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A Era do Conteúdo – a influência de ser influenciado
Atualmente vivemos a era do conteúdo, onde cada ser humano influencia seu meio em ambiente digital e é também influenciado por outrem. Mas alguns anos atrás, num passado não muito distante,...

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{"continue":{"imcontinue":"40907|Magnifying_glass_01.svg","grncontinue":"0.548797935278|0.548797935278|0|0","continue":"grncontinue||revisions"},"warnings":{"main":{"*":"Subscribe to the mediawiki-api-announce mailing list at for notice of API deprecations and breaking changes. Use [[Special:ApiFeatureUsage]] to see usage of deprecated features by your application."},"revisions":{"*":"Because \"rvslots\" was not specified, a legacy format has been used for the output. This format is deprecated, and in the future the new format will always be used."}},"query":{"pages":{"1619852":{"pageid":1619852,"ns":0,"title":"Rabbit RX83","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Computador\n| imagem = \n| tipo = [[computador dom\u00e9stico]]\n| lan\u00e7amento = {{ani|1983|07}}\n| descontinuado = \n| processador = [[Z80]]A em 3,57 MHz\n| mem\u00f3ria = 2 [[KiB]] (padr\u00e3o)—64 [[KiB]] (m\u00e1xima)\n| so = [[BASIC]]\n}}\nO '''Rabbit RX83''' foi um obscuro [[computador dom\u00e9stico]] produzido pela empresa ''Rabbit Computer'' de [[Hong Kong]], e que chegou a ser apresentado na edi\u00e7\u00e3o de 1983 do [[Consumer Electronics Show]].POLSSON, Ken. ''[http://www.islandnet.com/~kpolsson/comphist/ Chronology of Personal Computers]'', 1995-2008, citando ''Creative Computing'', setembro de 1983, Volume 9, n\u00ba 9, p. 202. Acessado em [[20 de mar\u00e7o]] de [[2008]].[http://www.ballyalley.com/non-bally/rabbit_RX83.jpg An\u00fancio de lan\u00e7amento e foto do RX83] em [http://www.ballyalley.com/ Bally Alley]. Acessado em [[12 de mar\u00e7o]] de [[2008]]. Pouco mais se sabe sobre a m\u00e1quina que, \u00e0 semelhan\u00e7a do brasileiro [[CCE MC-1000|MC-1000]] da [[CCE]], que parece ter derivado do [[GEM 1000]], um [[microcomputador]] [[B\u00e9lgica|belga]] de baixo custo \"para crian\u00e7as a partir de 5 anos\", produzido em [[Taiwan]] pela ''GEM International Corporation''.\n\n==Hist\u00f3ria==\nO RX83 foi apresentado (ou lan\u00e7ado?) num mercado j\u00e1 saturado de m\u00e1quinas baratas e com recursos sofr\u00edveis e bastante similares. Mesmo com o pre\u00e7o atraente de [[d\u00f3lar|US]]$ 99, n\u00e3o chegou a despertar maiores aten\u00e7\u00f5es. O fato de n\u00e3o ser um \"clone\" de uma linha de [[8 bits]] conhecida ([[Apple Computer|Apple]], [[TRS-80]] ou mesmo [[Sinclair Research|Sinclair]]) certamente n\u00e3o contribuiu para sua popularidade.\n\nAl\u00e9m do design pobre e \"[[teclado chiclete]]\", o RX83 dispunha de uma [[RAM]] de apenas 2 [[KiB]] (pequena, mesmo pelos padr\u00f5es de 1983). Como na linha Sinclair, os comandos do [[BASIC]] eram digitados acionando-se uma \u00fanica tecla; al\u00e9m disso, n\u00e3o havia letras min\u00fasculas.\n\n==Caracter\u00edsticas==\n{|class=\"wikitable\"\n|UCP||[[Z80|Zilog Z80A]] em 3,57 MHz\n|-\n|RAM||2 [[KiB]]\u201464 [[KiB]] (m\u00e1xima)\n|-\n|ROM||8 [[KiB]]?\n|-\n|Teclado||\"[[teclado chiclete|chiclete]]\", 50 teclas\n|-\n|Display||Motorola [[MC6847]]P, texto (32x16, 2 cores) e gr\u00e1fico (256x192, 2 cores).\n|-\n|Som||General Instruments PSG [[AY-3-8910]], 3 vozes, [[ru\u00eddo branco]]\n|-\n|Portas||interface de [[magnetofone|gravador cassete]], [[modulador RF|sa\u00edda para TV]], conector de [[joystick]]\n|-\n|Armazenamento||[[fita magn\u00e9tica]] em 1200 [[bps]]\n|}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n==Ver tamb\u00e9m==\n* [[GEM 1000]]\n* [[CCE MC-1000]]\n\n{{esbo\u00e7o-hardware}}\n\n[[Categoria:Computadores dom\u00e9sticos]]"}]},"1589671":{"pageid":1589671,"ns":0,"title":"Rapidfire","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"[[Ficheiro:Axl Rose at Yarkon Park in Tel Aviv, Israel -- May 1993.jpg|thumb|125px|[[Axl Rose]], ex-vocalista da banda.]]\n'''Rapidfire''' \u00e9 uma [[banda musical|banda]] [[Estados Unidos|norte-americana]]. Foi uma das primeiras bandas em que o vocalista do [[Guns N' Roses]], [[Axl Rose]], cantou antes de obter sucesso mundial.\n\n==Membros==\n* [[Axl Rose]]: Vocal\n* Kevin Lawrence: Guitarra \n* Mike Hammernik: Contra-baixo\n* Chuck Gordon: Bateria\n\nAp\u00f3s sa\u00edda de [[Axl Rose]]:\n\n* Kevin Lawrence: Vocal\n* Allen Bram: Contra Baixo\n* Bruce Lipsig: Guitarra\n* Chuck Gordon: Baixo\n\n==Fita Demo==\nA banda gravou uma fita demo em [[25 de maio]], [[1983]].\n\n# Ready to Rumble\n# All Night Long\n# The Prowler\n# On the Run\n# Closure\n\nKevin Lawrence lan\u00e7ou-a em 2014!\n\n==Liga\u00e7\u00f5es externas==\n* {{link|en|2=http://rapidfire1983.com/|3=Rapidfire - P\u00e1gina oficial}}\n\n{{m\u00ednimo}}\n\n[[Categoria:Bandas da Calif\u00f3rnia]]\n\n{{Guns N' Roses}}"}]},"3369594":{"pageid":3369594,"ns":0,"title":"Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Infobox Olympics Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas\n|jogos=Ver\u00e3o de 2012\n|competidores= 1\n|esportes=1\n|bandeira=\n|posi\u00e7\u00e3o=\n|ouro=\n|prata=\n|bronze=\n|total=\n}}\n\nAs [[Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas]] competiram nos [[Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012]], que aconteceram na cidade de [[Londres]], no [[Reino Unido]], de 27 de julho at\u00e9 12 de agosto de 2012.\n\n== Desempenho ==\n=== {{EsporteOl\u00edmpico|Atletismo|Ver\u00e3o de 2012||30px}} ===\n;Masculino\n{| class=\"wikitable\" style=\"font-size:90%\"\n|-\n!rowspan=\"2\"|Atleta{{citar web|url=http://www.sports-reference.com/olympics/countries/IVB/summer/2012/ATH/|titulo=British Virgin Islands Athletics at the 2012 London Summer Games|autor=Sports Reference|l\u00edngua=ingl\u00eas}}\n!rowspan=\"2\"|Evento\n!colspan=\"2\"|Preliminar\n!colspan=\"2\"|Quartas de final\n!colspan=\"2\"|Semifinais\n!colspan=\"2\"|Final\n|-\n!Marca\n!Posi\u00e7\u00e3o\n!Marca\n!Posi\u00e7\u00e3o\n!Marca\n!Posi\u00e7\u00e3o\n!Marca\n!Posi\u00e7\u00e3o\n|-\n|[[J'maal Alexander]]\n|[[Atletismo nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012 - 100 m masculino|100 m]]\n|align=center|10s92\n|align=center|4\u00ba/bat. 3\n|colspan=6 align=center bgcolor=Honeydew|N\u00e3o avan\u00e7ou\n|}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n{{Pa\u00edses nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012}}\n{{Portal3|Eventos multiesportivos}}\n\n[[Categoria:Pa\u00edses nos Jogos Ol\u00edmpicos de Ver\u00e3o de 2012]]\n[[Categoria:Ilhas Virgens Brit\u00e2nicas nos Jogos Ol\u00edmpicos|2012]]"}]},"28672":{"pageid":28672,"ns":0,"title":"Direito da inform\u00e1tica","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{sem notas|data=abril de 2012| angola=| arte=| Brasil=| ci\u00eancia=| geografia=| m\u00fasica=| Portugal=| sociedade=|1=Este artigo ou sec\u00e7\u00e3o|2=|3=|4=|5=|6=}}\n'''Direito da inform\u00e1tica''' \u00e9 um campo do [[direito]] que se prop\u00f5e estudar aspetos jur\u00eddicos do uso de computadores e da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o em geral, com fundamento no crescente desenvolvimento da [[Internet]] e na import\u00e2ncia da [[tecnologia da informa\u00e7\u00e3o]] e da [[inform\u00e1tica]] nas rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas, sendo por isso, uma nova \u00e1rea do estudo do [[Direito]]. O Direito da Inform\u00e1tica visa regulamentar as rela\u00e7\u00f5es sociais ocorridas no \u00e2mbito da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o. Trata-se pois de uma evolu\u00e7\u00e3o do pr\u00f3prio direito, que busca resolver os complexos (e muitas vezes novos) problemas jur\u00eddicos ocasionados no \u00e2mbito da [[sociedade da informa\u00e7\u00e3o]].\n\nH\u00e1 ainda os que designam esta o campo de estudos como [[Direito digital|\"Direito Digital\"]], \"Direito Eletr\u00f4nico\", \"Direito da Tecnologia da Informa\u00e7\u00e3o\", \"Direito da Internet\", ou ainda \"Direito Cibern\u00e9tico\", termos que parecem ter menor utiliza\u00e7\u00e3o nos pa\u00edses lus\u00f3fonos. Por\u00e9m, o termo [[Direito digital|\"Direito Digital\"]] tem se tornado relativamente popular no Brasil para indicar quest\u00f5es jur\u00eddicas relativas \u00e0 Internet.\n\nA palavra \"inform\u00e1tica\" \u00e9 um substantivo feminino e significa segundo defini\u00e7\u00e3o dicionarizada (Houaiss) o \u201cramo do conhecimento dedicado ao tratamento da informa\u00e7\u00e3o mediante o uso de computadores e demais dispositivos de processamento de dados.\u201d \u2013 Ou seja, termo abrangente e tecnicamente recomend\u00e1vel para tratar de quest\u00f5es relacionadas a computadores. \"Telem\u00e1tica\" tamb\u00e9m substantivo feminino \u00e9, segundo a mesma fonte, o \u201cconjunto de servi\u00e7os inform\u00e1ticos fornecidos atrav\u00e9s de uma rede de telecomunica\u00e7\u00f5es. A ci\u00eancia que trata da transmiss\u00e3o, a longa dist\u00e2ncia, de informa\u00e7\u00e3o computadorizada.\u201d \u2013 i.e., redes, grandes redes como a Internet, etc.\n\nFalar \u201cDireito da Inform\u00e1tica\u201d n\u00e3o significa fazer refer\u00eancia \u201cao direito subjetivo da ci\u00eancia inform\u00e1tica\u201d como querem alguns \u2013 tamb\u00e9m com objetivo de causar perplexidade. Ao contr\u00e1rio, pode se fazer como na maioria das vezes se faz, refer\u00eancia ao conjunto das normas de Direito que gravitam ao redor da ci\u00eancia jur\u00eddica e da inform\u00e1tica, assim como falamos e escrevemos \u201cDireito do Trabalho\u201d. N\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel notar, portanto, qualquer impropriedade em denominar este novo ramo de estudos desta maneira.\n\nSabemos que o voc\u00e1bulo \u201cdireito\u201d pode ser empregado com significa\u00e7\u00f5es distintas, como lembra Andr\u00e9 Franco Montoro: Na primeira, direito significa a lei ou norma jur\u00eddica (direito-norma). Na segunda, direito tem o sentido de faculdade ou poder de agir (direito-faculdade ou direito-poder). Na terceira, indica o que \u00e9 devido por justi\u00e7a (direito-justo). Na quarta, o direito \u00e9 considerado como fen\u00f4meno social (direito-fato social). Na \u00faltima, ele \u00e9 referido como disciplina cient\u00edfica (direito-ci\u00eancia). S\u00e3o cinco realidades distintas: O direito como ci\u00eancia (epistemologia jur\u00eddica); O direito como justo (axiologia jur\u00eddica); O direito como norma (teoria da norma jur\u00eddica); O direito como faculdade (teoria dos direitos subjetivos) e, finalmente, o direito como fato social (sociologia do direito). \u00c9 not\u00f3rio que essa \u00e1rea ainda n\u00e3o \u00e9 reconhecida na organiza\u00e7\u00e3o das disciplinas jur\u00eddicas. N\u00e3o h\u00e1 uma sistematiza\u00e7\u00e3o. \n\nSegundo Alessandro Rafael Bertollo de Alexandre, \"O direito da inform\u00e1tica n\u00e3o \u00e9 um ramo aut\u00f4nomo, mas um conglomerado at\u00edpico dos mais variados campos legislativos, resultado de uma revolu\u00e7\u00e3o silenciosa da tecnologia. Embora a autonomia pare\u00e7a derivar das modifica\u00e7\u00f5es sociais que reclamam novos princ\u00edpios e normas, a revolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica \u00e9 a mais recente fase da revolu\u00e7\u00e3o industrial, que se desenvolve para exigir nova postura frente \u00e0s atividades sociais eminentemente inovadoras, cujo tratamento, apesar de se tornar especial em determinadas ocasi\u00f5es, n\u00e3o se distingue em ess\u00eancia das outras atividades e estruturas existentes cujo tratamento se d\u00e1 pelas mat\u00e9rias cl\u00e1ssicas do Direito moderno\"{{Citar peri\u00f3dico|titulo=An\u00e1lise sistem\u00e1tica e sem\u00e2ntica: existe um Direito da Inform\u00e1tica?|url=https://www.conjur.com.br/2002-jun-24/direito_informatica_nao_ramo_autonomo|jornal=Consultor Jur\u00eddico|lingua=pt-BR}}. No mesmo sentido (1999): ELIAS, Paulo S\u00e1.{{Citar peri\u00f3dico|data=2011-08-01|titulo=* Direito da Inform\u00e1tica?|url=http://www.direitodainformatica.com.br/?page_id=955|jornal=Paulo Sa Elias|lingua=en-US}}\n\nAs diferentes [[nomenclatura]]s normalmente retratam influ\u00eancias derivadas dos mais diversos pa\u00edses e carregam consigo diferentes formas de abordagem das mat\u00e9rias, bem como pequenas distin\u00e7\u00f5es no conte\u00fado. Na [[Fran\u00e7a]], recebe a nomenclatura Droit de l'informatique, no [[Reino Unido]], Information Technology Law, na [[Alemanha]], Informatikrecht; na [[Espanha]], Derecho Inform\u00e1tico ou Derecho de las Nuevas Tecnolog\u00edas; e nos [[Estados Unidos]] e [[\u00cdndia]], CyberLaw ou ainda Computer Law. Em [[Portugal]], o prof. Jos\u00e9 de Oliveira Ascens\u00e3o, da Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, fala em \"Direito da Sociedade da Informa\u00e7\u00e3o\".\n\nNa Europa tem se difundido o termo Legal Informatics, que aborda n\u00e3o s\u00f3 o campo da ci\u00eancia do Direito que se dedica ao estudo da regula\u00e7\u00e3o da inform\u00e1tica e assuntos correlatos pelo Direito (o Direito da Inform\u00e1tica propriamente dito), mas, tamb\u00e9m, o campo que trata da influ\u00eancia da inform\u00e1tica no Direito, como base de dados de jurisprud\u00eancia e legisla\u00e7\u00e3o, uso de intelig\u00eancia artificial para automa\u00e7\u00e3o de decis\u00f5es, etc., o que em Portugu\u00eas restou convencionado como [[Inform\u00e1tica Jur\u00eddica]] (ou Direito Inform\u00e1tico conforme o prof. Ricardo L. Lorenzetti). H\u00e1, inclusive, um programa de mestrados nesta \u00e1rea, patrocinado pela Uni\u00e3o Europeia{{citar web|url=https://pt.wikipedia.org/wiki/Direito%20da%20inform%C3%A1tica#cite%20note-1|titulo=Direito e inform\u00e1tica|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} com cursos nas Universidades de Estocolmo, Strathclyde, Oslo, Han\u00f4ver, Sarago\u00e7a, Bolonha e Leuven, entre outras.\n\nCorrente dissidente, alguns juristas defendem que n\u00e3o h\u00e1 que se falar em uma nova \u00e1rea do Direito, j\u00e1 que a Inform\u00e1tica Jur\u00eddica est\u00e1 permeando praticamente todas as \u00e1reas tradicionais. Em verdade, n\u00e3o merece confundida \"Direito da Inform\u00e1tica\" com \"Inform\u00e1tica Jur\u00eddica\", eis que enquanto esta dedica-se ao uso da tecnologia da informa\u00e7\u00e3o aplicada ao Direito, aquela em verdade busca regulamentar rela\u00e7\u00f5es jur\u00eddicas ocorridas no \u00e2mbito ou atrav\u00e9s das tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e comunica\u00e7\u00e3o.\n\nN\u00e3o se deve confundir, ainda, o direito da inform\u00e1tica com o [[processo eletr\u00f4nico]], uma vez que este diz respeito ao uso da [[inform\u00e1tica]] no [[Processo (direito)|Processo]], ao passo que aquele trata dos aspectos jur\u00eddicos referentes \u00e0 [[Tecnologia da informa\u00e7\u00e3o|TI]].