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O que precisamos saber sobre regime de tributação?
escrito em 15 de maio de 2024

Quando se trata de finanças e contabilidade empresarial, entender os diferentes regimes de tributação é fundamental. Esses regimes determinam como as empresas pagam seus impostos e podem ter um impacto significativo em sua lucratividade e conformidade fiscal. Neste artigo, vamos explorar os principais pontos que as empresas precisam saber sobre regimes de tributação.

  1. Regimes de tributação no Brasil

No Brasil, existem três principais regimes de tributação para empresas: Simples Nacional, Lucro Presumido e Lucro Real. Cada um desses regimes possui regras específicas quanto à forma de cálculo e pagamento dos impostos, e a escolha do regime mais adequado depende do porte da empresa, do faturamento e do tipo de atividade exercida.

  • Simples Nacional: É voltado para micro e pequenas empresas com faturamento anual até um determinado limite. Nesse regime, os tributos são calculados de forma simplificada e pagos em uma única guia, abrangendo diversos impostos federais, estaduais e municipais.
  • Lucro Presumido: Indicado para empresas com faturamento anual superior ao limite do Simples Nacional, mas que não se enquadram como grandes empresas. Nesse regime, a tributação é calculada com base em uma margem de lucro presumida, simplificando o cálculo dos impostos.
  • Lucro Real: É obrigatório para empresas com faturamento anual acima de um determinado valor ou que atuam em determinados setores, como instituições financeiras. Nesse regime, os impostos são calculados com base no lucro líquido real da empresa, exigindo um controle contábil mais detalhado.
  1. Escolha do regime mais adequado

A escolha do regime de tributação mais adequado para a empresa envolve análise detalhada de diversos fatores, como o tipo de atividade, o faturamento esperado, a margem de lucro, as despesas dedutíveis e as alíquotas de impostos. É importante contar com o auxílio de um contador especializado para realizar essa análise e tomar a decisão mais vantajosa do ponto de vista fiscal e financeiro.

  1. Planejamento tributário

Além da escolha do regime de tributação, o planejamento tributário envolve estratégias para reduzir a carga fiscal de forma legal e ética. Isso inclui a utilização de incentivos fiscais, a otimização da estrutura societária, a análise de benefícios fiscais regionais, entre outras medidas que visam maximizar a eficiência tributária da empresa.

  1. Compliance fiscal

Independentemente do regime de tributação escolhido, é fundamental que a empresa esteja em conformidade com todas as obrigações fiscais e tributárias. Isso inclui a correta emissão de notas fiscais, o cumprimento das obrigações acessórias, o pagamento dos impostos dentro dos prazos estabelecidos e a manutenção de uma contabilidade transparente e organizada.

O regime de tributação é um aspecto fundamental da gestão financeira e contábil das empresas, impactando diretamente sua rentabilidade e sua relação com o fisco. Por isso, é essencial compreender as características de cada regime, realizar um planejamento tributário adequado e manter a conformidade fiscal em todas as atividades empresariais. Com o apoio de profissionais especializados, as empresas podem aproveitar os benefícios de uma gestão tributária eficiente e evitar problemas fiscais no futuro.

Texto escrito pela equipe de Redação da Pigatti

 


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(2003)\n}}\n'''Beauraing''' \u00e9 uma cidade e um [[munic\u00edpio]] da [[B\u00e9lgica]] localizado no [[arrondissement|distrito]] de [[Dinant (distrito)|Dinant]], [[prov\u00edncia]] de [[Namur (prov\u00edncia)|Namur]], [[subdivis\u00f5es da B\u00e9lgica|regi\u00e3o]] da [[Val\u00f4nia]].{{citar web|URL=http://statbel.fgov.be/nl/binaries/pop2010-2012mov_nl_tcm325-234223.xls|t\u00edtulo=Population per municipality on 1 January 2012|autor=|data=|publicado=|acessodata=}}\n\n==As apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora==\n[[Ficheiro:Beauraing.JPG|thumb|left|250px|Est\u00e1tua da [[Apari\u00e7\u00f5es marianas|Virgem do Cora\u00e7\u00e3o de Ouro]] situada junto do Santu\u00e1rio das apari\u00e7\u00f5es de Beauraing.]]\n\nBeauraing era, em [[1932]], uma pequena povoa\u00e7\u00e3o da [[B\u00e9lgica]] que nem constava nos mapas. Situada na regi\u00e3o das [[Ardenas]], planalto caracterizado por grandes penhascos, desfiladeiros e rios caudalosos, distava cerca de dez quil\u00f3metros da fronteira com a [[Fran\u00e7a]]. No final desse mesmo ano, cinco crian\u00e7as afirmaram receber a [[Apari\u00e7\u00f5es marianas|apari\u00e7\u00e3o]] da [[Maria (m\u00e3e de Jesus)|Sant\u00edssima Virgem Maria]], quem ficou conhecida como \"Virgem do Cora\u00e7\u00e3o de Ouro\". No ano seguinte, [[1933]], um adulto corroborou toda a hist\u00f3ria contada pelas crian\u00e7as ao receber, tamb\u00e9m ele, uma apari\u00e7\u00e3o de Nossa Senhora e ao ser curado milagrosamente da sua doen\u00e7a.\n\nO bispo local autorizou a devo\u00e7\u00e3o p\u00fablica a Nossa Senhora de Beauraing no dia [[2 de Fevereiro]] de [[1943]], durante o per\u00edodo da [[Segunda Guerra Mundial]] e da ocupa\u00e7\u00e3o nazi que tanto fez sangrar o povo belga.\n\nAs apari\u00e7\u00f5es de Nossa Senhora em Beauraing foram plenamente aprovadas pelas entidades eclesi\u00e1sticas no dia [[2 de Julho]] de [[1949]]. Posteriormente, o Santu\u00e1rio de Beauraing p\u00f4de contar com a visita do [[Papa Jo\u00e3o Paulo II]].\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n==Liga\u00e7\u00f5es externas==\n{{commonscat}}\n* [http://www.beauraing.be/ Website da Regi\u00e3o Administrativa de Beauraing]\n* [http://beauraing.catho.be/ Santu\u00e1rio da Virgem do Cora\u00e7\u00e3o de Ouro de Beauraing]\n{{esbo\u00e7o-geobe}}\n\n{{B\u00e9lgica/Munic\u00edpios de Namur}}\n{{Portal3|Geografia|B\u00e9lgica}}{{controle de autoridade}}\n[[Categoria:Munic\u00edpios de Namur (prov\u00edncia)]]\n[[Categoria:Cidades da Val\u00f4nia]]"}]},"2862039":{"pageid":2862039,"ns":0,"title":"Carlos Contreras","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Futebolista\n |nome = Carlos Contreras\n |imagem = \n |imagem_tamanho = \n |imagem_legenda = \n |nomecompleto = Carlos Contreras Guillaume\n |apelido = \n |nascimento_data = {{dni|2|10|1938|si|lang=br}}\n |nascimento_cidade = \n |nascimento_pa\u00eds = [[Chile]]\n |nacionalidade = \n |morte_data = {{morte|17|4|2020|2|10|1938}}\n |morte_cidade = \n |morte_pa\u00eds = \n |altura = 180 cm\n |peso = \n |p\u00e9 = \n |posi\u00e7\u00e3o = \n |jovemanos = \n |jovemclubes = \n |ano = 1958-1969\n |clubes = [[Club Universidad de Chile|Universidad de Chile]]\n |jogos(golos) = 189 (2)\n |anoselecao = 1959-1966\n |selecaonacional = [[Sele\u00e7\u00e3o Chilena de Futebol|Chile]]\n |partidasselecao = 30\n}}\n'''Carlos Contreras''' ([[2 de outubro]] de [[1938]] \u2013 [[17 de abril]] de [[2020]]) foi um [[futebolista]] [[Chilenos|chileno]]. 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A constru\u00e7\u00e3o foi iniciada pelo Inca [[Pachacuti]], antes de [[1438]]. Quem melhor descreve o monumento \u00e9 o cronista [[Garcilaso de la Vega]], que afirmou que sua constru\u00e7\u00e3o durou cerca de 50 anos at\u00e9 o per\u00edodo de [[Huayna Capac]]; estava conclu\u00eddo na \u00e9poca da chegada dos conquistadores.\n\nAtualmente se pode apreciar somente 20 porcento do que foi o conjunto arqueol\u00f3gico, j\u00e1 que na \u00e9poca colonial os espanh\u00f3is destru\u00edram seus muros para construir casas e igrejas em Cusco.\n\nDa fortaleza se observa uma singular vista panor\u00e2mica dos arredores, incluindo a cidade de Cuzco.\n\n== Forma ==\n\nA zona onde se encontra esta fortaleza corresponde, no desenho da cidade de Cuzco, \u00e0 cabe\u00e7a de um puma. Pachacuti Inca Yupanqui, o nono Inca, redesenhou a cidade de Cuzco e lhe deu a forma de um [[puma]] deitado (o puma \u00e9 o guardi\u00e3o das coisas terrenas).\n\n== Altitude ==\n\nSacsahuaman encontra-se a 3.700 metros acima do n\u00edvel do mar.\n\n== Arquitetura ==\n\n[[Ficheiro:Sacsayhuam\u00e1n, Cusco, Per\u00fa, 2015-07-31, DD 33.JPG|thumb|300px|As gigantescas pedras de Sacsaihuaman]]\nA constru\u00e7\u00e3o em si \u00e9 peculiar, j\u00e1 que algumas das pedras que ali se encontram s\u00e3o gigantes e fazem que se pergunte como foi poss\u00edvel transport\u00e1-las. As pedras foram encaixadas com uma precis\u00e3o quase inimagin\u00e1vel. \u00c9 inexplic\u00e1vel decifrar como os incas conseguiram cortar as pedras com tal precis\u00e3o que nem mesmo uma l\u00e2mina de uma faca se pode colocar entre elas. O complexo tamb\u00e9m conta com uma esp\u00e9cie de tobog\u00e3 grande de pedras por onde o visitante pode deslizar.\n\nA suavidade da pedra ressalta nestas forma\u00e7\u00f5es. H\u00e1 figuras desenhadas nas pedras e rochas, entradas a t\u00faneis subterr\u00e2neos, anfiteatros, constru\u00e7\u00f5es de car\u00e1ter ritual, provavelmente relacionadas com o culto da \u00e1gua. Este local desempenhou um importante papel nas atividades rituais incas.\n\nPensa-se que correspondeu a uma fortaleza militar, onde os guerreiros eram treinados. Por\u00e9m h\u00e1 d\u00favidas a respeito, j\u00e1 que, conforme sua arquitetura , poderia haver tido um fim religioso e haver sido constru\u00eddo como um grande templo ao deus Sol. Sua principal caracter\u00edstica \u00e9 a forma em que foi constru\u00edda; conta com grandes blocos de pedra, alcan\u00e7ando os mais altos cerca de nove metros. Acredita-se que 20.000 homens tenham trabalhado em sua constru\u00e7\u00e3o.\n\n[[Ficheiro:Sacsayhuam\u00e1n, Cusco, Per\u00fa, 2015-07-31, DD 37.JPG|thumb|120px|right|Detalhe de muro.]]Dentro da fortaleza havia grandes dep\u00f3sitos de alimentos e armas, e tamb\u00e9m canais para a distribui\u00e7\u00e3o da \u00e1gua. O trono do Inca, localizado junto \u00e0 fortaleza, consistia de uma grande rocha talhada e polida em v\u00e1rios n\u00edveis, de onde o soberano presidia as festas, celebra\u00e7\u00f5es, desfiles e dava ordens.\n\nNa atualidade restam vest\u00edgios das tr\u00eas muralhas escalonadas edificadas de pedras de origem sediment\u00e1ria.\n\nSacsaihuaman est\u00e1 dividida em diferentes setores: Sacsahuaman, Rodadero, Trono do Inca, Warmi K\u2019ajchana, Banho do Inca, Anfiteatros, Chincana, Bases de Torr\u00f5es, entre outros.