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Vale a pena investir em franquias?
escrito em 5 de novembro de 2018

Investir em franquias pode ser uma boa opção para quem quer empreender, mas nem tudo são rosas. Veja um guia de vantagens e desvantagens, além de um passo a passo para começar

 

Se você já pensou em investir em franquias, vai se animar com os dados mais recentes da Associação Brasileira de Franchising. De acordo com o órgão, o mercado cresceu 6,8% no primeiro semestre de 2018 em relação ao mesmo período do ano passado, o que equivale a um faturamento de R$ 79,496 bilhões até julho.

Os números são animadores, mas como em qualquer negócio, é preciso levar em consideração uma série de aspectos para saber se vale a pena o investimento. Entre eles, o perfil do próprio empreendedor, o do franqueador, o capital inicial necessário, o tempo de retorno e outros.

Para facilitar a sua decisão, nesse artigo nós vamos apresentar:

  • Como funcionam as franquias?
  • As vantagens
  • As desvantagens
  • Como escolher a franquia certa?
  • Por onde começar?
  • Como é a tributação?

 

Como funcionam as franquias?

Esse modelo de negócio é baseado em duas partes: o franqueado – você, no caso – e o franqueador – o detentor da empresa.

Dessa forma, você adquire uma licença aos direitos da marca já existente para explorá-la em determinado local. Para tanto, deve ser realizado o pagamento único da Taxa de Franquia na assinatura do contrato e prestações mensais pelos royalties – que incluem o uso efetivo da marca e todo o know-how –, além de uma série de outros valores, cada qual com sua porcentagem. Podem ser alguns deles:

  • Propaganda: contribuição para a publicidade, como ações e divulgações dos produtos e serviços até a manutenção de sites e outros custos com o marketing;
  • Sistema: para a manutenção de tecnologias como sistemas, aplicativos e equipamentos;
  • Serviços: para a manutenção de outras assistências necessárias imprevistas;
  • Renovação: cobrada ao fim do contrato, para que esse seja renovado.

Ou seja, em troca de diversos encargos únicos ou mensais, o franqueado tem acesso a diversos serviços imprescindíveis, mas que levantam a dúvida se vale a pena investir em franquias.

Por isso, é importante ter em mente que cada rede tem as suas particularidades e é preciso entender bem todos os trâmites a serem acordados. Eles estarão disponíveis na Circular de Oferta de Franquias (COF), que descreve todos os custos e obrigações de ambas as partes.

Mas antes disso, vamos ver quais são as principais vantagens e desvantagens desse modelo de negócio?

 

Vantagens
  • Plano de negócios já formatado;
  • Viabilização da estruturação da unidade;
  • Publicidade dividida com a rede de franqueados;
  • Outros serviços e custos como maquinário, por exemplo, também dividido com a rede de franqueados;
  • Credibilidade no mercado;
  • Obtenção de know-how já testado no mercado;
  • Treinamentos e capacitações para você e funcionários;
  • Assistência do franqueador.

 

Desvantagens
  • Limitação na escolha da localização, que é determinada pelo franqueador;
  • Não ter independência nas decisões sobre o negócio;
  • Inflexibilidade nas operações da empresa, que deve atuar de acordo com o padrão da franquia;
  • Multas ou outras consequências em casos de o franqueado não seguir o que é instruído pela franquia, mesmo que seja melhor para a unidade;
  • Limitação na variedade de produtos imposta pelo franqueador;
  • Não garantia de sucesso, apesar de todas as vantagens apresentadas;
  • A transferência do negócio depende da aprovação do franqueador, mesmo para familiares em casos de morte ou acidentes;
  • Possibilidade de má administração por parte do franqueador.

 

Como escolher a franquia certa?

Se você está convencido de que vale a pena investir em franquias e quer apostar nesse modelo de negócio, certamente precisa escolher uma marca.

Para isso, o primeiro passo é não tomar essa decisão impulsivamente ou simplesmente porque gosta da marca como consumidor. Além disso, é fundamental ter em mente que nenhuma rede será perfeita. Assim como toda empresa, ela terá desafios a serem superados e, como franqueado, nem sempre você terá o poder de solucionar os problemas como quiser.

Mas, então, como escolher?

O melhor caminho para decidir é avaliar tanto o seu perfil quanto o do franqueador. Isso você pode fazer ao responder questões como:

  • Capital disponível para investimento;
  • Segmento de atuação desejado;
  • Localização de preferência para atuar;
  • Disponibilidade para trabalhar;
  • Valor de retorno necessário por mês;
  • Período mínimo de retorno do investimento;
  • Valores e propósitos de vida;
  • Objetivos pessoais e profissionais a médio e longo prazos.

A partir desses resultados, é possível que você já descarte muitas das opções só pelo seu capital de investimento disponível ou até mesmo pela identificação ou não com a missão de algumas marcas.

Outro ponto a ser enfatizado nesse momento é que o valor para investimento inicial não é suficiente. Como vimos acima, cada negócio vai apresentar um período mínimo de retorno, mas nem sempre as taxas mensais serão abatidas nesse tempo. Por isso, conhecer a COF é determinante para a escolha.

Isso sem contar, é claro, que investir em franquias não significa ter menos trabalho. Pelo contrário. Você terá que seguir regras claras de padronização e será auditado regularmente. Por isso, novamente é bom entender quais são as necessidades da empresa ou do setor antes de dar o passo seguinte.

 

Por onde começar?

Definida a marca à qual você deseja se franquear, é preciso fazer um cadastro para um primeiro contato. Nesse momento, tanto a empresa pode te enviar as oportunidades que ela apresenta quanto já realizar uma primeira avaliação do perfil do interessado.

Em seguida, espere ser chamado para uma reunião onde serão expostos os detalhes do negócio – e onde será entregue a Circular de Oferta de Franquias (COF) –, além de ser uma boa oportunidade para você tirar dúvidas sobre o mercado, riscos e intenções da marca.

A partir disso, é imprescindível que você analise o documento e a rede de empresas da marca. Vá pessoalmente às unidades, observe a dinâmica dos funcionários e dos clientes, converse com outros franqueados sobre a realidade do negócio e, só então, tome a sua decisão de investir.

 

Como é a contabilidade das franquias?

As franquias atuam sob uma mesma marca, mas devem cumprir obrigações fiscais e contábeis de forma independente. Por isso, recorrer a um bom contador é fundamental para manter a saúde financeira da unidade em dia.

Com mais de 60 anos de experiência, a Pigatti Contabilidade conta com um time de profissionais especializados em assessoria contábil, fiscal e tributária para diversas áreas de atuação. Entre em contato conosco aqui.

 

ESCRITO POR:  Fernando Pigatti 

Líder no Marketing da Pigatti Contabilidade. Ajudando os donos de negócios no Brasil!