\n\n== Informa\u00e7\u00e3o e o usu\u00e1rio, alcances e cuidados ==\nCaracter\u00edstica importante, no que diz respeito \u00e0s novas tecnologias, \u00e9 quanto a sua capacidade de antever o desejo do usu\u00e1rio, por meio da an\u00e1lise de dados obtidas por meio das pesquisas realizadas anteriormente, seja nas [[Rede social|redes sociais]] ou [[motores de busca]]. Esses mecanismos de busca lidam com grande quantidade de informa\u00e7\u00e3o, assim, para selecionar qual o conte\u00fado parece mais adequado, ele seleciona algumas rotas de pesquisa. Analisa-se a frequ\u00eancia com que uma p\u00e1gina \u00e9 visitada e atualizada, para, assim, determinar a sua import\u00e2ncia. Exemplo desses mecanismos \u00e9 o [[PageRank]], do Google.{{citar web|url=https://pt.wikipedia.org/wiki/PageRank|titulo=PageRank|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}{{citar web|url=https://www.conversion.com.br/blog/autoridade-de-pagina-page-authority-pagerank-e-conteudo/|titulo=Autoridade de P\u00e1gina: Page Authority, PageRank e conte\u00fado|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}\n\nExistindo assim, o fen\u00f4meno de [[C\u00e2mara de eco|c\u00e2mara eco]] ou [[Filtro de conte\u00fado|filtro do conte\u00fado]], tal como, Eli Pariser, autor do livro O Filtro Invis\u00edvel \u2014 O Que a Internet Est\u00e1 Escondendo de Voc\u00ea, aborda o conceito criado por ele de filtro-bolha, \u201cexiste esse processo de filtragem, de uma enorme quantidade de informa\u00e7\u00f5es que podem chegar ao leitor, que s\u00e3o selecionadas por esses algoritmos\u201d{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/06/19/cultura/1497900552_320878.html|titulo=\u201cO problema \u00e9 que damos todo o poder para plataformas como Google e Facebook\u201d|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Assim a ferramenta desenvolvida para facilitar nossas pesquisas, acaba por nos isolar, mostrando apenas aquilo que temos mais afinidade e dando menor \u00eanfase a outros temas.\n\nNesse direcionamento de not\u00edcias, devemos dar aten\u00e7\u00e3o especial \u00e0s Fake News, e o modo que elas est\u00e3o nos afetando. Pariser destaca o fato de que \u201ch\u00e1 uma grande maioria que espera que o Facebook os avise se algo \u00e9 suficientemente importante\u201d{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2016/08/30/tecnologia/1472517847_415055.html|titulo=Os absurdos do algoritmo que escolhe as not\u00edcias do Facebook|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}{{citar web|url=http://revistaepoca.globo.com/ideias/noticia/2012/08/internet-esconde-quem-discorda-de-voce.html|titulo=\"A internet esconde quem discorda de voc\u00ea\"|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}, notamos com isso, sua capacidade de influenciar nossa percep\u00e7\u00e3o sobre o mundo a nossa volta, de modo a prejudicar nossa intera\u00e7\u00e3o com as diferen\u00e7as. Segundo o mesmo autor \u201ca democracia requer que os cidad\u00e3os vejam as coisas a partir de outros pontos de vista, mas, em vez disso, estamos cada vez mais fechados em nossas bolhas\u201d, porque, \u201cse ningu\u00e9m enfrenta seus argumentos, \u00e9 natural que voc\u00ea imagine que est\u00e1 certo e que n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para discuss\u00e3o\u201d e que sua \u00e9 opini\u00e3o uma verdade para todos, quando na verdade ela apenas diz respeito ao conjunto de interesses pr\u00f3prios e de amigos.\n\nFato importante que estimulou an\u00e1lise mais detalhada quanto ao controle de not\u00edcias falsas \u00e9 a elei\u00e7\u00e3o presidencial dos Estados Unidos da Am\u00e9rica de 2016. Com o suporte de an\u00e1lise de marketing, Brad Parscale comandou a campanha digital de Donald Trump, do mesmo modo que faria para uma marca comercial, baseando-se em dados e perfis para segmentar a audi\u00eancia, em redes do Facebook, Twitter e Google{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/09/internacional/1507524039_928191.html?rel=str_articulo|titulo=Facebook, Twitter e Google se envolveram na campanha de Trump|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Contudo, essas opera\u00e7\u00f5es de divulga\u00e7\u00e3o de campanha, por meio de conte\u00fado pago, teriam, segundo investiga\u00e7\u00f5es iniciadas por diversas ag\u00eancias norte americanas, incluindo o Senado, contado com influ\u00eancia externa russa{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/28/internacional/1506569165_557904.html|titulo=Congresso dos EUA investiga papel do Twitter na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nSegundo um estudo das Universidades de Indiana e do Sul da Calif\u00f3rnia, 15% dos perfis do Twitter s\u00e3o falsos. Estima-se que 49 milh\u00f5es de contas sejam usadas apenas para lan\u00e7ar mensagens e influenciar a opini\u00e3o p\u00fablica. O grupo independente Securing Democracy (\u201cdefendendo a democracia\u201d) tenta estudar o papel da propaganda russa nas \u00faltimas elei\u00e7\u00f5es atrav\u00e9s da an\u00e1lise de hashtags, trending topics e endere\u00e7os da Internet. \u201cEmbora o Twitter n\u00e3o fa\u00e7a um grande trabalho para elimin\u00e1-los, n\u00f3s tentamos alertar\u201d, afirmam.\n\nAssim como Pascale, outro nome pol\u00eamico \u00e9 Paul Horner. Envolvido em in\u00fameras pol\u00eamicas relacionadas a difama\u00e7\u00e3o, cal\u00fania e inj\u00faria contra os opositores de Trump \u201cFacebook encontrou mais de 3.000 perfis que compravam publicidade para incentivar o clique nesse tipo de conte\u00fado\u201d{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/09/28/internacional/1506571604_776314.html?rel=mas|titulo=Morre o rei das \u2018fake news\u2019 a quem se atribui a vit\u00f3ria de Trump|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} embora ele afirmasse que tudo se tratava de uma s\u00e1tira pol\u00edtica. Embora 3.000 an\u00fancios e 100 mil d\u00f3lares possam parecer um pequeno n\u00famero e valor, o fato de serem bem direcionados acaba gerando grande impacto, como analisa Dennis Yu, diretor de Tecnologia da BlitzMetrics, empresa de marketing digital especializada em publicidade no Facebook. \u201cCem mil d\u00f3lares de posts muito concentrados s\u00e3o muito poderosos\u201d, afirma Yu. \u201cQuando voc\u00ea tem um post realmente quente, voc\u00ea consegue com frequ\u00eancia que ele se multiplique de forma viral. As pessoas comentam e compartilham\u201d{{citar web|url=https://exame.abril.com.br/mundo/trump-russia-e-o-twitter-a-era-da-guerra-fria-digital/|titulo=Trump, R\u00fassia e o Twitter: a era da guerra fria digital|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nAs grandes empresas do meio, Facebook, Google e Twitter, j\u00e1 foram convocadas para depor no Senado americano e iniciaram a divulga\u00e7\u00e3o de dados que dizem respeito \u00e0 avalia\u00e7\u00e3o do alcance da interfer\u00eancia externa por meio dos perfis, assim como anunciaram a cria\u00e7\u00e3o de grupos e mecanismos para combater as falsas not\u00edcias.{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/31/internacional/1509406063_824896.html?rel=str_articulo|titulo=Facebook, Twitter e Google admitem ter distribu\u00eddo toneladas de propaganda russa nos EUA|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/10/03/internacional/1507002663_253312.html?rel=mas|titulo=Dez milh\u00f5es de perfis no Facebook receberam propaganda paga pela R\u00fassia durante as elei\u00e7\u00f5es dos EUA|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} O Facebook desenvolveu um sistema para detectar not\u00edcias falsas, bem como as combater, atrav\u00e9s de mecanismos de n\u00e3o remunera\u00e7\u00e3o delas; al\u00e9m disso, passa a contar com uma equipe que pode decidir sobre a desativa\u00e7\u00e3o da conta em caso de comprova\u00e7\u00e3o da irregularidade{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/04/06/tecnologia/1491491055_218017.html?rel=mas|titulo=Congresso dos EUA investiga papel do Twitter na \u00faltima elei\u00e7\u00e3o|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nCom tudo isso, a interfer\u00eancia de not\u00edcias falsas causa grande medo em conversa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas ou mesmo nas elei\u00e7\u00f5es ao redor do mundo{{citar web|url=https://brasil.elpais.com/brasil/2017/01/21/opinion/1485023813_514702.html?rel=mas|titulo=Guerra \u00e0s not\u00edcias falsas|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Motivando pronunciamentos do Papa Francisco e escolha do tema para o Dia da Comunica\u00e7\u00e3o 2018: \u2018A verdade vos tornar\u00e1 livres\u2019 (Jo 8, 32). Not\u00edcias falsas e jornalismo de paz\u201d, escreveu em sua conta de Twitter, no dia 29/09/17{{citar web|url=https://istoe.com.br/papa-francisco-entra-na-luta-contra-fake-news|titulo=Papa Francisco entra na luta contra \u2018fake news\u2019|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nP\u00f3s verdade, em ingl\u00eas \u201cpost-truth\u201d, foi eleita a palavra do ano, em 2016, pela Oxford Dictionaries, departamento da universidade de Oxford respons\u00e1vel pela elabora\u00e7\u00e3o de dicion\u00e1rios, a qual elege uma palavra para a l\u00edngua inglesa. Ele tamb\u00e9m foi definido pelo instituto como um substantivo \u201cque se relaciona ou denota circunst\u00e2ncias nas quais fatos objetivos t\u00eam menos influ\u00eancia em moldar a opini\u00e3o p\u00fablica do que apelos \u00e0 emo\u00e7\u00e3o e a cren\u00e7as pessoais\u201d\n\n{{citar web|url=https://www.nexojornal.com.br/expresso/2016/11/16/O-que-%C3%A9-%E2%80%98p%C3%B3s-verdade%E2%80%99-a-palavra-do-ano-segundo-a-Universidade-de-Oxford|titulo=O que \u00e9 \u2018p\u00f3s-verdade\u2019, a palavra do ano segundo a Universidade de Oxford|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}\"''Segundo a Oxford Dictionaries, a palavra vem sendo empregada em an\u00e1lises sobre dois importantes acontecimentos pol\u00edticos: a elei\u00e7\u00e3o de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos e o referendo que decidiu pela sa\u00edda da Gr\u00e3-Bretanha da Uni\u00e3o Europeia, apelidada de \u201c[[Brexit]]\u201d. Ambas as campanhas fizeram uso indiscriminado de mentiras, como a de que a perman\u00eancia na Uni\u00e3o Europeia custava \u00e0 Gr\u00e3 Bretanha US$ 470 milh\u00f5es por semana no caso do Brexit, ou de que Barack Obama \u00e9 fundador do Estado Isl\u00e2mico no caso da elei\u00e7\u00e3o de Trump. [...] A leitura de muitos acad\u00eamicos e da m\u00eddia tradicional \u00e9 que as mentiras fizeram parte de uma bem sucedida estrat\u00e9gia de apelar a preconceitos e radicalizar posicionamentos do eleitorado. Apesar de claramente infundadas, denunciar essas informa\u00e7\u00f5es como falsas n\u00e3o bastou para mudar o voto majorit\u00e1rio''\".\n\nOs dilemas atuais com rela\u00e7\u00e3o ao espa\u00e7o virtual motivaram coment\u00e1rios e propostas e grandes nomes como o professor Tim Berners-Lee, criador da World Wide Web, vinculado ao Massachusetts Institute of Technology (MIT).\n\nBerners-Lee, no 28\u00b0 anivers\u00e1rio de apresenta\u00e7\u00e3o de sua ideia para cria\u00e7\u00e3o da rede mundial de computadores, divulgou uma carta com preocupa\u00e7\u00f5es e propostas com rela\u00e7\u00e3o a sua cria\u00e7\u00e3o{{citar web|url=http://gizmodo.uol.com.br/tim-berners-lee-preocupado-web/|titulo=Tim Berners-Lee, o pai da web, est\u00e1 preocupado com o futuro da sua cria|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Ele est\u00e1 cada vez mais preocupado com a interfer\u00eancia de governos e grandes companhias aos direitos digitais. Dentre as preocupa\u00e7\u00f5es est\u00e1 o controle com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 prote\u00e7\u00e3o de dados pessoais, \u00e0 desinforma\u00e7\u00e3o e \u00e0 transpar\u00eancia da publicidade pol\u00edtica; algumas de suas propostas para combater o problema s\u00e3o regula\u00e7\u00e3o de propaganda, maior transpar\u00eancia quanto ao funcionamento dos algoritmos de busca e controle das campanhas pol\u00edticas{{citar web|url=http://gizmodo.uol.com.br/tim-berners-lee-web-descentralizada/|titulo=O criador da web acha que ela precisa ser descentralizada para funcionar direito|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Somado a suas propostas, h\u00e1 ainda a descentraliza\u00e7\u00e3o de alguns motores de busca em rela\u00e7\u00e3o a toda a internet e a cria\u00e7\u00e3o de uma \u201cconstitui\u00e7\u00e3o mundial \u2013 uma declara\u00e7\u00e3o de direitos\u201d para manter a neutralidade e abertura da rede{{citar web|url=http://gizmodo.uol.com.br/pai-da-web-constituicao/|titulo=Tim Berners-Lee: n\u00f3s precisamos de uma constitui\u00e7\u00e3o para a internet|data=|acessodata=8 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\n== Regula\u00e7\u00f5es de atividades na Internet ==\n\n=== Marco civil e a regula\u00e7\u00e3o de atividades dentro e fora da Internet ===\nO atual cen\u00e1rio que vivemos da Era Digital \u2013 em que h\u00e1 uma crescente utiliza\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de novas tecnologias da informa\u00e7\u00e3o e da comunica\u00e7\u00e3o, em especial a Internet, que fazem surgir novos recursos tecnol\u00f3gicos \u2013 exige que o Direito se modernize para acompanhar as transforma\u00e7\u00f5es e para atender \u00e0s novas demandas, regulando-as.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 Fala-se hoje de uma democracia eletr\u00f4nica. O acr\u00e9scimo do adjetivo eletr\u00f4nica \u00e0 palavra democracia determina a introdu\u00e7\u00e3o das tecnologias do processo democr\u00e1tico, baseando-se na no\u00e7\u00e3o de que a internet est\u00e1 transformando a forma com que os cidad\u00e3os interagem com seus representantes{{citar livro|t\u00edtulo=Democracia na sociedade informacional: o desenvolvimento da democracia digital nos munic\u00edpios brasileiros|ultimo=BERNARDES|primeiro=Marciele Berger|editora=Saraiva|ano=2013|local=S\u00e3o Paulo|p\u00e1ginas=|acessodata=}}.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 O Marco Civil da Internet (ou Lei n\u00ba12.965/14){{citar web|url=http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm|titulo=Lei 12.965/14|data=|acessodata=1 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} \u00e9 uma lei brasileira de 2014 que visa regulamentar o uso da Internet no Brasil, estabelecendo princ\u00edpios, garantias, direitos e deveres. Tem como fundamentos a liberdade de express\u00e3o, mas tamb\u00e9m os direitos humanos, o desenvolvimento da personalidade e o exerc\u00edcio da cidadania em meios digitais (art 2\u00ba, inciso II).\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 Na se\u00e7\u00e3o III, a lei trata da responsabilidade por danos decorrentes de conte\u00fado gerado por terceiros. No artigo 19, somente responsabiliza civilmente provedores de aplica\u00e7\u00e3o por conte\u00fados gerados por terceiros se n\u00e3o retirarem o conte\u00fado, ap\u00f3s ordem judicial espec\u00edfica, com o intuito de assegurar a liberdade de express\u00e3o e impedir a censura (art 19). Nesses casos, se o provedor n\u00e3o cumprir a ordem judicial, lhe ser\u00e1 atribu\u00edda responsabilidade solid\u00e1ria, tal como antes do Marco Civil.