\n\n== Como chegar ==\n\nPara chegar ao lugar deve-se utilizar a estrada que une [[Cusco|Cuzco]] com o [[Vale Sagrado dos Incas]]. Tamb\u00e9m se pode acessar por uma via para pedestres a partir de Cusco.\n\n== Inti Raymi ==\n\nEm Sacsaihuaman se realiza, em [[24 de junho]], no [[solst\u00edcio de inverno]], o festival anual de [[Inti Raymi]] onde se representa o ritual incaico de culto ao [[deus]] [[sol]] ou [[inti]]. As pessoas do lugar se mobilizam com fantasias coloridas e realizam dan\u00e7as t\u00edpicas repetindo assim a tradi\u00e7\u00e3o de seus antepassados.\n\nA esta festa chegam visitantes de todo o mundo que reservam seus lugares com muita antecipa\u00e7\u00e3o.\n\n{{wide image|Sacsayhuam\u00e1n, Cusco, Per\u00fa, 2015-07-31, DD 28-30 PAN.JPG|2000px|Vista panor\u00e2mica de Sacsayhuam\u00e1n com a cidade de [[Cusco]] ao fundo.}}\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Hist\u00f3ria do Peru]]\n* [[Imp\u00e9rio Inca]]\n* [[Andahuaylillas]]\n* [[Machu Picchu]]\n* [[Ollantaytambo]]\n* [[Tambomachay]]\n\n== Sacsayhuaman ==\n* [[Vale Sagrado dos Incas]]\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* [http://laniel.free.fr/INDEXES/GraphicsIndex/RUINS/SACSAHUAMAN/SACSAHUAMAN.html Sacsahuaman and Cusco]\n* [http://www.graal.org.br/livro.php?id=90 Livro: A Verdade Sobre Os Incas]\n*[https://www.worldbyisa.com/ruinas-para-visitar-perto-de-cusco/ Outras Ruinas Incas Perto de Cusco]\n\n{{Commons|Sacsahuam\u00e1n|Sacsayhuam\u00e1n}}\n\n[[Categoria:S\u00edtios arqueol\u00f3gicos do Peru]]\n[[Categoria:Arquitetura dos incas]]\n[[Categoria:Hist\u00f3ria do Peru]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Commons-logo.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Sacsayhuaman-c04.jpg"}]},"6122056":{"pageid":6122056,"ns":0,"title":"\u0160\u00edpkov","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Assentamento\n|nome = \u0160\u00edpkov\n|assentamento_tipo = Munic\u00edpio\n|imagem_horizonte = \n|imagem_tamanho = 280px\n|imagem_legenda = \n|imagem_escudo = \n|bandeira_tamanho = \n|apelido = \n|lema = \n|mapa_alfinete = Eslov\u00e1quia\n|mapa_alfinete_posi\u00e7\u00e3o = top\n|mapa_alfinete_tamanho = 280\n|mapa_alfinete_legenda = Localiza\u00e7\u00e3o de \u0160\u00edpkov na Eslov\u00e1quia\n|latd = 48 |latm = 51 |lats = 08 |latNS = N\n|longd = 18 |longm = 17 |longs = 44 |longEW = E\n|subdivis\u00e3o_tipo = [[Pa\u00edses do Mundo|Pa\u00eds]]\n|subdivis\u00e3o_nome = [[Eslov\u00e1quia]]\n|subdivis\u00e3o_tipo1 = [[Regi\u00f5es da Eslov\u00e1quia|Regi\u00e3o]]\n|subdivis\u00e3o_nome1 = [[Tren\u010d\u00edn (regi\u00e3o)|Tren\u010d\u00edn]]\n|subdivis\u00e3o_tipo2 = [[Distritos da Eslov\u00e1quia|Distrito]]\n|subdivis\u00e3o_nome2 = [[B\u00e1novce nad Bebravou (distrito)|B\u00e1novce nad Bebravou]]\n|\u00e1rea_total_km2 = 11.56\n|popula\u00e7\u00e3o_notas = \n|popula\u00e7\u00e3o_total = 142\n|popula\u00e7\u00e3o_em = 2018\n|c\u00f3digo_postal = 956 53\n}}\n'''\u0160\u00edpkov''' \u00e9 um [[munic\u00edpio]] da [[Eslov\u00e1quia]], situado no [[Distritos da Eslov\u00e1quia|distrito]] de [[B\u00e1novce nad Bebravou (distrito)|B\u00e1novce nad Bebravou]], na [[Regi\u00f5es da Eslov\u00e1quia|regi\u00e3o]] de [[Tren\u010d\u00edn (regi\u00e3o)|Tren\u010d\u00edn]]. Tem {{fmtn|11.56|[[Quil\u00f3metro quadrado|km\u00b2]]}} de \u00e1rea e sua popula\u00e7\u00e3o em 2018 foi estimada em 142 habitantes.{{citar web|URL=http://datacube.statistics.sk/#!/view/sk/VBD_DEM/om7101rr/Po\u010det%20obyvate\u013eov%20pod\u013ea%20pohlavia%20-%20obce%20(ro\u010dne)%20%5Bom7101rr%5D|t\u00edtulo=Po\u010det obyvate\u013eov pod\u013ea pohlavia \u2013 obce (ro\u010dne)|lingua=sk|publicado=Escrit\u00f3rio de Estat\u00edsticas da Eslov\u00e1quia|acessodata=7 de novembro de 2019}}\n\n{{refer\u00eancias}}\n\n{{esbo\u00e7o-geosk}}\n\n{{Eslov\u00e1quia/Munic\u00edpios de B\u00e1novce nad Bebravou}}\n{{Portal3|Geografia|Eslov\u00e1quia}}\n{{Controle de autoridade}}\n\n[[Categoria:Munic\u00edpios da Eslov\u00e1quia]]\n[[Categoria:Munic\u00edpios de B\u00e1novce nad Bebravou (distrito)]]"}]},"2037489":{"pageid":2037489,"ns":0,"title":"Ancorina","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n | nome = ''Ancorina''\n | imagem =\n | reino = [[Animalia]]\n | filo = [[Porifera]]\n | classe = [[Demospongiae]]\n | ordem = [[Astrophorida]]\n | fam\u00edlia = [[Ancorinidae]]\n | g\u00e9nero = '''''Ancorina'''''\n | g\u00e9nero_autoridade = Schmidt, 1862\n | subdivis\u00e3o_nome = Esp\u00e9cies\n | subdivis\u00e3o =
''ver texto''\n | sin\u00f3nimos =\n''Sanidastrella'' Topsent, 1892
\n''Seriola'' Hanitsch, 1889\n}}\n'''''Ancorina''''' \u00e9 um g\u00eanero de [[esponja]] marinha da fam\u00edlia [[Ancorinidae]].\n\n== Esp\u00e9cies ==\n*''[[Ancorina alata]]'' Dendy, 1924\n*''[[Ancorina album]]'' (Alcolado e Gotera, 1986)\n*''[[Ancorina brevidens]]'' Dendy e Frederick, 1924\n*''[[Ancorina cerebrum]]'' Schmidt, 1862\n*''[[Ancorina corticata]]'' L\u00e9vi, 1964\n*''[[Ancorina diplococcus]]'' Dendy, 1924\n*''[[Ancorina fenimorea]]'' de Laubenfels, 1934\n*''[[Ancorina multistella]]'' (Lendenfeld, 1907)\n*''[[Ancorina nanosclera]]'' L\u00e9vi, 1967\n*''[[Ancorina radix]]'' Marenzeller, 1889\n*''[[Ancorina repens]]'' Wiedenmayer, 1989\n*''[[Ancorina stalagmoides]]'' Dendy, 1924\n*''[[Ancorina suina]]'' Wiedenmayer, 1989\n\n== Refer\u00eancias ==\n* Van Soest, R.W.M, Boury-Esnault, N., Hooper, J.N.A., R\u00fctzler, K, de Voogd, N.J., Alvarez, B., Hajdu, E., Pisera, A.B., Vacelet, J., Manconi, R., Schoenberg, C., Janussen, D., Tabachnick, K.R., Klautau, M. (2008). '''World Porifera database'''. Avaliada online em http://www.marinespecies.org/porifera. Visitada em 29 de novembro de 2008\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* {{Link|en|2=http://zipcodezoo.com/Key/Animalia/Ancorina_Genus.asp |3=Zipcodezoo}}\n{{Controle de autoridade}}\n\n{{esbo\u00e7o-invertebrado}}\n\n[[Categoria:Ancorinidae]]"}]},"292726":{"pageid":292726,"ns":0,"title":"Takijiro Onishi","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Biografia\n |bgcolour = silver\n |nome = Takijiro Onishi\n |imagem = Takijiro Onishi.jpg\n |imagem_tamanho = 125px\n |ocupa\u00e7\u00e3o = \n |legenda = [[Ficheiro:Flag of Japan.svg\u200e|30px]]\n |data_nascimento = {{dni|lang=pt|2|6|1891|si}}\n |local_nascimento = Ashida, [[Jap\u00e3o]]\n |nacionalidade = [[japon\u00eas]]\n |patente = [[Vice-almirante]]\n |cargo = Comandante da 1\u00aa Frota Aeronaval
Vice-comandante do Estado-Maior da [[Marinha Imperial do Jap\u00e3o]].\n |data_morte = {{nowrap|{{morte|lang=pt|16|8|1945|2|6|1891}}}}\n |local_morte = [[T\u00f3quio]], [[Jap\u00e3o]]\n}}\n \n'''Takijir\u014d \u014cnishi''', em [[l\u00edngua japonesa|japon\u00eas]] \u5927\u897f\u7027\u6cbb\u90ce (Ashida, [[2 de junho]] de [[1891]] {{mdash}} [[T\u00f3quio]], [[16 de agosto]] de [[1945]]), foi um almirante [[Jap\u00e3o|japon\u00eas]] conhecido como o pai da ideologia [[kamikaze]].\n\n== In\u00edcio da carreira ==\n[[Ficheiro:Wakamiya.jpg|miniaturadaimagem|O navio-m\u00e3e japon\u00eas Wakamiya, de onde voaram os primeiros ataques a\u00e9reos baseados em navios do mundo contra posi\u00e7\u00f5es alem\u00e3s em Tsingtau.]]\n\u014cnishi era um nativo da aldeia Ashida (parte da atual cidade de [[Tamba]]) na prov\u00edncia de [[Hy\u014dgo]]. Ele se formou na 40\u00aa classe da Academia Imperial da Marinha Japonesa, classificando-se em 20 de uma classe de 144 cadetes em 1912. Ele serviu seu mandato de marinheiro no [[cruzador]] ''Soya'' e no cruzador ''de batalha Tsukuba'' e depois que ele foi comissionado um alferes, ele foi designado para o encoura\u00e7ado ''Kawachi''.Millot, Bernard (1971). ''DIVINE THUNDER: The life and death of the Kamikazes''. Macdonald. ISBN 0-356-03856-4{{cite book|title=The Divine Wind: Japan's Kamikaze Force in World War II|last=Inoguchi|first=Rikihei|author2=Nakajima, Tadashi|author3=Pineau, Roder|publisher=US Naval Institute Press|isbn=1-55750-394-X|year=2002}}\n\nComo subtenente, ele foi designado para o concurso de [[hidroavi\u00f5es]] ''Wakamiya'', e ajudou a desenvolver o Servi\u00e7o A\u00e9reo da [[Marinha Imperial Japonesa]] em seus est\u00e1gios iniciais. Ele tamb\u00e9m foi enviado para a Inglaterra e Fran\u00e7a em 1918, para aprender mais sobre o desenvolvimento de aeronaves de combate e seu uso na [[Primeira Guerra Mundial]]. Ap\u00f3s seu retorno, foi promovido a tenente, e designado para o Grupo A\u00e9reo Naval de Yokosuka de 1918 a 1920. Ele continuou a servir em v\u00e1rios cargos relacionados \u00e0 avia\u00e7\u00e3o naval at\u00e9 a d\u00e9cada de 1920, e tamb\u00e9m foi instrutor de voo em Kasumigaura.\n\nAp\u00f3s sua promo\u00e7\u00e3o a tenente-comandante, \u014cnishi foi designado para o porta-avi\u00f5es ''H\u014dsh\u014d'' em 10 de dezembro de 1928 como comandante da ala a\u00e9rea do porta-avi\u00f5es. Tornou-se diretor executivo do porta-avi\u00f5es ''[[Kaga (porta-avi\u00f5es)|Kaga]]'' em 15 de novembro de 1932. Foi promovido a contra-almirante em 15 de novembro de 1939 e chefe do Estado-Maior da 11\u00aa Frota A\u00e9rea.\n\n== Segunda Guerra Mundial ==\nNo in\u00edcio da Campanha do Pac\u00edfico da [[Segunda Guerra Mundial]], \u014cnishi foi o chefe da Divis\u00e3o de Desenvolvimento da Avia\u00e7\u00e3o Naval no Minist\u00e9rio das Muni\u00e7\u00f5es e foi respons\u00e1vel por alguns dos detalhes t\u00e9cnicos do [[ataque a Pearl Harbor]] em 1941 sob o comando do Almirante [[Isoroku Yamamoto]]. \u014cnishi se op\u00f4s ao ataque alegando que levaria a uma guerra em grande escala com um inimigo que tinha os recursos para dominar o Jap\u00e3o em uma rendi\u00e7\u00e3o incondicional. No entanto, sua 11\u00aa Frota A\u00e9rea teve um papel cr\u00edtico nas opera\u00e7\u00f5es de ataque \u00e0s for\u00e7as americanas nas [[Filipinas]] a partir de [[Taiwan]] ocupada pelos japoneses.Evans. ''Kaigun'', p. 531 \n[[Ficheiro:Admiral_Takijiro_Onishi.gif|miniaturadaimagem|222x222px|Almirante Takijir\u014d \u014cnishi no cockpit, usando equipamento de voo.]]\nEm 1\u00ba de maio de 1943, foi promovido a vice-almirante. Como almirante, \u014cnishi tamb\u00e9m estava muito interessado em psicologia, particularmente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s rea\u00e7\u00f5es dos soldados em circunst\u00e2ncias cr\u00edticas. Em 1938, publicou um livro sobre o tema: ''\u00c9tica de Guerra da Marinha Imperial''.Inoguchi Rikihei, Nakajima Tadashi, and Roger Pineau, ''The Divine Wind''. Annapolis, 1958.