou o [[Theban Mapping Project]], um plano ambicioso de fotografar e mapear detalhadamente todos os templos e tumbas na necr\u00f3pole da cidade de [[Tebas (Egito)|Tebas]]. Como parte de seu projeto, Weeks introduziu um [[bal\u00e3o]] com a inten\u00e7\u00e3o de fazer estudos a\u00e9reos, que acabaram crescendo e se tornando parte importante da industria tur\u00edstica local. Entretanto, a mais importante conquista do projeto foi a descoberta, em 1995, da identidade da maior tumba do [[Vale dos Reis]], a [[KV5]], a tumba dos filhos de [[Ramess\u00e9s II]].\n\n==Publica\u00e7\u00f5es==\n*''Atlas of the Valley of the Kings: The Theban Mapping Project''\n*''The Lost Tomb'', 1998\n*''The Illustrated Guide to Luxor and the Valley of the Kings''\n*''The Valley of the Kings: The Tombs and the Funerary of Thebes West'', (editor)\n\n==Refer\u00eancias==\n{{reflist}}\n\n==Liga\u00e7\u00f5es externas==\n* {{en}} [http://www.thebanmappingproject.com/about/staff_1.html The Theban Mapping Project]\n\n{{esbo\u00e7o-biografias}}\n\n{{DEFAULTSORT:Weeks, Kent}}\n\n[[Categoria:Egipt\u00f3logos dos Estados Unidos]]\n[[Categoria:Arque\u00f3logos dos Estados Unidos]]"}]},"4253248":{"pageid":4253248,"ns":0,"title":"Marisa Tayui","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Sem-fontes-bpv|data=dezembro de 2013}}\n{{Info/Ator\n| nome = Marisa Tayui\n| ocupa\u00e7\u00e3o = [[Atriz]]\n| imagem = \n| tamanho_imagem = \n| descri\u00e7\u00e3o = \n| nome_denascimento = \n| outro_nome = \n| data_nascimento = \n| localidaden = [[Fullerton, California]], [[United States|U.S.]]\n| nacionalidade = {{USAb}} [[Estadunidense]]\n| altura = \n| c\u00f4njuge = \n| pap\u00e9is_not\u00e1veis = \n| atividade = (Atriz)\n| oscares_academia =\n| emmy =\n| goldenglobe =\n| sag_awards =\n| outros_pr\u00eamios =\n| site_oficial = \n| IMDB_id = \n}}\n'''Marisa Tayui''' (\u7530\u7ed3\u4e07\u91cc\u7eb1) \u00e9 uma atriz estadunidense de origem jap\u00f4nesa. Ela apareceu no filme ''[[Balls of Fury]]'' em 2007 . Ela tamb\u00e9m fez apari\u00e7\u00f5es em ''[[The Andy Dick Show]]'', ''[[Monk]]'', ''[[Two and a Half Men]]'', ''[[Heroes (s\u00e9rie)|Heroes]]'', [[MTV Movie Awards 2004]], ''[[House MD]]'' e ''[[The Bold and the Beautiful]]''. Ela apareceu no filme do [[Adam Sandler]]''[[Just Go With It]]''.\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n*{{IMDb name |0853386}}\n*http://www.tv.com/mtv-movie-awards/2004-mtv-movie-awards/episode/1201082/cast.html\n*http://www.blockbuster.com/browse/catalog/movieDetails/390850 - Cached\n*http://www.cbspressexpress.com/div.php/cbs_entertainment/release?id=16122\n*http://library.digiguide.com/lib/person/Marisa+Tayui\n\n{{refer\u00eancias}}\n{{Portal3|Cinema}}\n\n{{esbo\u00e7o-atriz}}\n{{DEFAULTSORT:Tayui, Marisa}}\n[[Categoria:Atores dos Estados Unidos]]"}]},"3697817":{"pageid":3697817,"ns":0,"title":"Sucupira (Disney)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info Personagem (Fic\u00e7\u00e3o)\n | cor = disney\n | imagem = Sucupira.jpg\n | legenda = \n | obra =\n | nome org = J. 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{{lknb|Amajur,|o Turco}} (S\u00edria)\n|sucessor = [[Cumarauai]]\n|descendencia = [[Cumarauai]]
[[Alabas ibne Amade ibne Tulune|Alabas]]
[[Rebia ibne Amade ibne Tulune|Rebia]]
{{ilc|Xaib\u00e3|Xaib\u00e3 ibne de Amade ibne Tulune|Shayban ibn Ahmad ibn Tulun}}
[[Amade ibne Tulune#Descend\u00eancia|outros]]\n|nome completo = {{lang|ar|\u0623\u062d\u0645\u062f \u0628\u0646 \u0637\u0648\u0644\u0648\u0646}}\n|casa = [[Dinastia tul\u00fanida|Tul\u00fanida]]\n|pai = [[Tulune]]\n|data de nascimento = {{dni|20|09|835|si}}\n|local de nascimento= [[Bagd\u00e1]]\n|data da morte = {{morte|10|05|884|si}}\n|local da morte = {{ilc|Alcatai||al-Cata'i}}\n|religi\u00e3o = [[Isl\u00e3o]] [[Sunismo|sunita]]\n}}\n'''Amade ibne Tulune''' ({{langx|ar|\u0623\u062d\u0645\u062f \u0628\u0646 \u0637\u0648\u0644\u0648\u0646\u200e||''A\u1e25mad ibn \u1e6c\u016bl\u016bn''|lit. \"Amade, filho de Tulune\"}}; ca. {{dni|20|09|835|si}} - {{morte|10|05|884|si}}) foi o fundador da [[dinastia tul\u00fanida]] que governou o [[Egito medieval|Egito]] [[Bilade Alxam|S\u00edria]] entre 868 e 905. De in\u00edcio um [[Gulam|soldado escravo]] [[povos turcos|turco]], em 868 foi enviado pelo [[califa ab\u00e1ssida]] [[Almutaz]] {{nwrap|r.|866|869}} como governador do Egito. Explorando a situa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica vol\u00e1til e a preocupa\u00e7\u00e3o do regente ab\u00e1ssida, [[Almuafaque]] {{nwrap|r.|870|891}}, com as guerras contra o [[Imp\u00e9rio Saf\u00e1rida]] e a [[Rebeli\u00e3o Zanje]], dentro de quatro anos estabeleceu-se como governante virtualmente independente ao evitar o agente fiscal califal, [[Amade ibne Almudabir]], tomar controle das finan\u00e7as eg\u00edpcias e estabelecer um grande for\u00e7a militar pessoalmente leal a ele. Amade tamb\u00e9m cuidou de estabelecer uma administra\u00e7\u00e3o eficiente no pa\u00eds. Atrav\u00e9s de uma s\u00e9rie de medidas, tal como as refor\u00e7as do sistema de tributa\u00e7\u00e3o e os reparos do sistema de irriga\u00e7\u00e3o, o rendimento fiscal anual cresceu acentuadamente. Como s\u00edmbolo do novo regime, construiu uma nova capital, {{ilc|Alcatai||al-Cata'i}}, ao norte da antiga [[Fostate]].\n\nAp\u00f3s 875/876, entrou em conflito aberto com Almuafaque, que tentou dep\u00f4-lo sem sucesso. Em 878, com o apoio do irm\u00e3o de seu rival, o califa [[Almut\u00e2mide (califa)|Almut\u00e2mide]] {{nwrap|r.|870|892}}, Amade tomou controle da governan\u00e7a da S\u00edria t\u00e3o longe quanto os distritos fronteiri\u00e7os com o [[Imp\u00e9rio Bizantino]], embora o controle do [[Tarso]] em particular provou-se t\u00eanue. Em sua aus\u00eancia na S\u00edria, seu filho mais velho e representante, [[Alabas ibne Amade ibne Tulune]], tentou usurpar o trono no Egito, acarretando na pris\u00e3o dele e a nomea\u00e7\u00e3o de seu segundo filho, [[Cumarauai]], como herdeiro. A deser\u00e7\u00e3o de 882 de um comandante s\u00eanior, Lulu, para Almuafaque, e a deser\u00e7\u00e3o de Tarso, for\u00e7ou Amade a retornar \u00e0 S\u00edria.\n\nQuando o agora virtualmente impotente Almut\u00e2mide tentou escapar do controle de seu irm\u00e3o para os dom\u00ednios de Amade e foi capturado por agentes de Almuafaque, Amade convocou uma assembleia de juristas em [[Damasco]] para denunciar Almuafaque como usurpador. Sua tentativa de retomar Tarso em outubro de 883 fracassou, e ele adoeceu. Retornando ao Egito, morreu em maio de 884 e foi sucedido por Cumarauai.\n\nAmade destaca-se como o primeiro governador de um importante prov\u00edncia do [[Califado Ab\u00e1ssida]] a estabelecer-se como mestre independente da corte ab\u00e1ssida e por passar o poder ao seu filho. Foi assim tamb\u00e9m o primeiro governante desde os [[fara\u00f3]]s a fazer o Egito um poder pol\u00edtico independente novamente, com uma esfera de influ\u00eancia compreendendo S\u00edria e partes do [[Magrebe]], o que definiu o tom dos posteriores regimes dos [[Reino Iqu\u00edxida|iqu\u00edxidas]] e [[Califado Fat\u00edmida|fat\u00edmidas]] que centraram seu poder no pa\u00eds.\n\n== Fontes prim\u00e1rias ==\n\nV\u00e1rios autores medievais escreveram sobre Amade ibne Tulune. As duas principais fontes s\u00e3o duas biografias de dois autores do {{s\u00e9c|X}}, {{ilc|ibne Aldaia||Ibn al-Daya}} e {{ilc|Albalaui||al-Balawi}}. Ambas chamam-se ''Sirat Ahmad ibn Tulun'', e o trabalho de Albalaui baseia-se em grande medida em ibne Aldaia, embora \u00e9 muito mais extenso. Ibne Aldaia tamb\u00e9m escreveu um livro (''Kitab al-mukafa'a'') com anedotas da sociedade eg\u00edpcia do per\u00edodo tul\u00fanida. Mais informa\u00e7\u00e3o \u00e9 proveniente de um contempor\u00e2neo de ibne Tulune, o ge\u00f3grafo e viajante [[Iacubi]], cujos trabalhos cobrem os primeiros anos de seu governo no Egito, e de autores eg\u00edpcios posteriores, especialmente os historiadores do {{s\u00e9c|XV}} {{ilc|ibne Ducmaque||Ibn Duqmaq}} e [[Almacrizi]] que basearam-se numa variedade de fontes anteriores para escrever sobre a hist\u00f3ria do estado Tul\u00fanida. V\u00e1rias outras cr\u00f4nicas \u00e1rabes medievais dos s\u00e9culos XIII ao XVI mencionam Amade ou seus oficiais, mas muitas s\u00e3o de um per\u00edodo posterior e n\u00e3o s\u00e3o muito confi\u00e1veis, especialmente em compara\u00e7\u00e3o ao ibne Ducmaque e Almacrizi.