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\n[[Imagem:Blank map.svg|400px|left|Localidades na vizinhan\u00e7a]] \n{{Image label|x=0.5|y=0.5|scale=400|text=[[Imagem:Map pointer black.svg|20px|Coachella]]'''Coachella'''}} \n{{Image label|x=0.308|y=0.365|scale=400|text=[[Imagem:Small-city-symbol.svg|16px|Localidade com 6229 habitantes (2000).]] [[Bermuda Dunes (Calif\u00f3rnia)|Bermuda Dunes]] (13 km) }} \n{{Image label|x=0.211|y=0.425|scale=400|text=[[Imagem:Small-city-symbol.svg|14px|Localidade com 3816 habitantes (2000).]] [[Indian Wells (Calif\u00f3rnia)|Indian Wells]] (16 km) }} \n{{Image label|x=0.401|y=0.416|scale=400|text=[[Imagem:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 49116 habitantes (2000).]] [[Indio (Calif\u00f3rnia)|Indio]] (7 km) }} \n{{Image label|x=0.287|y=0.509|scale=400|text=[[Imagem:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 23694 habitantes (2000).]] [[La Quinta (Calif\u00f3rnia)|La Quinta]] (11 km) }} \n{{Image label|x=0.676|y=0.721|scale=400|text=[[Imagem:Small-city-symbol.svg|16px|Localidade com 5402 habitantes (2000).]] [[Mecca (Calif\u00f3rnia)|Mecca]] (15 km) }} \n{{Image label|x=0.162|y=0.405|scale=400|text=[[Imagem:Dot-yellow.svg|20px|Localidade com 41155 habitantes (2000).]] [[Palm Desert]] (19 km) }} \n
{{clear|left}}\n\n== Demografia ==\n{|style=\"float:right;\"\n|-\n| {{Crescimento populacional de Coachella}}\n|}\nSegundo o [[Censo dos Estados Unidos de 2010|censo nacional de 2010]], a sua popula\u00e7\u00e3o \u00e9 de {{Fmtn|40704}} [[Popula\u00e7\u00e3o|habitante]]s e sua [[densidade populacional]] \u00e9 de 542,86 hab/km\u00b2. Possui {{Fmtn|9903}} resid\u00eancias, que resulta em uma densidade de 132,07 resid\u00eancias/km\u00b2.\n\n{{Refer\u00eancias|col=2}}\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n{{Commons|Coachella, California}}\n{{Commonscat|Coachella, California}}\n* {{Oficial|http://www.coachella.org|en}}\n* {{City-data|Coachella|California}} {{En}}\n\n{{Esbo\u00e7o-geoeua}}\n\n{{Condado de Riverside}}\n{{Calif\u00f3rnia}}\n\n{{Portal3|Geografia|Calif\u00f3rnia|Estados Unidos}}\n\n[[Categoria:Cidades da Calif\u00f3rnia]]\n[[Categoria:Localidades do condado de Riverside]]"}]},"4459731":{"pageid":4459731,"ns":0,"title":"Movimento Wireless Aberto","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"\nO '''Movimento Wireless Aberto'''{{citar web | titulo= G1 - Movimento quer redes wi-fi abertas para aumentar a privacidade | url=http://g1.globo.com/tecnologia/blog/seguranca-digital/post/movimento-quer-redes-wi-fi-abertas-para-aumentar-privacidade.html| acessodata=20 de agosto de 2014 | autor=Altieres Rohr| ano=2014|mes= Julho}} ou '''Movimento Rede sem fio Aberta''' do ingl\u00eas ''[[Open Wireless Movement]]''{{citar web |url=https://openwireless.org/ |titulo=Site Open Wireless Movement |acessodata=20 de agosto de 2014 |autor= |autorlink= |coautores= |data= |ano= |mes= |formato= |obra= |publicado= |paginas= |lingua=ingl\u00eas |arquivourl= |arquivodata= |citacao= }} , defende que as [[redes sem fio]] devem ser abertas ou parcialmente abertas, suportado pela [[Electronic Frontier Foundation]]{{citar web |url=https://www.eff.org/issues/open-wireless |titulo=EFF sobre Open Wireless Movement |acessodata=20 de agosto de 2014 |autor= |autorlink= |coautores= |data= |ano= |mes= |formato= |obra= |publicado= |paginas= |lingua=ingl\u00eas |arquivourl= |arquivodata= |citacao= }} (EFF) dos Estados Unidos e outras institui\u00e7\u00f5es como a [[Mozilla]] e o [[Internet Archive]].\n\nO Movimento Wireless Aberto idealiza um mundo em que em qualquer [[espa\u00e7o urbanizado]] tem-se acesso autom\u00e1tico e liberado a [[internet]] sem fio sem a necessidade do compartilhamento de senhas. Para o movimento essa atitude colabora para atingir a ubiquidade da computa\u00e7\u00e3o termo cunhado por [[Mark Weiser]] no seu artigo ''The Computer for the 21st Century''.{{citar web|url=http://wiki.daimi.au.dk/pca/_files/weiser-orig.pdf|titulo=The Computer for the 21st Century|acessodata=20 de agosto de 2014|autor=Mark Weiser|autorlink=|coautores=|data=|ano=1991|mes=|formato=|obra=|publicado=|paginas=|lingua=ingl\u00eas|arquivourl=https://web.archive.org/web/20111116133741/http://wiki.daimi.au.dk/pca/_files/weiser-orig.pdf|arquivodata=2011-11-16|citacao=|urlmorta=yes}}, sendo o meio pelo qual cada dispositivo computacional ao nosso redor permanece conectado em qualquer lugar que estejamos sem que precisemos ter isso em mente.\n\n==Motiva\u00e7\u00f5es para uma rede sem fio aberta==\n\nSegundo a Open Wireless Movement uma vez que o endere\u00e7o [[IP]] n\u00e3o \u00e9 mais um identificador de identidade ou acesso pois muitas t\u00e9cnicas atuais mudam o IP do usu\u00e1rio, dificultando assim o trabalho de [[monitoramento]] e [[espionagem]] do acesso a internet nada impediria o compartilhamento da conex\u00e3o com a internet por quest\u00f5es de identidade.\n\nOutros pontos levantandos s\u00e3o a [[inclus\u00e3o digital]], o melhor aproveitamento do [[espectro do sinal]] uma vez que as redes sem fio que obedecem ao protocolo [[802.11]] gerenciam melhor grandes quantidade de usu\u00e1rios, al\u00e9m de prestar ajuda a turistas e passantes do local que precisem de uma conex\u00e3o a internet.\n\n==O projeto Open Wireless Router{{citar web |url=https://openwireless.org/router/download#faq-What-is-the-Open-Wireless-Router-project? |titulo= P\u00e1gina do Projeto Open Wireless Router |acessodata=20 de agosto de 2014 |autor= |autorlink= |coautores= |data= |ano= |mes= |formato= |obra= |publicado= |paginas= |lingua=ingl\u00eas |arquivourl= |arquivodata= |citacao= }}==\n\n\u00c9 um projeto da [[Electronic Frontier Foundation]] como parte do Movimento Wireless Aberto, o Open Wireless Router ou Roteador Wireless Aberto \u00e9 um [[firmware]] que permitir\u00e1, de uma forma simples, partilhar livremente parte da nossa Internet de casa com estranhos.A primeira vers\u00e3o desse firmware j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel desde 20 de Julho de 2014.\n\nServi\u00e7os como o [[MEO]] ou [[NOS]] permitem ter a nossa rede privada e tamb\u00e9m uma rede gen\u00e9rica que oferece acesso o outros clientes do mesmo servi\u00e7o{{citar web |url=http://pplware.sapo.pt/tutoriais/partilhe-ja-a-sua-internet-novo-firmware-da-eff-disponivel/ |titulo= Pplware sobre o Projeto Open Wireless Router |acessodata=20 de agosto de 2014 |autor= |autorlink= |coautores= |data= |ano= |mes= |formato= |obra= |publicado= |paginas= |lingua= |arquivourl= |arquivodata= |citacao= }}. \n\nNo Brasil a empresa [[Oi]] tem o servi\u00e7o [[Oi WiFi FON]]{{citar web |url=http://www.oi.com.br/ArquivosEstaticos/oi/oi-wifi/ |titulo= Oi WiFi Fon |acessodata=20 de agosto de 2014 |autor= |autorlink= |coautores= |data= |ano= |mes= |formato= |obra= |publicado= |paginas= |lingua= |arquivourl= |arquivodata= |citacao= }} uma pareceria entre a operadora e a empresa [[Fon]]\n\n==Ver tamb\u00e9m==\nRede [[FON]]\n\n{{Referencias}}\n\n[[Categoria:Movimentos]]"}]},"1529418":{"pageid":1529418,"ns":0,"title":"\u00caider-edred\u00e3o","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n| nome = \u00caider-edred\u00e3o\n| cor = pink\n| imagem = Somateria_mollissima_male..jpg\n| estado = LC\n| reino = [[Animalia]]\n| filo = [[Chordata]]\n| classe = [[Aves]]\n| ordem = [[Anseriformes]]\n| fam\u00edlia = [[Anatidae]]\n| g\u00e9nero = ''[[Somateria]]''\n| esp\u00e9cie = '''''S. mollissima'''''\n| binomial = ''Somateria mollissima''\n| binomial_autoridade = [[Carolus Linnaeus|Linnaeus]], 1758\n| mapa = Somateria_mollissima_dis.png\n}}\n[[File:Somateria mollissima MHNT.ZOO.2010.11.26.1.jpg|thumb| ''Somateria mollissima'' - [[MHNT]]]]\n{{Nota lingu\u00edstica|tema=A grafia '''''eider''''' \u00e9 bastante frequente, mas est\u00e1, no entanto, errada (cf. [http://www.portaldalinguaportuguesa.org/index.php?sel=exact&query=%EAider&action=simplesearch&base=form Portal da L\u00edngua Portuguesa]). As palavras graves terminadas em -er, tais como [[rev\u00f3lver]] ou [[p\u00f3ster|p\u00f3ster/p\u00f4ster]] carecem de acento gr\u00e1fico}}\n\nO '''\u00eaider-edred\u00e3o''' (''Somateria mollissima'') \u00e9 um [[pato]] e pertence \u00e0 ordem [[Anseriformes]]. O macho, com a sua caracter\u00edstica plumagem preta e branca, \u00e9 facilmente identific\u00e1vel. A f\u00eamea \u00e9 acastanhada.\n\nEste [[pato]] tem uma distribui\u00e7\u00e3o [[Biogeografia|hol\u00e1rctica]], nidificando nas zonas costeiras a norte do paralelo 55\u00ba, nomeadamente na [[Europa]], na [[Gronel\u00e2ndia]], no [[Canad\u00e1]], no [[Alasca]] e na [[Sib\u00e9ria]]. As popula\u00e7\u00f5es europeias s\u00e3o parcialmente migradoras, mas n\u00e3o costumam invernar para sul de [[Fran\u00e7a]], sendo a ocorr\u00eancia desta esp\u00e9cie em Portugal claramente excepcional.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Edred\u00e3o]]\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n{{Commons|Somateria mollissima}}\n* {{Link||2=http://www.avesdeportugal.info/sommol.html |3=Observa\u00e7\u00f5es de ''eider'' em Portugal}}\n\n{{esbo\u00e7o-ave}}\n\n{{DEFAULTSORT:Eider Edredao}}\n[[Categoria:Anatidae]]\n[[Categoria:Aves de Portugal]]\n[[Categoria:Aves descritas em 1758]]"}]},"1484115":{"pageid":1484115,"ns":0,"title":"Direito hebraico","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{sem notas|data=maio de 2013}}\n[[Ficheiro:Moises.jpg|thumb| Escultura de Mois\u00e9s de Michelangelo Buonarrotti]]\nO '''direito hebraico''' \u00e9 um direito religioso.O direito \u00e9 dado por Deus ao seu povo, e desde o principio \u00e9 imut\u00e1vel, s\u00f3 Deus o pode modificar, ideia que reencontraremos no [[direito can\u00f4nico]] e no [[direito mu\u00e7ulmano]]. Os int\u00e9rpretes, mais especialmente os [[rabinos]], podem interpret\u00e1-lo para o adaptar \u00e0 evolu\u00e7\u00e3o social, no entanto, eles nunca o podem modificar. H\u00e1 uma esp\u00e9cie de alian\u00e7a entre Deus e o povo que ele escolheu, o [[Dec\u00e1logo]] ditado a Mois\u00e9s \u00e9 a Alian\u00e7a do Sinai, o C\u00f3digo da Alian\u00e7a de Hashen, o [[Deuteron\u00f4mio]] \u00e9 tamb\u00e9m uma forma de alian\u00e7a.\n\n== Origem ==\nSua origem partiu dos [[Hebreus]], que porventura viviam em tribos, [[n\u00f4mades]], conduzidas por chefes. Eles atravessam [[Cana\u00e3]] \u2013 regi\u00e3o onde atualmente se encontra [[Israel]] \u2013 na \u00e9poca de [[Hamurabi]], penetram no [[Egito]], retornam (o \u00caxodo) \u00e0 regi\u00e3o e instalam-se a\u00ed entre os [[Hititas]] e os Eg\u00edpcios.\n\nO \u00caxodo, \u00e9 a fuga do povo hebreu da persegui\u00e7\u00e3o e da escravid\u00e3o fara\u00f4nica no Egito, foi comandado por Mois\u00e9s, grande l\u00edder e legislador.\n\nNa \u00e9poca em que viveu Mois\u00e9s, assim como o per\u00edodo hist\u00f3rico do \u00caxodo, ainda \u00e9 um problema para os historiadores. Uma corrente defende que o fara\u00f3 opressor dos hebreus teria sido {{lknb|Ramess\u00e9s|II}} e o fara\u00f3 do \u00eaxodo, seu sucessor [[Mernept\u00e1]], por volta de 1230 a.C.\n\n== Fonte ==\nSua fonte vem da B\u00edblia que \u00e9 um livro sagrado e nele cont\u00e9m a \"Lei\" revelada por Deus aos Israelitas. Compreende (na sua parte pr\u00e9-crist\u00e3, isto \u00e9, o Antigo Testamento) tr\u00eas grupos de livros.\n\n== Descri\u00e7\u00e3o ==\nNa B\u00edblia, encontramos o Pentateuco, que recebe pelos Judeus o nome de Tor\u00e1. Os escritos referem-se \u00e0 leis reveladas por Deus, a compila\u00e7\u00e3o dessas sendo atribu\u00edda, segundo a tradi\u00e7\u00e3o judaica, a Mois\u00e9s - sendo casualmente denominada como as \"Leis de Mois\u00e9s\". Comp\u00f5e-se de cinco Livros:\n\n* G\u00e9nese (a Cria\u00e7\u00e3o, a vida dos patriarcas);\n* o \u00caxodo (estadia no Egito e volta \u00e0 Cana\u00e3);\n* o Lev\u00edtico (livro de prescri\u00e7\u00f5es religiosas e culturais);\n* o N\u00fameros (senso da popula\u00e7\u00e3o; sobretudo a organiza\u00e7\u00e3o da for\u00e7a material);\n* o Deuteron\u00f4mio (que complementa os quatro livros precedentes);\n\nO [[C\u00f3digo da Alian\u00e7a]], conservado no \u00caxodo (XX, 22, a XXIII, 33); pela sua forma e pelo seu fundo, tem um texto que assemelha-se \u00e0s codifica\u00e7\u00f5es mesopot\u00e2micas e hititas, nomeadamente ao [[C\u00f3digo de Hamurabi]]. A [[Thora]] conservou uma autoridade consider\u00e1vel, mesmo nos nossos dias; qualquer interpreta\u00e7\u00e3o do direito hebraico apoia-se num vers\u00edculo da B\u00edblia.\n\nA B\u00edblia, al\u00e9m de fonte formal de direito, tamb\u00e9m ainda \u00e9 a principal fonte hist\u00f3rica para conhecimento do povo hebreu.