\n[[Ficheiro:Deputy-Moji-Chikanori-and-Yoshio-Kodama-LTG-Takijiro-Onishi-Feb-1945-Tainan-Shrine-Taiwan.png|miniaturadaimagem|A partir da esquerda, o deputado Chikanori Moji, Yoshio Kodama e o vice-almirante Takijiro Onishi. Em fevereiro de 1945, no Santu\u00e1rio de Tainan, em Taiwan.]]\nDepois de outubro de 1944, \u014cnishi tornou-se o comandante da Primeira Frota A\u00e9rea no norte das Filipinas. Embora ele seja comumente creditado por ter arquitetado a t\u00e1tica de ataques a\u00e9reos suicidas (''kamikaze'') em [[porta-avi\u00f5es]] aliados, o projeto \u00e9 anterior ao seu mandato e foi um que ele originalmente se op\u00f4s como \"heresia\". Ap\u00f3s a perda das [[Ilhas Marianas]], e enfrentando ordens para destruir a frota de porta-avi\u00f5es da Marinha dos EUA antes da Opera\u00e7\u00e3o Sho, Onishi mudou sua posi\u00e7\u00e3o e ordenou os ataques. Em uma reuni\u00e3o no Aer\u00f3dromo de Mabalacat (conhecido pelos militares dos [[EUA]] como Base A\u00e9rea de Clark), perto de Manila, em 19 de outubro de 1944, \u014cnishi, que estava visitando o quartel-general do 201\u00ba Corpo Voador da Marinha, disse: \"Na minha opini\u00e3o, s\u00f3 h\u00e1 uma maneira de garantir que nossa escassa for\u00e7a ser\u00e1 eficaz em um grau m\u00e1ximo. Isso \u00e9 organizar unidades de ataque suicida compostas por ca\u00e7as [[A6M Zero]] armados com bombas de 250 quilos, com cada avi\u00e3o a colidir com um porta-avi\u00f5es inimigo. O que voc\u00ea acha?\". \n\nEle se dirigiu \u00e0 primeira unidade ''[[kamikaze]]'' e anunciou que sua nobreza de esp\u00edrito manteria a p\u00e1tria da ru\u00edna, mesmo na derrota.[[Ivan Morris]], ''The Nobility of Failure: Tragic Heroes in the History of Japan'', p284 Holt, Rinehart and Winston, 1975\u00a0Ap\u00f3s sua convoca\u00e7\u00e3o para T\u00f3quio, \u014cnishi tornou-se Vice-Chefe do Estado-Maior da Marinha Imperial Japonesa em 19 de maio de 1945. \n\nPouco antes do fim da guerra, \u014cnishi pressionou para continuar a luta e disse que o sacrif\u00edcio de mais 20 milh\u00f5es de vidas japonesas tornaria o Jap\u00e3o vitorioso.{{cite web|last=Schreiber|first=Mark|url=http://www.japantimes.co.jp/news/2015/08/01/national/history/top-secret-flights-ended-war|title=The top-secret flights that ended the war|date=1-8-2015|accessdate=18-6-2021|work=The Japan Times}} \n\n== Morte ==\n\u014cnishi cometeu suic\u00eddio ritual ([[Seppuku|''seppuku'']]) em seus aposentos em 16 de agosto de 1945 ap\u00f3s a [[Rendi\u00e7\u00e3o do Jap\u00e3o|rendi\u00e7\u00e3o incondicional do Jap\u00e3o]] no final da Segunda Guerra Mundial.{{cite book|title=Sugamo Diary (a chronicle of his experience in prison)|author=Kodama, Yoshio|date=1960|page=23}} [[Yoshio Kodama]] foi uma testemunha, mas posteriormente incapaz de se apresentar para cometer [[seppuku]].\u00a0A nota de suic\u00eddio de \u014cnishi pediu desculpas aos cerca de 4 000 pilotos que ele havia enviado para a morte, e ele exortou todos os jovens civis que haviam sobrevivido \u00e0 guerra a trabalhar para reconstruir o Jap\u00e3o e a paz entre as na\u00e7\u00f5es. Ele tamb\u00e9m afirmou que ofereceria sua morte como penit\u00eancia aos pilotos ''kamikaze'' e suas fam\u00edlias. Assim, ele n\u00e3o usou um [[Kaishakunin|''kaishakunin'']], o segundo habitual que executa por decapita\u00e7\u00e3o, e assim morreu de ferimentos auto infligidos durante um per\u00edodo de 15 horas.\n\nA espada com a qual \u014cnishi cometeu suic\u00eddio \u00e9 mantida no Museu Y\u016bsh\u016bkan no [[Santu\u00e1rio Yasukuni]], em [[T\u00f3quio]]. As cinzas de \u014cnishi foram divididas entre duas sepulturas: uma no templo zen de [[S\u014dji-ji]] em Tsurumi, [[Yokohama]], e a outra no cemit\u00e9rio p\u00fablico na antiga Vila Ashida na prov\u00edncia de [[Hy\u014dgo]].{{Refer\u00eancias}}\n\n=== Livros ===\n\n* {{cite book|title=Kamikaze: Japan's Suicide Gods|last=Axell|first=Albert|author2=Hideaki Kase|publisher=Longman|isbn=0-582-77232-X|year=2002|location=New York}}\n* {{cite book|title=Kaigun: Strategy, Tactics, and Technology in the Imperial Japanese Navy, 1887\u20131941|last=Evans|first=David|publisher=US Naval Institute Press|isbn=0-87021-192-7|year=1979}}\n* {{cite book|title=The Last Kamikaze|last=Hoyt|first=Edwin P.|publisher=Praeger Publishers|isbn=0-275-94067-5|year=1993}}\n* {{cite book|title=The Divine Wind: Japan's Kamikaze Force in World War II|last=Inoguchi|first=Rikihei|author2=Nakajima, Tadashi|author3=Pineau, Roder|publisher=US Naval Institute Press|isbn=1-55750-394-X|year=2002}}\n* {{cite book|title=DIVINE THUNDER: The life and death of the Kamikazes|last=Millot|first=Bernard|publisher=Macdonald|isbn=0-356-03856-4|year=1971}}\n* Peattie, Mark R., ''Sunburst: The Rise of Japanese Naval Air Power 1909\u20131941'', Annapolis, Maryland: Naval Institute Press, 2001, {{ISBN|1-55750-432-6}}\n* {{cite book|url=https://archive.org/details/blossomsinwindhu00shef|title=Blossoms in the Wind: Human Legacies of the Kamikaze|last=Sheftall|first=M.G.|publisher=NAL Caliber|isbn=0-451-21487-0|year=2005|url-access=}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n* [http://www.geocities.jp/torikai007/1945/1944kamikaze.html One of the commanders who ordered the Kamikaze operation]{{in lang|ja}}\n* {{cite web|last=Chen|first=Peter|url=http://ww2db.com/person_bio.php?person_id=170|title=WW2DB:Tak1jiro Onishi|access-date=2007-08-03|work=WW2 Database}}\n* {{cite web|url=http://www.geocities.co.jp/WallStreet-Stock/6210/ThelastwillTakijiroOnishi.html|title=Onishi Takajiro|access-date=2016-03-31|work=His farewell note|archive-url=https://web.archive.org/web/20160303173232/http://www.geocities.co.jp/WallStreet-Stock/6210/ThelastwillTakijiroOnishi.html|archive-date=2016-03-03|url-status=dead}}\n* {{cite web|last=Mo\u015bcibrodzki|first=Wojciech|url=http://www.wojmos.com/admiral-ohnishi.html|title=Onishi Takajiro|access-date=2007-08-03|work=Admiral's Memorial Site}}\n* {{cite web|last=Nishida|first=Hiroshi|url=http://homepage2.nifty.com/nishidah/e/px40.htm#v007|title=Materials of IJN: Onishi, Takajiro|access-date=2007-08-03|work=Imperial Japanese Navy|archive-url=https://archive.today/20120710131929/http://homepage2.nifty.com/nishidah/e/px40.htm%23v007|archive-date=2012-07-10|url-status=dead}}\n{{Controle de autoridade}}\n{{Portal3|Biografias|Jap\u00e3o|Segunda Guerra Mundial}}\n\n{{DEFAULTSORT:Onishi, Takijiro}}\n[[Categoria:Almirantes do Jap\u00e3o]]\n[[Categoria:Militares japoneses da Segunda Guerra Mundial]]\n[[Categoria:Pessoas do per\u00edodo Meiji]]\n[[Categoria:Pessoas do per\u00edodo Taisho]]\n[[Categoria:Pessoas do per\u00edodo Showa]]\n[[Categoria:Suicidas do Jap\u00e3o]]\n[[Categoria:Mortes por seppuku]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Admiral Takijiro Onishi.gif"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Crystal Clear app Login Manager.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Deputy-Moji-Chikanori-and-Yoshio-Kodama-LTG-Takijiro-Onishi-Feb-1945-Tainan-Shrine-Taiwan.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Japan.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Takijiro Onishi.jpg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:WWFlagsBarnstar.jpg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Wakamiya.jpg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Wikidata-logo.svg"}]},"7180731":{"pageid":7180731,"ns":0,"title":"Lu\u00eds Nunes de Carvalho","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Biografia\n|nome = Lu\u00eds Nunes de Carvalho \n|nome_completo = \n|nacionalidade ={{POR}} \n|ocupa\u00e7\u00e3o = Governador da Para\u00edba \n}}\n'''Lu\u00eds Nunes de Carvalho''' (''local e data de nascimento e morte ignorados'') foi o d\u00e9cimo-terceiro [[capit\u00e3o-mor|governador]] da [[capitania da Para\u00edba]].{{citar livro|autor=[[Coriolano de Medeiros]]|t\u00edtulo=Dicion\u00e1rio Corogr\u00e1fico do Estado da Para\u00edba, 4\u00aa edi\u00e7\u00e3o|editora=Ed. IFPB|ano=2016|p\u00e1ginas=290|id=isbn: 9788563403781}} Administrou a ent\u00e3o prov\u00edncia entre 15 de abril de 1670 e 3 de outubro de 1673 a mando da [[Reino de Portugal|Coroa portuguesa]].{{citar web|url=https://bdlb.bn.gov.br/acervo/handle/20.500.12156.3/370205|t\u00edtulo=Consulta do Conselho Ultramarino ao pr\u00edncipe regente D. Pedro|autor=Editores da BDLB|data=2016|publicado=Biblioteca Digital Luso-Brasileira|acessodata=31 de julho de 2023|arquivourl=|arquivodata=|urlmorta=}}\n\n{{referencias}}\n{{esbo\u00e7o-biografia}}\n\n[[Categoria:Governadores da Para\u00edba (Col\u00f4nia)]]\n[[Categoria:Hist\u00f3ria da Para\u00edba]]\n[[Categoria:Militares do Brasil Colonial]]\n[[Categoria:S\u00e9culo XVII no Brasil]]\n[[Categoria:D\u00e9cada de 1670 no Brasil]]\n[[Categoria:Imp\u00e9rio Portugu\u00eas]]\n\n{{Come\u00e7a caixa}}\n{{Caixa de sucess\u00e3o\n|style=\"with:80%;margin-left:auto;margin-right:auto;\"|t\u00edtulo=[[Lista de governadores da Para\u00edba|Capit\u00e3o-Mor e Governador da Para\u00edba]]\n|anos=1670\u20141673\n|antes=[[Jo\u00e3o do Rego Barros (capit\u00e3o-mor)|Jo\u00e3o do Rego Barros]]