{{sfn|Swelim|2015|p=9\u201313}}{{ref label2|a}}\n\n== Vida ==\n\n=== Inf\u00e2ncia e come\u00e7o da carreira ===\n\n[[Imagem:Dirhem of al-Ma'mun, AH 199-218.jpg|thumb|esquerda|upright=1.05|[[dirr\u00e3 (moeda)|Dirr\u00e3]] de [[Almamune]] {{nwrap|r.|813|933}}]]\n[[Imagem:Dirham of al-Mu'tasim, AH 221.jpg|thumb|upright=1.05|esquerda|Dirr\u00e3 de [[Almot\u00e1cime]] {{nwrap|r.|833|842}}]]\n[[Imagem:Dinar of Al-Musta'in, AH 248-252.jpg|thumb|upright=1.05|esquerda|[[Dinar de ouro]] de [[Almostaim (califa)|Almostaim]]. {{nwrap|r.|862|866}}]]\n\nEle nasceu no vig\u00e9simo terceira dia do m\u00eas do [[Ramad\u00e3]] de 220 [[A.H.]] (20 de setembro de 835) ou pouco depois, talvez em Bagd\u00e1. {{sfn|Becker|1987|p=190}}{{sfn|Gordon|2001|p=63}} Seu pai, [[Tulune]], era um [[povos turcos|turco]] oriundo de uma localidade conhecida em fontes \u00e1rabes como Tagasgar ou Toguzoguz, ou seja, a [[Caganato Uigur|confedera\u00e7\u00e3o Uigur]].{{sfn|Gordon|2001|p=20}} No ano 815/816 (200 A.H.), Tulune foi feito cativo junto com outros turcos, e foi enviado como parte de um tributo pelo governador [[Dinastia sam\u00e2nida|sam\u00e2nida]] de [[Bucara]] {{ilc|Nu ibne Assade||Nuh ibn Asad}} ao [[califa ab\u00e1ssida]] [[Almamune]] {{nwrap|r.|813|833}}, que \u00e0 \u00e9poca residiu no [[Cora\u00e7\u00e3o (regi\u00e3o hist\u00f3rica)|Cora\u00e7\u00e3o]].{{sfn|name=Ha278|Hassan|1960|p=278}}{{sfn|Gordon|2001|p=19\u201320, 26}} Ap\u00f3s Almamune retornar para Bagd\u00e1 em 819, estes escravos turcos compuseram um corpo de guardas de soldados escravos ([[gulam|gulans]]) confiados ao irm\u00e3o e sucessor de Almamune, [[Almot\u00e1cime]] {{nwrap|r.|833|842}}.{{sfn|Gordon|2001|p=15\u201326}} A m\u00e3e de Amade, chamada Cacim, foi uma das escravas de seu pai.{{sfn|Gordon|2001|p=20, 63\u201364, 238 (nota 128)}} Em 854/855, Tulune faleceu, e comumente se imagina que Cacim casou-se com o general turco {{ilc|Baiaquebaque||Bacbaque|Bayakbak|Bakbak}}. Esse relato, contudo, n\u00e3o aparece em ibne Aldaia ou Albalaui e pode ser duvidoso.{{sfn|Gordon|2001|p=20, 63\u201364, 238 (nota 128)}} De acordo com Albalaui, ap\u00f3s a morte de seu pai, Amade ficou sob tutela de {{ilc|Ialbaque||Yalbakh}}, um companheiro \u00edntimo de Tulune, que havia sido feito cativo com ele. Em seu leito de morte, Tulune solicitou que seu amigo Ialbaque tomasse conta de seu filho e esposa, e Bacbaque tratou Amade como seu filho.{{sfn|Gordon|2001|p=20, 68\u201370}}\n\nO jovem Amade recebeu uma educa\u00e7\u00e3o completa, que envolveu treinamento militar em [[Samarra]] e estudos de [[teologia isl\u00e2mica]] em [[Tarso]], e ele adquiriu reputa\u00e7\u00e3o n\u00e3o apenas por seu conhecimento mas tamb\u00e9m por seu estilo de vida piedoso e asc\u00e9tico.{{sfn|Swelim|2015|p=26\u201327}} Ele tornou-se popular entre os turcos, que confidenciavam segredos e confiavam seu dinheiro e mesmo suas mulheres a ele.{{sfn|name=Gor117|Gordon|2001|p=117}} Enquanto em Tarso, Amade lutou nas [[Guerras bizantino-\u00e1rabes|guerras fronteiri\u00e7as]] com o [[Imp\u00e9rio Bizantino]].{{sfn|name=Bi95|Bianquis|1998|p=95}} L\u00e1 ele tamb\u00e9m encontrou outro l\u00edder turco s\u00eanior, {{ilc|Iarjuque||Yarjukh}}, cuja filha, variadamente chamada Majur ou {{ilc|Catum||Khatun|Khatum}}, tornou-se sua primeira esposa e a m\u00e3e de seu filho mais velho, [[Alabas ibne Amade ibne Tulune|Alabas]], e sua filha F\u00e1tima.{{sfn|Swelim|2015|p=27\u201328}} As fontes tamb\u00e9m relatam que durante seu tempo em Tarso, Amade tinha la\u00e7os com o vizir do califa [[Mutavaquil]] {{nwrap|r.|847|861}}, {{ilc|Ubaide Al\u00e1 ibne I\u00e1ia ibne Cag\u00e3||Ubayd Allah ibn Yahya ibn Khaqan}}, e o primo do \u00faltimo, {{ilc|Amade ibne Maom\u00e9 ibne Cag\u00e3||Ahmad ibn Muhammad ibn Khaqan}}. Numa ocasi\u00e3o, enquanto retornando para Samarra, ele salvou uma caravana na qual estava um emiss\u00e1rio califal retornando de [[Constantinopla]] de um grupo invasor [[bedu\u00ednos|bedu\u00edno]], e acompanhou-o para Samarra. Com este ato ganhou o favor do califa [[Almostaim (califa)|Almostaim]] {{nwrap|r.|862|866}}, bem como {{fmtn|1000}} [[Dinar (moeda)|dinar]]es de ouro e a m\u00e3o da escrava Mias, a m\u00e3e de seu segundo filho, [[Cumarauai]]. Quando o califa abdicou e partiu em ex\u00edlio em 866, ele escolheu Amade para ser seu guarda. Cubaia, a m\u00e3e do novo califa, [[Almutaz]] {{nwrap|r.|866|869}}, tramou para remover o deposto Almostaim, e ofereceu a Amade o governo de [[Uacite]] se ele matasse-o. Amade recusou-se e foi substitu\u00eddo por outro, que tratou de realizar o feito. Amade desempenhou nenhuma parte no assassinato, mas deu sepultamento a seu mestre e voltou para Samarra.{{sfn|Corbet|1891|p=529}}{{sfn|name=Sw28|Swelim|2015|p=28}}{{sfn|Becker|1987|p=190\u2013191}}\n\n[[Imagem:Dinar of al-Mu'tazz, AH 253.jpg|thumb|upright=1.05|Dinar de ouro de [[Almutaz]] {{nwrap|r.|866|869}}]]\n[[Imagem:Syria in the 9th century-pt.svg|thumb|upright=1.05|S\u00edria ab\u00e1ssida ([[Bilade Alxam]]) no {{s\u00e9c|IX}}]]\n\n=== Governo do Egito ===\n\nSob Almot\u00e1cime, l\u00edderes turcos seniores come\u00e7aram a ser nomeados como governadores das prov\u00edncias com forma de apan\u00e1gio. Assim, garantiram acesso imediato a receita fiscal provinciana para si e suas tropas, contornando a burocracial civil. Os generais turcos geralmente permaneciam em Samarra, enviado representantes para governar em seu nome.{{sfn|Corbet|1891|p=528}}{{sfn|Kennedy|2004|p=172, 308}} Assim, quando o califa Almutaz deu a Bacbaque o comando do [[Egito medieval|Egito]] em 868, ele enviou seu afilhado Amade como seu tenente e governador residente. Amade chegou ao Egito em 27 de agosto e entrou na capital [[Fostate]] em 15 de setembro.\n\nSua posi\u00e7\u00e3o ap\u00f3s sua nomea\u00e7\u00e3o estava longe de ser pac\u00edfico dentro de sua prov\u00edncia. Como governador de Fostate, vigiou a guarni\u00e7\u00e3o da prov\u00edncia e era chefe da comunidade mu\u00e7ulmana como reconhecido em seu t\u00edtulo de \"[[Uale|observador]] do ex\u00e9rcito e da [[ora\u00e7\u00e3o da sexta-feira]]\" (uale aljaixe ual\u00e7alate, ''w\u0101li al-jaysh wa\u02bel-\u1e63al\u0101t''), mas a administra\u00e7\u00e3o fiscal, em particular a coleta do tributo latifundi\u00e1rio ([[caraje]]), estava nas m\u00e3os do poderoso administrador veterano [[Amade ibne Almudabir]]. O \u00faltimo foi feito como agente fiscal ({{ilc|amil|'\u0101mil|amil (of\u00edcio)|amil (t\u00edtulo)}}) j\u00e1 desde ca. 861, e rapidamente se tornou o homem mais odiado no pa\u00eds por ter dobrado os impostos e estabelecido novos aos mu\u00e7ulmanos e n\u00e3o-mu\u00e7ulmanos.{{sfn|name=Bi92|Bianquis|1998|p=92}} Amade rapidamente sinalizou sua inten\u00e7\u00e3o de ser senhor \u00fanico de sua prov\u00edncia: com sua chegada na capital, quando ibne Almudabir e {{ilc|Xucair||Shukayr}}, chefe do servi\u00e7o postal ([[baride]]) e da correspond\u00eancia com o governo califal, vieram encontr\u00e1-lo com um presente de {{fmtn|10000}} dinares, ele recusou a aceit\u00e1-lo.{{sfn|name=Sw29|Swelim|2015|p=29}} Pelos pr\u00f3ximos quatro anos, Amade e seus rivais lutaram via seus emiss\u00e1rios e parentes na corte califal em Samarra para se neutralizarem; no fim, Amade conseguiu assegurar que ibne Almudabir fosse transferido para a [[Bilade Alxam|S\u00edria]] em julho de 871 e assumiu a coleta do caraje. Ao mesmo tempo, Amade tamb\u00e9m assegurou a demiss\u00e3o de Xucair, que morreu pouco depois. Assim, cerca de 872 Amade assumiu o controle de todos os ramos da administra\u00e7\u00e3o no Egito, tornando-se ''de facto'' independente do governo central.