\n\n== Senten\u00e7a ==\nConforme se deduz da leitura do Lev\u00edtico, o apedrejamento era o modo ordin\u00e1rio de se aplicar a pena capital, prescrita pela lei dos hebreus: \"Fala aos filhos de Israel nestes termos: quem ultraja o seu Deus, suportar\u00e1 o castigo do seu delito. Aquele que proferir blasf\u00eamias contra o nome do Senhor, ser\u00e1 punido com a morte e toda a congrega\u00e7\u00e3o o apedrejar\u00e1. Quer seja estrangeiro, quer seja natural do pa\u00eds, se proferir blasf\u00eamias contra o nome do Senhor, ser\u00e1 punido com a morte\" (24:15,16).\n\nOs hebreus arrancavam todas as roupas do condenado \u00e1 lapida\u00e7\u00e3o, exceto uma faixa, que lhe cingia os rins. Depois a primeira testemunha o arremessava ao solo, do alto de um tablado com dez p\u00e9s de altura. E a segunda testemunha, lan\u00e7ando uma pedra, queria atingi-lo no peito, bem acima do cora\u00e7\u00e3o. Se este ato n\u00e3o lhe desse a morte, as outras pessoas ali presentes o cobriam de pedradas, at\u00e9 o momento da morte do condenado.\n\nCumprida a senten\u00e7a, o cad\u00e1ver era queimado ou dependurado numa \u00e1rvore.\n\nUma testemunha apenas n\u00e3o leva \u00e1 pena de morte: \"Todo homem que matar outro, ser\u00e1 morto, ouvidas as testemunhas, mas uma s\u00f3 testemunha n\u00e3o pode em seu depoimento condenar.\" (Num. 35:30).\n\nA lei hebraica tamb\u00e9m condenava a serem lapidados os que n\u00e3o guardavam o dia de s\u00e1bado. O N\u00fameros \u00e9 o livro da B\u00edblia que relata a hist\u00f3ria do povo hebreu, desde os epis\u00f3dios do monte Sinai at\u00e9 o come\u00e7o de sua fixa\u00e7\u00e3o na \"terra prometida\", mas \u00e9 tamb\u00e9m uma obra onde aparece, de modo eloquente, toda a severidade de Mois\u00e9s na aplica\u00e7\u00e3o da pena de morte: \"Durante a sua perman\u00eancia no deserto, os filhos de Israel encontraram um homem a apanhar lenha, em dia de s\u00e1bado. Os que o encontraram a apanhar lenha, conduziram-no \u00e0 presen\u00e7a de Mois\u00e9s e de Aar\u00e3o, diante de toda a congrega\u00e7\u00e3o. Meteram-lo em pris\u00e3o, porque n\u00e3o fora ainda declarado o que se lhe deveria fazer. Ent\u00e3o o Senhor disse a Mois\u00e9s: 'Esse homem deve ser punido com a morte, toda a congrega\u00e7\u00e3o o apedrejar\u00e1 fora do acampamento'. E toda a congrega\u00e7\u00e3o o levou para fora do acampamento, apedrejando-o at\u00e9 morrer, como o Senhor tinha ordenado a Mois\u00e9s (Num 15:32, 33, 34, 35, 36).\n\nOutra forma de aplicar a pena de morte era o enforcamento, tamb\u00e9m descrito no N\u00fameros: Quando os israelitas se estabeleceram em Sitim, perto das fronteiras de Jeric\u00f3, eles cometeram os maiores excessos sexuais com as mulheres da terra de Moab. Ajoelharam-se diante dos \u00eddolos dessas mulheres e renderam culto a Baal-Fagor (ou Baal-Peor), o deus da lux\u00faria. Por causa disso, segundo informa o livro N\u00fameros, \"a c\u00f3lera do senhor inflamou-se sobre Israel\". E o Alt\u00edssimo ordenou a Mois\u00e9s: \"-Re\u00fana todos os chefes do povo e manda-os enforcar, perante o Sol, em nome do Senhor, para que a ira divina se afaste de Israel\" ; \"Ent\u00e3o Mois\u00e9s disse aos ju\u00edzes de Israel: Mate cada um os seus homens que se juntaram a Baal-Peor.\" (Num 25:1,2,3,4,5)\n\n== Refer\u00eancias gerais ==\n* 1 \"Hist\u00f3ria da Antiguidade Oriental\", M\u00e1rio Curtis.\n* 2 \"Pena de Morte\", Fernando Jorge.\n* 3 \"Introdu\u00e7\u00e3o \u00e0 Hist\u00f3ria do Direito\", John Gilissen\n* 4 \"Origem dos Direitos dos Povos\", Jayme de Altavila.\n* 5 http://www.bibliaonline.com.br\n* 6 [[Menachem Elon]], \"Jewish Law : History, Sources, Principles\", The Jewish Publication Society, 1994. ISBN 0-8276-0389-4.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n*[[Pentateuco]]\n\n{{DEFAULTSORT:Direito Hebraico}}\n[[Categoria:Hist\u00f3ria do direito]]\n[[Categoria:Hist\u00f3ria judaica]]"}]},"3506658":{"pageid":3506658,"ns":0,"title":"Arroio Canoas","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"'''Arroio Canoas''' \u00e9 um [[distritos do Brasil|distrito]] do munic\u00edpio de [[Bar\u00e3o (Rio Grande do Sul)|Bar\u00e3o]], no [[Rio Grande do Sul]] {{citar web|url=http://biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/riograndedosul/barao.pdf|titulo=O hist\u00f3rico de Bar\u00e3o|autor=Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica|data=|publicado=|acessodata=9 de fevereiro de 2012}}. O [[distritos do Brasil|distrito]] possui cerca de 800 habitantes e est\u00e1 situado na [[regi\u00e3o]] oeste do munic\u00edpio {{citar web|url=ftp://ftp.ibge.gov.br/Censos/Censo_Demografico_2000/Dados_do_Universo/Meso_Microregioes_Distritos_Subdistritos_Bairros/Rio_Grande_do_Sul.zip|t\u00edtulo=Censo Demogr\u00e1fico 2000|autor=Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica|data=|acessodata=9 de fevereiro de 2012}}.\n{{Refer\u00eancias}}\n{{Subdivis\u00f5es do Munic\u00edpio de Bar\u00e3o}}\n{{Esbo\u00e7o-geors}}\n[[Categoria:Distritos de Bar\u00e3o (Rio Grande do Sul)]]"}]},"2290603":{"pageid":2290603,"ns":0,"title":"Mapa (matem\u00e1tica)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{mais fontes|data=junho de 2009}}\n'''Mapa''' \u00e9 um termo que pertence ao [[jarg\u00e3o]] [[matem\u00e1tica|matem\u00e1tico]] coloquial, e que pode referir-se a uma [[fun\u00e7\u00e3o (matem\u00e1tica)|fun\u00e7\u00e3o]] ou a uma [[Rela\u00e7\u00e3o (matem\u00e1tica)|rela\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica]], quando se trata de [[dom\u00ednio (matem\u00e1tica)|dom\u00ednios]] e/ou [[contradom\u00ednio]]s n\u00e3o necessariamente num\u00e9ricos.\n\nOutros sin\u00f4nimos s\u00e3o ''[[fun\u00e7\u00e3o (matem\u00e1tica)|aplica\u00e7\u00e3o matem\u00e1tica]]'' e ''transforma\u00e7\u00e3o''.\n\n'''Mapa''' provem da palavra [[l\u00edngua inglesa|inglesa]] ''map'', e tamb\u00e9m se utiliza no jarg\u00e3o matem\u00e1tico como verbo ('''mapear'''[http://www.dsc.ufcg.edu.br/~gmcc/mq/fr_algebra_linear4.html ''Operadores Lineares e Matrizes''] - '''www.dsc.ufcg.edu.br''' (um exemplo acad\u00eamico do uso do verbo mapear em \u00e1lgebra)), assim como o termo mapeamento[http://www.fma.if.usp.br/~fleming/lie/node7.html ''As formas invariantes e a \u00e1lgebra de Lie''] - '''www.fma.if.usp.br''' (um exemplo acad\u00eamico do uso do termo mapeamento).\n\n== Refer\u00eancias ==\n\n\n* [http://mathworld.wolfram.com/Map.html Map] - ''MathWorld'' {{en}}\n\n[[Categoria:Matem\u00e1tica]]"}]},"505097":{"pageid":505097,"ns":0,"title":"Hist\u00f3ria da regi\u00e3o Sul do Brasil","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"[[Imagem:Ruinas de Sao Miguel das Missoes.jpg|miniatura|300px|left|Ruinas de [[S\u00e3o Miguel das Miss\u00f5es]]]]\nOs primeiros e milenares habitantes que viviam na Regi\u00e3o Sul do Brasil foram os povos [[povos amer\u00edndios|piroquenc\u00eas]] naturais da terra, principalmente os [[guaranis]] ([[mby\u00e1]]s),{{citar web|url=http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/03almanq/estrs.htm|t\u00edtulo=Rio Grande do Sul|autor=Escola Municipal Vila Monte Cristo|publicado=Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o de Porto Alegre|acessodata=19 de julho de 2012}} os [[kaingang]]s{{citar web|url=http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/03almanq/estpr.htm|t\u00edtulo=Paran\u00e1|autor=Escola Municipal Vila Monte Cristo|publicado=Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o de Porto Alegre|acessodata=19 de julho de 2012}} e os [[carij\u00f3]]s.{{citar web|url=http://websmed.portoalegre.rs.gov.br/escolas/montecristo/03almanq/estsc.htm|t\u00edtulo=Santa Catarina|autor=Escola Municipal Vila Monte Cristo|publicado=Secretaria Municipal da Educa\u00e7\u00e3o de Porto Alegre|acessodata=19 de julho de 2012}}\n\nPosteriormente, a vinda dos padres espanh\u00f3is da [[Companhia de Jesus]] objetivou a catequiza\u00e7\u00e3o dos [[Povo ind\u00edgena|ind\u00edgenas]] e a domina\u00e7\u00e3o da terra. Os padres jesu\u00edtas foram os fundadores das aldeias que se chamavam [[Miss\u00f5es jesu\u00edticas|miss\u00f5es]] ou redu\u00e7\u00f5es. Os [[Povo ind\u00edgena|ind\u00edgenas]], al\u00e9m de habitantes das miss\u00f5es, eram criadores de [[gado]], ou seja, dedicavam-se \u00e0 [[pecu\u00e1ria]], eram agricultores e aprendizes de of\u00edcios.{{citar web|url=http://www.urisan.tche.br/~iphan/upload/downloads/file1.pdf|t\u00edtulo=A forma\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica dos munic\u00edpios da regi\u00e3o das Miss\u00f5es do Brasil|autor=RAMOS, Antonio Dar|data=25 de janeiro de 2006|publicado=Campus Santo \u00c2ngulo da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Miss\u00f5es|acessodata=19 de julho de 2012}}\n\nOs [[bandeirantes (hist\u00f3ria)|bandeirantes]] vindos da [[Capitania de S\u00e3o Paulo]] realizaram ataques \u00e0s miss\u00f5es objetivando o aprisionamento de [[Povo ind\u00edgena|ind\u00edgenas]]. Por essa raz\u00e3o, os padres da [[Companhia de Jesus]] e os [[Povo ind\u00edgena|ind\u00edgenas]] fugiram do local, abandonando o gado pelos [[Campo (bioma)|campos]]. Pouco a pouco, houve a fixa\u00e7\u00e3o de uma grande leva de [[S\u00e3o Paulo (estado)|paulistas]] no [[litoral]] de [[Santa Catarina]].{{citar web|url=http://www.itajai.sc.gov.br/simbolos.php|t\u00edtulo=Hist\u00f3ria|autor=Prefeitura de Itaja\u00ed|acessodata=19 de julho de 2012}} Eles foram os fundadores das mais antigas vilas no [[litoral]].\n\nOs [[S\u00e3o Paulo (estado)|paulistas]] tamb\u00e9m tiveram interesse pelo [[com\u00e9rcio]] do gado. Os [[tropeiro]]s, isto \u00e9, os que comerciavam [[gado]], faziam a reuni\u00e3o do gado que se espalhava pelos campos. Eles conduziam em tropas as [[mula]]s, os [[cavalo]]s e o [[Boi|gado franqueiro]] para a venda nas feiras de gado que ocorriam em [[Sorocaba]]. No caminho de passagem das tropas houve o surgimento dos povoados e certos povoados foram transformados em cidades.{{citar web|url=http://www.ihggi.org.br/pag.php?pag=historiadotropeirismo|t\u00edtulo=A Hist\u00f3ria do Tropeirismo|autor=Instituto Hist\u00f3rico, Geogr\u00e1fico e Geneal\u00f3gico de Itapeva|acessodata=20 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20121115152232/http://www.ihggi.org.br/pag.php?pag=historiadotropeirismo|arquivodata=2012-11-15|urlmorta=yes}} Os tropeiros tamb\u00e9m foram os organizadores das mais antigas [[est\u00e2ncia]]s, ou seja, fazendas onde se cria de [[gado]].O primeiro grande tropeiro foi um fidalgo portugu\u00eas, Crist\u00f3v\u00e3o Pereira de Abreu, descendente do condest\u00e1vel Nuno \u00c1lvares Pereira. Crist\u00f3v\u00e3o de Abreu nasceu em Ponte de Lima, em 1680, e veio para o Rio de Janeiro aos 24 anos. Aqui, casou com D. Clara de Amorim, com quem n\u00e3o teve filhos.
Em 1722, aos 42, fez um grande neg\u00f3cio. Arrematou o monop\u00f3lio de couros do sul do Brasil, mediante o compromisso de pagar 70 mil cruzados para a Fazenda Real anualmente. Tratou de come\u00e7ar a explorar esse manancial de ganhos, chegando a exportar 500 mil pe\u00e7as de boi por ano, atrav\u00e9s da Col\u00f4nia de Sacramento (ent\u00e3o de posse dos Portugueses).
Crist\u00f3v\u00e3o de Abreu tamb\u00e9m instalou sua pr\u00f3pria est\u00e2ncia, situada entre o Canal de Rio Grande e a plan\u00edcie de Quint\u00e3o. Mas o seu grande feito seria estabelecer um caminho por terra entre os pampas e o mercado que clamava por gado.