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 At\u00e9 o advento do Marco Civil, os provedores de aplica\u00e7\u00f5es tinham de retirar o conte\u00fado, quando meramente notificados pela pr\u00f3pria v\u00edtima, em at\u00e9 24 horas, sob pena de responder civilmente por danos morais.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 Com o Marco Civil, a v\u00edtima ter\u00e1 de esperar um tempo maior, j\u00e1 que precisar\u00e1 entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial e esperar o resultado desta que obrigue a remo\u00e7\u00e3o das informa\u00e7\u00f5es ofensivas. Se os conte\u00fados envolverem cenas de nudez ou sexo, ent\u00e3o, o provedor deve remover o conte\u00fado mediante pedido extrajudicial da v\u00edtima, conforme consta no artigo 20. Nesse caso, se n\u00e3o retirar o conte\u00fado obsceno, lhe ser\u00e1 atribu\u00edda responsabilidade subsidi\u00e1ria. Al\u00e9m de remover o conte\u00fado, o provedor tem o dever de informar \u00e0 v\u00edtima os dados de identifica\u00e7\u00e3o do autor do conte\u00fado, por for\u00e7a do direito \u00e0 informa\u00e7\u00e3o \u2013 sendo responsabilizado subsidiariamente, em caso de descumprimento da ordem.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 Uma outra interpreta\u00e7\u00e3o do Marco Civil, \u00e9 a de que a responsabilidade subsidi\u00e1ria do artigo 20 s\u00f3 ser\u00e1 aplic\u00e1vel em casos nos quais a v\u00edtima n\u00e3o puder ser caracterizada como consumidora. Na inexist\u00eancia de rela\u00e7\u00e3o de consumo, a primeira interpreta\u00e7\u00e3o ser\u00e1 aplicada: caso o provedor de aplica\u00e7\u00e3o n\u00e3o forne\u00e7a os dados de identifica\u00e7\u00e3o do autor da postagem, responder\u00e1 solidariamente, por tornar-se co-autor do delito{{citar web|url=https://www12.senado.leg.br/publicacoes/estudos-legislativos/tipos-de-estudos/textos-para-discussao/td-148-aspectos-principais-da-lei-no-12.965-de-2014-o-marco-civil-da-internet-subsidios-a-comunidade-juridica|titulo=Aspectos Principais da Lei n\u00ba 12.965, de 2014, o Marco Civil da Internet: subs\u00eddios \u00e0 comunidade jur\u00eddica|data=2014|acessodata=29 de outubro de 2017|publicado=N\u00facleo de Estudos e Pesquisas/CONLEG/ Senado|ultimo=OLIVEIRA|primeiro=Carlos Eduardo Elias de}}.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 O contexto atual da informa\u00e7\u00e3o \u2013 de grande import\u00e2ncia para as rela\u00e7\u00f5es sociais, econ\u00f4micas e educacionais \u2013 caminha ao lado de questionamentos elementares como de que maneira tornar o ambiente informacional digno e de acordo com os princ\u00edpios e direitos fundamentais. O Direito precisa acompanhar as in\u00fameras transforma\u00e7\u00f5es pelas quais a sociedade passa em decorr\u00eancia da evolu\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a fim de possibilitar a justi\u00e7a para todos e uma correta aplica\u00e7\u00e3o dos princ\u00edpios fundamentais.\n\n=== Direito de ser esquecido ===\n\n==== Brasil ====\nSurgiu, primeiro, no direito penal, como um elemento essencial \u00e0 ressocializa\u00e7\u00e3o dos presos possibilitando que seus erros passados ficassem para tr\u00e1s e eles pudessem, ent\u00e3o, seguir uma nova vida normal, sem constantes julgamentos e discrimina\u00e7\u00f5es. No Brasil, este \u00e9 um direito relativamente recente: em 2004, discutiu-se a tese pela primeira vez nos tribunais brasileiros{{citar peri\u00f3dico|ultimo=|primeiro=|data=|titulo=Direito ao esquecimento na internet: consequ\u00eancias da mem\u00f3ria virtual|url=|jornal=Revista Publicum|volume=n\u00ba 3|via=}}.\n\nO primeiro caso foi a chamada Chacina da Candel\u00e1ria (1993). Em 1993, policiais \u00e0 paisana alvejaram crian\u00e7as que dormiam na cal\u00e7ada da Igreja da Candel\u00e1ria, resultando na morte de 8 jovens, dos quais 6 eram menores de idade. Quase 10 anos depois, a rede Globo retratou o caso em um epis\u00f3dio do programa Linha Direta, identificando Jurandir Fran\u00e7a como envolvido no caso, apesar de ele ter sido indiciado e inocentado pela justi\u00e7a. Por conta da exibi\u00e7\u00e3o do programa, Jurandir Fran\u00e7a teve seu cotidiano afetado, com o retorno da revolta popular em torno de sua figura. A decis\u00e3o do STJ foi de que a identifica\u00e7\u00e3o ofendeu o direito ao esquecimento, e, por isso, condenou a rede Globo ao pagamento de uma indeniza\u00e7\u00e3o.\n\nO segundo caso, julgado na mesma ocasi\u00e3o, foi o Caso A\u00edda Curi (1958). As circunst\u00e2ncias do crime n\u00e3o s\u00e3o precisas, existem apenas suposi\u00e7\u00f5es, baseadas nas provas deixadas no local. Em 1958, a jovem A\u00edda Curi foi atacada, estuprada e acabou arremessada do terra\u00e7o de um pr\u00e9dio. V\u00e1rios anos mais tarde, a rede Globo, em outro epis\u00f3dio do programa Linha Direta, exibiu o caso, com fotos e simula\u00e7\u00f5es. A fam\u00edlia da v\u00edtima alegou que esta exposi\u00e7\u00e3o reavivara a dor e afli\u00e7\u00e3o experimentadas na \u00e9poca. Como o fato ficara conhecido por \u201cCaso A\u00edda Curi\u201d, mostrou-se imposs\u00edvel retrat\u00e1-lo sem fazer alus\u00e3o \u00e0 v\u00edtima; o STJ, ent\u00e3o, concluiu que nenhuma indeniza\u00e7\u00e3o seria devida, desde que n\u00e3o houvesse um vi\u00e9s sensacionalista.\n\nO tema do direito ao esquecimento ficou mais complexa, ap\u00f3s o surgimento da internet e dos mecanismos de busca, que atuam na eterniza\u00e7\u00e3o e perpetua\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o. Se antes uma not\u00edcia e jornal sobre uma determinada pessoa ficava escondida em arquivos f\u00edsicos e tendia a ser esquecida sozinha, com a internet, os servi\u00e7os de busca, como Google ou Bing, n\u00e3o deixam que nada seja esquecido. As consequ\u00eancias de manter informa\u00e7\u00f5es sobre erros do passado dos indiv\u00edduos podem ser dr\u00e1sticas: estigmas, persegui\u00e7\u00e3o social, bullying, dificuldades para encontrar emprego \u2013 configurando, desse modo, um tratamento degradante, o qual \u00e9 claramente condenado e proibido pela Constitui\u00e7\u00e3o. A tutela da dignidade da pessoa humana, portanto, passa pelo direito ao esquecimento.\n\nA velocidade de propaga\u00e7\u00e3o de conte\u00fado na internet favorece ainda os chamados crimes inform\u00e1ticos (ou crimes cibern\u00e9ticos). Uma informa\u00e7\u00e3o h\u00e1 muito esquecida e j\u00e1 sem relev\u00e2ncia para o debate p\u00fablico, pode voltar \u00e0 tona e muito rapidamente se espalhar. Essa velocidade de propaga\u00e7\u00e3o relaciona-se com o n\u00famero de pessoas que compartilha as informa\u00e7\u00f5es objeto do crime, logo, o deixar de compartilhar j\u00e1 dificulta o delito, facilitando o descobrimento da origem e, portanto, do autor do delito. Conclui-se, ent\u00e3o, que a sociedade tem importante papel nos crimes inform\u00e1ticos, podendo aumentar ou diminuir seus impactos. Em 2013, em uma decis\u00e3o in\u00e9dita, o Tribunal de Justi\u00e7a de S\u00e3o Paulo condenou uma pessoa pelo compartilhamento de not\u00edcia falsa e ofensiva, entendendo que o compartilhamento aumenta o potencial ofensivo da publica\u00e7\u00e3o na rede, ao aumentar o n\u00famero de pessoas que ter\u00e3o acesso \u00e0quele conte\u00fado. A ferramenta curtir, por sua vez, n\u00e3o configura mesma situa\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que apenas demonstra concord\u00e2ncia com rela\u00e7\u00e3o a um conte\u00fado, sem, contudo, aumentar seu alcance{{citar web|url=http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/12/servidora-de-piracicaba-e-condenada-por-compartilhar-critica-no-facebook.html|titulo=Servidora de Piracicaba \u00e9 condenada por compartilhar cr\u00edtica no Facebook|data=|acessodata=14 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nUm crime que tem sido comum neste \u00e2mbito \u00e9 o chamado \u201crevenge porn\u201d, a pornografia de vingan\u00e7a. Desde junho de 2015, o Google passou a aceitar pedidos de usu\u00e1rios para remo\u00e7\u00e3o de buscas que tenham rela\u00e7\u00e3o com a pornografia de vingan\u00e7a. Esse tipo de conte\u00fado, claramente irrelevante e ofensivo, deve ser exclu\u00eddo dos meios de comunica\u00e7\u00e3o para uma devida tutela dos direitos fundamentais{{citar peri\u00f3dico|ultimo=AMARAL|primeiro=Ana Beatriz Nunes Paiva do|data=2016|titulo=TUTELA DO DIREITO AO ESQUECIMENTO NO BRASIL: CASO FAB\u00cdOLA E SUA RELA\u00c7\u00c3O COM O REVENGE PORN|url=|jornal=Revista Pesquisas Jur\u00eddicas ISSN 2316 \u2013 6487|volume=V. V, n\u00ba 1. fev./jun. 2016|via=}}.\n\nO direito ao esquecimento n\u00e3o \u00e9 uma forma de censura. N\u00e3o se busca criar meios de censura, nem violar os princ\u00edpios da publicidade e da liberdade de imprensa, mas, atrav\u00e9s da pondera\u00e7\u00e3o de valores, da razoabilidade e da proporcionalidade, defender a dignidade, a honra e a imagem dos indiv\u00edduos, direitos fundamentais da pessoa humana{{citar web|url=http://www2.trf4.jus.br/trf4/controlador.php?acao=noticia_visualizar&id_noticia=9059|titulo=Enunciado trata do direito ao esquecimento na sociedade da informa\u00e7\u00e3o|data=2013|acessodata=12 de novembro de 2017|publicado=JUSTI\u00c7A FEDERAL. TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 4\u00aa REGI\u00c3O|ultimo=|primeiro=}}. A ideia \u00e9 proteger as informa\u00e7\u00f5es pessoais e interpessoais, numa era de superexposi\u00e7\u00e3o, a fim de evitar abusos.\n\nUma maneira de preservar o direito ao esquecimento, sem impor algum tipo de censura com a exclus\u00e3o de conte\u00fado, seria a devida exclus\u00e3o dos links dos mecanismos de busca \u2013 respons\u00e1veis por oferecer acesso facilitado a conte\u00fados comprometedores. A remo\u00e7\u00e3o, limitada aos links, deve observar crit\u00e9rios claros: s\u00f3 se faz necess\u00e1rio esse tipo de medida, quando se tratam de informa\u00e7\u00f5es ofensivas, comprometedoras, irrelevantes (sem import\u00e2ncia p\u00fablica ou hist\u00f3rica, para o momento e para as gera\u00e7\u00f5es futuras) e que apenas trazem preju\u00edzos ao indiv\u00edduo exposto. A dificuldade, ent\u00e3o, \u00e9 justamente determinar o que \u00e9 ou n\u00e3o irrelevante, o que \u00e9 ou n\u00e3o ofensivo e constituinte de uma forma de tratamento degradante.\n\nN\u00e3o h\u00e1, no Brasil, at\u00e9 o momento, regulamenta\u00e7\u00f5es espec\u00edficas sobre a mat\u00e9ria: o direito ao esquecimento precisa ser disciplinado pelo Poder Legislativo. Tem-se apenas decis\u00f5es inspiradas nos entendimentos jurisprudenciais, na tentativa de atender \u00e0s demandas da sociedade com rela\u00e7\u00e3o a este tema. V\u00ea-se que, dadas as caracter\u00edsticas da internet \u2013 ambiente prop\u00edcio para a eterniza\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es \u2013 houve um aumento da procura pelo Judici\u00e1rio, enfatizando ainda mais a necessidade de regulamenta\u00e7\u00e3o legislativa.\n\nO Marco Civil da Internet tem sido criticado nesse \u00e2mbito, sendo considerado falho. O indiv\u00edduo exposto diariamente na internet precisa entrar com uma a\u00e7\u00e3o judicial requerendo a retirada do conte\u00fado. Obrig\u00e1-lo a ingressar com uma a\u00e7\u00e3o, frente a um judici\u00e1rio lento, \u00e9 obrig\u00e1-lo a suportar por tempo indeterminado a situa\u00e7\u00e3o que fere seus direitos fundamentais.\n\n==== Mundo ====\nNo \u00e2mbito internacional, faz-se refer\u00eancia ao caso Lebach. Na Alemanha, perto da cidade de Lebach, 4 soldados foram cruelmente assassinados enquanto dormiam. Uma rede de televis\u00e3o, anos depois, quando o epis\u00f3dio j\u00e1 havia sido apagado da mem\u00f3ria popular, planejava exibir um document\u00e1rio sobre o caso. Um dos condenados como c\u00famplice no caso, j\u00e1 prestes a concluir a pena e a readquirir sua liberdade, ap\u00f3s duas derrotas em inst\u00e2ncias inferiores, conseguiu no Tribunal Constitucional Alem\u00e3o, impedir a exibi\u00e7\u00e3o do document\u00e1rio, o qual atrapalhava sua ressocializa\u00e7\u00e3o, por identific\u00e1-lo atrav\u00e9s de seu nome e de fotos.\n\n\u00a0\u00a0\u00a0 Em se tratando do direito ao esquecimento na internet, tem-se a decis\u00e3o do Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia (TJUE), em que foi declarada procedente uma a\u00e7\u00e3o movida contra o Google. O caso em quest\u00e3o refere-se a um cidad\u00e3o espanhol, que estava insatisfeito com os resultados do mecanismo de busca ao pesquisar por seu perfil.\n\n=== Direito de ser lembrado ===\nA mem\u00f3ria estabelece uma fun\u00e7\u00e3o importante no processo hist\u00f3rico da sociedade. A possibilidade de se recordar e de ter acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o permite que as comunidades n\u00e3o repitam os mesmos erros de seus antepassados. Como dizem soci\u00f3logos, a modernidade transformou o homem em um ser ap\u00e1tico e com pouca mem\u00f3ria{{citar web|url=https://www.conjur.com.br/2017-jan-08/servico-transporte-uber-base-liberdade-|titulo=Servi\u00e7o de transporte da Uber tem respaldo na liberdade de profiss\u00e3o|data=|acessodata=14 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}{{Liga\u00e7\u00e3o inativa|1={{subst:DATA}} }}. Nesse contexto, o direito \u00e0 mem\u00f3ria consiste no direito que os lesados e toda a sociedade det\u00e9m de ter um esclarecimento sobre os fatos e as circunst\u00e2ncias que gerarem graves viola\u00e7\u00f5es a direitos humanos{{citar livro|t\u00edtulo=Direito Constitucional Esquematizado|ultimo=LENZA|primeiro=Pedro|editora=Saraiva|ano=2009|local=|p\u00e1ginas=|acessodata=}}.\n\nO direito \u00e0 mem\u00f3ria ou o direito de ser lembrado \u00e9 um direito da personalidade, bem como o direito ao esquecimento e apresenta \u00edntima liga\u00e7\u00e3o com a dignidade da pessoa humana que \u00e9 um dos fundamentos da Rep\u00fablica Federativa do Brasil no artigo 1\u00ba da CF/88. No Brasil, o tema do direito \u00e0 mem\u00f3ria ganhou notoriedade com a cria\u00e7\u00e3o da comiss\u00e3o da verdade em 2011 destinadas a apurar as circunst\u00e2ncias em que ocorreram viola\u00e7\u00f5es a direitos humanos durante o per\u00edodo da ditadura. A lei de anistia inclusive foi muito debatida \u00e0 luz do direito \u00e0 mem\u00f3ria, assim como o caso Gomes Lund em que se discutiu a investiga\u00e7\u00e3o e a puni\u00e7\u00e3o de crimes praticados por militares durante o per\u00edodo da ditadura militar. Nessa ocasi\u00e3o, o STF julgou improcedente o pedido da ADPF 153/2008 e declarou que a lei de anistia n\u00e3o perdeu sua validade de modo que os crimes praticados com motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, por militares, durante a ditadura militar foram anistiados. Resta ainda a discuss\u00e3o sobre o que \u00e9 motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e quais crimes foram praticados com essa dita motiva\u00e7\u00e3o pol\u00edtica.