\n\nNo tempo da nomea\u00e7\u00e3o de Amade, o Egito estava passando um processo de transforma\u00e7\u00e3o. Em 834, sua antiga elite mu\u00e7ulmana, as fam\u00edlias de colonos \u00e1rabes ([[junde]]) de Fostate, perderam seus privil\u00e9gios e pagamento do governo, e o poder passou para os oficiais enviados pela corte ab\u00e1ssida. Aproximadamente ao mesmo tempo, pela primeira vez a popula\u00e7\u00e3o mu\u00e7ulmana come\u00e7ou a superar os [[Cristianismo|crist\u00e3os]] [[coptas]], e os distritos rurais estiveram amplamente sujeitos \u00e0 arabiza\u00e7\u00e3o e islamiza\u00e7\u00e3o.{{sfn|Brett|2011|p=550\u2013556}} A rapidez desse processo, e o influxo de colonos ap\u00f3s a descoberta de minas de ouro e esmeralda em [[Assu\u00e3o]], significou que o [[Alto Egito]] em particular estava apenas superficialmente controlado pelo governador local.{{sfn|Brett|2011|p=557}}{{sfn|Bianquis|1998|p=92\u201393}}\n\n[[Imagem:Dirham of al-Muhtadi, AH 255-256.jpg|thumb|upright=1.05|esquerda|Dirr\u00e3 de [[almutadi]] {{nwrap|r.|869|870}}]]\n[[Imagem:Kairo Ibn Tulun Moschee BW 7.jpg|thumb|esquerda|upright=1.05|[[Minarete]] espiralado da {{ilc|Mesquita de Amade||Mesquita de ibn Tulun|Mesquita de Amad ibn Tulun}} no [[Cairo]]]]\n\nAl\u00e9m disso, a persistente luta intestina e tumultos no cora\u00e7\u00e3o do Estado ab\u00e1ssida - a chamada [[Anarquia de Samarra]] - levou ao aparecimento de movimentos revolucion\u00e1rios [[milenarismo|milenaristas]] na prov\u00edncia sob uma s\u00e9rie de pretendentes [[alidas]].{{sfn|Brett|2011|p=558}} Um deles era ibne Al\u00e7ufi, um descendente do filho de [[Ali]] {{nwrap|r.|656|661}}, Omar, rebelou-se no final de 869 e massacrou a popula\u00e7\u00e3o de [[Esna]]. No inverno de 870, ele derrotou um ex\u00e9rcito enviado contra ele por Amade, mas foi repelido aos [[o\u00e1sis]] do deserto na primavera. Ele permaneceu ali at\u00e9 ser derrotado num conflito com outro poderoso regional, Abu Abdal\u00e1 ibne Abdalamide Alumari em 872, fugindo para [[Meca]]. L\u00e1, ibne Al\u00e7ufi foi apanhado e preso por um tempo por Amade. Um de seus apoiantes, Abu Ru Sucum, rebelou-se nos o\u00e1sis em 873/874 e foi bem-sucedido o suficiente para Amade oferecer-lhe uma anistia. O vingador de ibne Al\u00e7ufi, Alumari, foi outro descendente de Ali que havia criado um principado aut\u00f4nomo em torno das minas de ouro, derrotando as for\u00e7as enviadas contra ele. Outra revolta eclodiu em 874/875 liderada pelo governador de [[Barca (Cirenaica)|Barca]], Maom\u00e9 ibne Alfaraje de Fergana. Amade tentou reconciliar-se com ele primeiro, mas foi posteriormente for\u00e7ado a enviar um ex\u00e9rcito para sitiar e arrasar a cidade, embora as repres\u00e1lias foram limitadas. A reimposi\u00e7\u00e3o de sua autoridade sobre Barca, contudo, levou ao fortalecimento de la\u00e7os com [[Ifr\u00edquia]] no Ocidente, incluindo, segundo ibne Alatir, a ere\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de far\u00f3is e sinais luminosos ao longo da costa.{{sfn|name=Bi93|Bianquis|1998|p=93}}\n\nNo meio tempo, na Palestina, o governador local, [[Issa ibne Xeique Xaibani]], utilizou a anarquia no [[Savade|Iraque]] para estabelecer um regime bedu\u00edno quase-independente, interceptando as caravanas de impostos do Egito e amea\u00e7ando [[Damasco]]. Quando o califa [[Almutadi]] {{nwrap|r.|869|870}} ascendeu ao trono em julho de 869, ofereceu uma anistia general, e escreveu para Issa, oferecendo um perd\u00e3o em troca da devolu\u00e7\u00e3o do tesouro tomado por ele erroneamente. Quando Issa recusou-se, o califa ordenou que Amade marchasse contra ele.{{sfn|Cobb|2001|p=38\u201339}} Amade come\u00e7ou a comprar grande quantidade de escravos africanos negros (sudans) e [[gregos bizantinos|gregos]] ([[rume]]s) para formar um ex\u00e9rcito no inverno de 869/870, mas logo que chegou com ele em [[Alarixe]] no ver\u00e3o de 870 recebeu ordens chegaram para que retornasse.{{sfn|Bianquis|1998|p=94}}{{sfn|Brett|2011|p=559}}{{sfn|Gil|1997|p=300}} A revolta de Issa foi esmagada logo depois por outro soldado turco, {{lknb|Amajur,|o Turco}}, que continuou a governar a S\u00edria pelos ab\u00e1ssidas at\u00e9 sua morte em 878.{{sfn|Cobb|2001|p=39\u201341}} Este epis\u00f3dio, contudo, foi de grande import\u00e2ncia, pois permitiu a Amade recrutar seu pr\u00f3prio ex\u00e9rcito com san\u00e7\u00e3o califal. O ex\u00e9rcito tul\u00fanida, que posteriormente cresceu para relatados {{fmtn|100000}} homens \u2014 outras fontes fornecem uma discrimina\u00e7\u00e3o de {{fmtn|24000}} gulans turcos e {{fmtn|42000}} escravos africanos negros e gregos, bem como um corpo de mercen\u00e1rios composto principalmente de gregos{{sfn|Kennedy|2004|p=308}}{{sfn|name=Bi98|Bianquis|1998|p=98}} \u2014 tornou-se a funda\u00e7\u00e3o do poder e independ\u00eancia de Amade.{{sfn|name=Be191|Becker|1987|p=191}} Para sua pr\u00f3pria prote\u00e7\u00e3o, Amade relatadamente empregou um corpo de gulans de [[Gor (Afeganist\u00e3o)|Gor]].{{sfn|name=Gor617|Gordon|2000|p=617}}\n\nBacbaque, o padrasto de Amade, foi morto em 869/870, mas felizmente para ele no ver\u00e3o de 871 a supervis\u00e3o do Egito passou para outro turco, {{ilc|Iarjuque||Yarjukh}}. Iarjuque n\u00e3o s\u00f3 confirmou Amade em seu posto, mas conferiu-lhe a autoridade sobre [[Alexandria]], Barca e os distritos da fronteira s\u00edria. Em 873, Amade confiou o governo de Alexandria para seu filho mais velho, [[Abas ibne Amade ibne Tulune]]. O poder crescente dos tul\u00fanidas foi manifestado pelo estabelecimento de uma nova cidade pal\u00e1cio ao norte de Fostate, chamada {{ilc|Alcatai||al-Cata'i}}, em 870. O projeto foi emula\u00e7\u00e3o consciente de, e rival, \u00e0 capital ab\u00e1ssida Samarra. Tal como Samarra, a nova cidade foi designada como quartel do novo ex\u00e9rcito de Amade com o objetivo de reduzir fric\u00e7\u00f5es com a popula\u00e7\u00e3o urbana de Fostate. Cada unidade recebia um alocamento ou ala (dai o nome da cidade) para assentar-se, em honra a qual a ala foi nomeada. A pe\u00e7a central da nova cidade foi a {{ilc|Mesquita de Amade||Mesquita de ibn Tulun|Mesquita de Amad ibn Tulun}}, que foi constru\u00edda em 878\u2013880 sob a supervis\u00e3o do arquiteto mesopot\u00e2mio crist\u00e3o ibne Catibe de Fergana. Um pal\u00e1cio real esteve adjacente a mesquita, e o resto da cidade disp\u00f4s-se em torno deles. Al\u00e9m dos edif\u00edcios do governo, inclu\u00eda mercados, um hospital (albimarist\u00e3o) que fornecida servi\u00e7os livres de custo, e um [[hip\u00f3dromo]].{{sfn|Brett|2011|p=559\u2013560}}{{sfn|Bianquis|1998|p=99\u2013100}}{{sfn|Corbet|1891|p=530\u2013531}} Amade, no entanto, preparou-se para residir no mosteiro copta de Cusair fora de Fostate.{{sfn|Bianquis|1998|p=100}}\n\n=== Novo regime de Amade ===\n\nA administra\u00e7\u00e3o do Egito j\u00e1 estava bem desenvolvida antes de sua chegada, com alguns departamentos ([[div\u00e3 (institui\u00e7\u00e3o)|div\u00e3s]]) respons\u00e1veis pela coleta de impostos fundi\u00e1rios, a supervis\u00e3o do correio, os celeiros p\u00fablicos (\"div\u00e3 alara\" - ''d\u012bw\u0101n al-ahr\u0101\u02bf''), as terras do [[delta do Nilo]] (\"div\u00e3 asfalalarde\" - ''d\u012bw\u0101n asfal al-ar\u1e0d''), e possivelmente o er\u00e1rio privado (\"div\u00e3 alacaxe\" - ''d\u012bw\u0101n al-kha\u1e63\u1e63'') para uso pessoal do governador. Uma chancelaria (\"div\u00e3 alinxa\" - ''d\u012bw\u0101n al-insh\u0101\u02be'') possivelmente tamb\u00e9m j\u00e1 existia, mas pode ter sido estabelecida sob Amade, quando remodelou a administra\u00e7\u00e3o eg\u00edpcia segundo o governo ab\u00e1ssida central. Muitos dos oficiais nomeados por Amade foram treinados em Samarra. O chanceler de Amade era o capaz {{ilc|Abu Jafar Maom\u00e9|Abu Jafar Maom\u00e9 ibne Abdalc\u00e3|Abu Ja'far Muhammad ibn Abd al-Kan}} (morto em 891), enquanto outras posi\u00e7\u00f5es importantes na administra\u00e7\u00e3o foram dadas a quatro irm\u00e3os {{ilc|Banu Almuajir||Banu al-Muhajir}} e ibne Aldaia.