\n\nPara promover a defesa das [[est\u00e2ncia]]s que os tropeiros criaram, o governo [[Portugal|portugu\u00eas]] ordenou a constru\u00e7\u00e3o de [[forte]]s militares na [[regi\u00e3o]].Remonta a uma fortifica\u00e7\u00e3o iniciada pelo engenheiro militar, brigadeiro Jos\u00e9 da Silva Paes, em 19 de Fevereiro de 1737, em \u00e1rea fortificada provis\u00f3riamente pelo lado da campanha pelo coronel de ordenan\u00e7as Crist\u00f3v\u00e3o Pereira de Abreu (importante criador portugu\u00eas de gado), que o aguardava em terra, e destinava-se a servir de alojamento \u00e0 tropa de 1.\u00aa Linha da expedi\u00e7\u00e3o. Este pres\u00eddio (col\u00f4nia militar), sob a invoca\u00e7\u00e3o de Jesus, Maria, Jos\u00e9 (Pres\u00eddio de Jesus, Maria, Jos\u00e9), constituiu o n\u00facleo da Col\u00f4nia do Rio Grande de S\u00e3o Pedro (Col\u00f4nia de S\u00e3o Pedro), fundada oficialmente em Maio de 1737, consoante as ordens recebidas do governador da Capitania do Rio de Janeiro, Gomes Freire de Andrade (1733-1763). A escolha de seu local, bem como sua coloniza\u00e7\u00e3o com o estabelecimento de est\u00e2ncias de gado, permitia apoiar as comunica\u00e7\u00f5es por terra entre Laguna e a Col\u00f4nia do Sacramento, bem como oferecia ancoradouro seguro \u00e0s comunica\u00e7\u00f5es mar\u00edtimas naquele trecho da costa, particularmente hostil \u00e0 navega\u00e7\u00e3o. Nos arredores dos [[forte]]s houve o surgimento de povoados como a atual cidade ga\u00facha de [[Bag\u00e9]].{{citar web|url=http://www.bage.rs.gov.br/simbolos.php|t\u00edtulo=Hist\u00f3ria|autor=Prefeitura de Bag\u00e9|acessodata=20 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140327234939/http://www.bage.rs.gov.br/simbolos.php|arquivodata=2014-03-27|urlmorta=yes}} H\u00e1 muito tempo, os [[Portugal|portugueses]] e os [[Espanha|espanh\u00f3is]] entraram na luta para se empossarem das terras do Sul.{{citar web |url=http://www.arqnet.pt/exercito/brasil12.html |t\u00edtulo=As Campanhas no Brasil, 12: Conclus\u00e3o |acessodata=17 de janeiro de 2010 |publicado=O Portal da Hist\u00f3ria }} As brigas foram continuadas e somente foram solucionadas com os [[tratado]]s assinados.{{citar web|url=http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc016a.htm|t\u00edtulo=O Tratado de Madrid (ou dos Limites) (II)|data=1750|publicado=Hist\u00f3ria Aberta|acessodata=20 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20120313132904/http://historiaaberta.com.sapo.pt/lib/doc016a.htm|arquivodata=2012-03-13|urlmorta=yes}} Os [[fronteira|limites]] das terras que se localizam no sul do [[Brasil]] foram determinados pela assinatura de tratados.\n\nO grande crescimento da popula\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o Sul ocorreu depois que os [[imigra\u00e7\u00e3o|imigrantes]] chegaram da [[Europa]].{{carece de fontes|data=Agosto de 2012}} Os primeiros que imigraram para o Sul do Brasil foram os [[A\u00e7ores|a\u00e7orianos]].A imigra\u00e7\u00e3o a\u00e7oriana para o litoral sulista foi bem menos significativa numericamente do que a migra\u00e7\u00e3o de minhotos e outros portugueses do Norte para a regi\u00e3o mineradora. Todavia, o impacto demogr\u00e1fico que esses colonos das ilhas tiveram no litoral do Sul do Brasil foi enorme. Entre 1745 e 1756, cerca de 6 mil ilh\u00e9us chegaram ao litoral de Santa Catarina, sendo que a popula\u00e7\u00e3o local era de apenas 5 mil pessoas. Santa Catarina recebeu 4.612 pessoas em 1748, 1.666 em 1749, 860 em 1750 e 679 em 1753. Outros tantos rumaram para o Rio Grande do Sul. Esses colonos portugueses se fixaram ao longo do litoral, onde fundaram pequenas vilas e lugarejos, vivendo da produ\u00e7\u00e3o de trigo e da pesca. Ap\u00f3s a imigra\u00e7\u00e3o dos a\u00e7orianos, houve a vinda em especial dos [[Alemanha|alem\u00e3es]] ([[1824]], [[S\u00e3o Leopoldo]], [[Rio Grande do Sul]]),A primeira col\u00f4nia alem\u00e3 foi fundada em 1824, com o nome de S\u00e3o Leopoldo, no Rio Grande do Sul, numa \u00e1rea de terras p\u00fablicas do Vale do Rio dos Sinos. e dos [[It\u00e1lia|italianos]] ([[1875]]).Os italianos chegaram de in\u00edcio \u00e0 regi\u00e3o sul, onde estavam instalando col\u00f4nias de imigrantes. Em meados do s\u00e9culo XIX, o governo brasileiro criou as primeiras col\u00f4nias. Estas col\u00f4nias foram fundadas em \u00e1reas rurais como a Serra Ga\u00facha, Garibaldi e Bento Gon\u00e7alves (1875). Estes imigrantes eram, na maioria, da regi\u00e3o do V\u00eaneto, norte da It\u00e1lia. Depois de cinco anos, face ao grande n\u00famero de imigrantes, o governo teve de criar uma nova col\u00f4nia italiana em Caxias do Sul. Nestas regi\u00f5es os italianos come\u00e7aram a cultivar a uva e produzir vinhos. Atualmente, estas \u00e1reas de coloniza\u00e7\u00e3o italiana produzem os melhores vinhos do Brasil. Tamb\u00e9m em 1875, foram fundadas as primeiras col\u00f4nias catarinenses em Crici\u00fama e Urussanga e, em seguida, as primeiras do Estado do Paran\u00e1. Outros grupos ([[Oriente M\u00e9dio|\u00e1rabes]], [[Pol\u00f4nia|poloneses]] e [[Jap\u00e3o|japoneses]]) tamb\u00e9m estiveram \u00e0 procura da [[regi\u00e3o]] para fazer dela sua morada.{{citar web|url=http://www.cidadao.pr.gov.br/modules/conteudo/conteudo.php?conteudo=77|t\u00edtulo=Etnias|autor=Secretaria de Estado do Turismo|data=|publicado=Governo do Paran\u00e1|acessodata=18 de julho de 2011}} Os imigrantes foram os fundadores de col\u00f4nias que foram transformadas em cidades de import\u00e2ncia como [[Caxias do Sul]].{{citar web|url=http://www.caxias.rs.gov.br/cidade/|t\u00edtulo=A Cidade: Hist\u00f3rico|autor=Prefeitura de Caxias do Sul|acessodata=21 de julho de 2012}}\n\nAs terras que ficam no norte e oeste do [[Paran\u00e1]] e no oeste de [[Santa Catarina]] foram as \u00faltimas regi\u00f5es que os brasileiros povoaram.{{citar web|url=http://cj.uenp.edu.br/ch/anpuh/textos/011.pdf|t\u00edtulo=COLONIZA\u00c7\u00c3O DO OESTE DO PARAN\u00c1 ENTRE AS D\u00c9CADAS DE 1950 A 1960|autor=PEREIRA, Sidnei Aparecido Peli\u00e7on|data=maio de 2008|publicado=Campus Jacarezinho da Universidade Estadual do Norte do Paran\u00e1|acessodata=21 de julho de 2012}}{{Liga\u00e7\u00e3o inativa|1={{subst:DATA}} }}{{citar web|url=http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/docspdf/ABEP2006_598.pdf|t\u00edtulo=MIGRA\u00c7\u00d5ES NO OESTE CATARINENSE: HIST\u00d3RIA E ELEMENTOS EXPLICATIVOS|autor=ALVES, Pedro Assump\u00e7\u00e3o; MATTEI, Lauro Francisco|publicado=Universidade de Campinas|acessodata=21 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20140328041253/http://www.abep.nepo.unicamp.br/encontro2006/docspdf/ABEP2006_598.pdf|arquivodata=2014-03-28|urlmorta=yes}} O povoamento do [[Norte do Paran\u00e1]] ocorreu com as col\u00f4nias [[agricultura|agr\u00edcolas]] criadas sob financiamento de uma companhia fundada na [[Inglaterra]].{{citar web|url=http://www.ipesdaminhaterra.com.br/historia.htm|t\u00edtulo=Hist\u00f3ria: A Companhia de terras e o desbravamento|autor=RECCO, Herm\u00ednio Rog\u00e9rio|publicado=\u00c0 Sombra dos Ip\u00eas da Minha Terra|acessodata=21 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090517115846/http://www.ipesdaminhaterra.com.br/historia.htm|arquivodata=2009-05-17|urlmorta=yes}} A vinda de pessoas de outros [[Estados do Brasil]] e de mais de 40 [[pa\u00edses]] para a [[regi\u00e3o]] objetivou o trabalho de colonos para plantar [[Cafeeiro|caf\u00e9]] e [[cereais]].{{citar web|url=http://www.rotadocafe.tur.br/pt/historico2.php|t\u00edtulo=Hist\u00f3ria do Caf\u00e9 no Paran\u00e1|autor=Rota do Caf\u00e9|acessodata=21 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20130613191345/http://www.rotadocafe.tur.br/pt/historico2.php|arquivodata=2013-06-13|urlmorta=yes}} No oeste catarinense, foi desenvolvida a [[pecu\u00e1ria]], al\u00e9m de serem exploradas a [[Erva mate|erva-mate]] e a [[madeira]].{{citar web|url=http://www.pesquisa.uncnet.br/pdf/historia/BUSCA_TERRA_COLONIZACAO_EXPLORACAO_MADEIRAS_OESTE_CATARINENSE.pdf|t\u00edtulo=Em busca da terra: Coloniza\u00e7\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o de madeiras no Oeste Catarinense|autor=WOLOSZYN, Noeli|publicado=Centro de Pesquisas UnC|acessodata=26 de julho de 2012|arquivourl=https://web.archive.org/web/20090611203325/http://www.pesquisa.uncnet.br/pdf/historia/BUSCA_TERRA_COLONIZACAO_EXPLORACAO_MADEIRAS_OESTE_CATARINENSE.pdf|arquivodata=2009-06-11|urlmorta=yes}}\n\n== Vis\u00e3o geral ==\n\nA [[Regi\u00e3o Sul do Brasil]], ao contr\u00e1rio do [[Regi\u00e3o Nordeste do Brasil|Nordeste]] e do [[Regi\u00e3o Sudeste do Brasil|Sudeste]], esteve muito tempo fora do alcance dos interesses de [[Portugal]] em virtude de fatores diversos entre os quais a posi\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica no litoral das terras lusitanas no [[continente americano]], posi\u00e7\u00e3o que a tornava distante das c\u00e9lulas iniciais da coloniza\u00e7\u00e3o e, portanto, afastada do eixo econ\u00f4mico estabelecido entre o [[Brasil]] e a Metr\u00f3pole. Processou-se o desenvolvimento do Brasil nordeste com base na [[Ciclo do a\u00e7\u00facar|ind\u00fastria a\u00e7ucareira]] e na [[Ciclo do ouro|minera\u00e7\u00e3o]], mas o sul, embora em parte j\u00e1 desbravado, chegou ao [[s\u00e9culo XX]], praticamente povoado.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=145|volume=5|id=}}\n\nDo povoamento que se processou at\u00e9 a metade do [[s\u00e9culo XIX]] resultou em uma ocupa\u00e7\u00e3o pouco expressiva constitu\u00edda por uma popula\u00e7\u00e3o rural muito rarefeita. Esta popula\u00e7\u00e3o tinha como principais atividades econ\u00f4micas a [[cria\u00e7\u00e3o de gado]] nos [[Pradaria|campos]], o cultivo da [[cana-de-a\u00e7\u00facar]] em certos pontos da [[Litoral do Brasil|faixa costeira]], extrativismo vegetal de erva-mate e incipientes culturas tempor\u00e1rias nas orlas florestais. Era, ainda, um povoamento inicial. Foi a partir do s\u00e9culo XIX e principalmente nos \u00faltimos 50 anos, em pleno s\u00e9culo XX, que a ocupa\u00e7\u00e3o humana evoluiu em marcha acelerada da qual sobreveio a ocupa\u00e7\u00e3o permanente de toda a [[regi\u00e3o]].\n\n== Fase inicial da Coloniza\u00e7\u00e3o Portuguesa ==\n\n[[Principal Igreja de Ulm|Principalmente]] no per\u00edodo inicial da ocupa\u00e7\u00e3o portuguesa, os fatores fisiogr\u00e1ficos se fizeram sentir de tal maneira que, gra\u00e7as a eles, se distinguem duas etapas na evolu\u00e7\u00e3o efetuada: o povoamento do [[Litoral do Brasil|litoral]] e o do [[Sert\u00e3o (geografia)|interior]].\n\nO povoamento inicial da [[Litoral|\u00e1rea litor\u00e2nea]] [[Paran\u00e1|paranaense]] baseou-se na [[Minera\u00e7\u00e3o de dados|minera\u00e7\u00e3o]] praticada por antigos habitantes de [[S\u00e3o Vicente (S\u00e3o Paulo)|S\u00e3o Vicente]], chegados no come\u00e7o do [[s\u00e9culo XVII]], e da qual resultou, em 1648,a funda\u00e7\u00e3o da [[vila]] de [[Paranagu\u00e1]].{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=146|volume=5|id=}} Em 1654, a divulga\u00e7\u00e3o da exist\u00eancia de minas de prata na regi\u00e3o levou ao povoamento de v\u00e1rios outros lugares ao sul de Paranagu\u00e1, tais como [[S\u00e3o Francisco do Sul]] (1658), [[ilha de Santa Catarina]] (1675), localidades nas quais a ocupa\u00e7\u00e3o espanhola processada no s\u00e9culo anterior quase n\u00e3o deixara vest\u00edgios e, por fim, [[Laguna (Santa Catarina)|Laguna]] (1676), povoa\u00e7\u00f5es que foram, respectivamente, nas \u00e9pocas em que surgiram, as mais avan\u00e7adas da costa meridional e os n\u00facleos b\u00e1sicos do povoamento catarinense.\n\nA divulga\u00e7\u00e3o destas riquezas minerais \u2014 [[prata]] que n\u00e3o existia e [[ouro]] de lavagem, logo esgotado \u2014 n\u00e3o s\u00f3 atraiu os [[portugueses]] para o trecho litor\u00e2neo como os levou a procurar realizar o plano de dom\u00edn\u00e1-lo at\u00e9 o [[rio da Prata]] antes que os [[espanh\u00f3is]] novamente se estabelecessem em alguns [[porto]]s desta faixa, garantindo a posse das minas que por ventura existissem e estendendo a fronteira sul ao estu\u00e1rio platino que consideravam como o limite natural do [[territ\u00f3rio]] [[brasil]]eiro. Levando a cabo as suas pretens\u00f5es, edificaram, em 1680, \u00e0 margem esquerda do rio da Prata, n\u00e3o ocupada pelos castelhanos a [[Col\u00f4nia do Sacramento]].\n\nEntre Laguna, at\u00e9 ent\u00e3o a povoa\u00e7\u00e3o mais avan\u00e7ada do [[litoral]] [[sul]], e a Col\u00f4nia do Sacramento foi aberto o caminho destinado, sobretudo, a atender ao [[com\u00e9rcio]] do gado. Nas idas e vindas, portugueses e lagunistas tornaram-se conhecedores da exist\u00eancia do grande rebanho de [[boi|bovinos]] e [[Caprinae|caprinos]] que ali existia \u00e0 solta e aproveitaram-no. Surgiram os [[Curral|currais]] de preia e depois as invernadas que assinalaram a ocupa\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria da regi\u00e3o, na qual n\u00e3o havia n\u00facleo de povoamento. Afinal, em 1733, habitantes de Laguna deslocaram-se para l\u00e1, fixando-se em est\u00e2ncias nas [[restinga]]s entre o [[mar]] e as [[lagoa]]s. Laguna foi, em fins do [[s\u00e9culo XVII]], o ponto de apoio da ocupa\u00e7\u00e3o brasileira no Sul. Dela partiram os elementos que se estabeleceram no litoral rio-grandense. Seus habitantes abriram os caminhos terrestres para as [[Miss\u00f5es jesu\u00edticas na Am\u00e9rica|Miss\u00f5es]] e outros que completaram as liga\u00e7\u00f5es de [[S\u00e3o Paulo (estado)|S\u00e3o Paulo]] ao [[Rio Grande do Sul]].\n\nO primeiro embri\u00e3o de n\u00facleo urbano surgiu quatro anos depois, quando, o [[Governo Portugu\u00eas|governo portugu\u00eas]] ordenou, a funda\u00e7\u00e3o de um forte que teria como objetivo a posse oficial e efetiva do Rio Grande do Sul e a defesa desta parte do litoral compreendida entre Laguna e a Col\u00f4nia do Sacramento. Foi o forte Jesus Maria Jos\u00e9 (1737) erguido \u00e0 margem do canal sangradouro. da [[Lagoa dos Patos]]. Em tomo dele formou-se o n\u00facleo original da primeira vila instalada no [[Estado (subdivis\u00e3o)|Estado]], [[Rio Grande de S\u00e3o Pedro]] (1751), hoje [[cidade]] do [[Rio Grande]].\n\nAp\u00f3s a funda\u00e7\u00e3o do forte, foram concedidas sesmarias at\u00e9 [[Santa Vit\u00f3ria do Palmar]], cujos propriet\u00e1rios se dedicaram especialmente \u00e0 [[cria\u00e7\u00e3o de gado]] o segundo n\u00facleo populacional foi [[S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte]] (1763); nasceu quando os espanh\u00f3is bloquearam a Col\u00f4nia do Sacramento e atacaram a vila de Rio Grande de S\u00e3o Pedro cujos habitantes fugiram para Laguna, [[Rio de Janeiro (cidade)|Rio de Janeiro]] e alguns para o outro lado do canal, onde fizeram florescer S\u00e3o Jos\u00e9 do Norte.