\n\nH\u00e1 uma tens\u00e3o entre os direitos da personalidade da mem\u00f3ria e do esquecimento. H\u00e1 algumas pondera\u00e7\u00f5es que devem ser feitas. Trata-se de choque entre princ\u00edpios constitucionais e precisa li\u00e7\u00e3o de Robert Alexy, princ\u00edpios s\u00e3o como mandados de otimiza\u00e7\u00e3o e devem ser ponderados para que se chegue a decis\u00e3o mais razo\u00e1vel e proporcional no caso concreto. No caso do direito \u00e0 mem\u00f3ria, deve ser analisado se a mem\u00f3ria em quest\u00e3o \u00e9 relevante historicamente. Assim se for um epis\u00f3dio que trata de um cidad\u00e3o comum, de algu\u00e9m que n\u00e3o \u00e9 uma pessoa p\u00fablica n\u00e3o h\u00e1 de se falar em mem\u00f3ria relevante.\n\nEm uma \u00e9poca em que a informa\u00e7\u00e3o circula t\u00e3o r\u00e1pido e em uma velocidade t\u00e3o grande, apresenta-se um grande desafio para o direito atualmente. A discuss\u00e3o desses princ\u00edpios do direito de ser lembrado e o direito de ser esquecido est\u00e3o constantemente em tens\u00e3o.\n\nUm leading case nesse tema do direito \u00e0 mem\u00f3ria e direito ao esquecimento foi uma decis\u00e3o do [[Tribunal de Justi\u00e7a da Uni\u00e3o Europeia]], que definiu a possibilidade de que um cidad\u00e3o solicite aos buscadores da internet, como o Google, a remo\u00e7\u00e3o de links a conte\u00fados prejudiciais ao interessado e que j\u00e1 n\u00e3o sejam pertinentes.\n\nNo momento, n\u00e3o h\u00e1 na legisla\u00e7\u00e3o brasileira qualquer previs\u00e3o legal para essa remo\u00e7\u00e3o de links. Existem, isso sim, alguns projetos de lei em tramita\u00e7\u00e3o no Congresso com o objetivo de regular o tal direito ao esquecimento. Por exemplo, um dos projetos pretende incluir no Marco Civil da Internet (Lei 12.965/2014) a seguinte disposi\u00e7\u00e3o: \u201cO indiv\u00edduo ou seu representante legal poder\u00e1 requerer judicialmente, a qualquer momento, a indisponibiliza\u00e7\u00e3o de conte\u00fado que ligue seu nome ou sua imagem a crime de que tenha sido absolvido, com tr\u00e2nsito em julgado, ou a fato calunioso, difamat\u00f3rio ou injurioso\u201d.\n\nDe autoria da deputada Soraya Santos (PMDB-RJ), o projeto de lei torna-se problem\u00e1tico ao achar que o direito ao esquecimento possibilitaria exigir que se apague da internet determinado conte\u00fado publicado. A decis\u00e3o europeia trata simplesmente da remo\u00e7\u00e3o de links nos sites de busca.{{citar web|url=http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,direito-a-memoria,10000064979|titulo=Direito \u00e0 mem\u00f3ria|data=|acessodata=9 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}\n\nConforme lembrou o ministro Lu\u00eds Roberto \u201cretirar a mat\u00e9ria \u00e9 censura. A Mat\u00e9ria foi escrita e vai existir sempre. A discuss\u00e3o que ocorreu na Corte de Justi\u00e7a europeia foi a de retirar a refer\u00eancia em site de busca. A refer\u00eancia era movida contra o Google. O pedido n\u00e3o era para retirar mat\u00e9ria, porque retirar mat\u00e9ria sempre ser\u00e1 censura\u201d.\n\nSeja qual for a natureza do site \u2013 de busca, jornal\u00edstico, opinativo, etc. \u2013, a liberdade de express\u00e3o deve ser sempre respeitada, desde que n\u00e3o haja discurso de \u00f3dio ou qualquer tipo de discrimina\u00e7\u00e3o. \u00a0A Constitui\u00e7\u00e3o Federal \u00e9 muito clara nesse sentido e uma lei que viesse restringir tal liberdade seria inconstitucional.\n\nA internet deve continuar sendo livre. Isso n\u00e3o significa que ela seja um espa\u00e7o sem lei. Ao contr\u00e1rio, a lei deve ser instrumento para a manuten\u00e7\u00e3o da liberdade na internet. Em casos de abusos e equ\u00edvocos, deve haver pronta corre\u00e7\u00e3o, com repara\u00e7\u00e3o de eventuais danos. N\u00e3o \u00e9 admiss\u00edvel, por\u00e9m, que uma decis\u00e3o proferida na Uni\u00e3o Europeia seja manipulada para servir de pretexto para reduzir as liberdades de express\u00e3o e de imprensa no Pa\u00eds.\n\nO direito \u00e0 privacidade imp\u00f5e graves deveres a quem \u2013 seja pessoa jur\u00eddica ou f\u00edsica \u2013 queira publicar algum conte\u00fado na internet. Entre esses deveres, por\u00e9m, n\u00e3o consta a obriga\u00e7\u00e3o de excluir, depois de certo tempo, determinados conte\u00fados simplesmente porque eles desagradaram a determinadas pessoas. Faz parte da liberdade de express\u00e3o o direito \u00e0 mem\u00f3ria, com suas luzes e tamb\u00e9m com suas sombras. Poucas coisas s\u00e3o t\u00e3o autorit\u00e1rias quanto a pretens\u00e3o de apagar do passado determinados acontecimentos, como se eles nunca tivessem ocorrido. Tal ambi\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00edpica dos regimes totalit\u00e1rios, que, conscientes de que uma sociedade privada de mem\u00f3ria \u00e9 fr\u00e1gil e facilmente manipul\u00e1vel, querem reescrever a hist\u00f3ria a seu modo. A possibilidade de lembrar \u00e9 tamb\u00e9m uma manifesta\u00e7\u00e3o de liberdade.\n\n=== Atividades da Economia ===\nA expans\u00e3o da rede facilitou e fomentou a opera\u00e7\u00e3o de modelos de neg\u00f3cio de consumo colaborativo, descentralizados e colaborativos, que est\u00e3o possibilitando a transi\u00e7\u00e3o da cultura de posse para uma cultura de acesso{{citar web|url=http://blog.trocaria.com.br/economia-colaborativa/|titulo=Economia Colaborativa|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=|arquivourl=https://web.archive.org/web/20161024024554/http://blog.trocaria.com.br/economia-colaborativa/|arquivodata=2016-10-24|urlmorta=yes}}, realizados, em geral, atrav\u00e9s de plataformas digitais como aplicativos para celular. Tornando vi\u00e1vel o compartilhamento de recursos humanos, f\u00edsicos e intelectuais, e como vai afirmar Ramon Bezerra Costa em Sobre o papel da confian\u00e7a e das tecnologias digitais de comunica\u00e7\u00e3o nas experi\u00eancias de economia colaborativa concretizadas entre desconhecidos, requerendo confian\u00e7a em estranhos e ganhando escala global por meio da internet. As pr\u00e1ticas que caracterizam a economia colaborativa s\u00e3o muito diversas, tanto do ponto de vista das \u00e1reas, tipos de servi\u00e7os e produtos que se pode acessar, quanto das maneiras pelas quais essas rela\u00e7\u00f5es acontecem.{{citar web|url=http://www.seminariodosalunos.com/pdf/2015/ramon-bezerra.pdf|titulo=Sobre o papel da confian\u00e7a e das tecnologias digitais de comunica\u00e7\u00e3o nas experi\u00eancias de economia colaborativa|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=BEZERRA|primeiro=Ramon}} Saindo assim do mundo virtual para o real, com v\u00e1rias modalidades, criando op\u00e7\u00f5es, em viagens, com hospedagem em casas de desconhecidos, Airbnb, Wimdu e Home Exchange por exemplo, troca e doa\u00e7\u00e3o de objetos e transporte. Nesse \u00faltimo modelo de neg\u00f3cio temos a atua\u00e7\u00e3o, relevante do Uber, assim como outras din\u00e2micas do consumo colaborativo: um aplicativo com um sistema de f\u00e1cil manuseio e com informa\u00e7\u00f5es sempre dispon\u00edveis promete facilitar a busca por motoristas mais pr\u00f3ximos e oferecer um servi\u00e7o de transporte seguro e com boa experi\u00eancia, vai afirmar Ana Cirne Paes de Barros, em Uber: O Consumo Colaborativo e as L\u00f3gicas do Mercado.{{citar web|url=http://anais-comunicon2015.espm.br/GTs/GT5/24_GT5_BARROS.pdf|titulo=Uber: O Consumo Colaborativo e as L\u00f3gicas do Mercado|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=BARROS|primeiro=Ana Cirne Paes de}}\n\nA empresa Uber foi fundada em 2009 e desde a sua funda\u00e7\u00e3o ensejou fervoroso debate no \u00e2mbito do direito sobre a legalidade do servi\u00e7o oferecido pela empresa e acerca da concorr\u00eancia desleal com os taxistas. A empresa opera sem regulamenta\u00e7\u00e3o e vem enfrentando batalhas legais. \u00a0A briga se d\u00e1 com os taxistas, os quais levantam como principais argumentos que o servi\u00e7o oferecido pela Uber \u00e9 ilegal, por n\u00e3o ser regulamentado, e que os motoristas de Uber incorrem no exerc\u00edcio ilegal da profiss\u00e3o de taxista, visto n\u00e3o terem autoriza\u00e7\u00e3o para desempenhar essa fun\u00e7\u00e3o.\n\nEsta \u00e9 uma empresa de tecnologia, que existe por causa da Internet e por meio dela opera, tal como afirma a pr\u00f3pria Uber. Uma plataforma tecnol\u00f3gica que conecta diretamente oferta e demanda, no \u00e2mbito digital: o aplicativo serve para aproximar passageiros e motoristas, possibilitando um f\u00e1cil deslocamento nos grandes centros urbanos, podendo contribuir para a qualidade de vida das pessoas.\n\nImportante ponto nesse debate \u00e9 o princ\u00edpio constitucional da liberdade de profiss\u00e3o que se encontra expresso na Constitui\u00e7\u00e3o Federal, em seu artigo 5\u00ba, inciso XIII, que diz: \u201c\u00e9 livre o exerc\u00edcio de qualquer trabalho, of\u00edcio ou profiss\u00e3o, atendidas as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais que a lei estabelecer\u201dConstitui\u00e7\u00e3o Federal. Nota-se, a partir da leitura da constitui\u00e7\u00e3o, que se trata de uma norma constitucional de efic\u00e1cia limitada uma vez que a norma diz que devem ser atendidas as qualifica\u00e7\u00f5es profissionais que a lei estabelecer, portanto, a aplicabilidade dessa norma \u00e9 mediata e indireta dependendo de regulamenta\u00e7\u00e3o legal{{citar web|url=http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2011-2014/2011/Lei/L12468.htm|titulo=Lei n\u00ba 12.468/11|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}. Um exemplo disso \u00e9 a profiss\u00e3o de advogado que s\u00f3 pode ser exercida por quem \u00e9 aprovado no exame da OAB. Essa limita\u00e7\u00e3o no exerc\u00edcio da profiss\u00e3o n\u00e3o fere o princ\u00edpio constitucional da liberdade de profiss\u00e3o. Assim sendo, n\u00e3o faz sentido usar como argumento apenas o artigo 5\u00ba, inciso XIII, para defender a licitude do servi\u00e7o prestado pela empresa Uber.\n\nA Uber \u00e9 uma empresa de tecnologia, dessa forma, a Lei 12.965/2014, o Marco Civil da Internet, traz importantes aspectos a serem analisados. No artigo 2\u00ba, inciso V, prev\u00ea-se a livre iniciativa e a livre concorr\u00eancia; no artigo 3\u00ba, inciso III, ressalta-se a liberdade de modelos de neg\u00f3cios promovidos na internet; e no artigo 4\u00ba, inciso III, afirma-se como um dos objetivos da Internet o incentivo \u00e0 inova\u00e7\u00e3o e o fomento \u00e0 ampla difus\u00e3o de novas tecnologias e novos modelos de acesso.\n\nEmbora a empresa se declare apenas de tecnologia, isso n\u00e3o anula o fato de ser tamb\u00e9m uma empresa de transporte, dado o servi\u00e7o oferecido pelo aplicativo. (3 - p.8/9) E \u00e9 aqui que a discuss\u00e3o encontra novos dilemas. A Lei 12.468/2011, a qual regulamenta a profiss\u00e3o de taxista, n\u00e3o concedeu o monop\u00f3lio de toda atividade de transporte individual de passageiros aos taxistas. O transporte individual de passageiros \u00e9 composto de duas modalidades: p\u00fablica e privada - embora prevista na lei, n\u00e3o \u00e9 regulamentada, e, dado o princ\u00edpio da livre iniciativa, n\u00e3o impede a presta\u00e7\u00e3o pelos particulares.{{citar web|url=http://www.planalto.gov.br/CCIVIL_03/_Ato2011-2014/2014/Lei/L12965.htm|titulo=Lei n\u00ba 12.965/14|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}\n\nA Lei n\u00ba 12.587/2012{{citar web|url=http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2011-2014/2012/lei/l12587.htm|titulo=Lei n\u00ba 12.587/12|data=|acessodata=15 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}, define \u201ctransporte p\u00fablico individual\u201d como um \u201cservi\u00e7o remunerado de transporte de passageiros aberto ao p\u00fablico, por interm\u00e9dio de ve\u00edculos de aluguel, para a realiza\u00e7\u00e3o de viagens individualizadas\u201d. O aplicativo Uber n\u00e3o realiza transporte p\u00fablico individual de passageiros por dois motivos: 1) o Uber n\u00e3o est\u00e1 aberto ao p\u00fablico, j\u00e1 que para utiliz\u00e1-lo \u00e9 necess\u00e1rio possuir o aplicativo e, al\u00e9m disso, o motorista, de acordo com sua conveni\u00eancia tem autonomia para aceitar ou n\u00e3o realizar a corrida. Enquanto para chamar um t\u00e1xi, basta, na rua, basta fazer um sinal com a m\u00e3o, o motorista do Uber s\u00f3 atender\u00e1 ao chamado se feito por meio do aplicativo; 2) o ve\u00edculo automotor utilizado para o transporte, no caso do Uber, \u00e9 particular, e n\u00e3o de aluguel{{citar web|url=https://leonardopaoli.jusbrasil.com.br/artigos/217244363/a-legalidade-do-uber|titulo=A legalidade do Uber|data=|acessodata=14 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}.\n\nLogo a alega\u00e7\u00e3o dos taxistas de que os motoristas de Uber incorrem no exerc\u00edcio ilegal da profiss\u00e3o de taxista, visto n\u00e3o terem autoriza\u00e7\u00e3o para desempenharem essa fun\u00e7\u00e3o, sendo, por isso, um servi\u00e7o de transporte clandestino mostra-se sem fundamento. Os motoristas n\u00e3o exercem fun\u00e7\u00e3o de taxista por serem um transporte privado, e n\u00e3o um transporte p\u00fablico individual de passageiros.\n\nEnquanto ao Estado s\u00f3 cabe fazer o que a lei permita ou imponha, aos particulares \u00e9 livre a atua\u00e7\u00e3o, desde que n\u00e3o haja proibi\u00e7\u00f5es ou imposi\u00e7\u00f5es de uma conduta oposta na lei (conforme artigo 5\u00ba, inciso II da Constitui\u00e7\u00e3o Federal.) Sendo assim, a falta de regulamenta\u00e7\u00e3o do transporte privado individual de passageiros[46], portanto, n\u00e3o \u00e9 uma atividade il\u00edcita: at\u00e9 que se tenha uma lei proibindo, n\u00e3o se pode alegar ser ilegal - o que n\u00e3o significa que n\u00e3o se deva regulamentar a situa\u00e7\u00e3o.\n\nO tema da concorr\u00eancia desleal tamb\u00e9m \u00e9 levantado pelos taxistas como uma ilegalidade do servi\u00e7o prestado pela Uber. Vale lembrar que a Carta Magna consagra em seu artigo 170, inciso IV, a livre concorr\u00eancia como um dos princ\u00edpios gerais da ordem econ\u00f4mica, intimamente ligada aos princ\u00edpios da livre iniciativa e do valor social do trabalho. O conceito de concorr\u00eancia desleal ainda est\u00e1 em desenvolvimento - havendo dificuldades em diferenciar concorr\u00eancias leais e desleais - mas apresenta caracter\u00edsticas como, por exemplo: o desrespeito \u00e0 cl\u00e1usula contratual e a concorr\u00eancia parasit\u00e1ria. Em que pese os argumentos dos taxistas, estudos do Conselho Administrativo de Defesa Econ\u00f4mica (CADE) mostraram que n\u00e3o h\u00e1 concorr\u00eancia desleal da Uber com rela\u00e7\u00e3o ao servi\u00e7o de t\u00e1xi, visto que n\u00e3o h\u00e1 elementos econ\u00f4micos que caracterizam essa concorr\u00eancia desleal e que a atua\u00e7\u00e3o de novos agentes, como a Uber, tende a ser positiva para os consumidores.\n\nOutro argumento a favor da Uber baseia-se no artigo 6\u00ba do C\u00f3digo de Defesa do Consumidor, o qual afirma que \u00e9 direito b\u00e1sico do consumidor ter liberdade de escolha na contrata\u00e7\u00e3o do servi\u00e7o ou aquisi\u00e7\u00e3o do produto. Logo, se o indiv\u00edduo preferir usar o Uber, em vez de um t\u00e1xi, deve ser respeitada a sua escolha.