{{sfn|name=Bi97|Bianquis|1998|p=97}} Albalaui tamb\u00e9m relata v\u00e1rias anedotas sobre o emprego extensivo de espi\u00f5es e a habilidade pr\u00f3pria de Amade para revelar espi\u00f5es enviados contra ele, e alega que a chancelaria foi estabelecida de modo que poderia verificar cada correspond\u00eancia com a corte califal.{{sfn|Swelim|2015|p=32\u201333}}\n\nSem surpresa, dada suas origens como soldado escravo, o regime de Amade foi em muitos aspectos t\u00edpico do \"sistema gulam\" que que tornou-se um dos principais paradigmas das pol\u00edticas isl\u00e2micas nos s\u00e9culos IX e X, como o Califado Ab\u00e1ssida fragmentado e novas dinastias emergindo. Esses regimes baseavam-se no poder de um ex\u00e9rcito regular composto de gulans, mas por sua vez, segundo [[Hugh N. Kennedy]], \"o pagamento das tropas foi a principal preocupa\u00e7\u00e3o do governo\".{{sfn|Kennedy|2004|p=206\u2013208}} \u00c9 portanto nesse contexto de elevadas exig\u00eancias financeiras que em 879, a supervis\u00e3o das finan\u00e7as no Egito e S\u00edria passou para [[Abu Baquir Amade ibne Ibraim Almadarai]], o fundador da dinastia burocr\u00e1tica [[fam\u00edlia al-Madara'i|al-Madara'i]] que dominou o aparato fiscal do Egito pelos pr\u00f3ximos 70 anos.{{sfn|Brett|2011|p=560}} Embora, como Zaky M. Hassan nota, \"evid\u00eancia fragmentar n\u00e3o permite uma avalia\u00e7\u00e3o completa das pol\u00edtica econ\u00f4mica e financeira tul\u00fanidas, parece que a paz e seguran\u00e7a forneceu ao regime tul\u00fanida, o estabelecimento de uma eficiente administra\u00e7\u00e3o, e reparos e expans\u00f5es do sistema de irriga\u00e7\u00e3o, unidos com n\u00edveis consistentemente altos das enchentes do Nilo, resultaram numa maior aumento na receita.{{sfn|name=Gor618|Gordon|2000|p=618}} Pelo tempo da morte de Amade, a receita do imposto fundi\u00e1rio aumento de {{fmtn|800000}} dinares sob ibne Almudabir \u00e0 soma de 4,3 milh\u00f5es de dinares.{{sfn|Gil|1997|p=307}} Crucial para isso foi a reforma do sistema de infra\u00e7\u00e3o e coleta de impostos, incluindo a introdu\u00e7\u00e3o do [[imposto de arrendamento]] \u2014 que ao mesmo tempo levou ao aumento de uma nova classe propriet\u00e1ria. Uma receita adicional foi conetada de atividades comerciais, mais notadamente t\u00eaxteis e em particular linho.\n\nO regime de Amade foi amplamente centralizado, mas tamb\u00e9m destacadas \"tentativas consistentes para ganhar o apoio da elite comercial, religiosa e social do Egito\", segundo Zaky M. Hassan. Notadamente, o rico mercador Mamar Aljauar funcionou como financista pessoal de Amade e como o chefe de uma rede de intelig\u00eancia informal atrav\u00e9s de seus contatos no Iraque. Uma outra \"caracter\u00edstica not\u00e1vel\" do regime de Amade, segundo Thierry Bianquis, foi \"a qualidade das rela\u00e7\u00f5es mantidas com crist\u00e3os e judeus\";{{sfn|Bianquis|1998|p=103}} segundo uma carta do [[patriarca de Jerusal\u00e9m]], {{lknb|Elias|III|de Jerusal\u00e9m}} {{nwrap|r.|879|907}}, quando tomou a Palestina, nomeou um crist\u00e3o como governador de Jerusal\u00e9m, e talvez \u00e0 capital principal, [[Ramla]], colocando assim fim \u00e0 persegui\u00e7\u00e3o de crist\u00e3os e permitindo a renova\u00e7\u00e3o de igrejas.{{sfn|Gil|1997|p=308}}\n\n=== Expans\u00e3o na S\u00edria ===\n\n[[Imagem:Dinar of al-Mu'tamid, AH 271.jpg|thumb|upright=1.05|esquerda|[[Dinar de ouro]] de [[Almut\u00e2mide (califa)|Almut\u00e2mide]] {{nwrap|r.|870|892}} com os nomes de [[Almuafaque]] {{nwrap|r.|870|891}} e o [[vizir]] [[Sa\u00edde ibne Maclade|Sa\u00edde]]]]\n[[Imagem:Dinast\u00edaSafar\u00ed861-1003-pt.svg|thumb|upright=1.05|esquerda|[[Imp\u00e9rio Saf\u00e1rida]] em sua maior extens\u00e3o]]\n\nNo come\u00e7o da d\u00e9cada de 870, uma grande mudan\u00e7a ocorreu no governo ab\u00e1ssida, com o pr\u00edncipe Almuafaque emergindo como regente ''de facto'' do imp\u00e9rio, paralisando seu irm\u00e3o, o califa [[Almut\u00e2mide (califa)|Almut\u00e2mide]] {{nwrap|r.|870|892}}. Oficialmente, Almuafaque controlou a por\u00e7\u00e3o oriental do califado, enquanto o filho e primeiro herdeiro de Almutadide, [[Almufauade]], controlou a por\u00e7\u00e3o ocidental, com a ajuda do general turco [[Mu\u00e7a ibne Buga Alquibir]]. Na realidade, Almuafaque manteve as r\u00e9deas do poder.{{sfn|Bonner|2010|p=320\u2013321}} Almuafaque, contudo, estava preocupado com as amea\u00e7as mais imediatas ao governo ab\u00e1ssida representadas pela ascens\u00e3o do [[Imp\u00e9rio Saf\u00e1rida]] de [[Iacube ibne Alaite Al\u00e7afar]] {{nwrap|r.|861|879}} no Oriente e a [[Rebeli\u00e3o Zanje]] no Iraque, bem como com a necessidade de controlar as tropas turcas e lidar com as tens\u00f5es internas do governo. Isso deu a Amade o espa\u00e7o necess\u00e1rio para consolidar sua posi\u00e7\u00e3o no Egito. Amade manteve-se fora do conflito contra os zanjes e ainda recusou-se a reconhecer Almufauade como seu suserano, que por sua vez n\u00e3o confirmou-o em sua posi\u00e7\u00e3o.{{sfn|Bianquis|1998|p=94\u201395}}\n\nUm conflito aberto entre Amade e Almuafaque eclodiu em 875/876, por ocasi\u00e3o de uma grande remessa de receita ao governo central. Contando com a rivalidade entre o califa e seu poderoso irm\u00e3o para manter sua posi\u00e7\u00e3o, Amade enviou grande parte dos impostos para Almut\u00e2mide em vez de Almuafaque: 2,2 milh\u00f5es de dinares foram para o califa e apenas 1,2 milh\u00f5es para seu irm\u00e3o. Almuafaque, que em sua luta contra os zanjes considerou-se merecedor da maior por\u00e7\u00e3o das receitas provinciais, enfureceu-se com isso e com as maquina\u00e7\u00f5es impl\u00edcitas entre Amade e seu irm\u00e3o. Almuafaque procurou um volunt\u00e1rio para substitui-lo, mas todos os oficiais em Bagd\u00e1 foram comprados por Amade e recusaram. Almuafaque enviou uma carta ao governante eg\u00edpcio exigindo sua ren\u00fancia, que o \u00faltimo previsivelmente recusou. Ambos os lados equiparam-se \u00e0 guerra. Amade criou uma frota e fortificou suas fronteiras e portos, incluindo Alexandria, e uma nova fortaleza sobre a [[ilha de Roda]] para proteger Fostate. Almuafaque nomeou [[Mu\u00e7a ibne Buga]] como governador do Egito e enviou-o com tropas \u00e0 S\u00edria. No evento, devido a falta de pagamento e suprimentos para suas tropas, e o medo gerado pelo ex\u00e9rcito de Amade, Mu\u00e7a n\u00e3o marchou para al\u00e9m de [[Raca]]. Ap\u00f3s 10 meses de ina\u00e7\u00e3o e uma rebeli\u00e3o de suas tropas, Mu\u00e7a retornou ao Iraque.{{sfn|Bianquis|1998|p=95; 98\u201399}}{{sfn|Hassan|1960|p=278\u2013279}}{{sfn|Corbet|1891|p=533}} Num gesto p\u00fablico de apoio a Almut\u00e2mide e oposi\u00e7\u00e3o a Almuafaque, Amade assumiu o t\u00edtulo de \"servo do comandante da f\u00e9\" ([[maula]] [[miralmuminim]]) em 878.\n\n[[Imagem:Tulunids 881.svg|thumb|upright=1.05|[[Reino Tul\u00fanida]] em 881]]\n[[Imagem:Gold dinar of Khumarawayh ibn Ahmad.jpg|thumb|upright=1.05|Dinar de [[Cumarauai]] {{nwrap|r.