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at\u00e9 1\u00ba de fevereiro de 2011\n|data_nascimento = {{dnibr|9|6|1961|si}}\n|local_nascimento = [[Oeiras (Piau\u00ed)|Oeiras]], [[Piau\u00ed|PI]]\n|data_morte = {{nowrap |{{morte|5|7|2020|9|6|1961}}}}\n|local_morte = [[Oeiras (Piau\u00ed)|Oeiras]], [[Piau\u00ed|PI]]\n|alma_mater = [[Universidade Federal do Piau\u00ed]]\n|c\u00f4njuge = Isabel Carvalho\n|partido = [[Partido dos Trabalhadores|PT]] {{Pequeno|(1991\u20132020)}}\n|profiss\u00e3o = [[Servidor p\u00fablico no Brasil|servidor p\u00fablico]]\n}}\n\n'''Francisco de Assis Carvalho Gon\u00e7alves''' ([[Oeiras (Piau\u00ed)|Oeiras]], [[9 de junho]] de [[1961]] \u2014 Oeiras, [[5 de julho]] de [[2020]]) foi um [[Servidor p\u00fablico no Brasil|servidor p\u00fablico]] e [[Pol\u00edtica|pol\u00edtico]] [[brasil]]eiro. Em 2020, exercia seu terceiro mandato como deputado federal pelo estado do Piau\u00ed.{{citar web || url=https://www.camara.leg.br/deputados/159237/biografia || autor= BRASIL. C\u00e2mara dos Deputados|t\u00edtulo=Biografia do deputado Assis Carvalho|| acessodata=1\u00ba de fevereiro de 2019}}{{citar web | url=https://dadosabertos.tse.jus.br/ |autor= BRASIL. Tribunal Superior Eleitoral | titulo= Reposit\u00f3rio de Dados Eleitorais | acessodata=16 de abril de 2016}}{{citar web || url=https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2019/02/01/veja-quem-sao-os-deputados-federais-do-piaui-que-tomam-posse-nesta-sexta-feira.ghtml || titulo= Veja quem s\u00e3o os deputados federais do Piau\u00ed que tomam posse nesta sexta-feira|obra=g1.globo.com|publicado=G1 Piau\u00ed|autor=Reda\u00e7\u00e3o|data=01/02/2019|acessodata=1\u00ba de fevereiro de 2019}}\n\n==Dados biogr\u00e1ficos==\nFilho de Ant\u00f4nio Sobreira Gon\u00e7alves e Ana de Carvalho Gon\u00e7alves. Licenciado em [[Letras (curso)|Letras]] pela [[Universidade Federal do Piau\u00ed]] em 1997, foi servidor p\u00fablico lotado na [[Caixa Econ\u00f4mica Federal]]. Membro da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional dos Trabalhadores no Ramo Financeiro (CONTRAF), perdeu a elei\u00e7\u00e3o para deputado federal em [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Piau\u00ed em 2002|2002]], mas a vit\u00f3ria de [[Wellington Dias]] ao governo do [[Piau\u00ed]] garantiu-lhe o cargo de diretor-geral do [[Departamento Estadual de Tr\u00e2nsito]] (DETRAN) sendo realocado na presid\u00eancia da [[\u00c1guas e Esgotos do Piau\u00ed]] (AGESPISA).\n\nSempre filiado ao [[Partido dos Trabalhadores|PT]], foi eleito deputado estadual em [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Piau\u00ed em 2006|2006]], licenciando-se para exercer o cargo de secret\u00e1rio de Sa\u00fade ao longo do segundo governo [[Wellington Dias]].{{Nota de rodap\u00e9|Nomeado secret\u00e1rio de Sa\u00fade em 16 de abril de 2007, Assis Carvalho foi substitu\u00eddo na Assembleia Legislativa por [[Paulo Cezar de Sousa Martins|Paulo Martins]], o qual foi efetivado quando [[Olavo Rebelo de Carvalho Filho|Olavo Rebelo]] renunciou para assumir uma cadeira no Tribunal de Contas do Estado em 19 de dezembro do ano em quest\u00e3o. Para ocupar a vaga pertencente a Assis Carvalho, foi convocado [[F\u00e1bio Novo]].}} A seguir, foi eleito deputado federal pelo [[Piau\u00ed]] em [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Piau\u00ed em 2010|2010]], [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Piau\u00ed em 2014|2014]] e [[Elei\u00e7\u00f5es estaduais no Piau\u00ed em 2018|2018]].\n\nNo dia 5 de julho de 2020, sofreu um infarto em [[Oeiras (Piau\u00ed)|Oeiras]] e foi levado para a [[Unidade de Pronto Atendimento]] (UPA) da cidade. Seria transferido para a capital do estado, [[Teresina]], no dia seguinte, no entanto, n\u00e3o sobreviveu e morreu em sua cidade natal.{{citar web|url=https://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2020/07/05/deputado-federal-assis-carvalho-pt-pi-morre-apos-sofrer-infarto-em-oeiras.ghtml|titulo=Deputado federal Assis Carvalho (PT-PI) morre ap\u00f3s sofrer infarto em Oeiras|obra=g1.globo.com|publicado=G1 Piau\u00ed|autor=Maria Romero|data=05/07/2020|acessodata=5 de julho de 2020}}{{Nota de rodap\u00e9|Por ocasi\u00e3o de sua morte, o primeiro suplente de sua coliga\u00e7\u00e3o era o tamb\u00e9m petista [[Merlong Solano]], ora no cargo de secret\u00e1rio de Administra\u00e7\u00e3o.}}\n\n{{Notas}}\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n{{Portal3|Biografias|Pol\u00edtica|Piau\u00ed}}\n\n[[Categoria:Naturais de Oeiras (Piau\u00ed)]]\n[[Categoria:Alunos da Universidade Federal do Piau\u00ed]]\n[[Categoria:Deputados federais do Brasil pelo Piau\u00ed]]\n[[Categoria:Deputados estaduais do Piau\u00ed]]\n[[Categoria:Membros do Partido dos Trabalhadores]]\n[[Categoria:Mortes por infarto agudo do mioc\u00e1rdio]]\n[[Categoria:Secret\u00e1rios estaduais do Piau\u00ed]]"}]},"1953943":{"pageid":1953943,"ns":0,"title":"Quilombo do Ambr\u00f3sio","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Revis\u00e3o}}\n{{N\u00e3o enciclop\u00e9dico|data=junho de 2023}}\n{{M\u00e1 introdu\u00e7\u00e3o|data=junho de 2023}}\n{{Info/Museu/Wikidata}}\nDurante muitos anos se pensou que o '''Quilombo do Ambr\u00f3sio''' fosse apenas aquele localizado na divisa de Ibi\u00e1-MG com Campos Altos-MG. Em 1995, em seu livro [[Quilombo do Campo Grande]] \u2013 A Hist\u00f3ria de Minas Roubada do Povo, o pesquisador [[Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins]] demonstrou que o \u201cQuilombo do Ambr\u00f3sio\u201d ,fundado em 1726 e atacado em 1746, quando teria sido morto o Rei Ambr\u00f3sioO futuro do pret\u00e9rito \"teria\" sempre indicou que s\u00f3 a Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1 \u00e0 Rainha, de 1793, fonte secund\u00e1ria, deu not\u00edcia da morte de Ambr\u00f3sio em 1746. A localiza\u00e7\u00e3o do documento n\u00ba 82129 de 16.12.1759 no \"site\" do Centro de Mem\u00f3ria Digital da UnB, citado no item \"O Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio\" desta p\u00e1gina, \u00e9 fonte prim\u00e1ria e d\u00e1 not\u00edcia da morte do Rei do Quilombo do Ambr\u00f3sio somente em 1759., ficava em Cristais-MG e foi o maior e mais duradouro quilombo de Minas Gerais. O de Ibi\u00e1-MG foi o segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio, atacado somente em 1759. Na verdade, o Rei Ambr\u00f3sio s\u00f3 veio a ser contado entre os mortos em 1759, por\u00e9m sua morte teria se dado no Quilombo da Perna\u00edba, em territ\u00f3rio da atual cidade de Patroc\u00ednio-MG.\n\n==O Mapa do Campo Grande, feito pelo Capit\u00e3o Fran\u00e7a==\nO pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins, por indica\u00e7\u00e3o do colega H\u00e9lio Gravat\u00e1 do Arquivo P\u00fablico Mineiro, localizou e fotografou os originais do \u201cMapa de Todo Campo Grande, Tanto da Parte da Conquista, que Parte com a Campanha do Rio Verde, e S\u00e3o Paulo, como de Piuhi, Cabeceiras do Rio S\u00e3o Francisco e Goiases\u201d, contido na Cole\u00e7\u00e3o da Fam\u00edlia Almeida Prado, pertencente ao Instituto de Estudos Brasileiros \u2013 IEB, da Universidade de S\u00e3o Paulo-USP. Passou a estud\u00e1-lo, o que vem fazendo h\u00e1 quase vinte anos.\nA primeira coisa que o pesquisador constatou foi que os historiadores que, at\u00e9 ent\u00e3o, haviam estudado o mapa, n\u00e3o se aperceberam de que o fizeram com o mapa de \u201ccabe\u00e7a para baixo\u201d, visto ter sido legendado com o norte invertido. \nConcluiu que esse mapa foi feito a partir de v\u00e1rios outros, compreendendo os roteiros dos ataques aos quilombos do Campo Grande em 1743, 1746, 1758, 1759 e 1760, por iniciativa do portugu\u00eas Antonio Francisco Fran\u00e7a, encarregado do gerenciamento e fluxo de comboios de mulas para a manuten\u00e7\u00e3o do trem b\u00e9lico e de mantimentos nas batalhas de 1758 e 1759, tendo participado do ataque final ao Quilombo do Cascalho, em 1760. A vers\u00e3o inicial do mapa se fez a pedido de Gomes Freire de Andrada em 1760; a vers\u00e3o final, a pedido do governador Luiz Diogo Lobo da Silva, a quem teria sido entregue em 1763.\nO mapa traz os quilombos de cada roteiro-batalha indicados por bal\u00f5es contendo o n\u00famero de casas que havia em cada quilombo, quando de sua destrui\u00e7\u00e3o. \nO mapa indica a exist\u00eancia de dois n\u00facleos em nome de Ambr\u00f3sio: um, indicado pela express\u00e3o \u201cPrim\u00aa. Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio - despovoado\u201d; outro, \u201cQuilombo do Ambr\u00f3sio \u2013 despovoado\u201d.\n\n==Hist\u00f3rico==\n{{Wikifica\u00e7\u00e3o|data=agosto de 2016}}\n===A Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio \u2013 Atacada em 1746===\nO pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins concluiu \u2013 comparando o Mapa do Campo Grande com sucessivas cartas topogr\u00e1ficas da regi\u00e3o e outros documentos - que a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio foi destru\u00edda em 1746 a mando de Gomes Freire de Andrade pelo capit\u00e3o Antonio Jo\u00e3o de Oliveira, e que ela ficava a norte do atual territ\u00f3rio do munic\u00edpio de [https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/primeiro-quilombo-do-ambrosio/ Cristais]-MG. Isto, porque:\n\na) Tendo precisado nos mapas e no Google Earth a localiza\u00e7\u00e3o do S\u00edtio dos Curtumes, onde se acantonaram as tropas do capit\u00e3o Oliveira, o primeiro ind\u00edcio para se excluir o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1 est\u00e1 na carta de 8 de agosto de 1746, ao rei, onde Gomes Freire se refere a que \u201cse fazia preciso que a tropa marchasse mais de cinq\u00fcenta l\u00e9guas at\u00e9 fim de setembro\u201d, visto que s\u00f3 de ida, a dist\u00e2ncia do S\u00edtio dos Curtumes \u00e0quele S\u00edtio Hist\u00f3rico de Ibi\u00e1-MG, ultrapassaria mais de setenta e cinco l\u00e9guas.\n\nb) O nome Campo Grande, dado \u00e0 Confedera\u00e7\u00e3o de Quilombos, foi-se deslocando de leste para oeste na medida em que tamb\u00e9m se deslocavam os quilombos, restando provado documentalmente que \u201cCampo Grande\u201d, em 1746, abrangia apenas a regi\u00e3o que vai do rio do Peixe ao Piumhi, n\u00e3o ultrapassando o S\u00e3o Francisco, n\u00e3o chegando, pois, aos Goiases, onde ficava o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1.\n\nc) H\u00e1 claras evid\u00eancias de que Gomes Freire proibiu, na correspond\u00eancia oficial, qualquer refer\u00eancia aos ataques de 1746. Na sua aus\u00eancia, seu irm\u00e3o Jos\u00e9 Antonio cometeu em suas cartas, duas inconfid\u00eancias: 1\u00aa) \u2013 Em 1757 escreveu \u201cser preciso dar-se em o Quilombo Grande, junto ao do Ambr\u00f3sio, que da outra vez foi destru\u00eddo\u201d. 2\u00aa) Em 1758, \u201cescreveu \u00e0 C\u00e2mara de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei comunicando o pedido de 20 canoas feito por Diogo Bueno que estava organizando uma expedi\u00e7\u00e3o ao Campo Grande\u201d. O uso de canoas seria invi\u00e1vel para atacar o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1. Diogo Bueno, realmente, nunca atacou o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1.\n\nd) Em fins de 1758 ou come\u00e7o de 1759, Diogo Bueno, segundo a Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1 \u00e0 Rainha (1793), recebeu ordens para atacar as \u201cRel\u00edquias do Quilombo do Ambr\u00f3sio, que ia principiando a engrossar e a fazer-se temido\u201d. Essas rel\u00edquias ficariam, segundo denuncia a antiq\u00fc\u00edssima topon\u00edmia, em territ\u00f3rio da atual Aguanil-MG, sudeste de [https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/primeiro-quilombo-do-ambrosio/ Cristais]-MG. N\u00e3o h\u00e1 not\u00edcias desse ataque. Mas, em 1760, Diogo Bueno usou essas mesmas 20 canoas para ir, pelo rio Grande, de Lavras at\u00e9 a Serra das Esperan\u00e7as, tamb\u00e9m chamada de Serra da Boa Esperan\u00e7a regi\u00e3o dos atuais munic\u00edpios de Aguanil-MG, Cristais-MG e [[Guap\u00e9]]-MG, onde ficava realmente a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio.\n\ne) Depois da guerra de 1759, ap\u00f3s o ataque final ao Quilombo do Cascalho (1760), Diogo Bueno, seu primo [[Bartolomeu Bueno do Prado]] e demais capit\u00e3es da tropa, se reuniram no local identificado no Mapa do Campo Grande como \u201cBoa Vista \u2013 adonde fez a situa\u00e7\u00e3o o capit\u00e3o Fran\u00e7a\u201d. Diogo Bueno era guarda-mor de Carrancas-MG. Seu escriv\u00e3o escreveu na ata de sua guardamoria de 2 de outubro de 1760 que \u201csaindo de Santa Anna das Lavras do Funil em vinte e sete de Agosto pr\u00f3ximo passado, fazendo caminhos e pontes e abrindo picadas a foice, machados e enxadas em todo o sert\u00e3o que se achava inabit\u00e1vel, sem caminho algum at\u00e9 abaixo das serras, e beiradas do rio Sapuca\u00ed, aonde chegamos no dia 5 de setembro; e nesta paragem chamada Boa Vista, defronte do quilombo j\u00e1 destru\u00eddo chamado Quilombo Queimado (...)\u201d. Constata-se que o texto da \u201corelha\u201d do Mapa do Campo Grande teve como fonte esta e outras atas da Guardamoria de Carrancas, todas do final de 1760. O pesquisador Tarc\u00edsio concluiu, analisando o Mapa do Campo Grande, que a refer\u00eancia \u201cQuilombo Queimado\u201d s\u00f3 pode ser conotada com a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio indicada no Mapa do Campo Grande, ao norte do Quilombo da Boa Vista, na margem direita do rio Grande.\n\nf) Realmente, a pr\u00f3pria carta que a C\u00e2mara de Tamandu\u00e1 teria escrito \u00e0 Rainha em 1793, apesar de sua not\u00f3ria tendenciosa finalidade de dar suporte ao futuro esbulho do Tri\u00e2ngulo Goiano, se traiu e, ao registrar a destrui\u00e7\u00e3o do Cascalho (que chamou de Canalho), documentando, sobre a expedi\u00e7\u00e3o de Diogo e seu primo Bartolomeu em 1760, o seguinte:\u201c(...) os quais indo em sete de agosto de mil setecentos e sessenta, abrindo estradas e fazendo pontes e picadas at\u00e9 abaixo da Serra, vertentes do rio Sapuca\u00ed, defronte do destru\u00eddo Quilombo do Ambr\u00f3sio, (...)\u201d. Gomes Freire morrera em 1763. Destru\u00edra muitos dos documentos dos ataques ao Ambr\u00f3sio em 1746, mas, como se v\u00ea, em 1793, a Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1 registrou a localiza\u00e7\u00e3o da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio e suas rel\u00edquias. Assim, a Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1, interpretada \u00e0 luz do Mapa do Campo Grande, das Atas da Guardamoria de Carrancas e demais documentos citados, desvendou o mist\u00e9rio: O Quilombo do Ambr\u00f3sio atacado em 1746, se chamava Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio, e se localizava em [https://www.mgquilombo.com.br/imagens-quilombolas/primeira-povoacao-do-ambrosio-formiga-cristais-e-guape/ Cristais]-MG, assim como, suas \u201crel\u00edquias\u201d, que seriam atacadas em final de 1758, mas que n\u00e3o o foram e que, de fato, despovoada, s\u00f3 foram apossadas na expedi\u00e7\u00e3o da fam\u00edlia Bueno em 1760.\n\ng) Provas documentais ignoradas pela historiografia. Jos\u00e9 Gomide Borges, historiador de Candeias-MG, presenteou seu colega Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins com os seguintes registros que d\u00e3o not\u00edcias claras e expressas do Quilombo do Ambr\u00f3sio de Cristais-MG.\nLivro de registro de terras da Igreja, da Capela de Nossa Senhora da Ajuda dos Cristais, Livro TP-39 do Arquivo P\u00fablico Mineiro, destacando-se os registros de 1856, consignados \u00e0s fls. 118v; 165; 167; 191; 193v-194; 197; 197v-198; 198; 206; 212; 212v; 223v; e 241. Por exemplo: \nRegistro de \u00d3bito: \u201cJer\u00f4nima Fernandes de Carvalho diz em seu testamento \u2018ser natural de Itaubira do Campo, casada com Jos\u00e9 Cordeiro Coutinho, n\u00e3o tendo filhos\u2019. Lavrado na Fazenda do Quilombo do Ambr\u00f3sio, Aplica\u00e7\u00e3o Nossa Senhora das Candeias, ano de 1795. Jer\u00f4nima faleceu em \u2018sua fazenda chamada do Ambr\u00f3sio\u2019, aos 5 de abril de 1799 \u2013 C\u00faria Diocesana de Divin\u00f3polis, Livro 128 de \u00d3bitos. Nota: Antes da cria\u00e7\u00e3o da Capela de Nossa Senhora da Ajuda dos [https://www.cristais.mg.gov.br/portal/noticias/0/3/283/obra-do-memorial-do-quilombo-no-morro-do-vigia Cristais], todo o territ\u00f3rio compreendido entre os rios Grande, Lambari e Jacar\u00e9 pertencia \u00e0 Capela de Nossa Senhora das Candeias\u201d.\n\tTodo quilombo tem o seu paiol: o ribeir\u00e3o do Quilombo tem v\u00e1rios afluentes, destacando-se como seu principal, rumo \u00e0s suas nascentes, j\u00e1 em Candeias-MG, o c\u00f3rrego Valad\u00e3o, cujas nascentes ficam num lugar chamado \u201cMo. Meia Laranja\u201d. \n\tSobre o nome \u201cValad\u00e3o\u201d, Leopoldo Corr\u00eaa registrou que \u201cEncontramos nos livros paroquiais de Tamandu\u00e1 (Itapecerica), na C\u00faria Metropolitana de Belo Horizonte, o testamento de Francisco Valad\u00e3o. O referido documento \u00e9 de 1814 feito na Fazenda do Quilombo do Ambr\u00f3sio da Aplica\u00e7\u00e3o de Senhora da Ajuda dos Cristais, termo da Vila de S. Bento de Tamandu\u00e1\u201d.\n\nh) O capit\u00e3o Oliveira al\u00e9m de ter recebido a sesmaria do Camapu\u00e3 no local onde acantonou e treinou as tropas de 1746, ganhou outra sesmaria em 20 de mar\u00e7o de 1747, no local chamado \u201cLagoa, para c\u00e1 da serra da Boa Esperan\u00e7a\u201d, exatamente no lugar indicado como Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio no mapa do capit\u00e3o Fran\u00e7a, hoje, cidade [[Cristais (Minas Gerais)|Cristais]]-MG.Tendo falecido o capit\u00e3o Oliveira em 1759, Bartolomeu Bueno do Prado obteve outra carta de sesmaria sobre a mesma terra em 18 de dezembro de 1760. Constantino Barbosa da Cunha, que esteve com Bartolomeu Bueno do Prado na destrui\u00e7\u00e3o do Quilombo do Cascalho nesse mesmo ano, passando, ambos a morar no Jacu\u00ed, passou a ocupar, em 1763, estas mesmas terras que teria adquirido de Bartolomeu, obteve carta de sesmaria datada de 19 de abril de 1765, a qual foi demarcada pelo juiz das sesmarias, cuja senten\u00e7a final do Processo de Medi\u00e7\u00e3o e Demarca\u00e7\u00e3o homologou a posse datando-a de \u201cS\u00edtio do Quilombo do Ambr\u00f3sio, 02 de julho de 1766\u201d[http://www.mgquilombo.com.br/images/DSC09232b.JPG Documento do Processo de Demarca\u00e7\u00e3o de Sesmaria no Quilombo do Ambr\u00f3sio de Cristais-MG, in MGQUILOMBO]. Fonte documentada: mesmo autor, mat\u00e9ria \u201cPrimeiro Quilombo do Ambr\u00f3sio\u201d, no site MGQUILOMBO.\n\ni \u2013 A Tradi\u00e7\u00e3o quase Destru\u00edda: \nJos\u00e9 Gomide Borges, o historiador de Candeias, depois de ler Quilombo do Campo Grande, edi\u00e7\u00e3o de 1995, fez quest\u00e3o de prestar o seguinte depoimento ao pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins: \u201cLembro-me da Fazenda do Quilombo com suas 40 janelas; belo casar\u00e3o com seus varand\u00f5es e mais quantidades de c\u00f4modos. Um dos pretos que ali trabalhava, isto no ano de 1934, por coincid\u00eancia chamava-se Ambr\u00f3sio e contava a meu pai que seu av\u00f4 falava muito de uma guerra que houve ali e que o governo mandou matar muito negro. O av\u00f4 desse Ambr\u00f3sio teria ouvido essa hist\u00f3ria atrav\u00e9s de seus antepassados. Referindo-se \u00e0 1\u00aa edi\u00e7\u00e3o do livro Quilombo do Campo Grande, o depoente concluiu: \u201cConfirmada assim a hist\u00f3ria contada pelo preto Ambr\u00f3sio a meu pai\u201d. Ora, sendo, o n\u00facleo de Cristais, a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio, a guerra de que fala sua tradi\u00e7\u00e3o n\u00e3o poderia ser a segunda, de 1758-1759 (comprovadamente ocorrida na regi\u00e3o de Ibi\u00e1), e sim a primeira, de 1746. \n\tO depoimento do confrade Gomide, no entanto, serve tamb\u00e9m para deixar patente as dificuldades e resist\u00eancias encontradas e superadas pelo pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9: \u201cAs coisas mudaram. Ao iniciar minhas pesquisas e deparar com escritos sobre os quilombos, admirei s\u00f3 tocarem no de Ibi\u00e1 quanto ao do Ambr\u00f3sio\u201d. No caso, s\u00f3 n\u00e3o matou a tradi\u00e7\u00e3o ouvida porque se trata de um pesquisador, Gomide Borges, que n\u00e3o apenas duvidou da falsa historiografia, como passou a colecionar documentos que a desmentiam, como os que forneceu ao colega, dizendo-lhe que, \u201creverente, agradece a Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins ao apontar a verdade dos fatos. Interessante o slogan Veritas Quae Sera Tamen\u201d.\n\nj) Conclus\u00e3o sobre a Localiza\u00e7\u00e3o da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio:\n\u201cMapa do Departamento de Geografia de Minas Gerais, fl. n\u00ba 55 N1-O3, do ano de 1951, mostra que, antes de desaguar no rio Grande, o rio Santana se junta ao rio Formiga e, com este, forma um \u00fanico rio que, com o nome de rio Lambari, des\u00e1gua no Grande. O c\u00f3rrego do Quilombo (o segundo dos dois primeiros ribeirotes) des\u00e1gua na margem direita do rio Grande, entre os locais chamados \u00c1gua Limpa e Fernandes. As nascentes do c\u00f3rrego do Quilombo ficam num local chamado Meia Laranja. Saindo de suas nascentes, o c\u00f3rrego do Quilombo tem, na sua margem direita, um local chamado Morro Redondo e, depois, o Morro do Quilombo. (Isto coincide em 100% com o Mapa do Campo Grande de 1763).\n\tNo Morro Meia Laranja nascem dois c\u00f3rregos com o nome de ribeir\u00e3o do Paiol, os quais des\u00e1guam no rio Santana, tendo ao centro, na outra margem, o j\u00e1 mencionado ribeir\u00e3o do Quilombo do sul de [[Formiga (Minas Gerais)]].\n\tA atual Fazenda do Quilombo, em Cristais, entre as fazendas Medeiros e Valad\u00e3o, tem ao sul a foz do ribeir\u00e3o dos Cavalos, cujas nascentes norte, entre os ribeir\u00f5es do Segredo e do P\u00e2ntano, tem um local chamado Morro da Vigia. Outro ribeir\u00e3o tribut\u00e1rio, perto da foz do ribeir\u00e3o dos Cavalos, chama-se tamb\u00e9m \u201cdo Segredo\u201d, nascente em uma fazenda do mesmo nome.