\n\nO tema da legalidade dos servi\u00e7os prestados pela empresa Uber foi analisado pelo Tribunal de Justi\u00e7a do estado de S\u00e3o Paulo. Em sede do agravo de instrumento n\u00famero 2128660, o sindicato de taxistas rebelou-se contra uma decis\u00e3o que indeferiu pedido de antecipa\u00e7\u00e3o de tutela para que fosse suspendido o funcionamento do aplicativo Uber. O ac\u00f3rd\u00e3o do tribunal indeferiu o pedido da liminar, pois entendeu que n\u00e3o havia periculum in mora - um dos requisitos para a concess\u00e3o de liminar. Ademais, o tribunal entendeu n\u00e3o se tratar de um caso de concorr\u00eancia desleal, citando os princ\u00edpios da livre iniciativa e da livre concorr\u00eancia.\n\nO tema da legalidade da regulamenta\u00e7\u00e3o da Uber \u00e9 uma das quest\u00f5es mais debatidas atualmente e est\u00e1 longe de haver uma solu\u00e7\u00e3o definitiva sobre isso. Os taxistas ainda s\u00e3o um grupo muito forte politicamente, que conta com o apoio de muitos parlamentares municipais, estaduais e federais, os quais procuram frear o avan\u00e7o dos e-hailing (processo de chamar por forma de transporte via computador ou dispositivo de smartphone). Ao passo que servi\u00e7os desse mesmo tipo como 99 Taxi, WillGo, Cabify, Televo e EasyGo, vem se expandindo no Brasil, demonstrando o grande n\u00famero de fi\u00e9is usu\u00e1rios e um poderoso lobby.\n\nOutro tema relevante na discuss\u00e3o sobre os aplicativos de transportes gira em torno dos direitos trabalhistas dos motoristas que trabalham prestando esse servi\u00e7o. A empresa Uber se auto classifica como uma plataforma de compartilhamento de transporte individual, que conecta motoristas e passageiros por meio de seu aplicativo em smartphones. Portanto,na vis\u00e3o da empresa por ser uma plataforma de compartilhamento{{citar web|url=https://flavioguardia.jusbrasil.com.br/artigos/394715995/motoristas-uber-tem-direitos-trabalhistas|titulo=Motoristas de Uber t\u00eam direitos trabalhistas?|data=|acessodata=14 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} de transporte individual n\u00e3o h\u00e1 de se falar em direitos trabalhistas. Em seu argumento, \u00a0a Uber cita o artigo 3\u00ba da CLT( consolida\u00e7\u00e3o das leis do trabalho) que diz que: considera-se empregado toda pessoa f\u00edsica que presta servi\u00e7o de natureza n\u00e3o eventual a empregador, sob depend\u00eancia deste e mediante sal\u00e1rio. O argumento da Uber, \u00e0 luz deste dispositivo legal, \u00e9 que os motoristas parceiros n\u00e3o s\u00e3o subordinados tampouco dependem da Uber e, portanto, n\u00e3o h\u00e1 v\u00ednculo empregat\u00edcio. A discuss\u00e3o gira muito em torno dos requisitos para a exist\u00eancia de v\u00ednculo empregat\u00edcio que est\u00e3o explicitas na CLT, quais sejam, subordina\u00e7\u00e3o, remunera\u00e7\u00e3o, n\u00e3o eventualidade e pessoalidade. Cabe agora aos nossos pret\u00f3rios interpretar esse problema e decidir se h\u00e1 ou n\u00e3o v\u00ednculo empregat\u00edcio.\n\nNo brasil, a justi\u00e7a ainda n\u00e3o se pronunciou sobre esse tema. H\u00e1 uma a\u00e7\u00e3o tramitando no tribunal regional do trabalho da 2\u00aa regi\u00e3o de autoria de motoristas da Uber afirmando que foram desligados imotivadamente do aplicativo e est\u00e3o pleiteando na justi\u00e7a o reconhecimento de direitos trabalhistas como por exemplo a indeniza\u00e7\u00e3o em raz\u00e3o de demiss\u00e3o sem justa causa.\n\nEm se tratando do cen\u00e1rio internacional, Recentemente a justi\u00e7a dos EUA, que \u00e9 reconhecidamente mais flex\u00edvel que a brasileira no tocante a direitos trabalhistas, declarou que motorista de uber t\u00eam \u00a0direitos trabalhistas. Ainda no cen\u00e1rio anglo-sax\u00e3o no dia 10/11/2017 a empresa Uber sofreu uma derrota significativa nos tribunais da Gr\u00e3 Bretanha. A justi\u00e7a britanica decidiu que h\u00e1 v\u00ednculo empregat\u00edcio entre a uber e seus motoristas. Assim, a uber ter\u00e1 que arcar com diversos direitos trabalhistas como ri remuneradas e piso salarial.{{citar web|url=https://g1.globo.com/economia/noticia/justica-manda-uber-reconhecer-motorista-como-funcionario-e-pagar-salario-minimo-em-londres.ghtml|titulo=Justi\u00e7a manda Uber reconhecer motorista como funcion\u00e1rio e pagar sal\u00e1rio m\u00ednimo em Londres|data=|acessodata=14 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}}\n\n=== Tecnologia como ferramenta do Direito ===\nCom a cientifiza\u00e7\u00e3o da computa\u00e7\u00e3o, cujo marco inicial foi a Segunda Guerra Mundial com o surgimento dos primeiros computadores digitais,\u00a0houve uma transi\u00e7\u00e3o de perspectiva do homem em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 capacidade dos n\u00fameros se transformarem em objetos m\u00f3veis, capazes de construir conhecimento e, al\u00e9m disso, capazes de mimetizarem atos humanos ou mesmo aperfei\u00e7o\u00e1-los.{{citar livro|t\u00edtulo=Hist\u00f3ria da Computa\u00e7\u00e3o: O caminho do pensamento e da tecnologia.|ultimo=FILHO|primeiro=Cl\u00e9uzio Fonseca|editora=ediPUCRS|ano=2007|local=Porto Alegre|p\u00e1ginas=23|acessodata=}} \u00a0O ramo que trata, diretamente, do desafio da automatiza\u00e7\u00e3o do comportamento humano \u00e9 denominado de \u201cIntelig\u00eancia Artificial\u201d. Esta \u00e1rea da computa\u00e7\u00e3o teve como principal marco cient\u00edfico a inven\u00e7\u00e3o do cientista Alan Turing, denominada \u201cM\u00e1quina de Turing\u201d e criada em 1950.{{citar web|url=http://www.loebner.net/Prizef/TuringArticle.html|titulo=Computing Machinery And Intelligence|data=|acessodata=9 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=|primeiro=}} Outro marco importante para a concretiza\u00e7\u00e3o desse ramo ocorreu na d\u00e9cada de 1970 com a cria\u00e7\u00e3o de sistemas especialistas pelos cientistas Ed Feigenbaum, Bruce Buchanan e Joshua Lederber.{{citar livro|t\u00edtulo=On generality and problem solving: a case study using the dendral program|ultimo=|primeiro=|editora=Stanford University|ano=|local=|p\u00e1ginas=|acessodata=15 de novembro de 2017}} Os sistemas criados, al\u00e9m de possu\u00edrem a capacidade de raciocinar sobre problemas comuns, possu\u00edam tamb\u00e9m a capacidade de solucionar problemas por meio de conhecimento humano armazenado. Esse foi o in\u00edcio para que, nos dias atuais, fossem elaborados sistemas tecnol\u00f3gicos capazes de - al\u00e9m de raciocinar e armazenar conhecimento - compreender, aprender e mimetizar capacidades. Esse tipo de sistema que busca reproduzir o poder da mente humana \u00e9 denominado, no mundo da tecnologia, de \u201csistema cognitivo\u201d. A sua estrutura busca simular as redes neurais humanas com o objetivo de dar autonomia \u00e0s m\u00e1quinas e aumentar a sua capacidade de armazenamento de grandes quantidades de dados n\u00e3o-estruturados.{{citar web|url=https://www.washingtonpost.com/news/innovations/wp/2016/05/16/meet-ross-the-newly-hired-legal-robot/?utm_term=.79fbc52713b9|titulo=Meet \u201cRoss\u201d, the newly hired legal robot|data=|acessodata=5 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=TURNER|primeiro=Karen}}\n\n== Intelig\u00eancia Artificial e Sistemas cognitivos no Direito ==\nA chegada desse tipo de software no campo do direito \u00e9 uma realidade. Com a entrada de sistemas cognitivos no mundo do direito, h\u00e1 uma promessa de otimizar as atividades de advogados em escrit\u00f3rios de advocacia. Esta tecnologia se apresenta como um novo desafio ao advogado humano como aplicador do direito, pois ainda s\u00e3o desconhecidas as consequ\u00eancias que a implanta\u00e7\u00e3o desse tipo de tecnologia pode trazer. Alguns especialistas do direito questionam se estas tecnologias ser\u00e3o usadas para auxiliar os profissionais do direito ou para substitu\u00ed-los.{{citar web|url=https://www.oxfordmartin.ox.ac.uk/downloads/academic/The_Future_of_Employment.pdf|titulo=The future of employment: How susceptible are jobs to computerization|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=Oxford Marthin Progamme|ultimo=|primeiro=}}\n\nAbaixo est\u00e3o algumas tecnologias de sistema cognitivo que foram adotadas em variados escrit\u00f3rios de advocacia do mundo:\n\n;COIN: Implantada, inicialmente, no escrit\u00f3rio especializado em causas financeiras JPMorgan Chase Co., \u00e9 um software capaz de interpretar acordos de empr\u00e9stimos comerciais, sendo que este trabalho antes era exercido por advogados e oficiais de empr\u00e9stimo, ou seja, um trabalho que custava, aproximadamente, 360.000 horas por ano, quando realizado por advogados, \u00e9 realizado em segundos pelo software COIN{{citar web|url=https://www.bloomberg.com/news/articles/2017-02-28/jpmorgan-marshals-an-army-of-developers-to-automate-high-finance|titulo=JPMorgan Software Does in Seconds What Took Lawyers 360,000 Hours|data=|acessodata=6 de novembro de2017|publicado=|ultimo=SON|primeiro=Hugh}}.\n\n;WATSON: Um software elaborado pela IBM, que representou o \u00e1pice do sistema cognitivo relacionado a produ\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas desta empresa. Dentre as principais fun\u00e7\u00f5es do Watson, no campo do Direito est\u00e1 elaborar a\u00e7\u00f5es, defesas ou recursos judiciais. A sua primeira aplica\u00e7\u00e3o foi implantada no rob\u00f4 Ross que j\u00e1 \u00e9 usado em escrit\u00f3rios de advocacia estadunidenses. Al\u00e9m disso, o Watson possui varia\u00e7\u00f5es que abrangem diversas \u00e1reas cient\u00edficas, como por exemplo: Watson Knowledge studio, Watson for Oncology e etc.{{citar web|url=https://www.washingtonpost.com/news/innovations/wp/2016/05/16/meet-ross-the-newly-hired-legal-robot/?utm_term=.79fbc52713b9|titulo=Meet \u201cRoss\u201d, the newly hired legal robot|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=TURNER|primeiro=Karen}}\n\n;LAWGEEX: Fundada em 2014, pelo advogado internacional Noory Bechor e l\u00edder do experiente AI Ilan Admon, o Lawgeex \u00e9 um software que permite a automatiza\u00e7\u00e3o do processo de elabora\u00e7\u00e3o e aprova\u00e7\u00e3o de contratos. Este software combina algoritmos de aprendizagem de m\u00e1quinas, an\u00e1lise de texto e o conhecimento de advogados especialistas para entregar revis\u00f5es de contratos aprofundadas utilizando os crit\u00e9rios pr\u00e9-definidos da equipe legal.{{citar web|url=http://blog.lawgeex.com/what-being-named-as-a-gartner-cool-vendor-means-for-lawgeex/|titulo=What being named as a Gartner in AI means for us (and more importantly for the future the law)|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=BECHOR|primeiro=Noory}}\n\n;DO NOT PAY (DNP): \u00c9 um software, idealizado pelo jovem empres\u00e1rio Joshua Browder, que possui como principal \u00e1rea de atua\u00e7\u00e3o as localidades do Reino Unido. A proposta inicial do DNP era processar e analisar reclama\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos parking tickets (bilhetes de estacionamento) mas, segundo Browder, o objetivo, a longo prazo, \u00e9 tratar de outros tipo de opera\u00e7\u00f5es dentro do campo do direito, como casamento, div\u00f3rcio e fal\u00eancia.{{citar web|url=https://techcrunch.com/2017/07/12/donotpay-launches-1000-new-bots-to-help-you-with-your-legal-problems/|titulo=Do not pay launches 1000 new both to help you you\u2019re your legal problems|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=MANNES|primeiro=John}}\n\n;NEXLP : Software idealizado, em 2013, pelos cientistas Jay Leib e Dan Roth, nasceu com a vontade, por parte de Jay, de inovar o mercado jur\u00eddico em rela\u00e7\u00e3o ao aumento da efici\u00eancia e \u00a0a redu\u00e7\u00e3o dos custos em escrit\u00f3rios de advocacia. O seu sistema funciona com a identifica\u00e7\u00e3o de padr\u00f5es, com a posterior avalia\u00e7\u00e3o destes dados a partir dos padr\u00f5es obtidos e, por \u00faltimo, com a demonstra\u00e7\u00e3o do resultado em rela\u00e7\u00e3o ao caso proposto. Ou seja, com este sistema podem-se coletar os documentos necess\u00e1rios para qualquer lit\u00edgio poss\u00edvel.{{citar web|url=http://www.abajournal.com/magazine/article/how_artificial_intelligence_is_transforming_the_legal_profession|titulo=How artificial intelligence is transforming the legal profession|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=|ultimo=SOBOWALE|primeiro=Julie}}\n\nO comit\u00ea de Ci\u00eancia e Tecnologia do Parlamento da Inglaterra abriu inqu\u00e9rito para examinar o uso crescente de algoritmos (e intelig\u00eancia artificial) na tomada de decis\u00f5es p\u00fablicas e privadas, com o objetivo de avaliar como os algoritmos s\u00e3o formulados, os erros e poss\u00edveis corre\u00e7\u00f5es \u2013 bem como o impacto que eles podem ter nos indiv\u00edduos e sua capacidade de entender ou desafiar decis\u00f5es tomadas com base no uso da intelig\u00eancia artificial. Os algoritmos e a intelig\u00eancia artificial tamb\u00e9m j\u00e1 est\u00e3o sendo usados no Poder Judici\u00e1rio. No caso Zilly (Angwin et al. 2016) \u2013 uma das quest\u00f5es consideradas pelo ''risk scoring algorithm'' utilizado (algoritmo de pontua\u00e7\u00e3o de risco em mat\u00e9ria de execu\u00e7\u00e3o penal) foi que um dos pais do acusado j\u00e1 havia sido preso. Sabemos que nunca um promotor de justi\u00e7a ou um juiz vai aceitar a exist\u00eancia de um argumento como esse para pedir ou atribuir um per\u00edodo maior de pris\u00e3o ao acusado pelo simples fato de que um dos seus pais teria sido preso anteriormente. Mas a m\u00e1quina interpretou assim. Por exemplo, ferramentas de mapeamento de crimes s\u00e3o cada vez mais utilizadas para examinar dados de crime e identificar ''hotspots'' (locais com grande incid\u00eancia de crimes) para aumentar a efici\u00eancia na aloca\u00e7\u00e3o de recursos policiais. No entanto, os dados de entrada (por exemplo, dados hist\u00f3ricos da criminalidade) podem ser inclinados \u00e0 parcialidade, provocada por policiais, cujas pr\u00e1ticas podem n\u00e3o refletir a incid\u00eancia real de crime, e em vez disso acabam influenciados pela segmenta\u00e7\u00e3o dos grupos marginais.{{Citar peri\u00f3dico|titulo=Algoritmos e intelig\u00eancia artificial exigem aten\u00e7\u00e3o do Direito|url=https://www.conjur.com.br/2017-nov-20/paulo-sa-elias-inteligencia-artificial-requer-atencao-direito|jornal=Consultor Jur\u00eddico|lingua=pt-BR}} \n\n== Rela\u00e7\u00f5es pol\u00eamicas entre a tecnologia e o Direito ==\nUm estudo de Michal Kosinski tem 81% de chance de determinar se um homem \u00e9 homossexual ou heterossexual ao analisar uma \u00fanica fotografia \u2013 esse n\u00famero sobe para 91% se a an\u00e1lise for feita com cinco fotos \u2013 e 74% de chance de acertar para mulheres \u2013 sobe para 83% com cinco fotos. O impacto desse estudo aponta para sua dimens\u00e3o \u00e9tica, j\u00e1 que problematiza a possibilidade de governos autorit\u00e1rios utilizarem-no para expor gays onde h\u00e1 persegui\u00e7\u00e3o.