|884|896}}]]\n\nAmade tomou a iniciativa. Tendo servido em sua juventude nas guerras fronteiri\u00e7as com o Imp\u00e9rio Bizantino em Tarso, requisitou ser nomeado comandante dos distritos fronteiri\u00e7os da Cil\u00edcia (o [[tugur]]). Almuafaque inicialmente recusou, mas ap\u00f3s os sucessos bizantinos nos anos anteriores Almut\u00e2mide prevaleceu sobre seu irm\u00e3o e em 877/878 Amade recebeu a responsabilidade sobre toda a S\u00edria e a fronteira ciliciana. Amade marchou \u00e0 S\u00edria em pessoa. Recebeu a submiss\u00e3o do filho de Amajur, que havia morrido, e nomeou-o governador de Ramla, e avan\u00e7ou para tomar controle de Damasco, [[Homs]], [[Hama]] e [[Alepo]]. Em Damasco, encontrou seu antigo rival ibne Almudabir, que desde sua expuls\u00e3o do Egito serviu como {{ilc|amil|'\u0101mil|amil (of\u00edcio)|amil (t\u00edtulo)}} de Amajur na Palestina e Damasco. Ele foi multado com {{fmtn|600000}} dinares e jogado na pris\u00e3o, onde morreu em 883/884. No resto da administra\u00e7\u00e3o provincial, no entanto, amplamente deixou as pessoas que serviram sob Amajur. Apenas o governador de Alepo, {{ilc|Sima Altauil||Sima, o Alto|Sima al-Tawil}}, resistiu e fugiu para [[Antioquia]]. Amade sitiou a cidade at\u00e9 Sima ser morto, relatadamente por uma mulher local.{{sfn|name=Bi96|Bianquis|1998|p=96}}\n\nAmade continuou para Tarso, onde come\u00e7ou a preparar uma campanha contra os bizantinos. A presen\u00e7a de seus numerosos soldados, por\u00e9m, levou a r\u00e1pida eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os, causando grandes hostilidade entre os tarsianos, que exigiram que deixasse a regi\u00e3o ou reduzisse seu ex\u00e9rcito. Na atual conjuntura, not\u00edcias chegaram do Egito de que seu filho Abas, que ele deixou como regente, estava se preparando para usurpar sua posi\u00e7\u00e3o sob a influ\u00eancia de seu s\u00e9quito. Amade rapidamente retirou-se de Tarso, mas a medida que mais informa\u00e7\u00f5es sobre a situa\u00e7\u00e3o no Egito chegaram, esclarecendo que Abas n\u00e3o apresentava uma real amea\u00e7a, decidiu gastar mais tempo na S\u00edria e consolidar sua autoridade. Ele corrigiu as injusti\u00e7as de Sima, instalou tropas em Alepo (sob seu golam Lulu) e [[Har\u00e3]], assegurou a coopera\u00e7\u00e3o dos [[quilabidas]] e seu l\u00edder ibne Alabas, e capturou o rebelde {{ilc|Mu\u00e7a ibne Atamixe||Musa ibn Atamish}}. Em algum momento ap\u00f3s sua aquisi\u00e7\u00e3o da S\u00edria, ordenou a refortifica\u00e7\u00e3o de [[Acre (Israel)|Acre]], miss\u00e3o conduzida por {{ilc|Abu Baquir Albana||Abu Becre Albana||Abu Bakr al-Banna}}, o av\u00f4 de [[Mocadaci]].{{sfn|Gil|1997|p=252}}{{sfn|Bianquis|1998|p=99}}\n\nApenas ent\u00e3o, em abril de 879, Amade retornou ao Egito. Abas fugiu para o oeste com seus apoiantes e de Barca tentou tomar a [[Ifr\u00edquia]]. Derrotado pelos ifr\u00edquios (talvez no inverno de 880-881), retirou-se para Alexandria, onde foi finalmente confrontado e capturado pelas for\u00e7as de Amade. Ap\u00f3s ser desfilado publicamente sentado sobre uma mula, Amade ordenou que seu filho executasse ou mutilasse seus companheiros, que levavam-o \u00e0 rebeli\u00e3o. Amade relatadamente secretamente esperou que seu filho se recusaria a fazer tal ato desonroso, mas ele concordou. Chorando, Amade fez com que Abas fosse a\u00e7oitado e preso. Ele ent\u00e3o nomeou seu segundo filho, [[Cumarauai]], como herdeiro-aparente.{{sfn|Bianquis|1998|p=96\u201397}}\n\n=== Anos finais e morte ===\n\n[[Imagem:Tulunids 893.svg|thumb|esquerda|upright=1.05|[[Reino Tul\u00fanida]] em 893]]\n[[Imagem:Gold dinar of Harun ibn Khumarawayh.jpg|thumb|upright=1.05|esquerda|Dinar de [[Harune ibne Cumarauai|Harune]] {{nwrap|r.|896|904}}]]\n[[Imagem:Dinar of al-Mu'tadid, AH 285.jpg|thumb|esquerda|upright=1.05|Dinar de [[Almutadide]] {{nwrap|r.|892|902}}]]\n\nAp\u00f3s seu retorno da S\u00edria, Amade adicionou seu nome nas moedas emitidas pelas [[casa da moeda|casas da moeda]] sob seu controle, junto com aqueles do califa e seu herdeiro-aparente, Almufauade.{{sfn|name=Ha279|Hassan|1960|p=279}} No outono de 882, o general tul\u00fanida Lulu desertou para os ab\u00e1ssidas.{{sfn|Bianquis|1998|p=100\u2013101}} Ao mesmo tempo, o governador tul\u00fanida de Tarso e do tugur morreu, e seu substituto, [[Iazamane Alcadim]], com apoio popular, recusou-se a reconhecer o governo tul\u00fanida. Amade imediatamente partiu em pessoa \u00e0 S\u00edria \u2014 levando o acorrentado Abas consigo por precau\u00e7\u00e3o \u2014 e marchou para Tarso. Em Damasco, recebeu uma mensagem de Almut\u00e2mide informando-o que o agora quase-impotente califa havia escapado de [[Samarra]] e estava rumando \u00e0 S\u00edria.{{sfn|name=Bi101|Bianquis|1998|p=101}} Tomar cust\u00f3dia de Almut\u00e2mide aumentaria imensamente a posi\u00e7\u00e3o de Amade: n\u00e3o apenas a \u00fanica fonte de legitimidade pol\u00edtica do mundo isl\u00e2mico residiria sob seu controle, mas ele tamb\u00e9m seria capaz de posar como o \"salvador\" do califa. Amade, portanto, decidiu parar e esperar a chegada de Almut\u00e2mide. No entanto, contudo, o califa foi alcan\u00e7ado em [[Hadita (cidade hist\u00f3rica)|Hadita]], no [[Eufrates]], pelo governador de [[Mo\u00e7ul]] [[Ixaque ibne Cundaje]], que derrotou a escolta califal e levou-o para Samarra (fevereiro de 883) e ent\u00e3o para Uacite, onde Almuafaque poderia melhor control\u00e1-lo.{{sfn|Kennedy|2004|p=174}} Isso abriu uma nova fenda entre os dois governantes: Almuafaque nomeou Ixaque ibne Cundaje como governador do Egito e S\u00edria \u2014 na realidade uma nomea\u00e7\u00e3o amplamente simb\u00f3lica \u2014 enquanto Amade organizou uma assembleia de juristas religiosos em Damasco que denunciou Almuafaque como usurpador, condenou seus maus-tratos ao califa, declarou seu lugar na sucess\u00e3o como vazio e conclamou uma [[jiade]] contra ele. Apenas tr\u00eas participantes, incluindo o principal [[c\u00e1di]] do Egito, {{ilc|Bacar ibne Cutaiba||Bakkar ibn Qutayba}}, recusaram-se a pronunciar a convoca\u00e7\u00e3o da jiade publicamente. Amade teve seu rival devidamente denunciado em [[Khutba|serm\u00f5es]] nas mesquitas atrav\u00e9s dos dom\u00ednios tul\u00fanidas, enquanto o regente ab\u00e1ssida providenciou uma den\u00fancia ritual de Amade.{{sfn|Bianquis|1998|p=101\u2013102}} Apesar de sua ret\u00f3rica beligerante, ningu\u00e9m fez movimentos para confrontar o outro militarmente.\n\nAp\u00f3s falhar em tomar controle do califa, Amade virou-se para Tarso. Ele nomeou [[Abdal\u00e1 ibne Fate]] no lugar de Lulu em Alepo, e marchou em pessoa \u00e0 Cil\u00edcia. O governante eg\u00edpcio sitiou Tarso no outono de 883, mas Iazam\u00e3 desviou o rio local, inundando o acampamento tul\u00fanida e formando Amade a se retirar.{{sfn|name=Bi102|Bianquis|1998|p=102}} Amade adoeceu em sua viagem de retorno ao Egito, e foi levado para Fostate sobre um ve\u00edculo de rodas. No mesmo ano, uma campanha para tomar as duas cidades sagradas do isl\u00e3, [[Meca]] e [[Medina]], tamb\u00e9m falhou. De volta ao Egito, ordenou que Bacar fosse preso e substitu\u00eddo por {{ilc|Maom\u00e9 ibne Sad\u00e3 Aljauari||Muhammad ibn Shadhan al-Jawhari}}. Um exame minucioso dos registros de Bacar enquanto chefe das [[waqf|doa\u00e7\u00f5es de caridade]], contudo, revelaram nenhuma apropria\u00e7\u00e3o indevida. Embora Amade ordenou sua liberta\u00e7\u00e3o, o idoso e doente c\u00e1di recusou-se a deixar sua cela. Ao mesmo tempo, a doen\u00e7a de Amade piorou. \"Mu\u00e7ulmanos, crist\u00e3os e judeus, incluindo mulheres e crian\u00e7as, convergiram separadamente sobre o flanco de {{ilc|Mucatam||Muqattam}} para implorar a Deus para salv\u00e1-lo\", como Bianquis escreve, mas Amade faleceu em Fostate em 10 de maio de 884 e foi sepultado na encosta do Mucatam.{{sfn|Bianquis|1998|p=102\u2013103}} Segundo Albalaui, Amade deixou para seu herdeiro {{fmtn|24000}} servos, {{fmtn|7000}} homens, {{fmtn|7000}} cavalos, {{fmtn|3000}} camelos, {{fmtn|1000}} mulas, 350 cavalos cerimoniais e 200 navios de guerra totalmente equipados.{{sfn|Swelim|2015|p=34}}\n\nNa morte de Amade, Cumarauai, com apoio das elites tul\u00fanidas, sucedeu-o sem oposi\u00e7\u00e3o.{{sfn|name=Bi104|Bianquis|1998|p=104}} Amade legou a seu herdeiro \"com um ex\u00e9rcito experiente, uma economia est\u00e1vel, e um pequeno grupo de comandantes e burocratas experientes\". Cumarauai foi capaz de preservar sua autoridade contra a tentativa ab\u00e1ssida de derrub\u00e1-lo na [[Batalha dos Moinhos]] e inclusive conseguiu ganhos territoriais adicionais, mas seus gastos extravagantes exauriram o tesouro, e seu assassinato em 896 provocou o r\u00e1pido decl\u00ednio do regime tul\u00fanida.