\n\tToda essa topon\u00edmia marca o complexo da chamada Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio com os seus segredos desde 1763, revelados na primeira edi\u00e7\u00e3o deste livro em 1995\u201d, escreveu Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins. \n \nk) Conclus\u00e3o sobre a Localiza\u00e7\u00e3o das \u201crel\u00edquias\u201d pr\u00f3ximas da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio:\t \nConcluiu, ao final, o mesmo pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 que, \u201cficando, a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio, ao norte do atual territ\u00f3rio do munic\u00edpio de Cristais-MG, o tal Quilombo Grande de que falou a correspond\u00eancia de Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Freire de Andrade, \u201cjunto ao do Ambr\u00f3sio, que da outra vez foi destru\u00eddo\u201d, poderia ser aquele situado a sudeste de Cristais, em territ\u00f3rio do atual munic\u00edpio de Aguanil-MG, cujo nome primitivo era \u00c1gua Limpa. \n\t Aguanil-MG fica ao lado direito da serra da Forquilha, tendo a nordeste as nascentes do rio da \u00c1gua Limpa, hoje, ribeir\u00e3o Aguanil que, recebendo um potente afluente esquerdo, des\u00e1gua no rio Grande, num local identificado (1970) como Loteamento Iate Clube. Esse afluente esquerdo se chama c\u00f3rrego do Quilombo, cujas nascentes ficam entre a serra da Forquilha e a sede municipal de Aguanil-MG. Ao sul das nascentes do c\u00f3rrego do Quilombo, fica a serra da Saudade e, a sudoeste, beira do rio Grande, fica a serra da Gurita, local, onde poderia ter sido o posto de observa\u00e7\u00e3o dos quilombos que vigiava o rio Grande\u201d.\n\nl) Tudo o que est\u00e1 acima registrado foi extra\u00eddo, com autoriza\u00e7\u00e3o do autor Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins para Wikip\u00e9dia, da segunda edi\u00e7\u00e3o de seu livro Quilombo do Campo Grande, agora com o subt\u00edtulo \u201cA Hist\u00f3ria de Minas que se devolve ao povo\u201d, Santa Clara Editora e Produ\u00e7\u00e3o de Livros, Contagem-MG, agosto de 2008.\n\n===O Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio \u2013 Atacado em 1759===\n\nAo contr\u00e1rio das abundantes provas documentais da exist\u00eancia do Primeiro Quilombo do Ambr\u00f3sio, atacado em 1746 em territ\u00f3rio da atual Cristais-MG, nenhum documento prim\u00e1rio atestou que o Quilombo Grande, o da atual Ibi\u00e1-MG, atacado somente em 1759, se chamasse mesmo Quilombo do Ambr\u00f3sio. Apenas a documenta\u00e7\u00e3o cartogr\u00e1fica (mapas), fontes secund\u00e1rias, trouxeram esta informa\u00e7\u00e3o: 1) mapa-roteiro e um croqui que In\u00e1cio Correia Pamplona anexou ao pol\u00eamico relat\u00f3rio que fez ao governador conde de Valadares sobre sua suposta entrada do ano de 1769; 2) Mapa do Campo Grande, mandado fazer pelo capit\u00e3o Ant\u00f4nio Francisco Fran\u00e7a, encarregado do trem b\u00e9lico da Guerra de 1759 e companheiro de Bartolomeu Bueno do Prado e Diogo Bueno da Fonseca na Guerra de 1760, feita ao Quilombo do Cascalho; 3) Livro de Registro de Terras de Arax\u00e1, Nota\u00e7\u00e3o TP-1-011, 1855-1857 \u2013 APM, tamb\u00e9m localizados pelo mesmo pesquisador. \t\n\nConcluiu, o pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins que o s\u00edtio quilombola indicado por [[In\u00e1cio Correia Pamplona]] em 1769, trazido tamb\u00e9m pelo livro de \u00c1lvaro da Silveira em 1924, na verdade se localiza entre Ibi\u00e1-MG e Campos Altos-MG, mas indicaria apenas onde ficava o Paiol ou Quipaca (trincheiras) do Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio. J\u00e1 o Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio propriamente dito, abrangia uma regi\u00e3o muito maior indo do norte e nordeste desse local, at\u00e9 o v\u00e9rtice das nascentes do C\u00f3rrego do Quilombo, como indicam o mapa do capit\u00e3o Fran\u00e7a, de 1763, e os mapas dos Munic\u00edpios de Ibi\u00e1-MG e S\u00e3o Gotardo-MG, assinados pelo chefe do Servi\u00e7o Geogr\u00e1fico do Estado de Minas Gerais, Engenheiro Benedito Quintino dos Santos [http://ihgmg.org.br/pagina/presidentes Presidente do Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Minas Gerais - IHGMG, no per\u00edodo de 1943 a 1949] e os respectivos prefeitos destas cidades no ano de 1939[http://www.siaapm.cultura.mg.gov.br/modules/grandes_formatos/search.php Documentos Cartogr\u00e1ficos do Arquivo P\u00fablico Mineiro], tudo confirmado no pr\u00f3prio Livro de Registro de Terras de Arax\u00e1 j\u00e1 referido.\n\n\tO Minist\u00e9rio da Cultura do Governo Fernando Henrique, induzido por vaidosos historiadores da UFMG[http://www.fiocruz.br/morrodaqueimada/pdf/11_sitio.pdf A Arqueologia de Carlos Magno Guimar\u00e3es, procurar em \"Find\" por \"1746\", sem aspas.] e do IPHAN,se equivocou grosseiramente ao tombar o s\u00edtio indicado por In\u00e1cio Correia Pamplona em 1769. O ent\u00e3o Ministro da Cultura foi alertado pelo pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins (com um trabalho de mais de 200 p\u00e1ginas enviado ao IPHAN)[https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/quilombo-do-ambrosio/ Quilombo do Ambr\u00f3sio - Onde ficava?], mas a arrog\u00e2ncia e o preconceito contra a pesquisa produzida fora da universidade, n\u00e3o o deixaram enxergar os seguintes equ\u00edvocos de seus doutos assessores: \n \n1\u00aa) Fez o tombamento alegando basear-se na documenta\u00e7\u00e3o de 1746, como se as batalhas comandadas pelo capit\u00e3o Oliveira contra a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio tivessem ocorrido em Ibi\u00e1-MG, quando, como se viu, ocorreram na regi\u00e3o de Cristais-MG.\n\n2\u00aa) Registrou no tombamento apenas a regi\u00e3o do munic\u00edpio de Ibi\u00e1-MG, quando, na verdade, o s\u00edtio indicado abrange tamb\u00e9m o munic\u00edpio de Campos Altos-MG.\n\n3\u00aa) Apontou apenas o pequeno territ\u00f3rio onde ficava o Paiol ou Quipaca do Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio, quando o todo do S\u00edtio Hist\u00f3rico atacado por [[Bartolomeu Bueno do Prado]] em 1759 abrange, segundo o pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins, um territ\u00f3rio muito maior. Cruzando documentos e mapas antigos da regi\u00e3o, o pesquisador delimitou o [https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/quilombo-do-ambrosio-1759-campos-altos-e-ibia-mg/ S\u00edtio do Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1-MG e Campos Altos-MG], destacando na segunda edi\u00e7\u00e3o de seu livro de agosto/2008:\n \n1) Alto do Quilombo, onde ficam a capela de Santa Rosa de Lima e a atual Escola Municipal Quilombo do Ambr\u00f3sio. Ao sul, margem oposta da MG-235, ficava um morro de espia alternativo, j\u00e1 que aquele \u201cque servia de gorita\u201d para o Quilombo fica a sudeste.\n\n2) Sudoeste do ponto acima, fazenda Samambaia, nascentes do c\u00f3rrego de mesmo nome, onde se localizaria o Quilombo Samambaia, atacado a mando de Pamplona que, depois, na seq\u00fc\u00eancia acima, o visitou. Seu escriv\u00e3o desenhou um croqui deste quilombo.\n\n3) Ao sul do Alto do Quilombo, a fazenda do Quilombo I, margem direita do ribeir\u00e3o do Quilombo, esta em Ibi\u00e1;\n\n4) Fazenda do Quilombo II, dentro da forquilha, \u00e0 margem direita do c\u00f3rrego do Quilombo do Ambr\u00f3sio, onde ficava o segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio apontado no Mapa do Capit\u00e3o Fran\u00e7a, desenhado em 1763.\n\n5) Fazenda do Quilombo III, margem esquerda do c\u00f3rrego do Quilombo do Ambr\u00f3sio, em Campos Altos (?);\n\n6) s\u00edtio indicado por \u00c1lvaro da Silveira, ou seja, o mesmo (Paiol) indicado no mapa-roteiro desenhado pelo escriv\u00e3o de [[In\u00e1cio Correia Pamplona]] em 1769, margem esquerda das nascentes do c\u00f3rrego do Quilombo do Ambr\u00f3sio, vertentes do c\u00f3rrego do Chumbado;\n\n7) Morro da Espia da cartografia atual, sul da fazenda do Quilombo III sudeste do S\u00edtio indicado por Pamplona em 1769, divergindo do Croqui do mesmo Pamplona que apontou seu morro da Espia a nordeste do \"quilombo\".\n\n8) foz do c\u00f3rrego das Guaritas no Miseric\u00f3rdia, divisa de Ibi\u00e1 e Campos Altos, cujas nascentes v\u00eam da Fazenda das Guaritas, entre os munic\u00edpios de Rio Parana\u00edba e S\u00e3o Gotardo;\n\n9) a oeste de Tobati, local chamado Fazenda de Santo Ant\u00f4nio do Quilombo, margem direita de um outro c\u00f3rrego do Quilombo, que des\u00e1gua no c\u00f3rrego do Ourives, depois c\u00f3rrego Fundo que des\u00e1gua no Quebra-Anzol ao sul de Ibi\u00e1. Este seria, na verdade, o S\u00e3o Gon\u00e7alo II.\n\nTodos os locais acima indicados, segundo o mapa \u201cdas divisas\u201d feito por Jos\u00e9 Joaquim da Rocha em 1780, estavam situados dentro dos limites da Capitania de Goi\u00e1s. Tudo isto se confirmou, tamb\u00e9m, pelo livro de Registro de Terras de Arax\u00e1, j\u00e1 referido.\n\nQuanto ao \u201cQuilombo do Ambr\u00f3sio - Despovoado\u201d do mapa do capit\u00e3o Fran\u00e7a, as posses civil e eclesi\u00e1stica antes do ataque de 1759 e em 1760 n\u00e3o se referiram a esse quilombo. J\u00e1 a peti\u00e7\u00e3o do neto de Bartolomeu Bueno do Prado, bem como, suas testemunhas \u2013 algumas presenciais dos ataques de 1759 e 1760 \u2013 fizeram refer\u00eancia a \u201cCampo Grande\u201d e \u201cCampogrande\u201d, possivelmente relativa ao \u201cQuilombo do Ambr\u00f3sio\u201d do mapa do capit\u00e3o Fran\u00e7a. Almeida Barbosa, sem mencionar a fonte, se refere a \u201cQuilombo Grande\u201d, n\u00e3o referido pelas testemunhas do neto de Bartolomeu Bueno do Prado que se referiram isto sim, a \u201cQuilombo Queimado\u201d como nas atas da Guardamoria de Carrancas. Nesta \u00e9poca (1758 a 1763), como se viu, todas as correspond\u00eancias evitaram referir-se ao nome \u201cAmbr\u00f3sio\u201d.\n\nO mapa do capit\u00e3o Fran\u00e7a aponta que esse quilombo era \u201cdespovoado\u201d, o que se confirma tamb\u00e9m na correspond\u00eancia de Bartolomeu Bueno, informando que encontrou o quilombo sem ningu\u00e9m, mas com os pai\u00f3is cheios e ro\u00e7as plantadas. Ali\u00e1s, Pamplona tamb\u00e9m plantou ro\u00e7as nesse local em 1769. \nQuanto ao despovoamento desse quilombo, chamado pelo governador Jos\u00e9 Ant\u00f4nio de Quilombo Grande, este fato se confirma tamb\u00e9m nas seguintes informa\u00e7\u00f5es:\n\na) na carta que, de Vila Rica, escreveu o governador ao capit\u00e3o Bartolomeu Bueno do Prado em 10 de setembro de 1759: \u201cpois se \u00e9 certo o que diz o negro que agora remete o capit\u00e3o Ant\u00f4nio Francisco Fran\u00e7a, muitos passos temos dado baldados, seu quilombo tem ficado para tr\u00e1s, ao p\u00e9 do Grande que Vossa Merc\u00ea achou despovoado\u201d.