\n\nEstes n\u00facleos esparsos existentes n\u00e3o s\u00f3 na costa ga\u00facha mas tamb\u00e9m na catarinense, n\u00e3o constitu\u00edam garantia para manter a posse destas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0 [[fronteira]] e amea\u00e7adas de agress\u00e3o externa. Tal fato levou o governo portugu\u00eas a introduzir a\u00ed, em 1748, o sistema de coloniza\u00e7\u00e3o com \"casais a\u00e7orianos\" a fim de completar a ocupa\u00e7\u00e3o, estabelecendo um povoamento cont\u00ednuo de [[Santa Catarina]] ao Rio Grande do Sul.\n\nLevando em conta a quest\u00e3o de defesa, a localiza\u00e7\u00e3o dos [[a\u00e7orianos]] foi estrat\u00e9gica, fazendo-se em pontos espa\u00e7ados do caminho litor\u00e2neo.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=147|volume=5|id=}} Em [[Santa Catarina]] estabeleceram-se em dois trechos: [[ilha de Santa Catarina]] - \u00e1rea continental fronteira a ela (n\u00facleos S\u00e3o Miguel, [[S\u00e3o Jos\u00e9 (Santa Catarina)|S\u00e3o Jos\u00e9]] e Enseada do Brito) e em tomo de Laguna (n\u00facleos Vila Nova e Campos de Santa Maria). No [[Rio Grande do Sul]] n\u00e3o se limitaram ao [[litoral]] (Rio Grande, Estreito, [[Mostardas]], Concei\u00e7\u00e3o do Arroio - atual [[Os\u00f3rio (Rio Grande do Sul)|Os\u00f3rio]]), estabeleceram-se, tamb\u00e9m, em n\u00facleos ao longo da [[Depress\u00e3o Central]] ([[Viam\u00e3o]], Morro de Santana, [[Porto Alegre]], [[Taquari]] e [[Rio Pardo (Rio Grande do Sul)|Rio Pardo]]).\n\nO objetivo do governo era a utiliza\u00e7\u00e3o do bra\u00e7o a\u00e7oriano na [[agricultura]], n\u00e3o s\u00f3 pelo fato de at\u00e9 ent\u00e3o a atividade quase exclusiva da regi\u00e3o ser a [[cria\u00e7\u00e3o de gado]], respons\u00e1vel pela rarefa\u00e7\u00e3o da sua [[popula\u00e7\u00e3o]], mas sobretudo pelo interesse de prender o [[homem]] \u00e0 [[Terreno|terra]], contribuindo para refor\u00e7ar a ocupa\u00e7\u00e3o do litoral e acelerando o adensamento demogr\u00e1fico. O \u00eaxito n\u00e3o foi total.\n\nNo litoral rio-grandense a agricultura iniciada pelos a\u00e7orianos n\u00e3o evoluiu com o correr dos anos. As terras fracas intercaladas por [[lagoas]] seriam naturalmente desprezadas por outras mais f\u00e9rteis do interior do [[Estado (subdivis\u00e3o)|Estado]]. Como as condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas da zona n\u00e3o sofreram transforma\u00e7\u00e3o e a cria\u00e7\u00e3o de gado continuou a ser a sua maior riqueza, at\u00e9 hoje \u00e9 a menos povoada do Estado.\n\nEm Santa Catarina, embora o litoral oferecesse melhores condi\u00e7\u00f5es, os [[ilh\u00e9u]]s limitaram-se a [[Agricultura de subsist\u00eancia|plantar para sua subsist\u00eancia]], preferindo concentrar-se nas [[vila]]s e [[povoado]]s que logo se desenvolveram. Ao contr\u00e1rio do que sucedeu no Rio Grande do Sul, a \u00e1rea costeira catarinense receberia, posteriormente, [[Imigra\u00e7\u00e3o|imigrantes]] [[Europa|europeus]] e evoluiria de modo bem significativo.\n\nO povoamento do litoral caracterizou-se, em resumo, por se haver prendido bastante \u00e0 influ\u00eancia dos fatores naturais pouco prop\u00edcios, do que resultou ocupa\u00e7\u00e3o inexpressiva em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais zonas do Brasil Meridional, excetuando-se a faixa correspondente a Santa Catarina, onde as condi\u00e7\u00f5es foram favor\u00e1veis ao estabelecimento da [[popula\u00e7\u00e3o]], e alguns trechos isolados\ndos outros Estados. Quanto ao povoamento, o interior, teve como base a cria\u00e7\u00e3o de gado.\n\nForam os [[Companhia de Jesus|jesu\u00edtas espanh\u00f3is]], os precursores da ocupa\u00e7\u00e3o do Planalto Ocidental e os respons\u00e1veis pela introdu\u00e7\u00e3o e difus\u00e3o do gado no sert\u00e3o sulino. Em 1609 partiram eles de [[Assun\u00e7\u00e3o (Paraguai)|Assun\u00e7\u00e3o]], no [[Paraguai]], e alcan\u00e7aram o [[Mesorregi\u00e3o do Oeste Paranaense|oeste paranaense]] onde, no mesmo ano, fundaram a [[Rep\u00fablica do Guair\u00e1]], composta por v\u00e1rias redu\u00e7\u00f5es. Embora o objetivo dos padres fosse a [[catequese]], trataram tamb\u00e9m da disciplina\u00e7\u00e3o do elemento nativo numa diretriz econ\u00f4mica, desenvolvendo a agricultura, a [[pecu\u00e1ria]] e a [[Extrativismo vegetal|explora\u00e7\u00e3o de madeira]]. Sabedores da exist\u00eancia e do progresso destas [[Miss\u00f5es jesu\u00edticas na Am\u00e9rica|Miss\u00f5es]], os [[Entradas e bandeiras|Bandeirantes]] para l\u00e1 se dirigiram com a inten\u00e7\u00e3o de realizar mais facilmente o apresamento dos [[ind\u00edgenas|\u00edndios]] j\u00e1 agrupados e acostumados ao trabalho. As [[Redu\u00e7\u00f5es jesu\u00edticas|redu\u00e7\u00f5es]] foram destru\u00eddas, grande n\u00famero de ind\u00edgenas conduzido para [[S\u00e3o Paulo (estado)|S\u00e3o Paulo]] e os que escaparam, levados pelos jesu\u00edtas para o Rio Grande do Sul onde, al\u00e9m das seis Miss\u00f5es que fundaram na parte central do Estado - [[Tapes (Rio Grande do Sul)|Tape]] entre os rios [[Rio Ibicu\u00ed|Ib\u00edcu\u00ed]] e [[Rio Jacu\u00ed|Jacu\u00ed]] - iniciaram dez outras na \u00e1rea correspondente ao atual noroeste do Rio Grande do Sul e ao territ\u00f3rio [[Argentina|argentino]] de [[Prov\u00edncia de Misiones|Misiones]]. O ataque a estas Miss\u00f5es n\u00e3o tardou. Antes de se retirarem das de Tape, os mission\u00e1rios soltaram o seu gado que se dispersou pelos campos ao sul da bacia do [[rio Camaqu\u00e3]], \u00e1rea que se tornou conhecida como Vacaria do Mar.\n\nDecorridos mais de 50 anos, os jesu\u00edtas retomaram ao Rio Grande do Sul, aldeiando os ind\u00edgenas em menor n\u00famero de redu\u00e7\u00f5es, nas quais eles foram armados e treinados para a defesa contra as incurs\u00f5es dos Bandeirantes. Foram os [[Sete Povos das Miss\u00f5es]] Orientais do [[Rio Uruguai|Uruguai]].{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=148|volume=5|id=}}\n\nO gado deixado pelos [[Santo In\u00e1cio de Loyola|Inacianos]] na [[Vacaria]] do Mar iria originar o [[Rebanho bovino|rebanho]] da [[Campanha Ga\u00facha]]. Ele era constantemente requestado por [[espanh\u00f3is]] vindos do sul, o que levou os padres, ap\u00f3s seu regresso, a salvar as cabe\u00e7as restantes, reunindo-as em outra vacaria em local mais protegido, a nordeste do Rio Grande do Sul. Foi esta a origem da Vacaria dos Pinhais, assim denominada por se tratar de zona de [[Pradaria|Campos]], cercada de [[Mata de Arauc\u00e1ria]].\n\nEsse fato, aparentemente sem grande import\u00e2ncia, foi a verdadeira base do povoamento da regi\u00e3o, pois estabeleceu-se o com\u00e9rcio entre Laguna e as vacarias e depois entre elas e S\u00e3o Paulo, tornando conhecida a vasta zona dos Campos meridionais.\n\nQuando os lagunistas souberam da exist\u00eancia da Vacaria dos Pinhais, para l\u00e1 rumaram, abrindo o caminho que atravessava a encosta da Serra Geral entre [[Santo Ant\u00f4nio da Patrulha]] e [[S\u00e3o Francisco de Paula (Rio Grande do Sul)|S\u00e3o Francisco de Paula]] e alcan\u00e7ava os referidos Campos, assenhoreando-se da regi\u00e3o ap\u00f3s expulsarem jesu\u00edtas e ind\u00edgenas. Santo Ant\u00f4nio da Patrulha e S\u00e3o Francisco de Paula seriam os embri\u00f5es das atuais cidades do mesmo nome.\n\nEnquanto isto se passava no extremo sul do territ\u00f3rio nacional, a descoberta da riqueza aur\u00edfera de algumas \u00e1reas do [[rio das Velhas]], do [[rio Doce]], do [[Rio das Mortes (Minas Gerais)|rio das Mortes]] e do [[Rio Jequitinhonha|Jequitinhonha]] atra\u00edra a aten\u00e7\u00e3o de todo o [[Brasil|Pa\u00eds]] e determinou o deslocamento de verdadeira massa de exploradores para as \"[[Minas Gerais]]\". O abastecimento destas \u00e1reas provinha, em geral, da marinha, por onde tamb\u00e9m se escoava a produ\u00e7\u00e3o das minas.\n\nNo in\u00edcio, a falta de animais de carga, de tra\u00e7\u00e3o e mesmo de sela era quase absoluta em Minas Gerais e em S\u00e3o Paulo. O \u00edndio e o [[Negros|negro]] escravizados e o mameluco assalariado \u00e9 que se constitu\u00edam nos meios de transporte usuais.\n\nO relevo acidentado entre o litoral e as \"Minas Gerais\", fosse pelo caminho inicial atrav\u00e9s de S\u00e3o Paulo ou depois pelo caminho aberto por [[Garcia Rodrigues Pais]], ligando diretamente a regi\u00e3o da minera\u00e7\u00e3o ao [[Rio de Janeiro (estado)|Rio de Janeiro]], n\u00e3o permitia o uso de carro\u00e7as ou carros de bois; a solu\u00e7\u00e3o seria o uso de animais de carga, escassos em S\u00e3o Paulo, Minas Gerais, [[Mato Grosso]] e [[Goi\u00e1s]], Por este motivo, os [[paulistas]], que at\u00e9 ent\u00e3o haviam incursionado pelo sul em demanda das redu\u00e7\u00f5es jesu\u00edticas para prear \u00edndios, resolveram alcan\u00e7ar os campos rio-grandenses a fim de obter aqueles animais l\u00e1 encontrados em abund\u00e2ncia, que venderiam facilmente e por alto pre\u00e7o nas \u00e1reas de [[minera\u00e7\u00e3o]]. Surgiu, assim, o famoso \"caminho do sul\", entre [[Sorocaba]] e Viam\u00e3o, caminho que seria o marco inicial do povoamento da vasta zona dos campos meridionais, juntamente com o que j\u00e1 se estabelecera ligando Laguna \u00e0s vacarias.\n\nO novo caminho se estendia atrav\u00e9s dos [[Pradaria|Campos]]; as Matas eram cortadas somente em certos trechos inevit\u00e1veis pelo fato de serem de mais dif\u00edcil acesso e pela presen\u00e7a dos ind\u00edgenas.\n\n\u00c0s margens do caminho, nas \u00e1reas campestres, surgiram os primeiros estabelecimentos nos quais se fazia o tratamento do gado, muitos dos quais seriam futuros n\u00facleos urbanos, como, entre outros, a cidade de [[Bom Jesus (Rio Grande do Sul)|Bom Jesus]] ([[Rio Grande do Sul|RS]]) e depois sesmarias onde se fixaram criadores. Nas matas originaram-se pousos que evolu\u00edam, passando a formar o povoado, a vila e, por fim, a cidade.\n\nCom a abertura do novo caminho, Laguna perdeu a invej\u00e1vel posi\u00e7\u00e3o de ponto obrigat\u00f3rio de passagem para o sul e principal centro do extremo meridional do Pa\u00eds. [[Curitiba]] sobrepujou-a realizando aquele papel de converg\u00eancia e teve seu povoamento iniciado por elementos procedentes de Paranagu\u00e1 que, buscando novas jazidas aur\u00edferas, alcan\u00e7aram o Planalto.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=149|volume=5|id=}}\n\nO arraial de Curitiba aparece oficialmente pela primeira vez quando [[Eleodoro \u00c9bano Pereira]], l\u00e1 chegado em 1645, o assinalou no mapa em que representou os Campos de Curitiba; todavia, sabe-se que ele n\u00e3o data desta \u00e9poca; j\u00e1 tinha cerca de 20 anos. A minera\u00e7\u00e3o foi a atividade inicial de seus habitantes; a partir de 1668 introduziu-se a cria\u00e7\u00e3o de gado. Os rebanhos eram pequenos porque, em virtude do isolamento em que se encontrava, Curitiba n\u00e3o mantinha rela\u00e7\u00f5es comerciais com outros centros do Pa\u00eds. A situa\u00e7\u00e3o melhorou quando seus moradores atingiram os [[Campos Gerais do Paran\u00e1|Campos Gerais]] atrav\u00e9s da [[Floresta ombr\u00f3fila mista|Mata de Arauc\u00e1ria]] correspondente \u00e0 zona de [[Campo Largo (Paran\u00e1)|Campo Largo]], devassada pelos exploradores de ouro, e passaram a levar gado para vender em S\u00e3o Paulo: o entanto, o grande incremento da cria\u00e7\u00e3o de gado dar-se-ia ap\u00f3s a abertura do \"caminho do sul\", quando Curitiba se tornou \"registro\". \u00c0 medida que se comprovaram os lucros de neg\u00f3cios de gado, processou-se a transforma\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica dos campos de Curit\u00edba, aos poucos, mineradores se fizeram tropeiros, invernistas e criadores. Da necessidade de subsist\u00eancia surgiu a [[agricultura]]; praticou-se, ainda, a extra\u00e7\u00e3o da [[erva-mate]] no extremo oriental desses Campos, onde j\u00e1 aparece a mata que cobre a [[serra]].\n\nA ocupa\u00e7\u00e3o do [[Planalto Meridional]] propiciada pelo \"caminho do sul\" fez-se sobretudo com paulistas, organizados em [[Entradas e bandeiras|Bandeiras]], diversas das anteriores, por serem colonizadoras. Desbravaram os sert\u00f5es do [[Paran\u00e1]] e de Santa Catarina e alcan\u00e7aram o Rio Grande do Sul. Os lagunenses limitaram-se \u00e0s \u00e1reas que ocuparam: costa ga\u00facha, campos de Viam\u00e3o e de Vacaria.