{{sfn|Bianquis|1998|p=104\u2013106}}{{sfn|Kennedy|2004|p=181, 310}} Disputa interna esgotou o poder tul\u00fanida. O filho de Cumarauai, {{ilc|Jaixe|Abul A\u00e7aquir Jaixe ibne Cumarauai||Abu 'l-Asakir Jaysh ibn Khumarawayh}} {{nwrap|r.|896}} foi um beberr\u00e3o que executou seu tio, [[Mudar ibne Amade ibne Tulune]]; ele foi deposto ap\u00f3s apenas alguns meses e foi substitu\u00eddo por seu irm\u00e3o [[Harune ibne Cumarauai|Harune]] {{nwrap|r.|896|904}}. Harune tamb\u00e9m era um governante fraco, e embora uma revolta de seu tio [[Rebia ibne Amade ibne Tulune|Rebia]] em Alexandria foi suprimida, os tul\u00fanidas foram incapazes de confrontar os ataques dos [[carmatas]] que come\u00e7aram na mesma \u00e9poca. Al\u00e9m disso, muitos comandantes desertaram para os ab\u00e1ssidas, cujos poder revivido sob a lideran\u00e7a capaz do filho de Almuafaque, o califa [[Almutadide]] {{nwrap|r.|892|902}}. Finalmente, em dezembro de 904, dois outros filhos de Amade, [[Ali ibne Amade ibne Tulune|Ali]] e [[Xaib\u00e3 ibne Amade ibne Tulune|Xaib\u00e3]], assassinaram seu sobrinho e assumiram o controle do Estado tul\u00fanida. Longe de deter o decl\u00ednio, este evento alienou comandantes chave na S\u00edria e levou a r\u00e1pida e relativamente sem oposi\u00e7\u00e3o reconquista da S\u00edria e Egito pelos ab\u00e1ssidas sob [[Maom\u00e9 ibne Solim\u00e3o Alcatibe]], que entrou em Fostate em janeiro de 905. Com a exce\u00e7\u00e3o da Mesquita de ibne Tulune, as tropas ab\u00e1ssidas vitoriosas pilharam Alcatai e arrasaram-a \u00e0s suas funda\u00e7\u00f5es.{{sfn|Bianquis|1998|p=106\u2013108}}{{sfn|Gordon|2000|p=616\u2013617}}{{sfn|Kennedy|2004|p=184\u2013185, 310}}\n\n=== Descend\u00eancia ===\n\nSegundo Albalaui, de suas v\u00e1rias esposas e concubinas, Amade teve 33 crian\u00e7as, 17 filhos e 16 filhas. A \u00fanica edi\u00e7\u00e3o moderna de Albalaui fornece a seguinte lista:{{sfn|Albalaui|1939|p=349}}\n\n* Filhos: Abu Alfadle Alab\u00e1s (o mais velho), Abu Aljaixe Cumarauai, Abu Alaxair Mudar, Abul Mucarram Rebia, Abul Macanibe Xaib\u00e3, Abu Naide Iade, Abu Made Aden\u00e3, Abul Caradis Cazeraje, Abu Habexum Adi, Abu Xuja Quind\u00e1, Abu Alman\u00e7or Aglabe, Abu Laja Mai\u00e7ar\u00e1, Abu Albaca Huda, Abu Almufauade Gassam, Abu Alfaraje Mubaraque, Abu Abdal\u00e1 Maom\u00e9 e Abu Alfataje Muzafar;\n* Filhas (notar que apenas 15 nomes s\u00e3o listados): F\u00e1tima, Lamis, (ileg\u00edvel), Safia, Cadija, Maimuna, Mariam, Aixa, Umal Huda, Mumina, Aziza, Zainabe, Samana, Sara e Guraira.\n\n== Legado ==\n\nApesar da breve dura\u00e7\u00e3o de sua dinastia, o governo de Amade foi um evento seminal n\u00e3o apenas para o Egito, mas o mundo isl\u00e2mico inteiro. Para o Egito, seu reinado marca um ponto de virada, pois o pa\u00eds, pela primeira vez desde \u00e0 \u00e9poca dos [[fara\u00f3]]s, deixou de ser uma prov\u00edncia passiva sujeita a um poder imperial estrangeiro e tornou-se novamente um ator pol\u00edtico em seu pr\u00f3prio direito.{{sfn|Bianquis|1998|p=89}} O novo reino forjado por Amade, compreendendo Egito e S\u00edria bem como [[Mesopot\u00e2mia Superior|Jazira]] e Cil\u00edcia, e em menor medida as por\u00e7\u00f5es orientais do [[Magrebe]], estabeleceu uma nova zona pol\u00edtica separada dos dom\u00ednios isl\u00e2micos mais a leste, restaurando a seu modo a fronteira que existia entre os [[Imp\u00e9rio Romano|Imp\u00e9rios Romano]]/[[Imp\u00e9rio Bizantino|Bizantino]] e [[Imp\u00e9rio Sass\u00e2nida|Sass\u00e2nida]] na [[Antiguidade]]. O Egito foi a base do poder de Amade; ele prestou aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0 restaura\u00e7\u00e3o de sua economia, bem como o estabelecimento de uma burocracia, ex\u00e9rcito e marinha aut\u00f4nomas. Estas pol\u00edticas foram continuadas por regimes tardios centrados no Egito, os [[Reino Iqu\u00edxida|iqu\u00edxidas]] {{nwrap|r.|935|969}} e posteriormente os [[Califado Fat\u00edmida|fat\u00edmidas]] {{nwrap|r.|969|1071}}, que igualmente usaram a riqueza do Egito para estabelecer controle sobre partes ou mesmo quase toda a S\u00edria.{{sfn|Bianquis|1998|p=90}}{{sfn|Kennedy|2004|p=312ff}}{{sfn|Brett|2011|p=565ff}} De fato, como Thierry Bianquis aponta, o territ\u00f3rio governado por Amade na S\u00edria foi notavelmente similar \u00e0quele controlado pelos posteriores regimes eg\u00edpcios de [[Saladino]] {{nwrap|r.|1174|1193}} e o [[Sultanato Mameluco do Cairo]] {{nwrap|r.|1250|1517}}.\n\nSegundo o historiador Matthew Gordon, as rela\u00e7\u00f5es de Amade com, e abusca pela autonomia, os ab\u00e1ssida \u00e9 um \"problema central da hist\u00f3ria tul\u00fanida\". Estudiosos modernos veem nas pol\u00edticas de Amade um \"ato cuidadosamente balanceado\" e notam que ele nunca separou-se completamente do califado, permanecendo conspicuamente leal \u00e0 pessoal de Almut\u00e2mide, que, apesar de tudo, foi um l\u00edder sem poder. No entanto, o movimento em dire\u00e7\u00e3o a uma autonomia crescente \u00e9 evidente por todo seu regime. Suas rela\u00e7\u00f5es com o governo ab\u00e1ssida foram dominadas por seu conflito com Almuafaque, resultado das tentativas do \u00faltimo para estabelecer controle sobre o Egito \u2014 cuja riqueza era muito necess\u00e1ria durante a guerra custosa contra os zanjes \u2014 e isso evitou uma maior expans\u00e3o de Amade. Em certo sentido, escreve Matthew Gordon, muitas das medidas de Amade \"foram tanto os meios pelos quais os interesses imperiais foram protegidos contra as ambi\u00e7\u00f5es de Almuafaque e seu s\u00e9quito militar (amplamente turco) no Iraque como foram esfor\u00e7os para assegurar a autoridade tul\u00fanida\". Dado que Amade ao menos duas vezes (em 871 e 875/876) remeteu altas somas de recursos ao tesouro califal, permanece aberta a quest\u00e3o se sem o conflito com Almuafaque isso teria sido feito de modo mais recorrente.{{sfn|Gordon|2000|p=617\u2013618}}\n\nNo entanto, em retrospectiva, o governo de Amade no contexto mais amplo da hist\u00f3rica isl\u00e2mica \u00e9 como o arauto da desintegra\u00e7\u00e3o do [[Califado Ab\u00e1ssida]] e a ascens\u00e3o de dinastias locais nas prov\u00edncias. Isso tornou-se particularmente evidente com a sucess\u00e3o de Cumarauai: como Thierry Bianquis explica, \"isso foi a primeira vez na hist\u00f3ria ab\u00e1ssida com rela\u00e7\u00e3o ao governo de um territ\u00f3rio t\u00e3o grande e rico, que um u\u00e1li, cuja legitimidade derivou do califa que havia designado-o, foi sucedido abertamente por um emir que reclamou sua legitimidade por heran\u00e7a\".{{sfn|Bianquis|1998|p=89\u201390, 103\u2013104}} Assim, Zaky M. Hassan chama Amade um \"exemplo t\u00edpico dos escravos turcos que do tempo de [[Harune Arraxide]] foram alistados no servi\u00e7o privado do califa e [como] os principais oficiais do Estado, e cuja ambi\u00e7\u00e3o e esp\u00edrito de intriga e independ\u00eancia os [fez posteriormente] mestres verdadeiros do isl\u00e3\".\n\n== Notas ==\n\n{{note label2|a|Ver tamb\u00e9m {{harvnb|Swelim|2015|p=13\u201323}} sobre os estudiosos modernos acerca de ibne Tulune e seus trabalhos.}}\n\n{{refer\u00eancias|col=4}}\n\n== Bibliografia ==\n\n{{refbegin|2}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Albalaui|nome=Abu Maom\u00e9 Abdal\u00e1 ibne Maom\u00e9 Almadini|autorlink=Albalaui|ano=1939|editor=Kurd 'Ali, Muhammad|t\u00edtulo=Sirat Ahmad ibn Tulun|local=Cairo|editora=Maktabat al-Thaqafah al-Diniyyah|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Becker|nome=C. H.