\n\nb) Na carta que, de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei, escreveu, o mesmo governador, ao capit\u00e3o-mor Ant\u00f4nio Ramos dos Reis em 23 de outubro de 1759: \u201cPelas partes do Paroupeba tem sa\u00eddo para o Quilombo Grande um grande n\u00famero de negros que dos ditos quilombos sa\u00edram antes de se dar neles como a Vossa Merc\u00ea fez ciente o capit\u00e3o Ant\u00f4nio Francisco Fran\u00e7a e, como um dos guias que se prendeu se acha na cadeia desta vila com os mais que com ele se apanharam declara que para esta vila e cidade de Mariana foram outros na dilig\u00eancia de conduzir outros, digo, de conduzir para os ditos quilombos maior n\u00famero de negros, Vossa Merc\u00ea mandar\u00e1, sem interpela\u00e7\u00e3o de tempo, continuar rondas pelos capit\u00e3es do mato e pessoas acostumadas dele, para ver se podem apanhar estes negros que andam apanhando outros e me dar\u00e1 parte do que for sucedendo neste particular e caso se prenda algum (n\u00e3o) ser\u00e3o soltos com pretexto de algum sem se me dar parte\u201d.\n\nComo foi documentado por Waldemar de Almeida Barbosa,Bartolomeu Bueno do Prado, em 1759, encontrou o Quilombo do Ambr\u00f3sio despovoado, mas com os pai\u00f3is cheios. Deixou guardas no local e acabou prendendo negros que vieram buscar mantimentos. Depois mandou incendiar tudo. Assim, pela l\u00f3gica cronol\u00f3gica, estes teriam sido os restos encontrados por Pamplona em 1769[https://www.mgquilombo.com.br/wp-content/uploads/2016/08/pamplona_20110523_2088475795.jpg Croqui ou Planta atribu\u00edda por In\u00e1cio Correia Pamplona ao Quilombo do Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1-MG,em 1769] (e n\u00e3o em 1765 como se propaga), concluiu o pesquisador Tarc\u00edsio[https://www.mgquilombo.com.br/imagens-quilombolas/quipaca-ou-paiol-do-quilombo-do-ambrosio-ibiamg/ Quipaca ou Paiol do Ambr\u00f3sio em Ibi\u00e1-MG, indicado por Pamplona como Quilombo do Ambr\u00f3sio em 1769]. Por\u00e9m, nem isto se comprova, pois, se o mapa-roteiro de Pamplona apontou em 1769 o local da vala em forma de ferradura coincidente com a nossa geografia atual, o croqui que juntou como se fosse do Quilombo do Ambr\u00f3sio, al\u00e9m de indicar erradamente o morro da Espia a nordeste, \u00e9 negado pela sua forma retangular e pela documenta\u00e7\u00e3o que comprova n\u00e3o ter havido batalha contra o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1-MG em 1759, bem como, que s\u00f3 na batalha de Formiga-MG e Cristais-MG de 1746 \u00e9 que houve confronto com trincheiras fortificadas, fato que Pamplona passou a vida toda tentando adulterar e transferir para dentro do Tri\u00e2ngulo Goiano.\n\nTudo o que est\u00e1 acima registrado foi extra\u00eddo, com autoriza\u00e7\u00e3o do autor Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins para Wikip\u00e9dia, da segunda edi\u00e7\u00e3o de seu livro Quilombo do Campo Grande, agora com o subt\u00edtulo \u201cA Hist\u00f3ria de Minas que se devolve ao povo\u201d, Santa Clara Editora e Produ\u00e7\u00e3o de Livros, Contagem-MG, agosto de 2008.\n\nO mesmo autor localizou o documento n\u00ba 82129 de 16.12.1759 no site do Centro de Mem\u00f3ria Digital da UnB e comprovou a sua total conota\u00e7\u00e3o com os fatos acima, concluindo que o Rei do Quilombo do Ambr\u00f3sio, localizado a oeste do atual munic\u00edpio de Ibi\u00e1, foi contado entre os mortos ao final da batalha de 1759 contra os quilombos dos atuais Alto Parana\u00edba, Tri\u00e2ngulo e Sudoeste de Minas. O pesquisador concluiu que o Rei e seu s\u00e9quito teriam sucumbido na batalha do [https://www.mgquilombo.com.br/imagens-quilombolas/quilombo-da-pernaiba-patrocinio-mg/ Quilombo da Perna\u00edba], localizado nas nascentes do rio dos Dourados, afluente esquerdo do Perna\u00edba, a noroeste do local supracitado, entre os munic\u00edpios de Monte Carmelo, Patroc\u00ednio, Guimar\u00e2nea, Cruzeiro da Fortaleza e Serra do Salitre, munic\u00edpios do Tri\u00e2ngulo Mineiro que, at\u00e9 1816, pertencia \u00e0 Capitania, hoje, Estado de Goi\u00e1s.\n\nO mesmo documento revelou que cinquenta l\u00edderes quilombolas foram enviados como prisioneiros gal\u00e9s para o Rio de Janeiro e foram empregados por Gomes Freire de Andrade em trabalhos de desmonte e reconstru\u00e7\u00e3o da [[Fortaleza de S\u00e3o Francisco Xavier da Ilha de Villegagnon]]. O pesquisador comunicou a descoberta a v\u00e1rias autoridades, incluindo o Instituto Hist\u00f3rico e Geogr\u00e1fico de Minas Gerais - IHGMG e a publicou em 17 de mar\u00e7o de 2009 atrav\u00e9s mat\u00e9ria intitulada \"Rei do Quilombo do Ambr\u00f3sio morreu em 1759\", no site mgquilombo, que autorizou essa atualiza\u00e7\u00e3o em Wikip\u00e9dia.\n\n==A Viol\u00eancia no Caminho de Goi\u00e1s e o Quilombo do Ambr\u00f3sio==\n\nO grande perigo da \"Picada de Goi\u00e1s\", eram os quilombos e, quanto \u00e0 viol\u00eancia praticada pelos quilombos e quilombolas, Luiz Gonzaga da Fonseca, no seu livro \"''Hist\u00f3ria de Oliveira''\", na p\u00e1gina 37, descreve o caos provocado no [[Caminho de Goi\u00e1s]], a Picada de Goi\u00e1s, pelo quilombolas do Quilombo do Ambr\u00f3sio, o principal quilombo de [[Minas Gerais]]:\n\n\"''N\u00e3o h\u00e1 d\u00favida que esta invas\u00e3o negra fora provocada por aquele escandalosa transitar pela picada, e que pegou a dar na vista demais. [[Goi\u00e1s]] era uma [[Cana\u00e3]]. Voltavam ricos os que tinham ido pobres. Iam e viam mares de aventureiros. Passavam boiadas e tropas. Seguiam comboios de escravos. Cargueiros int\u00e9rminos, carregados de mercadorias, bugigangas, min\u00e7angas, tape\u00e7arias e sal. Diante disso, negros foragidos de senzalas e de comboios em marcha, unidos a pr\u00f3fugos da justi\u00e7a e mesmo a remanescentes dos extintos catagu\u00e1s, foram se homiziando em certos pontos da estrada (\"[[Caminho de Goi\u00e1s]]\" ou \"Picada de Goi\u00e1s\"). Essas quadrilhas perigosas, sucursais dos quilombolas do rio das mortes, assaltavam transeuntes e os deixavam mortos no fundo dos boqueir\u00f5es e perambeiras, depois de pilhar o que conduziam. Roubavam tudo. Boidadas. Tropas. Dinheiro. Cargueiros de mercadorias vindos da Corte (Rio de Janeiro). E at\u00e9 os pr\u00f3prios comboios de escravos, mantando os comboeiros e libertando os negros trelados. E com isto, era mais uma s\u00facia de bandidos a engrossar a quadrilha. Em terras oliveirenses a\u00e7oitava-se grande parte dessa na\u00e7\u00e3o de \u201ccaiambolas organizados\u201d nas matas do Rio Grande e [[Rio das Mortes]], de que j\u00e1 falamos. E do combate a essa praga \u00e9 que vai surgir a coloniza\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio (de [[Oliveira (Minas Gerais)]] e regi\u00e3o). Entre os mais perigosos bandos do Campo Grande, figuravam o quilombo do negro Ambr\u00f3sio e o negro Canalho.Hist\u00f3ria de Oliveira,Edi\u00e7\u00e3o Centen\u00e1rio, 1961, p. 37 - sem citar qualquer fonte. A evid\u00eancia \u00e9 a de que sua fonte tenha sido a fantasiosa Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1 \u00e0 Rainha, 1793, publicada pela Revista do APM, ano II, 1897. Vide ainda Quilombo do Campo Grande - Hist\u00f3ria de Minas que se Devolve ao Povo, p. 355-363.\"\n\nContraponha-se, primeiramente, que \u201cCaminho de Goi\u00e1s\u201d, ou seja, a Picada de Goi\u00e1s, foi oficialmente reaberto em 1736-1737. O [[Quilombo do Campo Grande]], atravessado pela Picada de Goi\u00e1s, deve ser dividido em duas partes: 1\u00aa) at\u00e9 1746, quando os limites da Comarca de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei chegavam oficialmente apenas at\u00e9 a Capela da Laje, hoje, Resende Costa-MG. Da\u00ed para frente, como confirmou o pr\u00f3prio [[In\u00e1cio Correia Pamplona]] APM SC 229, fls. 5v a 7v. de 19.02.1781, tudo era \u201cCampo Grande e Picadas de Goiases\u201d, nome que os novos entrantes foram levando at\u00e9 o Piuhi, hoje, Piumhi-MG. 2\u00aa) Da\u00ed para frente, ap\u00f3s 1750-1759, \u00e9 que a express\u00e3o Campo Grande, sempre atravessado pela Picada de Goi\u00e1s, foi estendida para dar nome geral tamb\u00e9m \u00e0 margem esquerda do S\u00e3o Francisco, adentrando o Tri\u00e2ngulo Goiano, hoje, Mineiro.\n\nQuanto \u00e0 viol\u00eancia atribu\u00edda aos quilombolas, o assunto tamb\u00e9m deve ter como marco divisor o ano de 1750. O imposto da [[Capita\u00e7\u00e3o]], implantado em 1735, provocou o esvaziamento das vilas e arraiais oficiais, com a fuga dos brancos pobres e pretos forros com seus respectivos escravos para os sert\u00f5es do Campo Grande, frustrando os planos arrecadadores de PortugalRelat\u00f3rio do desembargador Tom\u00e9 Gomes Moreira, 1749, sobre a capita\u00e7\u00e3o, in C\u00f3dice Costa Matoso, p. 482, 492 e 493-495.\n\nGomes Freire de Andrade articulou e obteve a legisla\u00e7\u00e3o de 1741, simplificando o conceito de quilombo (qualquer povoa\u00e7\u00e3o poderia ser chamada de quilombo), criminalizando o simples fato de se estar em um quilombo, passando a pagar duas tomadias por quilombola preso nesses quilombos e ampliando a compet\u00eancia dos capit\u00e3es do mato para que pudessem tamb\u00e9m cobrar a [[Capita\u00e7\u00e3o]] e confiscar bens e escravos pelos atrasos no pagamento. Fez isto para confundir os devedores do imposto da Capita\u00e7\u00e3o com os quilombolas comunsAPM SC 69, fls. 52v a 53 de 24 de maio de 1746. A partir da\u00ed, esse governador procurou demonizar a presen\u00e7a quilombola nessa regi\u00e3o, cuja viol\u00eancia apregoada s\u00f3 \u00e9 noticiada em suas correspond\u00eancias e nas de seus subordinados, quase inexistindo em outras fontes da \u00e9poca.\n\nEnquanto a correspond\u00eancia oficial demonizava a viol\u00eancia quilombola, as reclama\u00e7\u00f5es das c\u00e2maras das vilas (eleitas pelos homens bons) comunicavam sem cessar as viol\u00eancias do imposto da [[Capita\u00e7\u00e3o]] que, cobrado de seis em seis meses a for\u00e7a de armas pelos capit\u00e3es do mato, estava esvaziando as vilas e levando a Capitania \u00e0 \u00faltima pobrezaComent\u00e1rios do desembargador Tom\u00e9 Gomes Moreira, 1749, sobre a capita\u00e7\u00e3o, in C\u00f3dice Costa Matoso, p. 499.