\n\nO povoamento dos Campos Gerais come\u00e7ou nos primeiros anos do [[s\u00e9culo XVIII]] com criadores de gado vindos dos campos de Curitiba, mas expandiuse gra\u00e7as \u00e0s investidas paulistas em dire\u00e7\u00e3o ao sul, que os transformaram na via natural para atingir a [[Campanha Ga\u00facha|campanha r\u00edo-grandense]], constituindo, portanto, parte do famoso \"caminho do sul\". A intensa circula\u00e7\u00e3o que se processou acarretou o estabelecimento de uma s\u00e9rie de pousas de tropas, dispostos em dist\u00e2ncias regulares ao longo dos Campos Gerais, tais como [[Jaguaria\u00edva]], Furnas (atual [[Pira\u00ed do Sul]]), Iap\u00f3 ([[Castro (Paran\u00e1)|Castro]]), [[Ponta Grossa]], [[Palmeira (Paran\u00e1)|Palmeira]], [[Campo do Tenente]] e Vila do Pr\u00edncipe ([[Lapa (Paran\u00e1)|Lapa]]).\n\nDepois desses campos, ap\u00f3s transpor o [[Rio Negro (Paran\u00e1)|rio Negro]], o caminho atravessava um trecho ocupado por [[Floresta ombr\u00f3fila mista|mata de arauc\u00e1ria]] at\u00e9 alcan\u00e7ar os [[Pradaria|campos]] de [[Lages|Lajes]].\n\nNesse percurso nasceria Capela da Mata que daria origem a Rio Negro (Paran\u00e1) e [[Mafra (Santa Catarina)|Mafra]] (Santa Catarina), cidades g\u00eameas separadas por aquele curso fluvial.\n\nOs campos de Lajes estavam sob a jurisdi\u00e7\u00e3o do Rio Grande e neles j\u00e1 se haviam estabelecido alguns povoadores esparsos, vindos de Vacaria, do litoral e mesmo de S\u00e3o Paulo, por\u00e9m quando as Bandeiras povoadoras paulistas l\u00e1 chegaram (1766) tiveram a miss\u00e3o de edificar uma povoa\u00e7\u00e3o, o que realmente fizeram apesar dos protestos da prov\u00edncia ga\u00facha. O povoado foi [[Lages|Nossa Senhora dos Prazeres de Lajes]] (1767); cresceu rapidamente, sendo, desde cedo, o centro da regi\u00e3o. Ainda em [[Santa Catarina]] foram fundados nessa \u00e9poca outros n\u00facleos que originaram povoados e cidades tais como [[Curitibanos]], [[Ponte Alta do Norte|Ponte Alta]] e [[S\u00e3o Joaquim (Santa Catarina)|S\u00e3o Joaquim]].\n\nNo Rio Grande do Sul, lagunenses e paulistas haviam ocupado os Campos da antiga [[Vacaria|Vacaria dos Pinhais]], mas viviam dispersas. A cidade de Vacaria nasceria da necessidade que estes fazendeiros tinham de um centro onde pudessem adquirir artigos que precisavam. Foi tamb\u00e9m centro de romarias em honra a [[Nossa Senhora das Oliveiras]], para cujo culto constru\u00edram, em 1761, uma capela em torno da qual se firmaria o povoado.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=150|volume=5|id=}} Os campos de [[Guarapuava]] e de [[Palmas (Paran\u00e1)|Palmas]], por se acharem fora do percurso do \"caminho do sul\", j\u00e1 no oeste, foram os \u00faltimos a serem povoados. A descoberta oficial data de 1768; realizou-a uma Bandeira ordenada pelo [[Lista de governadores de S\u00e3o Paulo|governador]] da [[capitania de S\u00e3o Paulo]].\n\nA posse definitiva coube a outra Bandeira (1771), que encontrou resist\u00eancia dos ind\u00edgenas. O primeiro povoado, chamado [[Atalaia (Paran\u00e1)|Atalaia]], surgiu em 1809 quando uma expedi\u00e7\u00e3o colonizadora expulsou os \u00edndios.\n\nEm 1819, os paulistas, em mais uma expedi\u00e7\u00e3o oficial, escolheram novo S\u00edtio no qual lan\u00e7aram as bases para a instala\u00e7\u00e3o definitiva do n\u00facleo que originaria Guarapuava, primeira vila do oeste do [[Paran\u00e1]] e atual cidade do mesmo nome.\n\nDe Guarapuava processou-se nova expans\u00e3o dos criadores de gado, desta feita rumo aos campos de Palmas, conhecidos desde [[1726]] sob a denomina\u00e7\u00e3o de \"Campos de Biturunas\", A ocupa\u00e7\u00e3o verificou-se a partir de [[1839]]-[[1840|40]] e firmou-se depois de [[1845]] quando foram abertas estradas ligando-os aos do [[Rio Grande do Sul]]. Gra\u00e7as a essas veredas, os [[pradaria|campos]] de Guarapuava e de Palmas deixaram de ser simples complementos dos Gerais; organizou-se uma sociedade pastoril pr\u00f3pria. Ainda gra\u00e7as a elas seriam ocupados os \u00faltimos Campos do Sul do Pa\u00eds, quando alcan\u00e7aram a zona de [[Passo Fundo]]. Sucedeu-se a irradia\u00e7\u00e3o de Passo Fundo para [[Cruz Alta (Rio Grande do Sul)|Cruz Alta]], [[Palmeira das Miss\u00f5es|Palmeira]], [[Soledade (Rio Grande do Sul)|Soledade]], [[Nonoai]], [[Santo \u00c2ngelo]] e [[S\u00e3o Borja]], este \u00faltimo j\u00e1 povoado por conquistadores oriundos de [[Porto Alegre]]. Complementou-se, com o povoamento da antiga zona das Miss\u00f5es jesu\u00edticas, a ocupa\u00e7\u00e3o dos Campos do Brasil Meridional.\n\nO melhor aproveitamento dos enormes rebanhos propiciou, no in\u00edcio, a produ\u00e7\u00e3o de couros e depois a [[ind\u00fastria]] do [[charque]], dando origem \u00e0 cidade de [[Pelotas]]. O desempenho da [[pecu\u00e1ria]] no povoamento da Regi\u00e3o Sul e mesmo no de todo o [[interior do Brasil]] foi extraordin\u00e1rio pela posse da maior parte do [[Geografia do Brasil|territ\u00f3rio nacional]]. Esta etapa do [[povoamento]], que se convencionou denominar de inicial, teve resultados modestos: litoral escassamente povoado e interior com ocupa\u00e7\u00e3o limitada, praticamente, \u00e0s \u00e1reas campestres.\n\n== Povoamento definitivo ==\n\nO povoamento definitivo verificou-se gra\u00e7as \u00e0 [[Cafeicultura|cultura do caf\u00e9]], \u00e0 [[coloniza\u00e7\u00e3o]] europ\u00e9ia e \u00e0 a\u00e7\u00e3o das Frentes Pioneiras. Papel semelhante a que exerceu no povoamento da terra bandeirante teria o [[caf\u00e9]] no [[norte]] do [[Paran\u00e1]]. Esta zona, por suas caracter\u00edsticas [[Geografia f\u00edsica|fisiogr\u00e1ficas]], constitui a parte tropical da Regi\u00e3o Sul, o que explica o transbordamento natural da cultura cafeeira paulista para ela, sua extraordin\u00e1ria expans\u00e3o e \u00eaxito econ\u00f4mico.\n\nViu-se que foram os jesu\u00edtas os primeiros a se estabelecerem no norte paranaense ([[s\u00e9culo XVII]]). Ap\u00f3s a destrui\u00e7\u00e3o das [[Miss\u00f5es jesu\u00edticas na Am\u00e9rica|Miss\u00f5es]], a zona ficou \u00e0 margem das correntes povoadoras at\u00e9 [[1855]], quando o [[governo]] [[Imp\u00e9rio do Brasil|imperial]] houve por bem instalar a col\u00f4nia militar de [[Jataizinho|Jata\u00ed]] e, em seguida, os n\u00facleos de S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara e de [[S\u00e3o Jer\u00f4nimo da Serra]]. Jata\u00ed e S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara transformar-se-iam na atual cidade de Jataizinho; S\u00e3o Jer\u00f4nimo daria origem a Araporangas. Estes n\u00facleos n\u00e3o passaram de singelos povoados perdidos em pleno sert\u00e3o at\u00e9 que, sob o impulso da onda cafeeira, a regi\u00e3o seria definitivamente ocupada.\n\nEm duas \u00e1reas distintas realizou-se a moderna ocupa\u00e7\u00e3o da parte setentrional do [[Paran\u00e1]]. Na primeira, as penetra\u00e7\u00f5es fizeram-se pelos cursos superior e m\u00e9dio do [[rio Itarar\u00e9]], com elementos vindos das \u00e1reas paulistas de povoamento antigo; eram fazendeiros\nplantadores de caf\u00e9.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=151|volume=5|id=}} Lan\u00e7aram as bases dos n\u00facleos de [[Siqueira Campos (Paran\u00e1)|Siqueira Campos]] (1862), a princ\u00edpio denominado Col\u00f4nia Mineira, de [[Santo Ant\u00f4nio da Platina]] (1866), de [[Venceslau Br\u00e1s]] e de [[S\u00e3o Jos\u00e9 da Boa Vista]] (1867), de [[Carl\u00f3polis]] e de outros. Na segunda \u00e1rea, a do [[Terceiro planalto paranaense|Terceiro Planalto]], teve duas fases: a mais antiga, realizada no trecho entre os rios Itarar\u00e9 e [[Rio Tibaji|Tibaji]] e a mais nova, do [[Planalto (geografia)|planalto]] do Tibaji \u00e0s margens do [[Rio Paran\u00e1|Paran\u00e1]]. Na inicial assemelhou-se a uma invas\u00e3o da vaga cafeeira paulista, processada atrav\u00e9s de [[Ourinhos]], sobretudo depois que esta cidade foi alcan\u00e7ada pela [[Estrada de Ferro Sorocabana]], em 1908. Floresceram [[Jacarezinho]] (1900), [[Cambar\u00e1]] (1904), [[Bandeirantes (Paran\u00e1)|Bandeirantes]] (1921) e [[Corn\u00e9lio Proc\u00f3pio]] (1924), mas vastas \u00e1reas permaneceram vazias, s\u00f3 posteriomente sendo ocupadas, inclusive com colonos [[japoneses]] (col\u00f4nia de [[Assa\u00ed|A\u00e7a\u00ed]], 1931).\n\nNa por\u00e7\u00e3o ocidental do Tibaji efetuou-se a maior obra de povoamento planejado do [[Brasil]]. Come\u00e7ou em 1919 com tr\u00eas glebas que o governo estadual cedeu a particulares; elas originaram as col\u00f4nias \"[[Primeiro de Maio]]\" (1923), \"[[Sertan\u00f3polis]]\" (1924) e, posteriomente, \"[[Zacarias de G\u00f3is]]\". Estes n\u00facleos marcaram o in\u00edcio do povoamento da \u00e1rea; a sua ocupa\u00e7\u00e3o intensiva data\nde 1929 quando uma organiza\u00e7\u00e3o particular, a \"[[Companhia de Terras Norte do Paran\u00e1]]\", encarregou-se desta tarefa, planejando-a sob moderna orienta\u00e7\u00e3o e executando-a com denodo. O empreendimento incluiu a constru\u00e7\u00e3o de [[ferrovia]] e [[rodovia]]s. Ao primeiro n\u00facleo fundado, o de [[Londrina]] (1929), instalado em clareira aberta em plena mata, sucederam-se muitos outros, mesmo quando a companhia passou \u00e0s m\u00e3os de capitalistas paulistas (1944), com o nome de \"[[Companhia de Melhoramentos Norte do Paran\u00e1]]\", de modo que, j\u00e1 em 1946, [[Maring\u00e1]], a 127 quil\u00f4metros a oeste de Londrina, era centro pioneiro. Seguindo o exemplo da Companhia, o governo do Estado e mesmo particulares dedicaram-se ao povoamento das glebas vizinhas \u00e0s daquela empresa. Entre as col\u00f4nias oficiais ressaltaram-se I\u00e7ara, [[Jaguapit\u00e3]], [[Centen\u00e1rio do Sul|Centen\u00e1rio]] e [[Paranava\u00ed]], entre as particulares, destacou-se [[Ibipor\u00e3]].\n\nCompletou-se assim o povoamento do norte paranaense que se transformou, em poucas d\u00e9cadas, de \u00e1rea desabitada na mais pr\u00f3spera do [[Estado (subdivis\u00e3o)|Estado]]. Sua coloniza\u00e7\u00e3o, estreitamente ligada \u00e0 expans\u00e3o paulista e \u00e0 jornada cafeeira, teve car\u00e1ter diverso da efetuada no restante do Brasil Meridional. N\u00e3o se tratou de coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia; a ocupa\u00e7\u00e3o fez-se espont\u00e2neamente, com nacionais; os estrangeiros eram, em geral, colonos das [[fazenda]]s de caf\u00e9.\n\nOs n\u00facleos de imigrantes de determinada nacionalidade s\u00e3o pouco numerosos. At\u00e9 a metade do [[s\u00e9culo XIX]] o povoamento da Regi\u00e3o Sul abrangia, de modo geral, as \u00e1reas de Campo, como referido; a ocupa\u00e7\u00e3o das Matas restringia-se aos trechos em que elas eram entremeadas com os Campos. Patenteando-se a necessidade de efetuar a posse destas zonas, o governo decidiu-se pela coloniza\u00e7\u00e3o com pequenos propriet\u00e1rios livres, dispostos \u00e0 pr\u00e1tica da [[agricultura]]. \u00c0 iniciativa [[Rep\u00fablica|federal]] ou [[Estado (subdivis\u00e3o)|estadual]] aliou-se a particular e ambas levaram a coloniza\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas florestais, contribuindo para complementar o povoamento e estend\u00ea-lo em dire\u00e7\u00e3o aos limites ocidentais, expans\u00e3o esta que \u00e9 um dos tra\u00e7os principais da hist\u00f3ria contempor\u00e2nea do povoamento do Sul.\n\nOs [[alem\u00e3es]] foram os primeiros a chegar, estabelecendo-se na d\u00e9cada de 20, em tr\u00eas col\u00f4nias: [[S\u00e3o Leopoldo]] (RS), [[Rio Negro (Paran\u00e1)|Rio Negro]] (PR) e [[S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara]] (SC).\n\n[[S\u00e3o Leopoldo]], a ''c\u00e9lula mater'' da coloniza\u00e7\u00e3o alem\u00e3, surgiu em [[1824]] no ponto onde terminava o \u00faltimo trecho florestal do \"caminho do sul\". Estendeu-se rapidamente pela encosta e logo progrediu valendo-se da proximidade de [[Porto Alegre]] e contando n\u00e3o apenas com a [[Agricultura|atividade agr\u00edcola]] mas com a industrial, que surgiu por existirem entre os colonos j\u00e1 estabelecidos muitos artes\u00e3os.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=152|volume=5|id=}} A col\u00f4nia de [[Rio Negro (Paran\u00e1)|Rio Negro]], por seu isolamento e condi\u00e7\u00f5es dif\u00edceis de acesso, n\u00e3o teve \u00eaxito. S\u00f3 bem mais tarde recebeu nova leva de alem\u00e3es procedentes de Joinv\u00edle, iniciando fase de desenvolvimento. A col\u00f4nia de S\u00e3o Pedro de Alc\u00e2ntara, localizada no caminho [[Florian\u00f3polis]] - [[Lages]], n\u00e3o regrediu, por\u00e9m at\u00e9 hoje cont\u00ednua na categoria de povoado, embora pr\u00f3spero.\n\nDepois destes n\u00facleos, a coloniza\u00e7\u00e3o esteve interrompida por alguns anos; foi reiniciada pelo governo das prov\u00edncias, ainda com imigrantes alem\u00e3es.\n\nRestaurando-se a coloniza\u00e7\u00e3o, os n\u00facleos contribu\u00edram para realizar a expans\u00e3o do povoamento para oeste. Das cinco col\u00f4nias instaladas, as principais foram [[Santa Cruz do Sul|Santa Cruz]] e [[Santo \u00c2ngelo]]. O objetivo do estabelecimento destes n\u00facleos' (abertura das comunica\u00e7\u00f5es e o tr\u00e1fego entre a depress\u00e3o do [[Rio Jacu\u00ed|Jacu\u00ed]] e os campos do [[planalto]]) foi alcan\u00e7ado: a zona serrana entre S\u00e3o Leopoldo e Santa Cruz, at\u00e9 ent\u00e3o coberta de florestas e penetrada somente por alguns \"intrusos\" luso-brasileiros, passou a ser chamariz para especuladores e capitalistas que se assenhorearam de consider\u00e1veis \u00e1reas, loteando-as e vendendo aos colonos oriundos de S\u00e3o Leopoldo ou chegados da Alemanha.