|t\u00edtulo=E.J. Brill's First Encyclopaedia of Islam, 1913\u20131936, Volume I: A\u2013B\u0101b\u0101 Beg|cap\u00edtulo=A\u1e25med b. \u1e6c\u016bl\u016bn|editor=Houtsma, Martijn Theodoor|ano=1987|local=Leida|editora=BRILL|isbn=90-04-08265-4|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Bianquis|nome=Thierry|autorlink=Thierry Bianquis|t\u00edtulo=Cambridge History of Egypt, Volume One: Islamic Egypt, 640\u20131517|ano=1998|cap\u00edtulo=Autonomous Egypt from Ibn \u1e6c\u016bl\u016bn to K\u0101f\u016br, 868\u2013969|editor=Petry, Carl F.|local=Cambridge|editora=Cambridge University Press|isbn=0-521-47137-0|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Bonner|nome=Michael|t\u00edtulo=The New Cambridge History of Islam, Volume I: The Formation of the Islamic World, Sixth to Eleventh Centuries|ano=2010|cap\u00edtulo=The waning of empire, 861\u2013945|editor=Robinson, Charles F.|local=Cambridge|editora=Cambridge University Press| p\u00e1ginas=305\u2013359|isbn=978-0-521-83823-8|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Brett|nome=Michael|t\u00edtulo=The New Cambridge History of Islam, Vol. 1: The Formation of the Islamic World, Sixth to Eleventh Centuries|ano=2011|cap\u00edtulo=Egypt|editor=Robinson, Chase F.|local=Cambridge e Nova Iorque|editora=Cambridge University Press|p\u00e1ginas=506\u2013540|isbn=978-0-521-83823-8|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Cobb|nome=Paul M.|t\u00edtulo=White Banners: Contention in 'Abb\u0101sid Syria, 750\u2013880|ano=2001|local=Alb\u00e2nia, Nova Iorque|editora=State University of New York Press|isbn=0-7914-4880-0|ref=harv}}\n\n* {{Citar peri\u00f3dico|sobrenome=Corbet|nome=Eustace K.|t\u00edtulo=The Life and Works of A\u1e25mad ibn \u1e6c\u016bl\u016bn|ano=1891|jornal=The Journal of the Royal Asiatic Society of Great Britain and Ireland|p\u00e1ginas=527\u2013562|issn=0035-869X|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Gil|nome=Moshe|t\u00edtulo=A History of Palestine, 634\u20131099|local=Cambridge|editora=Cambridge University Press|ano=1997|isbn=0-521-59984-9|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Gordon|nome=Matthew S.|t\u00edtulo=The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume X: T\u2013U|ano=2000|cap\u00edtulo=\u1e6c\u016bl\u016bnids|editor=Bearman, P. J.; [[Thierry Bianquis|Bianquis, Th.]]; Bosworth, C. E.; van Donzel, E.; Heinrichs, W. P.|local=Leida|editora=E. J. Brill|p\u00e1ginas=616\u2013618|isbn=90-04-11211-1|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Gordon|nome=Matthew S.|t\u00edtulo=The Breaking of a Thousand Swords: A History of the Turkish Military of Samarra, A.H. 200\u2013275/815\u2013889 C.E.|ano=2001|editora=State University of New York Press|local=Nova Iorque|isbn=978-0-7914-4795-6|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Hassan|nome=Zaky M.|t\u00edtulo=The Encyclopedia of Islam, New Edition, Volume I: A\u2013B|ano=1960|cap\u00edtulo=A\u1e25mad b. \u1e6c\u016bl\u016bn|editor= Gibb, H. A. R.; Kramers, J. H.; L\u00e9vi-Proven\u00e7al, E.; Schacht, J.; Lewis, B.; Pellat, Ch.|local=Leida|editora=Brill|isbn=90-04-08114-3|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Kennedy|nome=Hugh N.|t\u00edtulo=The Prophet and the Age of the Caliphates: The Islamic Near East from the 6th to the 11th Century (Second ed.|ano=2004|local=Harlow, RU|editora=Pearson Education Ltd.|isbn=0-582-40525-4|ref=harv}}\n\n* {{Citar livro|sobrenome=Swelim|nome=Tarek|t\u00edtulo=Ibn Tulun: His Lost City and Great Mosque|ano=2015|local=Cairo|editora=The American University in Cairo Press|isbn=978-977-416-691-4|ref=harv}}\n\n{{refend}}\n\n[[Categoria:Emires tul\u00fanidas]]\n[[Categoria:Turcos do s\u00e9culo IX]]\n[[Categoria:Naturais de Bagd\u00e1]]\n[[Categoria:Fundadores de cidades]]\n[[Categoria:Ab\u00e1ssidas envolvidos nas guerras bizantino-\u00e1rabes]]"}]},"539176":{"pageid":539176,"ns":0,"title":"Magda Goebbels","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Biografia\n |bgcolour =\n |nome = Magda Goebbels\n |imagem = Bundesarchiv Bild 183-R22014, Magda Goebbels.jpg\n |imagem_tamanho =\n |imagem_legenda =\n |nome_completo = Johanna Maria Magdalena (batismo)
Johanna Maria Magdalena Quandt (1921-1929)
'''Johanna Maria Magdalena Goebbels''' (1931-1945)\n |nascimento_data = {{dni|11|11|1901|si}}\n |nascimento_local = [[Berlim]], [[Imp\u00e9rio Alem\u00e3o]]\n |morte_data = {{morte|1|5|1945|11|11|1901}}\n |morte_local = [[Berlim]], [[Alemanha Nazi]]sta\n |resid\u00eancia =\n |nacionalidade = [[Alem\u00e3es|Alem\u00e3]]\n |c\u00f4njuge = Herbert Quandt (1921-1929)
[[Joseph Goebbels]] (1931-1945)\n |religi\u00e3o = [[Catolicismo na Alemanha|Cat\u00f3lica alem\u00e3]] (inf\u00e2ncia e segundo casamento)
Protestante alem\u00e3 (primeiro casamento)\n |filhos = Harald Quandt (primeiro casamento)
Helga, Hildegard, Helmut, Holdine, Hedwig e Heidrun Goebbels (segundo casamento)\n |profiss\u00e3o = [[Propaganda|Propagandista]]\n |partido = {{DEUb|1935}} [[Partido Nazista]]\n |pr\u00e9mios = [[Imagem:\u041f\u043b\u0430\u043d\u043a\u0430 \u0417\u043e\u043b\u043e\u0442\u043e\u0439 \u043f\u0430\u0440\u0442\u0438\u0439\u043d\u044b\u0439 \u0437\u043d\u0430\u043a \u041d\u0421\u0414\u0410\u041f.svg|40px]] [[Crach\u00e1 Dourado do Partido Nazi]]
{{DEUb|1935}} [[Cruz de Honra das M\u00e3es Alem\u00e3s]]\n}}\n'''Johannna Maria Magdalena \u201cMagda\u201d Goebbles''' ([[Berlim]], [[11 de novembro]] de [[1901]] \u2014 [[Berlim]], [[1 de maio]] de [[1945]]) foi a esposa do Ministro da Propaganda da Alemanha Nazista [[Joseph Goebbels]]. Membro fi\u00e9l do Partido Nazista, ela era aliada e amiga pessoal de Adolf Hitler. Ficou conhecida, principalmente, por, durante a tomada de [[Berlim]] pelo [[Ex\u00e9rcito Vermelho]], no fim da [[Segunda Guerra Mundial]], juntamente com seu esposo, assassinar seus seis filhos com veneno.\n\n==Inf\u00e2ncia==\n\nQuando Magda nasceu, em [[11 de novembro]] de [[1901]], recebeu apenas o sobrenome da m\u00e3e, Auguste Behrendt Magdalena, sendo ent\u00e3o registrada como '''Johannna Maria Magdalena'''. A sua origem \u00e9 controversa, uma vez que no mesmo ano de seu nascimento, sua m\u00e3e havia se casado com o empres\u00e1rio alem\u00e3o Oskar Ritschel, mas este se recusar\u00e1 a dar o seu sobrenome \u00e0 menina. O casamento da m\u00e3e de Magda com Ritschel durou at\u00e9 [[1905]], quando ela se divorciou. Em [[1908]], Behrendt Magdalena se casou de novo, dessa vez com o pai biol\u00f3gico de Magda, [[Richard Friedl\u00e4nder]], indo morar em [[Bruxelas]]. Esse casamento duraria at\u00e9 [[1914]].\n\nEm [[2016]], o historiador Oliver Himes anunciou que descobrira a verdadeira origem do pai de Magda,{{citar web|url=http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/08/historiador-diz-que-mulher-do-ministro-nazista-goebbels-era-filha-de-judeu.html|t\u00edtulo=Historiador diz que mulher do ministro nazista Goebbels era filha de judeu|data=22 de agosto de 2016|publicado=}} sendo que este seria um comerciante judeu. A descoberta aponta para uma verdade por tr\u00e1s de um boato que havia dentro do Partido Nazista, nos tempos de guerra, de que Magda guardava um grande segredo,{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/22/cultura/1471877435_600726.html|t\u00edtulo=Magda Goebbels, a m\u00e3e-modelo do Terceiro Reich, era judia|primeiro =Enrique|\u00faltimo =M\u00fcller|data=22 de agosto de 2016|publicado=}} por\u00e9m, n\u00e3o ficou provado se Goebbels sabia do segredo da esposa, sendo, contudo, que em 1934 ele escrever\u00e1 em seu di\u00e1rio que sua esposa tinha descoberto um \"horr\u00edvel\" segredo sobre seu passado, sem mencionar, por\u00e9m, qual era esse segredo.{{citar web|url=https://www.dn.pt/mundo/interior/pai-biologico-de-magda-goebbels-a-primeira-dama-nazi-era-judeu-5353070.html|t\u00edtulo=Alemanha - Pai biol\u00f3gico de Magda Goebbels, a primeira-dama nazi, era judeu|primeiro =Global Media|\u00faltimo =Group|website=DN}} O grande segredo seria, ent\u00e3o, sua linhagem judaica, o que iria contra toda a ideologia do Partido Nazista.\n\nMagda era de fam\u00edlia rica, e foi educada em col\u00e9gio de freiras.