\n\nAs batalhas mais conhecidas de ataques a supostos quilombolas foram as dos anos de 1741, 1742, 1743 e 1746, sendo que nesta \u00faltima, comandada pelo capit\u00e3o Ant\u00f4nio Jo\u00e3o de Oliveira, teria ocorrido o embate contra a Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do (Quilombo) Ambr\u00f3sio, o de Cristais-MG, sobre a qual h\u00e1 v\u00e1rios ind\u00edcios de que as tropas de Gomes Freire de Andrade n\u00e3o sa\u00edram vitoriosas e que, ao contr\u00e1rio, podem ter sido derrotadas. Mais de 3.500 escravos capitados em 1746, sumiram definitivamente das listas a partir da capita\u00e7\u00e3o de 1747Relato do desembargador frei Sebasti\u00e3o Pereira de Castro em 12 de dezembro de 1747, C\u00f3dice Costa Matoso, v. 1, p. 455 .\n \nEm 1748, a Coroa Portuguesa mandou extinguir a Capitania de S\u00e3o Paulo, a qual passou ser um simples \u201cdistrito\u201d da Capitania do Rio de Janeiro. Gomes Freire de Andrade, imediatamente, mandou anexar \u00e0s Minas Gerais o atual Sudoeste de Minas que, at\u00e9 ent\u00e3o, pertencia \u00e0 extinta Capitania de S\u00e3o Paulo. Assim, esse governador passou a demonizar, como se quilombolas fossem, tamb\u00e9m os habitantes das povoa\u00e7\u00f5es pobres dessa regi\u00e3o rec\u00e9m esbulhada.\n\nEm 1750, morreu o rei Dom Jo\u00e3o V. Seu sucessor, Dom Jos\u00e9 I, fez seu primeiro-ministro o futuro Marqu\u00eas de Pombal, cujo primeiro ato foi abolir o sistema tribut\u00e1rio da [[Capita\u00e7\u00e3o]], alegando, em outras palavras, que ou se acabava com a Capita\u00e7\u00e3o, ou a Coroa corria o risco de perder n\u00e3o s\u00f3 a Capitania de Minas Gerais, mas a pr\u00f3pria Col\u00f4niaQuilombo do Campo Grande \u2013 Hist\u00f3ria de Minas que se Devolve ao Povo, pp. 569-585. A partir da\u00ed, v\u00e1rias outras leis foram modificadas e/ou criadas, favorecendo um pouco mais os brancos pobres e os pretos forros inadimplentes da [[Capita\u00e7\u00e3o]] que, assim, foram aos poucos voltando para as vilas oficiais.\nDepois da Guerra de 1746, mas principalmente depois da extin\u00e7\u00e3o da Capita\u00e7\u00e3o, a popula\u00e7\u00e3o quilombola do Campo Grande voltaria a ser majoritariamente de escravos fugidos e vai se deslocando para a margem esquerda do rio S\u00e3o Francisco em dire\u00e7\u00e3o ao Tri\u00e2ngulo Goiano que, por falha de Gomes Freire de Andrade, deixara de ser anexado \u00e0s Minas Gerais em 1748.\n\nEm 1759, Gomes Freire, atrav\u00e9s de seu irm\u00e3o Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Freire de Andrade, mandou fazer outra guerra contra o novo Campo Grande que, ent\u00e3o, j\u00e1 abrangia as atuais regi\u00f5es do Alto S\u00e3o Francisco, Alto Parana\u00edba, Tri\u00e2ngulo e Sudoeste Mineiros. Desta vez, o capit\u00e3o-comandante contratado foi Bartolomeu Bueno do Prado. Nestas batalhas, a\u00ed sim, as tropas do governo teriam sa\u00eddo vitoriosas destruindo todas as povoa\u00e7\u00f5es do Campo Grande de ent\u00e3o.\n\nMuitos anos depois, [[In\u00e1cio Correia Pamplona]] foi contratado por Gomes Freire e pelos seus sucessores para criar fatos pol\u00edtico-administrativos que permitissem, juridicamente, o abocanhamento do ent\u00e3o Tri\u00e2ngulo Goiano. Pamplona, durante cerca de quarenta anos, gerou um monte de falsas informa\u00e7\u00f5es, demonizando ainda mais os quilombolas \u2013 sem nunca ter se defrontado pessoalmente com qualquer deles \u2013 e deformando os fatos de 1741 a 1758, alterando ora suas datas, ora suas verdades f\u00e1ticas, mas sempre transferindo-os absurdamente para dentro do ent\u00e3o Tri\u00e2ngulo Goiano.\n\nPamplona morreu em 1810. O Tri\u00e2ngulo Goiano foi anexado \u00e0 ent\u00e3o Prov\u00edncia de Minas Gerais em 1815-1816. A partir de 1897 at\u00e9 1910, a Revista do Arquivo P\u00fablico Mineiro \u2013 APM publicou sucessivas mat\u00e9rias, contendo mais falsas informa\u00e7\u00f5es, em fontes de segunda, das c\u00e2maras de Tamandu\u00e1 (Itapecerica-MG) e de S\u00e3o Jo\u00e3o Del Rei, conseguindo, assim, manter em erro a gera\u00e7\u00f5es e gera\u00e7\u00f5es de historiadores acerca da localiza\u00e7\u00e3o do Quilombo do Ambr\u00f3sio e da verdade sobre suas lutas, onde se estigmatizou ainda mais a viol\u00eancia atribu\u00edda aos quilombolas, isto, com a evidente inten\u00e7\u00e3o de esconder o genoc\u00eddio gerado pela Capita\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, tentar justificar o esbulho possess\u00f3rio praticado contra a Capitania de Goi\u00e1s.\n\nEm relat\u00f3rio de 1769 ao Conde de Valadares, falando de um anterior ataque que o tenente Jos\u00e9 da Serra Caldeira fizera a um negro que encontrou e prendeu no extinto Quilombo de S\u00e3o Gon\u00e7alo, foi informado que os quilombolas daquele quilombo se \u201cocupavam em fazer farinha para os mais, as quais o mesmo comandante confiscou junto com v\u00e1rios trastes e panos de algod\u00e3o feitos ricamente pelos mesmos negros\u201d, raz\u00e3o porque resolveu registrar o fato que lhe fora relatado por Jos\u00e9 Serra e juntar o croqui do quilombo, \u201cpara admira\u00e7\u00e3o do muito que eles trabalham para si\u201dRevista ABN, 1988, p. 101-102..\n\nFinalmente, como conciliar o informe oficial de uma cruel viol\u00eancia quilombola, com o fato concreto tamb\u00e9m sempre constatado e relatado pelos pr\u00f3prios atacantes oficiais desses quilombos de que os encontraram, invariavelmente, com grandes pai\u00f3is cheios de mantimentos, com hortas e ro\u00e7as plantadas para o futuro, as quais sempre gastaram dias e dias para queimar e destruir? Onde esses quilombolas arrumariam tanto tempo para ficarem roubando e matando pelas estradas?\n\nAli\u00e1s, o pr\u00f3prio Pamplona deixou escrito no seu relat\u00f3rio de 1769 ao Conde de Valadares, que o Quilombo do Ambr\u00f3sio era \u201cn\u00e3o afamado nestas minas como prejudicial aos moradores delas, (...)\u201dAnais da Biblioteca Nacional, v. 108, 1988, p. 101. Palavra N\u00c3O, confirmada por Tarso Tavares, historiador da FBN. As Cartas Chilenas, em 1788, se referiram ao \u201cafamado quilombo em que viveu o Pai Ambr\u00f3sio\u201d, sem qualquer conota\u00e7\u00e3o com viol\u00eancias.\n\nPortanto, as informa\u00e7\u00f5es bibliogr\u00e1ficas antigas, assim como suas cita\u00e7\u00f5es e c\u00f3pias, sobre as exageradas maldade e viol\u00eancia atribu\u00eddas aos quilombolas mineiros do s\u00e9culo XVIII padecem, em geral, do preconceito e da unilateralidade de suas fontes, geralmente apenas as oficiais, como tem comprovado o pesquisador Tarc\u00edsio Jos\u00e9 Martins, em seus livros e sites de informa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas sobre a Confedera\u00e7\u00e3o Quilombola do Campo GrandeQuilombo do Campo Grande \u2013 a Hist\u00f3ria de Minas que se Devolve ao Povo.\n\n==Conclus\u00e3o sobre o Mist\u00e9rio dos Quilombos do Ambr\u00f3sio==\n\nH\u00e1 muito mais provas documentais sobre a localiza\u00e7\u00e3o da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio e suas \u201crel\u00edquias\u201d em Cristais-MG e Aguanil-MG do que sobre o Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1-MG e Campos Altos[https://www.mgquilombo.com.br/artigos/pesquisas-escolares/quilombo-do-ambrosio-2/ DOIS Quilombos do Ambr\u00f3sio. Um em Cristais-MG outro em Ibi\u00e1-MG].\nO poder constitu\u00eddo de ent\u00e3o quis fazer sumir as lembran\u00e7as da verdadeira localiza\u00e7\u00e3o da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio, atacada em 1746, deslocando-a indevidamente para dentro do atual Tri\u00e2ngulo Mineiro e alegando falsamente que o pr\u00f3prio Ambr\u00f3sio teria sido morto nessa batalha. [[Gomes Freire de Andrade, 1.\u00ba Conde de Bobadela]] n\u00e3o incluiu este ataque ao Ambr\u00f3sio na lista de seus feitos. Seus bajuladores (Cl\u00e1udio Manoel da Costa e Bas\u00edlio da Gama) tamb\u00e9m n\u00e3o lhe creditaram este \"feito\". No entanto, as [[Cartas Chilenas]] [http://www.dominiopublico.gov.br/download/texto/ua000293.pdf As Cartas Chilenas.] falam do \"afamado Quilombo em que viveu o Pai Ambr\u00f3sio\". Os feitos da guerra de 1759-1760 foram atribu\u00eddos somente a Jos\u00e9 Antonio, irm\u00e3o de Gomes Freire, seu substituto no governo das Minas. Na verdade, Jos\u00e9 Antonio foi sempre comandado pelo irm\u00e3o. Nunca governou com vontade pr\u00f3pria. \nSobre o Ambr\u00f3sio de Ibi\u00e1, o escriv\u00e3o de Pamplona registrou que aquele Quilombo era \"n\u00e3o afamado nestas minas como prejudicial aos moradores delas\". A palavra \"N\u00c3O\" foi confirmada pelo pesquisador. \nA Carta da C\u00e2mara de Tamandu\u00e1, escrita \u00e0 Rainha em 1793, deu um suporte maior a toda esta confus\u00e3o, ent\u00e3o, com o fim claro de manter o projeto antigo de Gomes Freire e de [[Alexandre de Gusm\u00e3o]] e esbulhar tamb\u00e9m o Tri\u00e2ngulo Goiano, hoje, Mineiro. A falsa historiografia, a exemplo do conto \u201c[https://www.mgquilombo.com.br/artigos/pesquisas-escolares/quilombolas-lenda-mineira-inedita/ Quilombolas \u2013 Lenda Mineira In\u00e9dita]\u201d publicado pela Revista do APM em 1904, como se fosse hist\u00f3ria, tamb\u00e9m contribuiu muito para matar a pr\u00f3pria tradi\u00e7\u00e3o que havia desta verdade que permanecia na mem\u00f3ria do povo.\n\n{{refer\u00eancias|Notas e refer\u00eancias}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n* [http://jornaldeangola.sapo.ao/opiniao/artigos/a_cartografia_insurreccional_anti-esclavagista_e_essencialmente_angolana Sim\u00e3o Souindoula - Jornal de Angola online]\n* [http://www.formiga.mg.gov.br/?pg=13&id_busca=10282 Morro das Balas - Palanque do Quilombo do Ambr\u00f3sio]\n* [https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/primeiro-quilombo-do-ambrosio/ Primeiro Quilombo do Ambr\u00f3sio \u2013 S\u00edtio Hist\u00f3rico de Cristais .]\n* [http://tvbrasil.ebc.com.br/docespecial/episodio/quilombo-do-campo-grande-aos-martins Filme Quilombo, do Campo Grande aos Martins.]\n* [https://www.mgquilombo.com.br/artigos/bens-quilombolas-materias-e-imateriais/quilombo-do-ambrosio-1759-campos-altos-e-ibia-mg/ Segundo Quilombo do Ambr\u00f3sio]\n* [https://www.portalminas.com/news/quilombo-do-ambrosio-carro-alegorico-dia-da-cidade-cristais-mg?uid=55996 PM \u2013 Portal de Minas \u2013\u00a0 Quilombo do Ambr\u00f3sio]\n* [https://www.mgquilombo.com.br/notcias-quilombolas/novidades-mgquilombo/lancamento-de-livro-historia-de-cristais-da-primeira-povoacao-do-ambrosio-a-saga-lindeira-do-municipio/ Livro \"Hist\u00f3ria de Cristais: da Primeira Povoa\u00e7\u00e3o do Ambr\u00f3sio \u00e0 Saga Lindeira do Munic\u00edpio\"]\n* [https://web.archive.org/web/20160303173510/http://www.cristais.mg.gov.br/novo_site/index.php?exibir=secoes&ID=44 - Site Oficial]\n\n[[Categoria:Quilombos extintos]]\n[[Categoria:Patrim\u00f4nio tombado pelo IPHAN em Minas Gerais]]"}]}}}}