\n\nA obra colonizadora prosseguiu rumo a oeste e logo a \u00e1rea da encosta da [[Serra Geral (sul do Brasil)|Serra Geral]] povoado por germ\u00e2nicos estendeu-se de Torres \u00e0s proximidades de Santa Maria. Entre os n\u00facleos coloniais figuram Conventos (1853), [[Estrela (Rio Grande do Sul)|Estrela]] (1853), [[Teut\u00f4nia]] (1858), [[Arroio do Meio]] (1853) e [[S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul|S\u00e3o Louren\u00e7o]] (1858). Pelo Rescrito de Heydt (1859), interrompeu-se a [[Imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 no Brasil|imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3]], por\u00e9m continuou a expans\u00e3o das col\u00f4nias.\n\nEm 1870 e 1871 vieram novos imigrantes - [[italianos]] - encaminhados inicialmente para tr\u00eas col\u00f4nias: [[Caxias do Sul|Caxias]], [[Garibaldi]] e [[Bento Gon\u00e7alves (Rio Grande do Sul)|Bento Gon\u00e7alves]], na encosta superior do Planalto. O \u00eaxito foi de tal monta que, em seguida, seriam criadas outras como Alfredo Chaves (atual [[Veran\u00f3polis]]) e Ant\u00f4nio Prado.\n\nAp\u00f3s a [[Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica no Brasil|Proclama\u00e7\u00e3o da Rep\u00fablica]], o movimento colonizador atingiu o auge, dele passando a participar tamb\u00e9m imigrantes de outras etnias ([[russos]], [[poloneses]], [[suecos]]). As terras de Mata da parte ocidental do Estado foram ocupadas, muito contribuindo para isto a constru\u00e7\u00e3o da [[Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande]] e de seus ramais para oeste. As col\u00f4nias que serviram de base \u00e0 expans\u00e3o do povoamento nas matas do [[rio Uruguai]] foram: [[Erechim]] (1908), [[Santa Rosa do Sul|Santa Rosa]] (1915) e Guarita (1917).\n\nCompletou-se, assim, a ocupa\u00e7\u00e3o do [[Rio Grande do Sul]], caracterizando-se pela presen\u00e7a dos luso-brasileiros nas \u00e1reas campestres e do imigrante europeu e de seus descendentes nas zonas florestais.\n\nEm [[Santa Catarina]] a coloniza\u00e7\u00e3o oficial teve pouco \u00eaxito; os m\u00e9ritos couberam \u00e0 particular. Duas \u00e1reas se distinguiram, uma antiga, colonizada ainda no [[s\u00e9culo XIX]], e outra nova, ocupada no s\u00e9culo XX. A primeira corresponde \u00e0 encosta dissecada do Planalto onde se estabeleceram [[alem\u00e3es]] e [[italianos]]; a outra, \u00e0 parte ocidental do Estado onde a ocupa\u00e7\u00e3o baseou-se em coloniza\u00e7\u00e3o mista, feita sobretudo com elementos nacionais e descendentes de antigos colonos vindos do noroeste do Rio Grande do Sul.\n\nNa zona antiga sobressa\u00edram as col\u00f4nias alem\u00e3s de [[Joinville]], [[Blumenau]] e [[Brusque]], fundadas entre 1850 e 1860, respons\u00e1veis pela expans\u00e3o do povoamento em todo o [[vale do Itaja\u00ed]], e as italianas (1836) na bacia do [[rio Tijucas]] (Nova It\u00e1lia e [[Nova Trento]]) e, a partir de 1875, na zona litor\u00e2nea meridional, especialmente nos vales do [[Rio Tubar\u00e3o|Tubar\u00e3o]] e do [[Rio Urussanga|Urussanga]].{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=153|volume=5|id=}} Entre estas zonas e a nova estendia-se uma \u00e1rea na qual o povoamento se efetuara na segunda metade do s\u00e9culo anterior com a penetra\u00e7\u00e3o de paulistas que a atravessavam para chegar \u00e0s \u00e1reas campestres do Estado; em fun\u00e7\u00e3o da cria\u00e7\u00e3o de gado seria refor\u00e7ado ou realmente realizado com a coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia. Trata-se do [[planalto]] de [[Canoinhas]], cortado no in\u00edcio do povoamento pelo \"caminho do sul\"; [[Porto Uni\u00e3o]] (1769) \u00e9 desta fase. Em 1870 uma corrente povoadora oriunda de [[Joinville]] estabeleceu-se na col\u00f4nia de [[S\u00e3o Bento do Sul|S\u00e3o Bento]]; seguiram-se outras menores. A expans\u00e3o foi favorecida, a partir de 1910, pela liga\u00e7\u00e3o ferrovi\u00e1ria entre Porto Uni\u00e3o e Joinville. Esta zona, apesar da freq\u00fc\u00eancia de n\u00facleos de coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia, n\u00e3o se desenvolveu como as restantes do Planalto Cristalino.\n\nNa zona nova, a do [[Mesorregi\u00e3o do Oeste Catarinense|oeste]], o movimento colonizador aproveitou o [[vale]] do [[Rio do Peixe (Santa Catarina)|rio do Peixe]] e a ferrovia como eixos para a sua expans\u00e3o. A [[Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande]], vendendo glebas a companhias particulares rio-grandenses e atraindo [[imigrante]]s e excedentes das velhas col\u00f4nias, estimularia o povoamento feito sobretudo com alem\u00e3es e italianos. Houve tamb\u00e9m a\u00e7\u00e3o de companhias teuto-brasileiras (vale do [[Rio Peperi-Gua\u00e7u|Peperi-Gua\u00e7u]]) e no extremo da \u00e1rea, a de povoadores vindos do leste que se entrosaram com a Frente Pioneira proveniente do [[Rio Grande do Sul]].\n\nNo Paran\u00e1 a coloniza\u00e7\u00e3o variou quanto ao seu processo e quanto \u00e0 constitui\u00e7\u00e3o dos elementos colonizadores, por dois motivos: condi\u00e7\u00f5es geogr\u00e1ficas do Estado e tardio interesse pela coloniza\u00e7\u00e3o.\n\nO litoral acanhado e insalubre e a serra cristalina estreita e de encosta \u00cdngreme, fizeram fracassar as primeiras col\u00f4nias fundadas por [[italianos]] e [[franceses]], bem como a col\u00f4nia federal de [[Rio A\u00e7ungui|A\u00e7ungui]]. A coincid\u00eancia do desenvolvimento colonizador com o Rescrito de Heydt restringiu o n\u00famero de germ\u00e2nicos; [[poloneses]] e [[ucranianos]] foram mais numerosos.\n\nAs condi\u00e7\u00f5es naturais influ\u00edram de tal maneira que se distinguiram duas situa\u00e7\u00f5es: a que adveio da coloniza\u00e7\u00e3o processada no [[Primeiro planalto paranaense|Primeiro]] e no [[Segundo planalto paranaense|Segundo Planalto]] at\u00e9 1920 e a que se realizou no oeste, a partir daquele ano.\n\nNo Primeiro e no Segundo Planalto as col\u00f4nias foram pequenas e isoladas. A explica\u00e7\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil: localizaram-nas em zonas mistas de [[Floresta|Mata]] e [[Pradaria|Campo]]. Como os trechos florestais onde se estabeleceram os n\u00facleos formavam pequenas manchas e os Campos que os separavam cobriam grandes extens\u00f5es, as col\u00f4nias ficaram como \"ilhas\" nestes Campos. Duas foram estas zonas: uma nos arredores de [[Curitiba]] e outra em torno de [[Ponta Grossa]], [[Palmeira (Paran\u00e1)|Palmeira]] e [[Lapa (Paran\u00e1)|Lapa]].\n\nEm Ponta Grossa criaram uma grande col\u00f4nia, \"Rodr\u00edgo Ot\u00e1vio\", composta de 17 n\u00facleos; em Palmeira instalaram a de \"Sinimbu\" formada\npor 6 n\u00facleos; e no munic\u00edpio de Lapa fundaram os n\u00facleos de Wirmond, Marienthal e Johannisdorf.\n\nNo trecho ocidental do Segundo Planalto houve col\u00f4nias maiores, aproveitando as [[Floresta ombr\u00f3fila mista|Matas de Arauc\u00e1rias]] e a presen\u00e7a da [[Estrada de Ferro S\u00e3o Paulo-Rio Grande]]. A principal foi a de [[Prudent\u00f3polis]], estadual, iniciada em 1896, a maior de composi\u00e7\u00e3o eslava. Entre 1907 e 1914 chegaram alguns milhares de alem\u00e3es e quase 30.000 [[poloneses]] e [[ucranianos]]. O governo federal instalou a maior parte deles em col\u00f4nias que criou ao longo da [[ferrovia]]. Das que tiveram \u00eaxito citam-se as de Gon\u00e7alves J\u00fanior (1908) e Vera Guarani (1909).\n\nO oeste do Estado (Terceiro Planalto) pode ser dividido em duas \u00e1reas quanto ao povoamento: a setentrional, conhecida como norte do [[Paran\u00e1]], j\u00e1 referida, e o oeste propriamente dito, onde n\u00e3o houve uma coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia espec\u00edfica, mas a expans\u00e3o natural\ndos [[imigrante]]s [[Europa|europeus]] ou de seus descendentes.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=154|volume=5|id=}} Nesta segunda, ocupada desde o in\u00edcio do [[s\u00e9culo XIX]] em seus trechos campestres de Palmas, Guarapuava, [[Clevel\u00e2ndia]], [[Campo Er\u00ea]], Xagu e, mais tarde, com as col\u00f4nias de [[Chopim]] (1882) e [[Foz do Igua\u00e7u]] (1889) que o governo instalou para preservar a posse do territ\u00f3rio em face da quest\u00e3o de limites com a [[Argentina]], a coloniza\u00e7\u00e3o evoluiu lentamente at\u00e9 1930, quando a constru\u00e7\u00e3o de estradas de rodagem acabou com seu isolamento e facilitou a canaliza\u00e7\u00e3o de povoadores para suas matas.\n\nO povoamento ampliou-se sob o signo da coloniza\u00e7\u00e3o oficial e particular, ou livremente com a ocupa\u00e7\u00e3o de terras devolutas ou privadas, deixadas em abandono. Das col\u00f4nias governamentais a principal foi Bom Retiro (1918) denominada posteriormente [[Pato Branco]].\n\nEntre as particulares, Santa B\u00e1rbara, no atual munic\u00edpio de Palmas e [[Virmond]] ou Coronel Queiroz, no de [[Laranjeiras do Sul]], foram as que alcan\u00e7aram est\u00e1gio mais elevado. Delas resultou povoamento irregular e em grande parte dos casos n\u00e3o permanente.\n\nA outra modalidade de coloniza\u00e7\u00e3o, a ocupa\u00e7\u00e3o espont\u00e2nea e desordenada feita com [[caboclo]]s e colonos que se apossavam indiferentemente das terras, firmou-se \u00e0 medida que se dava a abertura de estradas pelas quais penetravam.\n\nVisando \u00e0 ocupa\u00e7\u00e3o definitiva das terras ap\u00f3s o trabalho desses exploradores dos ervais e pinhais ou espalhadores de ro\u00e7as em terrenos devolutos, o governo reorganizou a coloniza\u00e7\u00e3o atrav\u00e9s do Departamento de Terras e Coloniza\u00e7\u00e3o do Estado, fundando\nentre outras col\u00f4nias Cantu, Piquiri, Goio-Bang e [[Goioer\u00ea]]. Seguiram-se companhias particulares que venderam terras a colonos vindos de [[Santa Catarina]], [[Rio Grande do Sul]] e do pr\u00f3prio Estado.\n\nNo divisor de \u00e1guas do [[Rio Iva\u00ed|Iva\u00ed]]-[[Rio Piquiri|Piquiri]] as correntes povoadoras chegam tamb\u00e9m do norte do Paran\u00e1; o movimento data de poucos anos (1951) e faz-se com paulistas e [[Regi\u00e3o Nordeste do Brasil|nordestinos]] vindos de S\u00e3o Paulo. Enfim, a ocupa\u00e7\u00e3o do oeste foi irregular, em n\u00facleos isolados, sem a presen\u00e7a da Frente Pioneira cl\u00e1ssica observada no norte do Estado.\n\nO povoamento do Paran\u00e1 completou-se nos \u00faltimos anos com elementos provenientes do noroeste do [[Rio Grande do Sul]], na Zona do Rio do Peixe (SC) e das pr\u00f3prias col\u00f4nias eslavas do Estado.\n\nA coloniza\u00e7\u00e3o europ\u00e9ia influiu de modo consider\u00e1vel no povoamento da Regi\u00e3o Sul, contribuindo para elev\u00e1-la \u00e0 posi\u00e7\u00e3o que hoje desfruta no Pa\u00eds, n\u00e3o somente sob o aspecto populacional mas, sobretudo, pelo econ\u00f4mico e social. Ela constituiu, em suma, um refor\u00e7o para a [[agricultura]] e para a [[ind\u00fastria]], no que diz respeito \u00e0 for\u00e7a de trabalho, aos capitais e \u00e0s t\u00e9cnicas.\n\nO povoamento que assim se processou no Sul do [[Brasil]], t\u00e3o intimamente ligado \u00e0s condi\u00e7\u00f5es naturais da [[Regi\u00e3o]], influiu n\u00e3o apenas sobre a distribui\u00e7\u00e3o atual da [[popula\u00e7\u00e3o]], mas sobre sua organiza\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica e social. Dele resultou a terceira concentra\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica do Pa\u00eds, com popula\u00e7\u00e3o que, exercendo [[Atividade econ\u00f4mica|atividades econ\u00f4micas]] variadas, concorreu para a forma\u00e7\u00e3o de paisagens culturais diversas.\n\nNeste quadro distinguem-se, em primeiro lugar e nitidamente, duas \u00e1reas: o sul [[Clima tropical|tropical]] e o [[Clima subtropical|subtropical]]. A parte tropical, constitu\u00edda pelo norte do Paran\u00e1, embora bastante ex\u00edgua em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 extens\u00e3o total da Regi\u00e3o, tem caracter\u00edsticas especiais condicionadas ao [[desenvolvimento econ\u00f4mico]] e cultural que nela ocorreu com a marcha do [[caf\u00e9]], estabelecida com a derrubada da [[Floresta pluvial tropical|floresta pluvial]] que a cobria.\n\n\u00c9 fundamental a diferen\u00e7a entre estas terras ao norte do [[tr\u00f3pico de Capric\u00f3rnio]] e as que se encontram ao sul, nas quais a vegeta\u00e7\u00e3o de [[Campo limpo (vegeta\u00e7\u00e3o)|Campos Limpos]] e de Matas determinou o aparecimento de duas paisagens t\u00edpicas: a das regi\u00f5es campestres latifundi\u00e1rias pastoris e a das \u00e1reas florestais agr\u00edcolas de pequenas propriedades.