{{citar web|url=https://veja.abril.com.br/blog/mundialista/magda-goebbels-a-mulher-do-monstro-nazista-era-filha-de-judeu-e-dai/|t\u00edtulo=Magda Goebbels, a mulher do monstro nazista, era filha de judeu? E da\u00ed? - Mundialista|publicado=}} Durante a inf\u00e2ncia seria criada como cat\u00f3lica, mas se tornaria protestante no primeiro casamento.\n\n===Paternidade===\n\nRichard Friedl\u00e4nder ([[Berlim]], [[15 de fevereiro]] de [[1881]] - [[Buchenwald|Campo de Concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald]], [[18 de fevereiro]] de [[1939]]) foi um comerciante judeu alem\u00e3o, sendo pai biol\u00f3gico de Magda Goebbels.{{citar web|url=https://www.timesofisrael.com/goebbels-wife-had-jewish-father-new-document-shows/|t\u00edtulo=Goebbels\u2019 wife had Jewish father, new document shows|publicado=}}\n\nPor volta de 1900, conheceu Auguste Behrendt Magdalena, com quem teve um caso amoroso. Behrendt engravidou de Richard, mas acabou se casando com outro homem, o empres\u00e1rio alem\u00e3o Oskar Ritschel, em 1901, mesmo ano em que a filha dela com Friedl\u00e4nder, Johannna Maria Magdalena nasceu. Auguste ficaria casada com Ritschel at\u00e9 1905.\n\nFoi apenas em [[1908]] que Richard e Auguste se casaram. Nessa altura, a filha de ambos, Magda, adotou Richard como padastro. O casal morou um tempo em [[Bruxelas]]. O casamento de ambos duraria at\u00e9 [[1914]].\n\nDepois que Magda se casou com o industrial alem\u00e3o Herbert Quandt, perdeu contato com o pai, a quem tratava como padrasto. Por conta da origem judaica, Magda sempre escondeu seu segredo dos Nazistas.{{citar web|url=http://www.fpp.co.uk/bookchapters/JG/Friedlaender/Fate.html|t\u00edtulo=Documents on Dr Joseph Goebbels|website=www.fpp.co.uk}}\n\nEm [[15 de junho]] de [[1938]], Richard foi preso e deportado para o [[Buchenwald|Campo de Concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald]]. Ficaria preso, sendo escravizado nos trabalhos for\u00e7ados at\u00e9 sua morte em [[18 de fevereiro]] de [[1939]]).{{citar web|url=http://totenbuch.buchenwald.de/names/details/person/964/ref/recherche|t\u00edtulo=Totenbuch - KZ Buchenwald|website=totenbuch.buchenwald.de}}\n\n==Vida Adulta==\n\nO primeiro casamento de Magda foi no in\u00edcio de [[1921]], com o industrial alem\u00e3o Herbert Quandt, que enriqueceu quando Hitler chegou ao poder. Quandt fundou um imp\u00e9rio, que tem varias empresas, entre elas a BMW. Em novembro de 1921 tiveram um filho, Harald. Em 1929 Quandt descobriu a infidelidade da esposa e pediu o divorcio.\n\n==Nazismo==\n\n===Filia\u00e7\u00e3o no Partido Nazista===\n\nMagda se filiou ao Partido Nazista em 1930, e em menos de um ano conheceria e se casaria com [[Joseph Goebbels]].\n\n===Casamento com Goebbels===\n\nEm [[19 de dezembro]] de [[1931]], Magda e Joseph Goebbels se casariam com o apadrinhamento de Hitler. O casamento e a fam\u00edlia Goebbels seriam exploradas pela propagando nazista como modelo de fam\u00edlia ariana perfeita. Magda receberia, inclusive, a [[Cruz de Honra das M\u00e3es Alem\u00e3s]], sendo chamada muitas vezes de \"m\u00e3e da Alemanha\".\n\n===Pris\u00e3o e morte do pai e as quest\u00f5es raciais===\n\nEra sabido que desde o primeiro casamento, Magda teria cortado rela\u00e7\u00f5es com o padrasto, que, na verdade, era seu pai biol\u00f3gico. Pelas leis raciais de Nurembergue, adotadas em 1935, Magda Goebbels seria ''Mischling'', ou seja, pessoa de sangue misto. Mas isto nunca chegou a ser revelado na \u00e9poca.\n\nQuanto ao pai, ele seria preso em 15 de junho de 1938, e enviado para o campo de concentra\u00e7\u00e3o de Buchenwald, onde acabaria morrendo em fevereiro de 1939, curiosamente, meses antes do in\u00edcio da II Guerra Mundial (1939-1945). Magda n\u00e3o teria feito nada para ajudar seu pai, Friedl\u00e4nder.\n\n===Primeira-dama por um dia===\n\nQuando Hitler cometeu suic\u00eddio em [[30 de abril]] de [[1945]], Goebbels assumiu o posto de \"F\u00fchrer\". Magda foi elevada ao posto de primeira-dama oficialmente, embora, antes, fosse tida como tal, uma vez que Hitler sempre manteve seu relacionamento com Eva Braun escondido. O cargo, contudo, seria mantido por um dia, pois ela cometeria suic\u00eddio no dia seguinte.\n\n==Assassinatos e suic\u00eddio==\n\nInstru\u00edda por [[Hitler]] a se retirar de [[Berlim]], juntamente com [[Joseph Goebbels]], recusou-se, sendo esta a primeira ordem n\u00e3o obedecida por Magda e [[Joseph Goebbels]], pois queria manter a honra nos ideais em que acreditara.\n\nNo fim da [[Segunda Guerra Mundial|guerra]], Magda matou seus seis filhos com Goebbels. Ela tinha tido sete filhos, sendo que o \u00fanico que n\u00e3o foi morto foi [[Harald Quandt|Harald]], nascido do primeiro casamento.\n\nCom ajuda de um dentista da SS que dopou as crian\u00e7as com morfina, Magda quebrou capsulas de cianureto na boca das crian\u00e7as quando elas dormiam. Helga, Hildegard, Helmut, Holdine, Hedwig e Heidrun, os seis filhos que ela possu\u00eda com [[Goebbels]], morreram no bunker em [[1 de maio]] de [[1945]]. Em seguida, o casal Goebbels suicidou-se no mesmo bunker, em [[Berlim]].Meissner, Hans Otto, Magda Goebbels, First Lady of the Third Reich, pp.260\n\n== Leitura complementar ==\n* Hans-Otto Meissner: ''Magda Goebbels - Ein Lebensbild'' (Munique, 1978)\n\n{{Refer\u00eancias}}2. Norman Davies, Europa em Guerra, pp.434\n\n{{\u00daltimos ocupantes do F\u00fchrerbunker}}\n{{esbo\u00e7o-biografia}}\n\n[[Categoria:Pessoas da Segunda Guerra Mundial (Alemanha)]]\n[[Categoria:Nazistas]]\n[[Categoria:Hist\u00f3ria da Alemanha]]\n[[Categoria:Suicidas da Alemanha]]\n[[Categoria:Mortos em 1945]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Bundesarchiv Bild 183-R22014, Magda Goebbels.jpg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Crystal Clear app Login Manager.png"}]},"414147":{"pageid":414147,"ns":0,"title":"Batalha de Mohi","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"A '''Batalha de Mohi''', ou '''Batalha do rio Saj\u00f3''', ocorrida no dia [[11 de abril]] de [[1241]], foi a principal batalha entre os mong\u00f3is, liderados por [[Batu Khan]] e [[Subedei]], e o [[reino da Hungria]] durante a [[invas\u00e3o mongol da Europa]].\n\n== Antecedentes ==\nEm [[1223]] uma divis\u00e3o do ex\u00e9rcito mongol venceu um ex\u00e9rcito russo-cumano no [[Batalha do Rio Kalka|Rio Kalka]], no atual sudeste da [[Ucr\u00e2nia]]. Ent\u00e3o os cumanos fugiram para a [[Hungria]].\n\nEm v\u00e1rias ocasi\u00f5es a Hungria tentou converter os [[cumanos]] ao [[cristianismo]] e expandir sua influ\u00eancia sob as tribos cumanas nas \u00faltimas d\u00e9cadas. O rei [[B\u00e9la IV da Hungria]] come\u00e7ou ent\u00e3o a utilizar o t\u00edtulo de \"Rei da Cum\u00e2nia\". Quando os refugiados cumanos (cerca de 40 mil pessoas) procuraram asilo em seu reino, parecia ser que uma parte dos cumanos (os quais tamb\u00e9m eram odiados pelos bar\u00f5es h\u00fangaros) aceitaram o dom\u00ednio h\u00fangaro. Os mong\u00f3is consideraram os cumanos seus escravos, e viam a Hungria como um rival, e a imigra\u00e7\u00e3o cumana para a Hungria como um ''casus belli''.\n\nA amea\u00e7a mongol alcan\u00e7ou a Hungria durante um per\u00edodo de turbul\u00eancia pol\u00edtica. Tradicionalmente, a base do poder real consistia de v\u00e1rios estatutos como propriedade real. Sob Andr\u00e9 II, as doa\u00e7\u00f5es de terras pela coroa alcan\u00e7ou um novo apogeu. Distritos inteiros eram doados. Tanto que Andr\u00e9 II dizia que a melhor medida da generosidade real \u00e9 n\u00e3o ter medida. Ap\u00f3s B\u00e9la IV assumir o trono de seu pai ele come\u00e7ou a reconfiscar as doa\u00e7\u00f5es de Andr\u00e9 e executar ou expulsar seus conselheiros.\n\n{{DEFAULTSORT:Batalha Mohi}}\n[[Categoria:Batalhas do s\u00e9culo XIII|Mohi]]\n[[Categoria:Batalhas dos Mong\u00f3is|Mohi]]\n[[Categoria:Batalhas envolvendo a Hungria|Mohi]]\n[[Categoria:1241]]"}]}}}}