{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/colunas/ronaldolemos/2017/09/1917291-inteligencia-artificial-sabe-se-voce-e-gay.shtml|titulo=Intelig\u00eancia artificial sabe se voc\u00ea \u00e9 gay|data=|acessodata=26 de outubro de 2017|publicado=Folha de S. Paulo|ultimo=|primeiro=}}\n\nNos Estados Unidos, h\u00e1 tribunais que usam intelig\u00eancias artificiais as quais decidem autonomamente, fixando multas, sentenciando e decidindo sobre a liberdade dos r\u00e9us. Essas ferramentas se aperfei\u00e7oam a cada dia para aprimorar a acur\u00e1cia das decis\u00f5es humanas, ajudando, por exemplo, na aloca\u00e7\u00e3o de recursos finitos. Tipicamente, esses algoritmos s\u00e3o muito restritos, o que significa que apenas os desenvolvedores e \u2013 com muitas limita\u00e7\u00f5es \u2013 compradores podem verificar a forma como o software toma as decis\u00f5es. Tal falta de transpar\u00eancia tem consequ\u00eancias reais, como a deliberada altera\u00e7\u00e3o do direcionamento do per\u00edodo de penas privativas de liberdade, por exemplo, para o tempo m\u00e1ximo previsto \u2013 apenas os operadores do software poderiam identificar o problema, j\u00e1 que os programas n\u00e3o usam uma linguagem acess\u00edvel a muitas pessoas.{{citar web|url=https://www.wired.com/2017/04/courts-using-ai-sentence-criminals-must-stop-now/|titulo=Courts are using AI to sentence criminals. That must stop now|data=|acessodata=26 de outubro de 2017|publicado=Wired|ultimo=|primeiro=}}\n\nEm 2013, foi criada a Finch Solu\u00e7\u00f5es, como bra\u00e7o de um dos maiores escrit\u00f3rios do pa\u00eds, o JBM & Mandaliti, do interior paulista. A necessidade de automatizar procedimentos e reduzir despesas fez com que as \u00e1reas de suporte e tecnologia se unissem para desenvolver softwares que fazem em segundos o trabalho que dezenas de advogados demorariam meses \u2014 e analisa at\u00e9 mesmo o hist\u00f3rico de decis\u00f5es de determinado juiz e a chance de sucesso de cada causa. A paulista Looplex, por exemplo, padroniza e consegue diminuir para 5 minutos a cria\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a jur\u00eddica de dezenas de p\u00e1ginas que levaria de 2 a 3 horas.{{citar web|url=https://exame.abril.com.br/revista-exame/deixa-que-o-robo-resolve/|titulo=Fun\u00e7\u00f5es t\u00edpicas de advogados j\u00e1 s\u00e3o feitas por softwares e rob\u00f4s|data=|acessodata=26 de outubro de 2017|publicado=Exame|ultimo=|primeiro=}}\n\nIsso pode afetar o mercado de trabalho, gerando desemprego, j\u00e1 que este vai consolidando um padr\u00e3o polarizado. A minoria dos detentores de conhecimentos apropriados \u00e0 era digital consegue ganhos de renda, enquanto a grande massa dos assalariados aproxima-se da pobreza e, sobretudo, da irrelev\u00e2ncia. A capacidade de aprendizagem das m\u00e1quinas e a multiplica\u00e7\u00e3o dos rob\u00f4s torna cada vez mais f\u00e1cil substituir o trabalho humano. Um estudo dirigido pela Oxford Martin School apontou que as consequ\u00eancias sobre os empregos ser\u00e3o devastadoras. Est\u00e3o em risco 47% dos postos de trabalho nos EUA, 57% na m\u00e9dia dos pa\u00edses, 69% na \u00cdndia, 77% na China e 85% na Eti\u00f3pia. A destrui\u00e7\u00e3o tende a ser maior onde a estrutura ocupacional \u00e9 mais distante da economia do conhecimento.{{citar web|url=http://www1.folha.uol.com.br/ilustrissima/2017/04/1871569-inteligencia-artificial-pode-trazer-desemprego-e-fim-da-privacidade.shtml|titulo=Intelig\u00eancia artificial pode trazer desemprego e fim da privacidade|data=|acessodata=6 de novembro de 2017|publicado=Folha de S. Paulo|ultimo=|primeiro=}}\n\nPol\u00eamica tamb\u00e9m a influ\u00eancia de grandes empresas de tecnologia na comunidade acad\u00eamica. No Brasil, h\u00e1 uma s\u00e9rie de professores, grupos de pesquisas, ''think tanks'' e outras organiza\u00e7\u00f5es do g\u00eanero que recebem grande quantia de financiamento desses grupos empresariais para que as pesquisas acad\u00eamicas possam refletir os interesses jur\u00eddicos, ideol\u00f3gicos, estrat\u00e9gicos, pol\u00edticos e comerciais dessas empresas. Professores e pesquisadores que n\u00e3o est\u00e3o alinhados com essa pr\u00e1tica, s\u00e3o desacreditados por uma s\u00e9rie de a\u00e7\u00f5es. O jornal \"The Wall Street Journal\" publicou relevante mat\u00e9ria (''Paying Professors: Inside Google\u2019s Academic Influence Campaign'') sobre o tema{{Citar peri\u00f3dico|ultimo=Mullins|primeiro=Brody|ultimo2=Nicas|primeiro2=Jack|data=2017-07-14|titulo=Paying Professors: Inside Google\u2019s Academic Influence Campaign|url=https://www.wsj.com/articles/paying-professors-inside-googles-academic-influence-campaign-1499785286|jornal=Wall Street Journal|lingua=en-US|issn=0099-9660}}. No Brasil, ainda \u00e9 aguardada uma mat\u00e9ria investigativa sobre essa grav\u00edssima quest\u00e3o.{{refer\u00eancias}}\n\n\n{{Portal3|direito}}\n\n{{DEFAULTSORT:Direito Informatica}}\n[[Categoria:Direito da inform\u00e1tica| ]]\n[[Categoria:Ciberespa\u00e7o]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Scale of justice gold.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Text document with red question mark.svg"}]},"4550335":{"pageid":4550335,"ns":0,"title":"Stipa bromoides","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{T\u00edtulo em it\u00e1lico}}\n{{Info/Taxonomia\n| nome = ''Stipa bromoides''\n| imagem = \n| imagem_legenda = \n| reino = [[Plantae]]\n| clado1 = [[angiosp\u00e9rmicas]]\n| clado2 = [[monocotiled\u00f3neas]]\n| clado3 = \n| ordem = [[Poales]]\n| fam\u00edlia = [[Poaceae]]\n| g\u00e9nero = ''[[Stipa]]''\n| esp\u00e9cie = '''''S. bromoides'''''\n| binomial = ''Stipa bromoides''\n| binomial_autoridade = (L.) D\u00f6rfl.\n}}\n'''''Stipa bromoides''''' \u00e9 uma esp\u00e9cie de [[Angiosperma|planta com flor]] pertencente \u00e0 [[fam\u00edlia (biologia)|fam\u00edlia]] [[Poaceae]]. \n\nA autoridade cient\u00edfica da esp\u00e9cie \u00e9 ([[L.]]) [[D\u00f6rfl.]], tendo sido publicada em ''[[Herbarium Normale Cent.]]'' 34: 129, no. 3386. 1897.Tropicos.org. Missouri Botanical Garden. 7 de Outubro de 2014 \n\n\n\n\n\n== Portugal ==\n\nTrata-se de uma esp\u00e9cie presente no territ\u00f3rio portugu\u00eas, nomeadamente em [[Portugal Continental]].\n\nEm termos de naturalidade \u00e9 nativa da regi\u00e3o atr\u00e1s indicada.\n\n== Protec\u00e7\u00e3o ==\n\nN\u00e3o se encontra protegida por legisla\u00e7\u00e3o portuguesa ou da Comunidade Europeia.\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n== Bibliografia ==\n* [http://www3.uma.pt/alfa/checklist_flora_pt/output_db.php?familia=Poaceae&Genero_mais=Stipa&restritivo_mais=bromoides&submit=Procurar Stipa bromoides]'' - Checklist da Flora de Portugal (Continental, A\u00e7ores e Madeira) - Sociedade Lusitana de Fitossociologia \n* [http://www4.uma.pt/gbm/checklist/lista_flora.php Checklist da Flora do Arquip\u00e9lago da Madeira] (Madeira, Porto Santo, Desertas e Selvagens) - Grupo de Bot\u00e2nica da Madeira\n* [http://www.azoresbioportal.angra.uac.pt/listagens.php?lang=pt&pesquisar=Stipa%20bromoides&sstr=4 Stipa bromoides]'' - Portal da Biodiversidade dos A\u00e7ores\n* ''[http://www.theplantlist.org/tpl/search?q=Stipa+bromoides Stipa bromoides]'' - The Plant List (2010). Version 1. Published on the Internet; http://www.theplantlist.org/ (consultado em 10 de novembro de 2014).\n* ''[http://www.ipni.org/ipni/advPlantNameSearch.do?find_genus=Stipa&find_species=bromoides&find_rankToReturn=spec Stipa bromoides]'' - International Plant Names Index\n* Castroviejo, S. (coord. gen.). 1986-2012. ''[http://www.floraiberica.es/ Flora iberica]'' 1-8, 10-15, 17-18, 21. Real Jard\u00edn Bot\u00e1nico, CSIC, Madrid.\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n\n\n* ''[http://jb.utad.pt/especie/Stipa_bromoides Stipa bromoides]'' - ''Flora Digital de Portugal''. jb.utad.pt/flora.\n* ''[http://www.flora-on.pt/index.php?q=Stipa+bromoides Stipa bromoides]'' - Flora-on\n* ''[http://ww2.bgbm.org/EuroPlusMed/PTaxonDetail.asp?NameCache=Stipa%20bromoides Stipa bromoides]'' - The Euro+Med PlantBase\n* ''[http://www.floravascular.com/index.php?spp=Stipa%20bromoides Stipa bromoides]'' - Flora Vascular\n* ''[http://www.biodiversitylibrary.org/name/Stipa_bromoides Stipa bromoides]'' - [[Biodiversity Heritage Library]] - Bibliografia\n* ''[http://plants.jstor.org/search?qtype=all&query=Stipa+bromoides Stipa bromoides]'' - [[JSTOR]] Global Plants\n* ''[http://rbg-web2.rbge.org.uk/cgi-bin/nph-readbtree.pl/feout?FAMILY_XREF=&GENUS_XREF=Stipa&SPECIES_XREF=bromoides Stipa bromoides]'' - ''[[Flora Europaea]]''\n* ''[http://www.ncbi.nlm.nih.gov/taxonomy/?term=Stipa%bromoides Stipa bromoides]'' - NCBI Taxonomy Database\n* ''[http://www.gbif.org/species/search?q=Stipa+bromoides Stipa bromoides]'' - [[Global Biodiversity Information Facility]]\n* ''[http://eol.org/search?q=Stipa+bromoides&search=Go Stipa bromoides]'' - [[Encyclopedia of Life]]\n\n{{esbo\u00e7o-planta}}\n\n{{Portal3|Bot\u00e2nica|Flora de Portugal}}\n\n{{!FDP}}\n\n[[Categoria:Flora de Portugal]]\n[[Categoria:Stipa|bromoides]]"}]},"1465772":{"pageid":1465772,"ns":0,"title":"Rodrigo Nehme","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Ator\n| nome = Rodrigo Nehme \n| ocupa\u00e7\u00e3o = [[Ator]]\n| imagem = \n| tamanho_imagem = \n| descri\u00e7\u00e3o = \n| nome_denascimento = Rodrigo V\u00e1zquez Nehme\n| outro_nome = \n| data_nascimento = {{dni|22|8|1982}}\n| localidaden = [[Cidade do M\u00e9xico]], {{MEX}} \n| data_falecimento = \n| localidadef = \n| nacionalidade = \n| altura = \n| c\u00f4njuge = \n|pap\u00e9is_not\u00e1veis = ''Nicol\u00e1s (Nico) Huber'' em [[Rebelde (telenovela)|Rebelde]]\n| oscares_academia = \n| emmy = \n| goldenglobe = \n| sag_awards = \n| outros_pr\u00eamios =\n| site_oficial = \n| IMDB_id = \n}}\n'''Rodrigo V\u00e1zquez Nehme''' ([[Cidade do M\u00e9xico]], [[22 de agosto]], de [[1982]]). \u00c9 um [[ator]] [[mexicano]].\n\n==Carreira==\nEle nasceu de um pai [[mexicano]] Jorge V\u00e1zquez Fern\u00e1ndez Leal, e uma m\u00e3e [[Libano|libanesa]] M\u00f4nica Nehme El Azar. Ele foi Levado Para [[Guadalajara]], juntamente com a sua irm\u00e3 mais velha onde estudou na ''American School Funda\u00e7\u00e3o'' de Guadalajara. Posteriormente, ele viveu em [[San Diego]], [[Calif\u00f3rnia]], onde estudou High School e Culin\u00e1ria. Ele ent\u00e3o retornou ao M\u00e9xico, onde se descobriu sua verdadeira paix\u00e3o \"atuar\". \n\nEle come\u00e7ou como modelo aos 16 anos de idade fazendo comerciais para a TV. Durante esse tempo, ele foi solicitado a acolher o cozimento sec\u00e7\u00e3o de um programa TV, em seguida, estudou no \"''Centro de Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica''\" ('''Artistic Education Center''') na Cidade do M\u00e9xico. Rodrigo come\u00e7ou Interpretando \"Nico\", um adolescente judeu, em \"[[Rebelde (telenovela)|Rebelde]]\" um grande sucesso [[mexicano]]. At\u00e9 o momento, ele tem participado em v\u00e1rios outros programas produzidos pela [[Televisa]].\n\n==Trabalhos na TV==\n=== Telenovelas ===\n\n* [[2009]]/[[2010]] - ''[[Mar de Amor]]'' - Lorenzo Garab\u00e1n\n* [[2008]] - ''[[Juro Que Te Amo]]'' - Adrian Orlim\n* [[2007]] - ''[[Ugly Betty]]'' - Dick Ayala\n* [[2004]]/[[2006]] - ''[[Rebelde (telenovela)|Rebelde]]'' - Nicol\u00e1s (Nico) Huber\n\n=== Seriados ===\n\u2022 2009- Los reyes del casco\n* \n* [[2008]] - ''Maria de Todos Los Angeles''\n* \n* [[2007]] - ''Estilos''\n* [[2007]] - ''Decisiones''\n* [[2007]] - ''Mujer, La Serie''\n* [[2007]] - '' Celebremos M\u00e9xico''\n* [[2006|2004]] - rebelde\n* \n* [[2001]] - ''Mujer casos de la vida real''\n* [[2001]] - ''Club 4 TV''\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n*{{imdb|1670509}}\n\n{{esbo\u00e7o-ator}}\n\n{{DEFAULTSORT:Vazquez Nehme, Rodrigo}}\n[[Categoria:Atores do M\u00e9xico]]\n[[Categoria:Naturais da Cidade do M\u00e9xico]]\n[[Categoria:Rebelde]]"}]},"3061155":{"pageid":3061155,"ns":0,"title":"Gypsys, Tramps & Thieves (can\u00e7\u00e3o)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Falta-caixa-info}}\n'''\"Gypsies, Tramps & Thieves\"''' \u00e9 o primeiro ''[[single]]'' extra\u00eddo do s\u00e9timo [[\u00e1lbum de est\u00fadio]] da [[cantora]] e [[atriz]] [[americana]] [[Cher]], ''[[Gypsies, Tramps & Thieves]]''. Produzido por Snuff Garrett, foi lan\u00e7ado em 1971 e se tornou o segundo n\u00famero um de Cher na ''[[Billboard]]'' em [[20 de novembro]] de 1971 e seu \u00faltimo at\u00e9 \"[[Half Breed (can\u00e7\u00e3o)|Half Breed]]\", dois anos depois. A can\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m atingiu a primeira posi\u00e7\u00e3o no [[Canad\u00e1]], [[Fran\u00e7a]] e [[Jap\u00e3o]], chegando ao Top 40 em outros sete pa\u00edses, e \u00e9 o ''single'' mais vendido de 1971, com sete milh\u00f5es de c\u00f3pias no mundo todo.\n\n{{Singles de Cher}}\n{{esbo\u00e7o-single|Cher}}\n\n[[Categoria:Can\u00e7\u00f5es gravadas por Cher]]\n\n{{Portal3|Arte|M\u00fasica}}"}]},"40907":{"pageid":40907,"ns":0,"title":"L\u00edngua georgiana","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Mais notas|data=maio de 2020}}\n{{Info/L\u00edngua\n |nome = Georgiano\n |nomenativo = \u10e5\u10d0\u10e0\u10d7\u10e3\u10da\u10d8 / ''Kartuli''\n |pron\u00fancia =\n |outrosnomes =\n |corfam\u00edlia = Caucasiana\n |estados = {{GEO}}
[[Arquivo:Flag of South Ossetia.svg|20px]] [[Oss\u00e9tia do Sul]]
{{flagicon|Abkhazia}} [[Abec\u00e1sia]]
{{RUS}}
{{AZE}}
{{ARM}}
{{TUR}}
\n |regi\u00e3o = [[Europa]], [[\u00c1sia]]\n |falantes = 4,1 milh\u00f5esPrice, Glanville, ''Encyclopedia of the Languages of Europe''.\n |posi\u00e7\u00e3o = Veja [http://www.davidpbrown.co.uk/help/top-100-languages-by-population.html]\n |escrita = [[Alfabeto georgiano]]\n |fam1 = [[L\u00ednguas cartev\u00e9licas]]\n |oficial = {{GEO}}