{{citar livro|autor=MAGNANINI, Ruth da Cruz; SOUTO MAIOR, Ariadne Soares|t\u00edtulo=Geografia do Brasil|local=Rio de Janeiro|editora=IBGE|ano=1977|p\u00e1gina=155|volume=5|id=}}\n\nO sul tropical foi transformado rapidamente pelo caf\u00e9, que o fez passar de \u00e1rea desabitada \u00e0 mais pr\u00f3spera do Estado, com um desenvolvimento agr\u00edcola incentivado pela expans\u00e3o dos mercados urbanos e pela [[industrializa\u00e7\u00e3o]] no [[Setor prim\u00e1rio|setor de bens prim\u00e1rios]].\n\nO sul subtropical estruturou-se em fun\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de [[Produtos aliment\u00edcios|g\u00eaneros aliment\u00edcios]] destinados ao [[mercado interno]], \u00e0 qual se vincula a maior parte de suas [[ind\u00fastria]]s.\n\nEstas diferencia\u00e7\u00f5es mais evidentes contribuem de modo especial para que os aspectos gerais econ\u00f4micos e sociais fa\u00e7am do Estado do [[Paran\u00e1]] uma \u00e1rea de organiza\u00e7\u00e3o espacial e, conseq\u00fcentemente, de comportamento e evolu\u00e7\u00e3o demogr\u00e1ficas bastante diversos\ndos outros dois Estados integrantes da Regi\u00e3o.\n\nDiferencia\u00e7\u00f5es em escala menor ocorrem, por\u00e9m, em zonas menos extensas, com caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, resultantes de condi\u00e7\u00f5es naturais locais e de sua evolu\u00e7\u00e3o [[Hist\u00f3ria|hist\u00f3rico]]-[[Economia|econ\u00f4mica]]. Por isto, n\u00e3o s\u00e3o iguais as Zonas Coloniais Velhas e Novas do Brasil Meridional; o [[litoral]] de [[Santa Catarina]] e a faixa de terra correspondente nas outras [[Unidades federativas do Brasil|Unidades Federativas]]; a \u00e1rea de [[pecu\u00e1ria]] dos [[Campos Gerais do Paran\u00e1|Campos Gerais]] e a da [[Campanha Ga\u00facha]], discrep\u00e2ncias em termos de compara\u00e7\u00e3o estadual que necessariamente repercutem na evolu\u00e7\u00e3o e distribui\u00e7\u00e3o das popula\u00e7\u00f5es urbanas e rurais, nas densidades demogr\u00e1ficas, na evolu\u00e7\u00e3o e nas atividades econ\u00f4micas da popula\u00e7\u00e3o, j\u00e1 que esta \"\u00e9 o reflexo de todas as condi\u00e7\u00f5es que influem sobre a combina\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica\".\n\n Cronologia por s\u00e9culo\n*XVI: Inicia a coloniza\u00e7\u00e3o espanhola no [[Guayr\u00e1]]\n*XVII: Destrui\u00e7\u00e3o das redu\u00e7\u00f5es jesu\u00edticas do Guayr\u00e1, funda\u00e7\u00e3o das reduc\u00f5es de Tapes. Incurs\u00f5es banderirantes.\n*XVIII: In\u00edcio da pecu\u00e1ria, produ\u00e7\u00e3o charqueado em Pelotas.\n*XIX: A pecu\u00e1ria argentina e uruguaia amea\u00e7am a economia sulina. O mesmo fen\u00f4meno de encarecimento da produ\u00e7\u00e3o que ocorreu no Nordeste do s\u00e9culo XVIII chegou ao Sul. A guerra dos Farrapos acabou sendo inevit\u00e1vel. A imigra\u00e7\u00e3o alem\u00e3 e pad\u00e2nica no norte do RS faz a demografia ga\u00facha, tornando o RS uma das maiores prov\u00edncias do pa\u00eds. O RS \u00e9 o primeiro estado do Sul onde a imigra\u00e7\u00e3o gerou um grande fator de crescimento demogr\u00e1fico se somando ao anterior ciclo da pecu\u00e1ria no RS meridional.\n*XX: A imigra\u00e7\u00e3o impacta finalmente o PR e SC. O Sul passa a ter a segunda economia do pa\u00eds, superando o Nordeste.\n*XXI: A forte emigra\u00e7\u00e3o pelo encarecimento das terras gera uma migra\u00e7\u00e3o de capital humano da regi\u00e3o rumo ao Centro-Oeste e pa\u00edses vizinhos. Isso faz a participa\u00e7\u00e3o da regi\u00e3o pela primeira vez em s\u00e9culos decair no conjunto demogr\u00e1fico do pa\u00eds.\n\n== Ver tamb\u00e9m ==\n* [[Regi\u00e3o Sul do Brasil]]\n* [[Hist\u00f3ria do Paran\u00e1]]\n* [[Hist\u00f3ria de Santa Catarina]]\n* [[Hist\u00f3ria do Rio Grande do Sul]]\n\n{{Notas}}\n\n{{Refer\u00eancias}}\n\n== Bibliografia ==\n\n* MAROTE, Jo\u00e3o Teodoro d'Olim. ''Estudos sociais, ci\u00eancias e programas de sa\u00fade, volume 4, primeiro grau: livro do professor''. S\u00e3o Paulo: \u00c1tica, 1990.\n\n== Liga\u00e7\u00f5es externas ==\n\n{{Hist\u00f3ria dos estados do Brasil}}\n\n[[Categoria:Regi\u00e3o Sul do Brasil]]\n[[Categoria:Hist\u00f3ria do Brasil por regi\u00e3o|Sul]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Ruinas de Sao Miguel das Missoes.jpg"}]},"5590430":{"pageid":5590430,"ns":0,"title":"Xixiposaurus","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n|nome =''Xixiposaurus''\n|cor =lightgrey\n|estado =EX\n|reino =[[Animalia]]\n|filo =[[Chordata]]\n|superordem =[[Dinosauria]] \n|ordem =[[Saurischia]]\n|subordem =[[Sauropodomorpha]]\n|g\u00e9nero ='''''Xixiposaurus'''''
Sekiya, [[2010]]\n|binomial =''Xixiposaurus suni''\n|binomial_autoridade =Sekiya, 2010\n}} \n\n'''''Xixiposaurus''''' \u00e9 um [[G\u00eanero (biologia)|g\u00eanero]] de [[dinossauro]] [[Plateosauria|prosaur\u00f3pode]] que existia onde atualmente se localiza a [[Forma\u00e7\u00e3o Lower Lufeng]], [[China]] durante o [[Jur\u00e1ssico|per\u00edodo Jur\u00e1ssico inferior]]. Foi nomeado pela primeira vez por Toru Sekiya em [[2010]] e o esp\u00e9cime tipo \u00e9 o ''Xixiposaurus suni''.{{citar peri\u00f3dico |ultimo=Sekiya |primeiro=Toru |data=2010 |titulo=A new prosauropod dinosaur from Lower Jurassic in Lufeng of Yunnan |url=http://www.ceps.com.tw/ec/ecjnlarticleView.aspx?jnlcattype=1&jnlptype=3&jnltype=20&jnliid=2337&issueiid=93871&atliid=1940247 |peri\u00f3dico=Global Geology |volume=29 |n\u00famero=1 |p\u00e1ginas=6\u201315 |doi=10.3969/j.issn.1004-5589.2010.01.002 |acessodata=2017-11-26 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20150713225020/http://www.ceps.com.tw/ec/ecjnlarticleView.aspx?jnlcattype=1&jnlptype=3&jnltype=20&jnliid=2337&issueiid=93871&atliid=1940247 |arquivodata=2015-07-13 |urlmorta=yes }}\n\n==Notas==\n\n{{Tradu\u00e7\u00e3o/ref|en|Xixiposaurus|oldid=768856955}}\n{{t\u00edtulo em it\u00e1lico}}\n{{Refer\u00eancias}}\n\n==Ver tamb\u00e9m==\n\n{{Portal3|China|Dinossauros|Extin\u00e7\u00e3o|Paleontologia}}\n\n{{esbo\u00e7o personalizado|imagem=Barapasaurus DB.jpg|tamanho=50px|tema=[[Sauropodomorpha]]}} \n\n[[Categoria:Esp\u00e9cies f\u00f3sseis descritas em 2010]]\n[[Categoria:Prossaur\u00f3podes]]"}]},"2750669":{"pageid":2750669,"ns":0,"title":"Leptogenys lucidula","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Info/Taxonomia\n|cor = pink\n|nome = ''Leptogenys lucidula''\n|imagem =\n|imagem_legenda =\n|estado =\n|reino = [[Animalia]]\n|filo = [[Arthropoda]]\n|classe = [[Insecta]]\n|superordem = [[Endopterygota]]\n|ordem = [[Hymenoptera]]\n|subordem = [[Apocrita]]\n|superfam\u00edlia = [[Vespoidea]]\n|fam\u00edlia = [[Formicidae]]\n|subfam\u00edlia = [[Ponerinae]]\n|g\u00e9nero = ''[[Leptogenys]]''\n|esp\u00e9cie = '''''Leptogenys lucidula'''''\n|binomial = ''Leptogenys lucidula''\n|binomial_autoridade =\n|sin\u00f3nimos =\n}}\n'''''Leptogenys lucidula''''' \u00e9 uma esp\u00e9cie de [[formiga]] do g\u00eanero ''[[Leptogenys]]'', pertencente \u00e0 subfam\u00edlia [[Ponerinae]].{{Citar web|url = https://www.gbif.org/species/1321367 |t\u00edtulo = Leptogenys lucidula |obra = [[Global Biodiversity Information Facility|Sistema Global de Informa\u00e7\u00e3o sobre Biodiversidade]] |l\u00edngua = en |acessodata = 24 de agosto de 2019}}\n\n\n== Refer\u00eancias ==\n\n\n{{Esbo\u00e7o-formiga}}\n{{Taxonbar}}\n\n[[Categoria:Leptogenys]]"}]},"980497":{"pageid":980497,"ns":0,"title":"Miraflores (distrito de Lima)","revisions":[{"contentformat":"text/x-wiki","contentmodel":"wikitext","*":"{{Ver desambig|outras cidades com este nome|Miraflores}}\n\n{{geocoordenadas|12_7_3_S_77_2_35_W_type:city_region:PE|12\u00b0 7' 3\" S, 77\u00b0 2' 35\" O}}{{Info/Assentamento|nome=Miraflores|assentamento_tipo=Distrito|imagem_horizonte=|imagem_escudo=Escudo_de_Miraflores(Lima).png|imagem_bandeira=Bandera de Miraflores (Lima).png|lema=Miraflores, Ciudad segura y confiable.|imagem_mapa=Distrito_de_Miraflores.png|latd=12|latm=07|lats=03|latNS=S|longd=77|longm=02|longs=35|longEW=O|imagem_mapa1=Location_of_Miraflores_(Lima,_Peru).png|mapa_legenda=Miraflores no Peru|mapa_legenda1=Miraflores na Provincia de Lima|subdivis\u00e3o_tipo=Pais|subdivis\u00e3o_nome=Peru|subdivis\u00e3o_tipo2=Provincia|subdivis\u00e3o_nome2=Provincia de Lima|estabelecido_t\u00edtulo=Funda\u00e7\u00e3o|estabelecido_data=2 de Janeiro de 1857|estabelecido_t\u00edtulo2=Idioma oficial|popula\u00e7\u00e3o_total=85065|l\u00edder_partido=PSN|l\u00edder_nome=Luis Molina Arles|l\u00edder_t\u00edtulo=Prefeito|\u00e1rea_total_km2=9.62|altitude_m=79|vazio1_nome_sec1=Gentilicio|vazio1_info_sec1=Miraflorino}}\n\nO '''Distrito peruano de Miraflores''' \u00e9 um dos quarenta e tr\u00eas distritos que formam a [[Prov\u00edncia de Lima]], situada na zona costeira do [[Peru]]. Limita ao norte com o distrito de [[San Isidro (distrito)|San Isidro]], ao leste com os distritos de [[Santiago de Surco (distrito)|Santiago de Surco]] e [[Surquillo (distrito)|Surquillo]], ao sul com o distrito de [[Barranco (distrito)|Barranco]] e ao oeste com o [[Oceano Pac\u00edfico]]. Gra\u00e7as aos seus lindos parques e a bela vista panor\u00e2mica ao mar, \u00e9 o distrito mais procurado e visitado pelos turistas em Lima. \n\nMiraflores ocupa o segundo lugar no ranking de desenvolvimento humano dos distritos do Peru, alcan\u00e7ado apenas pelo distrito de San Isidro. \n\n== Localiza\u00e7\u00e3o ==\nO distrito de Miraflores se encontra dentro da [[Lima (prov\u00edncia)|Provincia de Lima]], com uma extens\u00e3o de 9,62 [[Quil\u00f3metro quadrado|quil\u00f4metros quadrados]] e aproximadamente 85.000 habitantes.\n\n==\u00a0Atra\u00e7\u00f5es Tur\u00edsticas ==\nPelo seu alto nivel de seguran\u00e7a, um grande n\u00famero de turistas de todo o mundo preferem o distrito, e por essa raz\u00e3o, muitas redes mundialmente famosas de hoteis encontram- se no distrito.\n\nAl\u00e9m dos seus parques bem cuidados e da bela vista panor\u00e2mica da bahia de [[Chorrillos (distrito)|Chorrillos]], os pontos tur\u00edsticos mais conhecidos s\u00e3o:\n\n'''Huaca Pucllana:''' Foi um dos centros cerimoniais administrativos mais importantes da Civiliza\u00e7\u00e3o Lima (100- 650 dc). O [[S\u00edtio arqueol\u00f3gico|sitio arqueol\u00f3gico]] ocupa uma area de 6 [[Hectare|hectares]] (Originalmente eram 18 hectares), e se estima que foi contru\u00edda no [[S\u00e9culo VI|s\u00e9culo VI depois de Cristo]]. Atualmente \u00e9 um dos sitios arqueol\u00f3gicos mais conservados e visitados de Lima. \n\n'''Parque central de Miraflores:''' Localizado no cora\u00e7\u00e3o de Miraflores, esse parque \u00e9 muito visitado pelos tur\u00edstas por ter um grande n\u00famero de restaurantes de diferentes especialidades ao seus aredores. Nesse parque muitos artistas oferecem suas obras de arte e esculturas de madeira. Em frente ao parque encontramos a Igreja Matriz Virgem Milagrosa e a Prefeitura de Miraflores \n\n'''Shopping Larcomar:''' Localizado na beira de uma fal\u00e9sia com vista ao Oceano Pac\u00edfico, esse Shopping conta com v\u00e1rias lojas restaurantes, bares, teatro, etc. \n\n== Cidades Irm\u00e3s ==\n* {{USAb}} '''[[Pensacola]]''', [[Fl\u00f3rida]], [[Estados Unidos]] http://www.enterpriseflorida.com/wp-content/uploads/Directory_of_Consulates_Chambers_and_Sister_Cities_in_Florida.pdf\n* \u00a0{{CHLb}} [[Las Condes]],\u00a0[[Santiago (Chile)|Santiago]],\u00a0[[Chile]]\n* {{SALb}} [[Sonsonate]],\u00a0[[El Salvador]]\n* {{ESPb}} [[M\u00e1laga]], [[Andaluzia|Andaluz\u00eda,]] [[Espanha]]\n* {{CHLb}} [[Vi\u00f1a del Mar]], [[Valpara\u00edso (regi\u00e3o)|Regi\u00e3o de Valparaiso]], [[Chile]]\n* {{URYb}} [[Punta del Este]], [[Maldonado (departamento)|Departamento de Maldonado]], [[Uruguai]]\n* {{PERb}} [[Pisco (cidade)|Pisco]], [[Ica (regi\u00e3o)|Departamento de Ica]], [[Peru]]\n\n\n==Transporte==\nO distrito de Miraflores n\u00e3o \u00e9 servido pelo sistema de estradas terrestres do Peru, visto ser uma comuna urbana da [[Regi\u00e3o Metropolitana de Lima|\u00c1rea Metropolitana de Lima]]https://www.deperu.com/red-vial/amazonas.phphttps://sinia.minam.gob.pe/mapas/mapa-sistema-nacional-carreteras-peruhttp://portal.mtc.gob.pe/transportes/caminos/normas_carreteras/mapas_viales.html\n\n==Ver tamb\u00e9m==\n* [[Subdivis\u00f5es do Peru]]\n* [[Lista das cidades mais populosas do Peru]]\n\n{{refer\u00eancias}}\n{{esbo\u00e7o-geope}}\n{{Prov\u00edncia de Lima}}\n[[Categoria:Distritos da prov\u00edncia de Lima]]"}],"images":[{"ns":6,"title":"Ficheiro:Bandera de Miraflores (Lima).png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Disambig grey.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Distrito de Miraflores.png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Escudo de Miraflores(Lima).png"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Chile.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of El Salvador.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Peru (state).svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Spain.svg"},{"ns":6,"title":"Ficheiro:Flag of Uruguay.svg"}]}}}}