\n[[Arquivo:Flag of South Ossetia.svg|20px]] [[Oss\u00e9tia do Sul]]\n |regulador = ''sem regulamenta\u00e7\u00e3o oficial''\n |iso1 = ka\n |iso2b = geo\n |iso2t = kat\n |iso3 = kat\n |sil = GEO\n |mapa =\n}}\nO '''georgiano''' ({{lang|ka|\u10e5\u10d0\u10e0\u10d7\u10e3\u10da\u10d8 \u10d4\u10dc\u10d0}}, {{AFI2|k\u02b0\u0251rt\u02b0uli \u025bna}}) \u00e9 a [[l\u00edngua nativa]] dos [[georgianos]] e o [[L\u00edngua oficial|idioma oficial]] da [[Ge\u00f3rgia]], um pa\u00eds situado no [[C\u00e1ucaso]].\n\nO georgiano \u00e9 a l\u00edngua materna de cerca de 4 milh\u00f5es de pessoas na pr\u00f3pria Ge\u00f3rgia, e cerca de 500 mil no exterior do pa\u00eds. \u00c9 a [[l\u00edngua liter\u00e1ria]] de todos os subgrupos regionais do ''[[ethnos]]'' georgiano, incluindo aqueles que falam outros [[L\u00ednguas cartev\u00e9licas|idiomas cartev\u00e9licos]] (caucasianos meridionais), como os {{ilc|suanos||svans}}, os [[mingr\u00e9lios]] e os [[lazes]]. O [[judeu-georgiano]] ou ''kivruli'', \u00e0s vezes considerado como uma [[L\u00ednguas judaicas|l\u00edngua judaica]] independente, \u00e9 falado por mais cerca de {{fmtn|20000}} pessoas na Ge\u00f3rgia e {{fmtn|65000}} em outros lugares (dos quais {{fmtn|60000}} estariam em [[Israel]]).\n\n== Classifica\u00e7\u00e3o ==\nO georgiano \u00e9 a mais difundida das [[l\u00ednguas caucasianas meridionais]], uma [[fam\u00edlia de l\u00ednguas]] que tamb\u00e9m inclui o [[L\u00edngua suana|suano]], o [[L\u00edngua mingr\u00e9lia|mingr\u00e9lio]] (falado principalmente no Noroeste da Ge\u00f3rgia) e o [[L\u00edngua laz|laz]] (falado principalmente ao longo da costa do [[mar Negro]], na [[Turquia]], de [[Melyat]], [[Rize (Turquia)|Rize]] at\u00e9 a fronteira com a [[Ge\u00f3rgia]]).\n\n== Dialetos ==\n{{principal|dialetos do georgiano}}\nEntre os dialetos do georgiano est\u00e3o o [[l\u00edngua imer\u00e9cia|imer\u00e9cio]], o [[ratcha]]-[[lechkhumi]]ano, o [[guriano]] o {{ilc|aj\u00e1rio|L\u00edngua ajar|L\u00edngua adjare|Adjariano}}, o [[Imerquevi|imerqu\u00e9vio]] (na Turquia), o [[Ib\u00e9ria (regi\u00e3o do C\u00e1ucaso)|ib\u00e9rio]], o [[Cach\u00e9tia|cach\u00e9tio]], o [[saingilo|ingilo]] (no Azerbaij\u00e3o), o [[tusheti|tush]], o [[khevsur]], o [[khevi|mokheviano]], o [[pshavi]]ano, o [[Georgiano no Ir\u00e3|dialeto iraniano de Fereydan]], em [[Fereydunshahr]] e [[Fereydan]], o [[mtiuleti]]ano e o [[Mesqu\u00e9cia|mesqu\u00e9cio]].\n\n== Caracter\u00edsticas ==\nUma das caracter\u00edsticas desta l\u00edngua \u00e9 o uso do [[ergativo]], inflex\u00e3o que sofre o sujeito de uma frase, por exemplo, quando o verbo \u00e9 transitivo, ou seja, necessita de um objeto. Esta caracter\u00edstica encontra-se tamb\u00e9m na [[l\u00edngua basca]], o que faz os linguistas pensarem no poss\u00edvel parentesco entre as duas l\u00ednguas.\n\nO georgiano n\u00e3o \u00e9 uma [[L\u00ednguas indo-europeias|l\u00edngua indo-europeia]], e utiliza um [[alfabeto georgiano|alfabeto pr\u00f3prio]].\n\nOutras caracter\u00edsticas marcantes da l\u00edngua incluem a diversidade e complexidade de [[consoante]]s, cuja dificuldade \u00e9 patente quando se tentar aprender a l\u00edngua, e a complexidade do [[verbo]], cujas conjuga\u00e7\u00f5es s\u00e3o influenciadas pelo tempo verbal, sujeito, complementos directo e indirecto e outras pequenas varia\u00e7\u00f5es, como por exemplo, sobre quem/o qu\u00ea a a\u00e7\u00e3o se efetua (se o pr\u00f3prio sujeito, ou outro).\n\n== Hist\u00f3ria ==\nAcredita-se que o georgiano tenha se separado do [[L\u00edngua mingr\u00e9lia|mingr\u00e9lio]] e do [[L\u00edngua laz|laz]] no {{AC|primeiro mil\u00e9nio|x}}. Com base na intensidade das mudan\u00e7as ocorridas, linguistas como [[Georgi Klimov]], T. Gamkrelidze e G. Machavariani conjecturaram que as primeiras divis\u00f5es ocorreram no {{AC|segundo mil\u00e9nio|x}} ou at\u00e9 antes, separando o [[L\u00edngua suana|suano]] dos outros idiomas. O mingr\u00e9lio e o laz teriam se separado do georgiano por volta de mil anos mais tarde.\n\nO georgiano tem uma rica tradi\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria. O mais antigo registro liter\u00e1rio no idioma \u00e9 o \"[[Mart\u00edrio da Santa Rainha Shushanik]]\" (''Tsamebay tsmindisa Shushanikisi, dedoplisa''), de [[Iakob Tsurtaveli]], do {{s\u00e9c|V}} d.C.. O [[\u00e9pico nacional]] georgiano, \"[[O Cavaleiro em Pele de Pantera]]\" (''Vepkhistqaosani''), de [[Shota Rustaveli]], data do {{s\u00e9c|XII}}.\n\n== Fonologia e escrita ==\n{{principal|alfabeto georgiano}}\nO georgiano foi escrito de diversas formas durante sua hist\u00f3ria. Atualmente um alfabeto, o ''[[alfabeto georgiano|mkhedruli]]'' (\"militar\") \u00e9 quase que completamente predominante; os outros interessam mais a estudiosos e para a leitura de documentos hist\u00f3ricos.\n\nO ''mkhedruli'' tem 33 letras de uso comum; seis j\u00e1 est\u00e3o obsoletas. As letras do ''mkhedruli'' correspondem aos sons do georgiano.\n\nDe acordo com os relatos tradicionais, anotados por [[Leonti Mroveli]] no {{s\u00e9c|XI}}, o primeiro alfabeto georgiano foi criado pelo primeiro [[rei da Ib\u00e9ria]], [[Farnabazo I]], no {{-s\u00e9c|III}} No entanto, os primeiros registros deste alfabeto, ou de sua vers\u00e3o modificada, datam dos s\u00e9culos {{s\u00e9c|IV}} e V. O alfabeto foi sendo modificado atrav\u00e9s dos s\u00e9culos; hoje em dia existem tr\u00eas alfabetos georgianos que s\u00e3o extremamente diferentes uns dos outros, a tal ponto que o conhecimento de um n\u00e3o garante a compreens\u00e3o dos outros. Estes alfabetos chamam-se ''[[asomtavruli]]'' (\"[[Caixa alta|mai\u00fasculas]]\"), ''[[nuskhuri]]'' (\"[[Caixa baixa|min\u00fasculas]]\") e o ''mkhedruli''. Os dois primeiros s\u00e3o utilizados, em conjunto, como as letras mai\u00fasculas e min\u00fasculas de um \u00fanico alfabeto utilizado pela [[Igreja Ortodoxa Georgiana]], chamado ''[[khutsuri]]'' (\"dos padres\").\n\nNo ''mkhedruli'' n\u00e3o existem formas separadas para representar as mai\u00fasculas. Se o efeito for desejado, a mai\u00fascula \u00e9 obtida atrav\u00e9s da amplia\u00e7\u00e3o do caractere e de seu posicionamento em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras letras, de maneira que seus tamanhos verticais sejam id\u00eanticos e se apoiem sobre uma linha de base, sem que se ultrapasse o limite inferior. Estas \"mai\u00fasculas\" s\u00e3o utilizadas com frequ\u00eancia em [[cabe\u00e7alho]]s, t\u00edtulos de [[cap\u00edtulo]]s, inscri\u00e7\u00f5es [[Monumento|monumentais]], e assim por diante.\n\n=== Consoantes ===\nOs s\u00edmbolos na esquerda representam o [[alfabeto fon\u00e9tico internacional]] (AFI), enquanto na direita est\u00e3o seus equivalentes no [[alfabeto georgiano]]:\n{| class=\"wikitable\"\n|+Consoantes georgianasShosted & Shikovani (2006:255)\n!colspan=2| \n![[Consoante labial|Labial]]\n![[Consoante dental|Dental]]/
[[Alveolar]]\n![[Consoante p\u00f3s-alveolar|P\u00f3s-
alveolar]]\n![[Consoante velar|Velar]]\n![[Consoante uvular|Uvular]]\n![[Consoante glotal|Glotal]]\n|- align=center\n!colspan=2|[[Consoante nasal|Nasal]]\n|{{IPA|m}} \u10db\n|{{IPA|n}} \u10dc\n|\n|\n|\n|\n|- align=center\n!rowspan=3|[[Consoante plosiva|Plosiva]]\n![[Aspira\u00e7\u00e3o (fon\u00e9tica)|Aspirada]]\n|{{IPA|p\u02b0}} \u10e4\n|{{IPA|t\u02b0}} \u10d7\n|\n|{{IPA|k\u02b0}} \u10e5\n|\n|\n|- align=center\n![[consoante sonora|sonora]]\n|{{IPA|b}} \u10d1\n|{{IPA|d}} \u10d3\n|\n|{{IPA|g}} \u10d2\n|\n|\n|- align=center\n![[consoante ejetiva|ejetiva]]\n|{{IPA|p\u02bc}} \u10de\n|{{IPA|t\u02bc}} \u10e2\n|\n|{{IPA|k\u02bc}} \u10d9\n|{{IPA|q\u02bc}} \u10e7\n|\n|- align=center\n!rowspan=3|[[consoante africada|africada]]\n!plain\n|\n|{{IPA|ts}} \u10ea\n|{{IPA|t\u0283}} \u10e9\n|\n|\n|\n|- align=center\n![[consoante sonora|sonora]]\n|\n|{{IPA|dz}} \u10eb\n|{{IPA|d\u0292}} \u10ef\n|\n|\n|\n|- align=center\n![[consoante ejetiva|ejetiva]]\n|\n|{{IPA|ts\u02bc}} \u10ec\n|{{IPA|t\u0283\u02bc}} \u10ed\n|\n|\n|\n|- align=center\n!rowspan=2|[[Consoante fricativa|Fricativa]]\n!voiceless\n|\n|{{IPA|s}} \u10e1\n|{{IPA|\u0283}} \u10e8\n|colspan=2| {{IPA|x}}\u00b9 \u10ee\n|{{IPA|h}} \u10f0\n|- align=center\n!voiced\n|{{IPA|v}} \u10d5\n|{{IPA|z}} \u10d6\n| {{IPA|\u0292}} \u10df\n|colspan=2| {{IPA|\u0263}}\u00b9 \u10e6\n|\n|- align=center\n!colspan=2|[[Consoante r\u00f3tica|R\u00f3tica]]\n|\n|{{IPA|r}} \u10e0\n|\n|\n|\n|\n|- align=center\n!colspan=2|[[Consoante lateral|Lateral]]\n|\n|{{IPA|l}} \u10da\n|\n|\n|\n|\n|}\n\n# H\u00e1 opini\u00f5es divergentes acerca de como classificar {{IPA|/x/}} e {{IPA|/\u0263/}}; Harvcoltxt e Aronson (1990) classificam os fonemas como p\u00f3s-velares.Aronson, H. I. 1990 Georgian: a reading grammar. Slavica: Columbus. J\u00e1 HewittHewitt, B. G. 1995 Georgian: a structural reference grammar. John Benjamins: Amsterdam. v\u00ea estes fonemas como variando de velares a uvulares, de acordo com o texto, enquanto outros estudiosos simplesmente tratam tais fonemas como puramente velares.\n\n=== Vogais ===\n{| class=\"wikitable\"\n|+VogaisShosted e Chikovani (2006:261)\n!\n![[Vogal frontal|Frontal]]\n![[Vogal posterior|Posterior]]\n|- align=\"center\"\n![[Vogal fechada|Fechada]]\n|{{IPA|i}} \u10d8\n|{{IPA|u}} \u10e3\n|- align=\"center\"\n![[Vogal m\u00e9dia|M\u00e9dia]]\n|{{IPA|\u025b}} \u10d4\n|{{IPA|\u0254}} \u10dd\n|- align=\"center\"\n![[Vogal aberta|Aberta]]\n| \n|{{IPA|\u0251}} \u10d0\n|}\n\n=== Fon\u00e9tica ===\nEntre aspectos dignos de men\u00e7\u00e3o da [[fon\u00e9tica]] georgiana, est\u00e1 a exist\u00eancia de formid\u00e1veis [[conjun\u00e7\u00f5es conson\u00e2nticas]], como pode ser visto em palavras como \u10d2\u10d5\u10e4\u10e0\u10ea\u10e5\u10d5\u10dc\u10d8 ([[translitera\u00e7\u00e3o|transl.]] ''gvprtskvni'', \"voc\u00ea nos descasca\") e \u10db\u10ec\u10d5\u10e0\u10d7\u10dc\u10d4\u10da\u10d8 (transl. ''mtsvrtneli'', \"treinador\").\n\n== Gram\u00e1tica ==\n{{principal|Gram\u00e1tica georgiana}}\n\n=== Morfologia ===\n* O georgiano \u00e9 uma [[l\u00edngua aglutinante]]. Existem certos [[prefixo]]s e [[sufixo]]s que podem se juntar para formar um [[verbo]]. Em alguns casos, podem existir at\u00e9 oito [[morfema]]s diferentes num mesmo verbo ao mesmo tempo. Um exemplo \u00e9 ''ageshenebinat'' (\"voc\u00eas tinham constru\u00eddo\"). O verbo pode ser separado em partes: ''a-g-e-shen-eb-in-a-t'', onde cada morfema contribui para indicar o [[tempo verbal]] ou a [[pessoa gramatical]] que realizou a a\u00e7\u00e3o expressa no verbo.\n\n==== Morfofonologia ====\n* Na [[morfofonologia]] do georgiano, a [[s\u00edncope]] \u00e9 um fen\u00f4meno comum. Quando um sufixo (especialmente o sufixo plural -''eb''-) \u00e9 acrescentado a uma palavra que tenha as vogais ''a'' ou ''e'' na \u00faltima s\u00edlaba, esta vogal desaparece, na maioria das palavras. Por exemplo, ''megob'''a'''ri'' (\"amigo\"), ao passar para o [[plural]], vira ''megob'''\u00d8'''r'''eb'''i'' (''megobrebi''), com a perda do ''a'' na \u00faltima s\u00edlaba da [[Radical (lingu\u00edstica)|raiz]] da palavra.\n\n=== Declina\u00e7\u00f5es ===\n* O georgiano possui sete [[Caso gramatical|casos]] diferentes: o [[Caso nominativo|nominativo]], o [[caso ergativo|ergativo]], o [[caso genitivo|genitivo]], o [[caso instrumental|instrumental]], o [[caso adverbial|adverbial]], o [[caso dativo|dativo]] e o [[caso vocativo|vocativo]]. Um aspecto peculiar do georgiano \u00e9 o de que, enquanto na maioria dos idiomas o sujeito duma senten\u00e7a est\u00e1 no caso nominativo, enquanto o objeto est\u00e1 no acusativo ou dativo, no georgiano esta situa\u00e7\u00e3o pode se inverter em diversas situa\u00e7\u00f5es, dependendo principalmente do car\u00e1cter do verbo. Isto \u00e9 chamado de [[constru\u00e7\u00e3o dativa]]. Nos tempos passados dos [[verbo transitivo|verbos transitivos]], e no tempo presente do verbo \"saber\", o sujeito \u00e9 declinado para o caso ergativo.\n\n{| class=\"wikitable\"\n|+ Exemplos de declina\u00e7\u00e3o\n|-\n! Caso !! Mulher !! M\u00eas !! Coruja\n|-\n! Nominativo\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10d8 ''kal-i'' || \u10d7\u10d5\u10d4 ''tve''|| \u10d1\u10e3 ''bu''\n|-\n! Dativo\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10e1 ''kal-s'' || \u10d7\u10d5\u10d4\u10e1 ''tve-s''|| \u10d1\u10e3\u10e1 ''bu-s''\n|-\n! Ergativo\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10db\u10d0 ''kal-ma'' || \u10d7\u10d5\u10d4\u10db ''tve-m''|| \u10d1\u10e3\u10db ''bu-m''\n|-\n! Genitivo\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10d8\u10e1 ''kal-is'' || \u10d7\u10d5\u10d8\u10e1 ''tv-is''|| \u10d1\u10e3\u10e1 ''bu-s''\n|-\n! Instrumental\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10d8\u10d7 ''kal-it'' || \u10d7\u10d5\u10d8\u10d7 ''tv-it''|| \u10d1\u10e3\u10d7\u10d8 ''bu-ti''\n|-\n! Adverbial\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10d0\u10d3 ''kal-ad'' || \u10d7\u10d5\u10d4\u10d3 ''tve-d''|| \u10d1\u10e3\u10d3 ''bu-d''\n|-\n! Vocativo\n| \u10e5\u10d0\u10da\u10dd ''kal-o'' || \u10d7\u10d5\u10d4\u10dd ''tve-o''|| \u10d1\u10e3\u10d5 ''bu-v''\n|}\n\n=== Sintaxe ===\n* O georgiano \u00e9 uma [[l\u00edngua p\u00f3s-posicional]], o que significa que nela as [[wikt:aposi\u00e7\u00e3o|aposi\u00e7\u00f5es]] s\u00e3o inseridas depois (e n\u00e3o antes) dos [[substantivos]] que elas modificam, tanto na forma de [[sufixo]]s como de palavras separadas. Muitas [[Posposi\u00e7\u00e3o|posposi\u00e7\u00f5es]] georgianas correspondem, em significado, a preposi\u00e7\u00f5es do [[L\u00edngua portuguesa|portugu\u00eas]]. Cada posposi\u00e7\u00e3o requer que o substantivo que est\u00e1 sendo modificado esteja em determinado caso, similar ao que ocorre com as preposi\u00e7\u00f5es que regem alguns casos espec\u00edficos em muitas [[l\u00ednguas indo-europeias]], como o [[L\u00edngua alem\u00e3|alem\u00e3o]], o [[L\u00edngua russa|russo]], o [[latim]], entre outras.\n* O georgiano tem como estrutura de senten\u00e7a prim\u00e1ria o [[Sujeito-Verbo-Objeto]] (SVO), por\u00e9m a ordem das palavras n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o r\u00edgida quanto outros idiomas. Nem todas as ordens s\u00e3o aceitas, por\u00e9m \u00e9 poss\u00edvel encontrar estruturas de [[Sujeito-Objeto-Verbo]] (SOV). O georgiano n\u00e3o tem [[g\u00e9nero gramatical]]; mesmo os pronomes apresentam um g\u00e9nero neutro. O idioma tamb\u00e9m n\u00e3o possui [[Artigo (gram\u00e1tica)|artigos]]; assim, por exemplo, \"convidado\", \"um convidado\" e \"o convidado\" s\u00e3o ditos da mesma maneira. Nas [[ora\u00e7\u00f5es relativas]], no entanto, \u00e9 poss\u00edvel se estabelecer o significado do [[artigo definido]] atrav\u00e9s do uso de algumas part\u00edculas gramaticais.\n\n== Vocabul\u00e1rio ==\nO georgiano tem um sistema rico de [[deriva\u00e7\u00e3o (lingu\u00edstica)|deriva\u00e7\u00e3o]] de palavras. Atrav\u00e9s do uso de uma [[Radical (lingu\u00edstica)|raiz]], \u00e0 qual s\u00e3o adicionados alguns prefixos e sufixos definidos, pode-se derivar diversos substantivos e adjectivos. Por exemplo, da raiz -''Kart''-, as seguintes palavras podem ser derivadas: ''Kart'''veli''''' (uma pessoa georgiana), ''Kart'''uli''''' (o idioma georgiano), e '''''Sa'''kart'''velo''''' (Ge\u00f3rgia).\n\nA maioria dos [[sobrenome]]s georgianos termina em -''dze'' (\"filho\"), no oeste da Ge\u00f3rgia, ou -''shvili'' (\"crian\u00e7a\"), no leste da Ge\u00f3rgia, -''ia'' em [[Mingr\u00e9lia]] e -''ani'' em [[Suan\u00e9cia]], al\u00e9m de -''uri'' no leste do pa\u00eds. Exemplos not\u00f3rios s\u00e3o [[Eduard Shevardnadze]] e [[Josef Stalin]], cujo nome de nascimento era Djugashvili.\n\nA numera\u00e7\u00e3o georgiana \u00e9 [[Sistema de numera\u00e7\u00e3o vigesimal|vigesimal]], como a [[l\u00edngua basca]] e o [[L\u00edngua francesa antiga|franc\u00eas antigo]]. Para expressar um n\u00famero maior que 20 e menor que 100, deve-se exprimir a quantidade de vintenas inteiras acrescida do restante. O n\u00famero 93, por exemplo, \u00e9 expresso por \u10dd\u10d7\u10ee\u10db\u10dd\u10ea\u10d3\u10d0\u10ea\u10d0\u10db\u10d4\u10e2\u10d8 - ''otkh-m-ots-da-tsamet'i'' (literalmente \"quatro-vezes-vinte-e-treze\").\n\n== Exemplos ==\n=== Forma\u00e7\u00e3o de palavras ===\nO georgiano tem um sistema de deriva\u00e7\u00e3o de palavras que permite derivar substantivos a partir de ra\u00edzes de verbos, tanto com prefixos, como com sufixos. Por exemplo:\n\n* Da raiz -''ts'er''- (\"escrever\"), as palavras '''''ts'er'''ili'' (\"letra\") e ''m'''ts'er'''ali'' (\"escritor\") s\u00e3o derivadas.\n* Da raiz -''tsa''- (\"dar\"), a palavra ''gada'''ts'''ema'' (\"transmitir\") \u00e9 derivada.\n* Da raiz -''tsda''- (\"julgar\"), a palavra ''gamo'''tsd'''a'' (\"exame\") \u00e9 derivada.\n* Da raiz -''gav''- (\"parecer\"), as palavras ''ms'''gav'''si'' (\"similar\") e ''ms'''gav'''seba'' (\"similaridade\") s\u00e3o derivadas.\n* Da raiz -''\u0161en''- (\"construir\"), \u00e9 derivada a palavra ''\u0161en'''oba'' (\"edif\u00edcio\").\n* Da raiz -''tskh''- (\"assar\"), a palavra ''nam'''tskh'''vari'' (\"bolo\", \"torta\") \u00e9 derivada.\n* Da raiz -''tsiv''- (\"frio\"), a palavra ''ma'''tsiv'''ari'' (\"refrigerador\") \u00e9 derivada.\n* Da raiz -''pr''- (\"voar\"), as palavras ''tvitm'''pr'''inavi'' (\"avi\u00e3o\") e ''a'''pr'''ena'' (\"decolar\") s\u00e3o derivadas.\n\nTamb\u00e9m s\u00e3o derivados verbos de substantivos:\n\n* Do substantivo -''omi''- (\"guerra\"), o verbo '''''om'''ob'' (\"guerrear\") \u00e9 derivado.\n* Do substantivo -''sadili''- (\"almo\u00e7o\"), o verbo '''''sadil'''ob'' (\"almo\u00e7ar\") \u00e9 derivado.\n* Do substantivo -''sauzme'' (\"pequeno almo\u00e7o\", \"caf\u00e9 da manh\u00e3\"), o verbo ''ts'a'''sauzm'''eba'' (\"comer o pequeno almo\u00e7o/caf\u00e9 da manh\u00e3\") \u00e9 derivado; o \u201cpr\u00e9-verbo ''ts'a''- pode colocar um significado adicional de \"''verbo''ar ''um pouco''.\"\n* Do substantivo -''sakhli''- (\"lar\"), o verbo ''gada'''sakhl'''eba'' (\"mudar-se\") \u00e9 derivado.\n\nDa mesma maneira, verbos podem ser derivados dos adjetivos:\n\n* Do adjetivo -''ts'iteli''- (\"vermelho\"), o verbo ''ga'''ts'itl'''eba'' (\"ruborescer\" ou \"fazer algu\u00e9m ruborescer\") \u00e9 derivado.\n* Do adjetivo -''brma'' (\"cego\"), o verbo ''da'''brma'''veba'' (\"tornar-se cego\" ou \"cegar algu\u00e9m\") \u00e9 derivado.\n* Do adjetivo -''lamazi''- (\"belo\"), o verbo ''ga'''lamaz'''eba'' (\"tornar-se belo\") \u00e9 derivado.\n\n=== Palavras com conjuntos conson\u00e2nticos iniciais ===\nMuitos substantivos e adjetivos georgianos come\u00e7am com conjuntos formado por consoantes cont\u00edguas.\n\n* Acredita-se que pelo menos metade das palavras georgianas come\u00e7a com s\u00edlabas formadas por duas consoantes cont\u00edguas. Ver exemplos:\n** '''\u10ec\u10e7'''\u10d0\u10da\u10d8, ('''''ts'q''''ali''), \"\u00e1gua\"\n** '''\u10e1\u10ec'''\u10dd\u10e0\u10d8, ('''''sts''''ori''), \"correcto\"\n** '''\u10e0\u10eb'''\u10d4, ('''''rdz'''e''), \"leite\"\n** '''\u10d7\u10db'''\u10d0, ('''''tm'''a''), \"cabelo\"\n** '''\u10db\u10d7'''\u10d0, ('''''mt'''a''), \"montanha\"\n** '''\u10ea\u10ee'''\u10d4\u10dc\u10d8, ('''''tskh'''eni''), \"cavalo\"\n* Existem muitas palavras que se iniciam com tr\u00eas consoantes cont\u00edguas:\n** '''\u10d7\u10e5\u10d5'''\u10d4\u10dc, ('''''tkv'''en''), \"v\u00f3s\"\n** '''\u10db\u10ec\u10d5'''\u10d0\u10dc\u10d4, ('''''mts'v'''ane''), \"verde\"\n** '''\u10ea\u10ee\u10d5'''\u10d8\u10e0\u10d8, ('''''tskhv'''iri''), \"nariz\"\n** '''\u10e2\u10d9\u10d1'''\u10d8\u10da\u10d8, ('''''t'k'b'''ili''), \"doce\"\n** '''\u10db\u10e2\u10d9'''\u10d8\u10d5\u10dc\u10d4\u10e3\u10da\u10d8, ('''''mt'k' '''ivneuli''), \"doloroso\"\n** '''\u10e9\u10e0\u10d3'''\u10d8\u10da\u10dd\u10d4\u10d7\u10d8, ('''''\u010drd'''iloeti''), \"norte\"\n* Existem algumas palavras que se iniciam com quatro consoantes cont\u00edguas; Exemplos:\n** '''\u10db\u10d9\u10d5\u10da'''\u10d4\u10da\u10d8, ('''''mk'vl'''eli''), \"assassino\"\n** '''\u10db\u10d9\u10d5\u10d3'''\u10d0\u10e0\u10d8, ('''''mk'vd'''ari''), \"morte\"\n** '''\u10db\u10d7\u10d5\u10e0'''\u10d0\u10da\u10d8, ('''''mtvr'''ali''), \"b\u00eabado\"\n** [[screeve|'''\u10db\u10ec\u10d9\u10e0'''\u10d8\u10d5\u10d8]]; ('''''mts'k'r'''ivi''), \"coluna\"\n* Existem alguns casos extremos no georgiano. Por exemplo, esta palavra se inicia com ''seis'' consoantes cont\u00edguas:\n** '''\u10db\u10ec\u10d5\u10e0\u10d7\u10dc'''\u10d4\u10da\u10d8, ('''''mts'vrtn'''eli''), \"treinador\"\n* E estas palavras come\u00e7am com ''oito'' consoantes cont\u00edguas:\n** '''\u10d2\u10d5\u10e4\u10e0\u10ea\u10e5\u10d5\u10dc'''\u10d8 ('''''gvprtskvn'''i''), \"voc\u00ea nos descasca\"\n** '''\u10d2\u10d5\u10d1\u10e0\u10d3\u10e6\u10d5\u10dc'''\u10d8 ('''''gvbrdgvn'''i''), \"voc\u00ea nos rasga\"\n\n== Amostra de texto ==\n''Declara\u00e7\u00e3o Universal dos Direitos do Homem''\n\n''Georgiano''\n\n\u10e7\u10d5\u10d4\u10da\u10d0 \u10d0\u10d3\u10d0\u10db\u10d8\u10d0\u10dc\u10d8 \u10d8\u10d1\u10d0\u10d3\u10d4\u10d1\u10d0 \u10d7\u10d0\u10d5\u10d8\u10e1\u10e3\u10e4\u10d0\u10da\u10d8 \u10d3\u10d0 \u10d7\u10d0\u10dc\u10d0\u10e1\u10ec\u10dd\u10e0\u10d8 \u10d7\u10d0\u10d5\u10d8\u10e1\u10d8 \u10e6\u10d8\u10e0\u10e1\u10d4\u10d1\u10d8\u10d7\u10d0 \u10d3\u10d0 \u10e3\u10e4\u10da\u10d4\u10d1\u10d4\u10d1\u10d8\u10d7. \u10db\u10d0\u10d7 \u10db\u10d8\u10dc\u10d8\u10ed\u10d4\u10d1\u10e3\u10da\u10d8 \u10d0\u10e5\u10d5\u10d7 \u10d2\u10dd\u10dc\u10d4\u10d1\u10d0 \u10d3\u10d0 \u10e1\u10d8\u10dc\u10d3\u10d8\u10e1\u10d8 \u10d3\u10d0 \u10db\u10d8\u10db\u10d0\u10e0\u10d7 \u10e3\u10dc\u10d3\u10d0 \u10d8\u10e5\u10ea\u10d4\u10dd\u10d3\u10dc\u10d4\u10dc \u10d4\u10e0\u10d7\u10db\u10d0\u10dc\u10d4\u10d7\u10e1 \u10eb\u10db\u10dd\u10d1\u10d8\u10e1 \u10e1\u10e3\u10da\u10d8\u10e1\u10d9\u10d5\u10d4\u10d7\u10d4\u10d1\u10d8\u10d7.\n\n''Georgiano transliterado''\n\nQvela adamiani ibadeba t\u02bbavisup\u02bbali da t\u02bbanascori tavisi \u0121irsebit\u02bba da uplebebit\u02bb. Mat mini\u010debuli ak\u02bbvt\u02bb goneba da sindisi da ert\u02bbmanet\u02bbis mimart\u02bb unda ik\u02bbc\u02bbeodnen \u017cmobis suliskvet\u02bbebit\u02bb\n\n''Portugu\u00eas''\n\nTodos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos. S\u00e3o dotados de raz\u00e3o e consci\u00eancia e devem agir em rela\u00e7\u00e3o uns aos outros com esp\u00edrito de fraternidade.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Cultura da Ge\u00f3rgia]]\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n== Bibliografia ==\n* [[Pavle Ingorokva]]. ''Georgian inscriptions of antique''. - Bulletin of ENIMK, vol. X, Tbilisi, 1941, pp. 411-427 (in Georgian)\n* Zaza Aleksidze. ''Epistoleta Tsigni'', Tbilisi, 1968, 150 pp (in Georgian)\n* Korneli Danelia, Zurab Sarjveladze. ''Questions of Georgian Paleography'', Tbilisi, 1997, 150 pp (in Georgian, English summary)\n* Elene Machavariani. ''The graphical basis of the Georgian Alphabet'', Tbilisi, 1982, 107 pp (in Georgian, French summary)\n* [[Ivane Javakhishvili]]. ''Georgian Paleography'', Tbilisi, 1949, 500 pp (in Georgian)\n* Ramaz Pataridze. ''The Georgian Asomtavruli'', Tbilisi, 1980, 600 pp (in Georgian)\n* \"Great discovery\" (about the expedition of Academician Levan Chilashvili).- Newspaper \"Kviris Palitra\", Tbilisi, April 21-27, 2003 (in Georgian)\n* Shosted, Ryan K. e Chikovani Vakhtang (2006), \"Standard Georgian\", ''Journal of the International Phonetic Association'' 36 (2): 255-264\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n{{InterWiki|code=ka}}\n* {{Link||2=http://www.kartvfund.org.ge/page3.html |3=Summer School of Georgian at Tbilisi State University}}\n* {{Link||2=http://www.translate.ge |3=Georgian English, English Georgian online dictionary}}\n* {{Link||2=http://czudovo.info/list.php?what=1&ln=ka&in=from_en |3=English-Georgian, German-Georgian and Russian-Georgian dictionaries}}\n* {{Link||2=http://www.georgianweb.com/language/dictionary/index.html |3=English-Georgian HTML Dictionary}}\n* {{Link||2=http://www.aboutgeorgia.net/language/ |3=About Georgia - Language and Alphabet}}\n* {{Link||2=http://www.kartuli.com |3=Georgian Website / Portal with info on Georgian culture and language}}\n* {{Link||2=http://www.armazi.com/georgian/ |3=online Georgian Grammar}}\n* {{Link||2=http://titus.fkidg1.uni-frankfurt.de/unicode/tituut.asp |3=Georgian fonts, compliant with Unicode 4.0, also available for MAC OS 9 or X}}\n* {{Link||2=http://www.websters-online-dictionary.org/translation/Georgian/ |3=Dictionary |4=with Georgian - English Translations from [http://www.websters-online-dictionary.org Webster's Online Dictionary] - the Rosetta Edition}}\n* {{Link||2=http://www.georgian-language.com |3=Georgian Language Distance Learning Course for beginners (English speaking)}}\n* {{Link||2=http://dicts.info/dictlist1.php?l=Georgian |3=Collection of Georgian dictionaries}}\n* {{Link||2=http://www.lume.ufrgs.br/handle/10183/32874 |3=Trabalho de Lazzarini Cyrino sobre os verbos georgianos}}\n\n{{Portal3|Lingu\u00edstica}}\n\n{{DEFAULTSORT:Georgiano}}\n[[Categoria:L\u00edngua georgiana]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Aton (cropped).svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Armenia.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Azerbaijan.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Georgia.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Russia.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of South Ossetia.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Turkey.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of the Republic of Abkhazia.svg"}]},"2405835":{"pageid":2405835,"ns":0,"title":"Caminho coberto","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{sem notas|data=abril de 2013}}\n[[Ficheiro:FortAquada2.jpg|thumb|350px|Caminho coberto da [[Fortaleza da Aguada]], em [[Goa]].]]\n'''Caminho coberto''' ou '''estrada coberta''' \u00e9, em [[arquitetura militar]], o espa\u00e7o de circula\u00e7\u00e3o dos defensores no exterior do [[fosso]] de uma [[fortifica\u00e7\u00e3o abaluartada]].\n\nO caminho coberto situa-se no alto da contraescarpa, para al\u00e9m do fosso, sendo protegido pela [[esplanada]] contra a observa\u00e7\u00e3o e o fogo do inimigo. Nos cantos do caminho coberto s\u00e3o, muitas vezes, instaladas [[pra\u00e7a de armas|pra\u00e7as de armas]].\n\nO acesso ao caminho coberto \u00e9 feito, normalmente, pelas [[ponte]]s de acesso \u00e0 fortaleza, que atravessam o fosso. Ocasionalmente, s\u00e3o constru\u00eddas rampas ou escadas na contraescarpa, ligando o fosso ao caminho coberto. Podem ser criadas aberturas na esplanada, de acesso ao exterior do recinto fortificado a partir do caminho coberto.\n\nS\u00e3o v\u00e1rias as fun\u00e7\u00f5es dos caminhos cobertos: caminho de ronda \u00e0 volta do recinto fortificado, posi\u00e7\u00e3o de [[infantaria]] para defesa avan\u00e7ada dos reparos, local de instala\u00e7\u00e3o de [[contramobilidade|obst\u00e1culos de contramobilidade]], ponto de partida para um incurs\u00e3o sobre os sitiantes ou local de abrigo em caso de uma retirada.\n\n== Refer\u00eancias ==\n* {{Link||2=http://www.monumentos.pt/Monumentos/forms/002_G1.aspx |3=''Tesauro do Patrim\u00f3nio de Portugal'', Instituto da Habita\u00e7\u00e3o e da Reabilita\u00e7\u00e3o Urbana}}\n* GRAVE, Jo\u00e3o, ''Castelos Portugueses - Enciclop\u00e9dia pela Imagem'', Porto: Lello & Irm\u00e3o Editores, s.d..\n* GIL, J\u00falio, ''Os Mais Belos Castelos de Portugal'', Lisboa/S\u00e3o Paulo: Editorial Verbo, 1986.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Fosso]]\n\n{{elementos de arquitetura militar}}\n\n{{DEFAULTSORT:Caminho Coberto}}\n[[Categoria:Elementos da arquitetura militar]]"}]},"1408346":{"pageid":1408346,"ns":0,"title":"Texarkana (Texas)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Localidade dos Estados Unidos\n|nome = Texarkana\n|imagem = Municipal building, Texarkana, TX IMG 6411.jpg\n|imagem_legenda = \n|estado = Texas\n|condado = [[Condado de Bowie]]\n|popula\u00e7\u00e3o = 36054\n|data_pop = 2006\n|\u00e1rea = 66.4\n|\u00e1rea_\u00e1gua = 0.3\n|latG = 33\n|latM = 26\n|latS = 13\n|latP = N\n|lonG = 94\n|lonM = 4\n|lonS = 2\n|lonP = W\n|coord_t\u00edtulo = s\n|altitude = 100\n|c\u00f3digoFIPS = 72368\n|tipo = cidade\n|mapa_detalhado = \n|data_funda\u00e7\u00e3o = \n|incorpora\u00e7\u00e3o = \n|web = \n}}\n\n'''Texarkana''' \u00e9 uma [[cidade]] localizada no [[Estados dos Estados Unidos da Am\u00e9rica|estado]] [[Estados Unidos da Am\u00e9rica|norte-americano]] do [[Texas]], no [[Condado de Bowie]].\n\n== Demografia ==\nSegundo o [[Censo demogr\u00e1fico|censo]] norte-americano de [[2000]], a sua [[popula\u00e7\u00e3o]] era de 34.782 [[habitante]]s.{{citar web |url=http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |titulo=U.S. Census Bureau. Census 2000 Summary File 1 |acessodata=2007-10-29 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20100111104338/http://www.census.gov/Press-Release/www/2001/sumfile1.html |arquivodata=2010-01-11 |urlmorta=yes }}\nEm [[2006]], foi estimada uma popula\u00e7\u00e3o de 36.054,[http://www.census.gov/popest/datasets.html U.S. Census Bureau. Estimativa da popula\u00e7\u00e3o (julho de 2006)] um aumento de 1272 (3.7%).\n\n== Geografia ==\nDe acordo com o '''[[United States Census Bureau]]''' tem uma [[\u00e1rea]] de\n66,7 [[km\u00b2]], dos quais 66,4 km\u00b2 cobertos por terra e 0,3 km\u00b2 cobertos por [[\u00e1gua]]. Texarkana localiza-se a aproximadamente 100[http://geonames.usgs.gov/domestic/download_data.htm U.S. Board on Geographic Names. Topical Gazetteers Populated Places. Gr\u00e1ficos do banco de dados de altitudes dos Estados Unidos da Am\u00e9rica] m acima do [[N\u00edvel m\u00e9dio das \u00e1guas do mar|n\u00edvel do mar]].\n\n== Localidades na vizinhan\u00e7a ==\nO diagrama seguinte representa as [[localidade]]s num [[Raio (geometria)|raio]] de 20 km ao redor de Texarkana.\n
\n[[Ficheiro:Blank map.svg|400px|left|Localidades na vizinhan\u00e7a]]\n{{Image label|x=0.5|y=0.5|scale=400|text=[[Ficheiro:Map pointer black.svg|20px|Texarkana]]'''Texarkana'''}}\n{{Image label|x=0.546|y=0.127|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|6px|Localidade com 214 habitantes (2000).]] [[Ogden (Arkansas)|Ogden]] (17 km)}}\n{{Image label|x=0.055|y=0.419|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|12px|Localidade com 2973 habitantes (2000).]] [[Hooks (Texas)|Hooks]] (20 km)}}\n{{Image label|x=0.179|y=0.419|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|8px|Localidade com 555 habitantes (2000).]] [[Leary (Texas)|Leary]] (15 km)}}\n{{Image label|x=0.379|y=0.488|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|10px|Localidade com 2169 habitantes (2000).]] [[Nash (Texas)|Nash]] (5 km)}}\n{{Image label|x=0.286|y=0.412|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|8px|Localidade com 853 habitantes (2000).]] [[Red Lick]] (10 km)}}\n{{Image label|x=0.110|y=0.692|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|8px|Localidade com 872 habitantes (2000).]] [[Redwater (Texas)|Redwater]] (19 km)}}\n{{Image label|x=0.407|y=0.528|scale=400|text=[[Ficheiro:Small-city-symbol.svg|16px|Localidade com 5129 habitantes (2000).]] [[Wake Village]] (4 km)}}\n
{{limpar|left}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{City-data|Texarkana|Texas}}\n\n{{Portal3|Texas}}\n{{Controle de autoridade}}\n\n[[Categoria:Cidades do Texas]]\n[[Categoria:Condado de Bowie]]\n[[Categoria:Fronteiras do Texas]]"}]}}}}